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quinta-feira, 16 de maio de 2019

Junta 11 banqueiros, milionários e empresários. Balsemão vai criar Clube Bilderberg à portuguesa


De Paula Amorim a Vasco de Mello, do presidente do Novo Banco ao da Galp, sem esquecer as líderes das Fundações Gulbenkian e Champalimaud. O grupo vai seguir as mesmas regras que o Clube Bilderberg.

Francisco Pinto Balsemão, antigo primeiro ministro e fundador do grupo Impresa, vai criar em Portugal um grupo semelhante ao Clube Bilderberg, noticia esta sexta-feira o Público. O grupo vai chamar-se “Encontros em Cascais” e arrancará ainda este mês na presença de 50 pessoas. A direção vai ser constituída por 11 pessoas, entre as quais ele e o filho, além de Paula Amorim, Leonor Beleza, Carlos Carreiras e António Ramalho. A missão será encontrar soluções para os problemas de Portugal e da Europa, explica o jornal.

O grupo vai seguir as mesmas regras que o Clube Bilderberg, uma conferência anual privada que acontece desde 1954 num hotel homónimo na Holanda e que reúne parte da elite política e económica do mundo ocidental. Nenhum jornalista vai poder assistir aos encontros. E todos os membros têm de obedecer às chamadas Chatham House Rule, uma norma segundo a qual quem assistir aos encontros pode falar das ideias partilhadas nas reuniões, desde que não desvende quem é que as expressou.

Segundo o Público, a lista completa de empresários na direção do grupo é composta por Francisco Pinto Balsemão, que esteve mais de 30 anos no conselho diretor de Bilderberg; o filho, Francisco Pedro, que lidera a Impresa; Paula Amorim, presidente do Grupo Amorim; Isabel Mota, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian; Leonor Beleza, presidente da Fundação Champalimaud; o autarca Carlos Carreiras, à frente da Câmara de Cascais; António Lagartixo, do comité executivo na Deloitte Portugal & Angola; Vasco de Mello, presidente do Grupo José de Mello; Pedro Penalva, presidente da AON; António Ramalho, presidente do Novo Banco; e Carlos Gomes da Silva, presidente da comissão executiva da Galp Energia.

Carlos Carreiras é o único político no ativo a integrar a direção dos Encontros em Cascais. Todos os outros são empresários e executivos nas áreas das finanças, social e educação. Juntos vão funcionar de forma semelhante ao comité diretor de Bilderberg, onde Francisco Pinto Balsemão se assumiu como um dos membros mais célebres durante 32 anos. Cada um dos membros pode permanecer na direção do grupo durante um mandato de três anos, que só pode ser renovado uma vez. E vai convidar quatro pessoas, portuguesas ou não, para assistir às reuniões.

fonte: O Observador

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

“Bilderberg nunca teve tanto poder em Portugal”

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O jornalista Frederico Duarte Carvalho afirma que Portugal é “uma pequena reserva de políticos” à disposição de Bilderberg quando não há mais alternativas.


Frederico Duarte Carvalho

Jornalista de profissão, há muito que Frederico Duarte Carvalho se interessa pelo Grupo Bilderberg e como este influencia a política e a economia no mundo. Anos de interesse resultaram finalmente no livro “O Governo Bilderberg – Do Estado Novo aos nossos dias”, sobre um grupo a que chama os “senhores do mundo”, alertando que “nunca teve tanto poder em Portugal”. “A maior prova disso tudo é quem está hoje a liderar Portugal, a oposição e a Presidência da República: são tudo pessoas escolhidas por Balsemão”, disse Duarte Carvalho, apontando o dono da Impresa como o homem forte de Bilderberg em Portugal.

De que forma a história de Portugal se entrelaça com a do Grupo Bilderberg?

Este pequeno país consegue ser importante para os senhores do mundo. A partir da ii Guerra Mundial, o mais importante para o grupo era a união europeia, a unificação política e económica da Europa, e para isso era necessária a unificação da Alemanha, criarem-se as condições para que não parecesse uma vitória nem de um lado nem do outro [da Guerra Fria], e começou-se de fora para dentro, ou seja, pelos países do sul e à volta da Alemanha para que isso se tornasse uma inevitabilidade política. Portugal e Espanha nunca podiam entrar [no plano] se fossem ditaduras e, portanto, o Grupo Bilderberg procurou desde o início controlar a História. E Portugal, como potência colonial, era muito apetecível e tinha sido membro fundador da NATO, apesar de ser uma ditadura. Bilderberg é o braço político da NATO.

Quais foram os principais momentos dessas intervenções?

Durante o período de Salazar, Bilderberg esteve mais ou menos controlado. Não há grandes momentos, é um bocado linear, é um percurso. Mas há momentos decisivos, como quando convidam o ministro [dos Negócios Estrangeiros de Salazar] Franco Nogueira, em 1967, e ele traz um documento de Cambridge sobre o futuro da NATO onde é dito o que se está a passar hoje: com o fim da URSS, atrair os países satélites para o seio da NATO. Quando falo do grupo, não estou a falar de um senhor que controla com um computador o que se passa: há uma conjugação de interesses que ocorrem de forma natural, orgânica e harmoniosa. Depois, quando Vítor Constâncio vai [à reunião], em 1978, é a primeira vez que Bilderberg sai da alçada dos negócios estrangeiros e entra finalmente no campo da economia. E, por fim, quando Balsemão se torna, em 1981, convidado e acaba membro permanente até 2015.

Qual a importância de Portugal depois da adesão à CEE?

Entrámos na CEE em 1986 e três anos depois cai o Muro de Berlim. O grande objetivo político é alcançado e é preciso tratar da construção económica com a moeda única. Portugal acaba por ser muito importante – ao darmos o passo para a moeda única, estamos a mostrar que até um pequeno país do sul da Europa pode ter a mesma moeda que a Alemanha; simbolicamente, fomos muito importantes –, mas sobretudo pela criação de políticos que podem ser usados quando a Europa está complicada. Portugal, país pequeno e simpático, é sempre uma pequena reserva. Quando os outros não se entendem, um político português pode sempre funcionar muito bem, como Barroso e António Guterres.

No livro refere o anticomunismo do grupo e deixa no ar a ideia de o caso Casa Pia ter sido contra Ferro Rodrigues.

Quem diz isso é Daniel Estulin. Limito--me a constatar um encontro entre Durão Barroso e Ferro Rodrigues em Paris, dias antes de Paulo Pedroso ser detido. Balsemão era primeiro-ministro em 1982, quando o caso Casa Pia começou, e Teresa Costa Macedo tinha os relatórios, isso são factos. Estulin faz a ligação e diz que muitas vezes são usadas acusações de pedofilia para controlar políticos. Para mim, é uma coisa de Bilderberg ou feita por elementos do grupo. As reuniões anuais deles são como de CEO’s a decidirem sobre a sua empresa, neste caso o mundo, nomeadamente os EUA e a Europa. Não vou dizer que a Casa Pia partiu de Bilderberg, mas envolveu pessoas de lá, isso é óbvio.

Diz que tudo aconteceu por Ferro Rodrigues ponderar uma aliança com o PCP.

Na altura falou-se nisso e ainda era visto como contranatura, isso sim. Se calhar, Ferro Rodrigues esticou demasiado a corda e pode ter pago desproporcionadamente. Que houve muita proteção a Barroso, houve. Wilfried Martens [então presidente do Partido Popular Europeu] veio cá almoçar e Barroso disse-lhe que, se não encontrassem ninguém, estava disposto a sair a meio do mandato para a Comissão Europeia. Já estava a preparar o caminho e vê-se que estava muito coordenado com Balsemão. Em 2015 tornou-se sucessor em Bilderberg. Os convites de Balsemão foram sempre democráticos na polarização: convidava alguém do PS e outro do PSD, jogando sempre nos dois tabuleiros do xadrez. Se alguém sai da linha, Bilderberg atua.

Qual a real influência de Balsemão?

É a comunicação social e é o número 1 no PSD. A televisão dele é quem põe e dispõe as pessoas que devem ser ouvidas e, por muita independência dos jornalistas, tem sempre a última palavra a dizer – é ele quem assina os cheques. Se não é respeitado por quem escolhe para ir a Bilderberg, há toda uma conjugação. A maior prova disso tudo é quem está hoje a liderar Portugal, a oposição e na Presidência da República: são tudo pessoas escolhidas por Balsemão. Ao chegar ao governo com um acordo com PCP e BE, António Costa conseguiu domar a esquerda, o que é extraordinário, e Bilderberg está-lhe agradecido. Bilderberg nunca teve tanto poder em Portugal.

Até que ponto a ida de uma pessoa a uma reunião faz com que pertença ao grupo?

Quando se vai a uma reunião de Bilderberg é como ir a uma espécie de entrevista de emprego. Vai por já ter feito coisas e por poder fazer coisas; vai para ser integrada entre amigos. Uma pessoa fica num ambiente de mosteiro com as personalidades mais influentes do mundo, fica-se com uma ótima rede de networking. Sabe que fez um caminho e que, se continuar, vai ser protegido. Volte ou não, terá um número de telefone do representante de cá [Portugal] que, por sua vez, pode ligar a duas ou três personalidades-chave no mundo. Isso é um poder extraordinário. Também se beneficia dos relatórios que todos os anos fazem. Ir a uma reunião não faz uma pessoa ser a mais importante e que fique logo no topo. O Santana Lopes foi a uma reunião e só se tem lixado. Se calhar, por não ter respondido a Bilderberg como gostariam; foi usado na transição entre Barroso e Sócrates. Se se alinhar com os rapazes, ser-se-á protegido pelos rapazes enquanto for útil.

Quais as consequências das ações de Bilderberg para a democracia portuguesa?

Estamos subjugados ao poder orçamental de Bruxelas. A democracia é um bem demasiado precioso e temos de cuidar dela todos os dias, mesmo que ameaçada e controlada há muito tempo. Salazar respeitava a democracia, por isso é que a punia e não a queria. Bilderberg não a respeita e por isso não quer saber o que pode decidir.

fonte: i online

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Junta 11 banqueiros, milionários e empresários. Balsemão vai criar Clube Bilderberg à portuguesa


De Paula Amorim a Vasco de Mello, do presidente do Novo Banco ao da Galp, sem esquecer as líderes das Fundações Gulbenkian e Champalimaud. O grupo vai seguir as mesmas regras que o Clube Bilderberg.

Francisco Pinto Balsemão, antigo primeiro ministro e fundador do grupo Impresa, vai criar em Portugal um grupo semelhante ao Clube Bilderberg, noticia esta sexta-feira o Público. O grupo vai chamar-se “Encontros em Cascais” e arrancará ainda este mês na presença de 50 pessoas. A direção vai ser constituída por 11 pessoas, entre as quais ele e o filho, além de Paula Amorim, Leonor Beleza, Carlos Carreiras e António Ramalho. A missão será encontrar soluções para os problemas de Portugal e da Europa, explica o jornal.

O grupo vai seguir as mesmas regras que o Clube Bilderberg, uma conferência anual privada que acontece desde 1954 num hotel homónimo na Holanda e que reúne parte da elite política e económica do mundo ocidental. Nenhum jornalista vai poder assistir aos encontros. E todos os membros têm de obedecer às chamadas Chatham House Rule, uma norma segundo a qual quem assistir aos encontros pode falar das ideias partilhadas nas reuniões, desde que não desvende quem é que as expressou.

Segundo o Público, a lista completa de empresários na direção do grupo é composta por Francisco Pinto Balsemão, que esteve mais de 30 anos no conselho diretor de Bilderberg; o filho, Francisco Pedro, que lidera a Impresa; Paula Amorim, presidente do Grupo Amorim; Isabel Mota, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian; Leonor Beleza, presidente da Fundação Champalimaud; o autarca Carlos Carreiras, à frente da Câmara de Cascais; António Lagartixo, do comité executivo na Deloitte Portugal & Angola; Vasco de Mello, presidente do Grupo José de Mello; Pedro Penalva, presidente da AON; António Ramalho, presidente do Novo Banco; e Carlos Gomes da Silva, presidente da comissão executiva da Galp Energia.

Carlos Carreiras é o único político no ativo a integrar a direção dos Encontros em Cascais. Todos os outros são empresários e executivos nas áreas das finanças, social e educação. Juntos vão funcionar de forma semelhante ao comité diretor de Bilderberg, onde Francisco Pinto Balsemão se assumiu como um dos membros mais célebres durante 32 anos. Cada um dos membros pode permanecer na direção do grupo durante um mandato de três anos, que só pode ser renovado uma vez. E vai convidar quatro pessoas, portuguesas ou não, para assistir às reuniões.

fonte: Observador

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