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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Ataques informáticos: sistema Vigilis deteta 75 mil vulnerabilidades em Portugal

Cerca de 75 mil vulnerabilidades técnicas a ataques informáticos foram encontradas pelo sistema Vigilis nos cinco milhões de endereços eletrónicos existentes na Internet em Portugal. 


Francisco Rente: «os criminosos estão continuamente a explorar novas metodologias e ferramentas para atacar»

Mais de 75 mil vulnerabilidades técnicas foram encontradas nos cinco milhões de endereços eletrónicos e 86 mil domínios pt ativos existentes na Internet em Portugal, revela o estudo quadrimestral feito pelo sistema Vigilis.

Roubo de informação, interceção ou adulteração de comunicações (telefones, mail) e possibilidade de comprometer sistemas (ganhar controlo sobre eles), são os grandes grupos de vulnerabilidades encontrados pelo Vigilis, que podem ser detalhadas em 19 tipos diferentes.

O estudo é feito regularmente por uma equipa de investigadores do Centro de Investigação em Sistemas da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, coordenada por Francisco Rente, de 27 anos.

Ataques semelhantes ao caso WikiLeaks

Dos 9715 servidores (sistemas de computação que fornecem serviços a um rede de computadores) que foram testados, mais de 7000, dos quais 1251 pertencem ao Estado, têm um esquema de criptografia (técnica para esconder a informação) de tal modo vulnerável que permite aos atacantes informáticos acesso a toda a informação e a sua partilha pública, tal como no caso WikiLeaks .

O Vigilis é um sistema único a nível mundial - em termos técnicos e objetivos conceptuais - de avaliação do índice de segurança da Internet, criado por Francisco Rente quando o jovem investigador tinha apenas 23 anos (com o nome Nonius), que identifica as ameaças à segurança informática e desenvolve as ferramentas para as prevenir e combater.

"Há centenas de novas ameaças à segurança informática que surgem diariamente, porque os criminosos estão continuamente a explorar novas e sofisticadíssimas metodologias e ferramentas para atacar", explica Francisco Rente ao Expresso.

Francisco Rente: "Situação é grave e tem vindo a piorar"

"A situação é grave e tem vindo a piorar desde que fazemos estes estudos, há cerca de três anos, mas a boa notícia é que o crescimento do número de vulnerabilidades está a diminuir de ritmo", prossegue o investigador, reconhecendo que no final de 2009 se notou "um grande esforço no Estado" para combater o problema.

O número de 75 mil ocorrências de vulnerabilidades está, no entanto, longe da realidade. "Este número representa os tipos de vulnerabilidades que podem ser estudados de forma legal e remotamente, mas na verdade são muito mais, são milhões de ocorrências", esclarece Francisco Rente.

Além de produzir dados estatísticos relativos ao nível de segurança da Internet portuguesa, o Vigilis tem também como objetivo criar uma consciencialização nacional para o problema da segurança da informação.

A partir deste sistema nasceu uma spin-off da Universidade de Coimbra, a Dognaedis, uma empresa de auditoria e consultoria que tem como clientes bancos e infraestruturas críticas (hospitais, redes elétricas e de telecomunicações, etc.). Francisco Rente é um dos seus fundadores.

fonte: Expresso

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