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quinta-feira, 13 de abril de 2017

EUA lançam no Afeganistão a maior bomba não nuclear existente


Pentágono assume que utilizou aquela que é conhecida como "mãe de todas as bombas"

As Forças Armadas norte-americanas anunciaram esta quinta-feira que utilizaram no Afeganistão aquela que é a mais potente bomba não nuclear do seu arsenal, numa série de ataques a complexos do ISIS.

O engenho, de 10 toneladas, tem a designação oficial de GBU-43 Massive Ordnance Air Blast Bomb, cuja sigla dá MOAB, que lhe vale a alcunha Mother of All Bombs - "a mãe de todas as bombas".

O porta-voz do Pentágono, Adam Stump, citado pela AP, afirmou que a bomba foi utilizada contra esconderijos em cavernas do Estado Islâmico na província de Nangarhar, próxima da fronteira com o Paquistão.

Esta é a primeira vez que a bomba é utilizada em cenário de guerra. Até agora, só tinha sido detonada em testes controlados.

O líder das forças internacionais no Afeganistão, o general john Nicholson, especificou que a bomba foi usada contra cavernas e bunkers do Estado Islâmico. "Esta é a munição certa para eliminar estes obstáculos e manter o ímpeto da nossa ofensiva contra o ISIS", disse, citado pela Reuters.

Não são conhecidos ainda com exatidão a extensão dos danos realizados por este ataque.


sexta-feira, 10 de março de 2017

Wikileaks: CIA pode controlar iPhone, Android, TV e computador de qualquer pessoa


O WikiLeaks revelou na primeira parte dos seus arquivos sobre a CIA que a Agência Central de Inteligência dos EUA teria desenvolvido um vírus capaz de infectar telefones, telemóveis, televisores inteligentes e computadores para roubar dados dos usuários e controlar os aparelhos à distância.

De acordo com o site, a Divisão de Dispositivos Móveis (MDB) da agência americana já realizou inúmeros ataques para hackear e controlar uma série de modelos de smartphones. Os aparelhos contaminados, sejam estes iPhones ou Androids, estariam recebendo instruções para enviar à CIA informações como geolocalização e comunicações de áudio e texto e até para activar secretamente a câmara e o microfone. 

Através das técnicas empregadas, seria possível contornar os sistemas de segurança de aplicativos como WhatsApp, Telegram, Wiebo, Confide, Cloackman e Signal (aplicativo que havia sido elogiado por Edward Snowden por conta da sua segurança) e roubar as mensagens antes da aplicação da criptografia. 

Além de telefones e TVs, a inteligência americana também teria um interesse muito grande em controlar sistemas operacionais, como Windows, Mac OS X, Solaris e Linux, e também roteadores. 

"Muitos desses esforços de infecção são reunidos pela Divisão de Implante Automatizado (AIB), que desenvolveu vários sistemas de ataque para infestação automatizada e controle de malware da CIA, como 'Assassin' e 'Medusa'", diz o Wikileaks. "Ataques contra a infraestrutura da internet e servidores da Web são desenvolvidos pela Divisão de Dispositivos de Rede (NDB) da CIA".

Todas essas operações, segundo a organização fundada por Julian Assange, não seriam possíveis se as actividades dos hackers da Agência Central de Inteligência ficassem restritas a Langley, na Virgínia (sede). Para isso, a CIA também utilizaria o Consulado dos Estados Unidos em Frankfurt como uma base para seus hackers actuarem na Europa, no Oriente Médio e na África. O local seria conhecido como Centro de Inteligência Cibernética da Europa (CCIE).

fonte: Sputnik News

sexta-feira, 3 de março de 2017

Documentos secretos da CIA podem agora ser lidos no seu computador


O presidente português Costa Gomes (à esq., de frente) recebido pelo presidente americano Gerald Ford, em dezembro de 1974: EUA acompanharam de perto a Revolução do 25 de Abril ARQUIVO DN

Agência americana disponibilizou milhares de ficheiros na internet. E há muito para ler da história recente de Portugal

Não há segredos nos milhares de documentos que a CIA colocou na internet ao alcance de todos, mas no mar de textos disponibilizados podem ainda encontrar-se surpresas. Portugal, o 25 de Abril, os anos quentes que se seguiram e os protagonistas das décadas de 1970 e 1980 estão abundantemente retratados nestes documentos.

Disponibilizados em janeiro (que podem ser vistos no endereço https://www.cia.gov/library/readingroom/), estes ficheiros antes só estavam acessíveis a quem fosse aos Estados Unidos, como recordou ao DN o jornalista Nuno Simas, autor de Portugal Classificado - Documentos Secretos Norte-Americanos (1974-1975), editado pela Alêtheia Editores.

"São milhares de documentos e tínhamos de ir aos EUA para os consultar. Agora estão à distância de um clique e permitem fazer download", explicou Simas, sublinhando a importância desta decisão da agência americana. E que abre "um mar" de páginas e páginas à espera de serem navegadas - são 800 mil documentos, 13 milhões de páginas, entre memorandos, relatórios, recortes de jornais. "É preciso refinar a pesquisa", advertiu o jornalista.

A pesquisa por Portugal devolve-nos 8215 resultados. Entre estes está o "memorando" que Henry A. Kissinger, com o selo da Casa Branca, em que o então secretário de Estado americano dava conta do "coup in Portugal" - o golpe era o do 25 de Abril e já estava nas ruas há quatro dias, quando o governante da administração de Gerald Ford aponta a principal causa para "o golpe praticamente sem derramamento de sangue" como sendo as "políticas de Lisboa para África e as divisões entre os militares".

Mais à frente, Kissinger apontava que os militares "insurrectos", "soberbamente organizados e bem conduzidos", "tomaram o poder de surpresa". E numa nota de alívio o governante sublinhava que, até aquele momento, "o novo governo parece ter o controlo completo". Nuno Simas notou que os americanos não estiveram "muito longe" na parte de África, "foram mais corretos", do que "na avaliação interna" e na perceção do "poder que cada um tinha". "Houve um erro de cálculo. Foram um bocadinho ao lado. Acharam que podiam ter Spínola como aliado", exemplificou.

Irão-Contras em Lisboa

Sem antecipar grandes revelações, há coisas que ainda merecem um olhar atento na pesquisa de filigrana que é necessário fazer. Por exemplo, no caso do Irão-Contras, um escândalo que abalaria nos anos 1980 a administração Reagan, por financiamento dos Contras nicaraguenses, quebrando um embargo de armas ao Irão. "Uma das primeiras notícias", agora disponibilizada pela CIA, "aponta logo para voos com passagem por Lisboa", anotou Simas. "Até que ponto Portugal sabia desta operação", questionou-se o jornalista.

Estes ficheiros foram considerados como "não confidenciais" já nos anos 1990 e então disponibilizados ao público, mas a desclassificação foi parcial - no referido memorando sobre o 25 de Abril está lá a indicação: "Sem objeção para desclassificação em parte."

A sua consulta era difícil, mesmo para americanos. Os documentos só podiam ser vistos e lidos num departamento da CIA, a partir de quatro computadores do edifício dos Arquivos Nacionais, em College Park, no estado do Maryland, mas a pressão de jornalistas, investigadores e da Muckrock - organização não governamental que processou a agência em 2014 para poder ter acesso a estes ficheiros - resultou nesta divulgação em massa.

"O acesso a esta importante coleção histórica já não está limitado pela localização geográfica", admitiu Joseph Lambert, diretor da gestão de informações da CIA, segundo um comunicado citado pela CNN. Nenhum dos documentos disponibilizados nesta base de dados Crest (CIA Records Search Tool - em português, ferramenta de pesquisa dos registos da CIA) deixou de ser secreto recentemente.

A leitura dos analistas da CIA e do Departamento do Estado americano era muito feita a partir de "como é que isso afeta os interesses dos americanos", registou Nuno Simas, como por exemplo numa "análise circunstanciada às eleições de 1986", em que Mário Soares é eleito presidente da República, com o apoio do PCP na segunda volta. Segundo a agência Lusa, a CIA alertou, nesse ano, que a vitória de Mário Soares nas eleições presidenciais não apagava os riscos de instabilidade política em Portugal, e antecipava um conflito, no futuro, com o seu "inimigo político" Cavaco Silva. Pelos vistos, aqui acertaram.


sábado, 11 de fevereiro de 2017

Empresa implanta chips em trabalhadores


Momento da colocação do chip num funcionário

A Newfusion, uma empresa belga de marketing digital, implantou chips subcutâneos do tamanho de um grão de arroz em oito empregados, com o propósito de servir como "chave" de identificação para abrir portas e aceder aos computadores da firma. No entanto, este método radical tem alarmado as organizações de defesa dos direitos humanos, levantando questões relacionadas com a vida privada, a saúde e o risco de vigilância permanente dos trabalhadores.


"Ninguém é obrigado a utilizá-lo. Trata-se de um projeto lúdico. A ideia surgiu de um funcionário que se esquecia muitas vezes do cartão", explicou o diretor da empresa, Vincent Nys, ao canal televisivo belga VRT.

Os oito trabalhadores que receberam os microprocessadores aderiram à ideia de forma voluntária. Houve quem se opusesse terminantemente, tendo os homens sido mais recetivos do que as mulheres. A Newfusion acabou por oferecer uma alternativa: usar um anel que cumpre a mesma função que o chip.

Segundo Vincent Nys, o microprocessador disponibiliza outra função: memória que permite inserir cartões para o utilizador despejar dados de contactos de forma imediata para o smarthphone.

É a primeira vez que se utiliza na Bélgica uma tecnologia deste tipo, prática corrente há muitos anos nos Estados Unidos, principalmente entre funcionários hospitalares, e já ter testada na Suécia. No entanto, Estados norte-americanos como o Wisconsin e a Califórnia decidiram proibir o seu uso. Estima-se que dez mil pessoas carreguem chips deste género.


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