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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Simbolos ILLUMINATI em filmes - Nova Ordem Mundial

CHEMTRAILS

 

Cientistas voltam atenções para a actividade solar


Previsões indicam que sol despertará de fase de baixa actividade, em 2011

O próximo ano será marcante para o clima no espaço, pois o Sol despertará de uma fase de baixa actividade, dando início a um anunciado período de turbulência, possivelmente destrutivo.

Muitas pessoas podem surpreender-se ao saber que o Sol, ao invés de queimar com uma consistência ininterrupta, oscila em momentos de calmaria e agitação.

Mas após dois séculos de observação das manchas solares - marcas escuras, relativamente frias na superfície do sol, vinculadas com poderosas forças magnéticas - revelaram que a nossa estrela obedece a ciclos de comportamento de cerca de 11 anos.

O último começou em 1996 e por motivos que ainda permanecem obscuros, levou mais tempo que o previsto para terminar.

Agora, no entanto, há cada vez mais indícios de que o Sol está deixando o seu torpor e intensificando sua actividade enquanto avança para aquilo que os cientistas convencionaram chamar de "Solar Max" ou clímax cíclico, afirmaram especialistas.

"A última previsão indica meados de 2013 como a fase pico do ciclo solar", antecipou Joe Kunches, do Centro de Previsões do Clima Espacial da Nasa.

Mas há um período prolongado de alta actividade, "mais como uma estação, com duração de cerca de dois anos e meio" para cada fase do pico, alertou.

Em seu período mais intenso, o sol pode lançar ondas de radiação eletromagnética e matéria carregada conhecida como ejeções de massas coronais (CMEs).

Esta onda de choque pode levar alguns dias para alcançar a Terra. Quando chega ao nosso planeta, condensa seu campo protetor magnético, libertando energia visível em altas latitudes na forma de auroras, boreal e austral - as famosas Luzes do Norte e do Sul.

Mas as CMEs não são apenas belos eventos. Elas podem desencadear descargas estáticas e tempestades geomagnéticas capazes de romper ou até mesmo causar panes na infraestrutura electrónica da qual depende nossa sociedade urbanizada e obsecada por se manter conectada.

Menos temidos, porém igualmente problemáticos, são os flares solares ou erupções de protões supercarregados que alcançam a Terra em questão de minutos.

Na linha de frente estão os satélites de telecomunicações em órbita geoestacionária, a uma altitude de 36.000 km, e os satélites do Sistema de Posicionamento Global (GPS), dos quais dependem os aviões e os navios modernos para navegação e que orbitam a 20.000 km.

Em Janeiro de 1994, descargas de electricidade estática provocaram uma pane de 5 meses no satélite de telecomunicações canadense Anik-E2, uma falha que custou 50 milhões de dólares.

Em Abril de 2010, a Intelsat perdeu o Galaxy 15, usado no serviço de comunicações na América do Norte, depois que o link com o controle de solo foi cortado, aparentemente devido à actividade solar.

"Estas são falhas totais nas quais todos nós pensamos", disse Philippe Calvel, engenheiro da empresa francesa Thales. "Ambas foram causadas por CMEs", emendou.

Em 2005, raios-X de uma tempestade solar cortaram a comunicação entre o satélite e o solo e os sinais de GPS por cerca de 10 minutos.

Para dar conta da fúria solar, projectistas de satélites escolhem componentes robustos, testados e experimentados, bem como protecção para o equipamento, mesmo que isto o deixe mais pesado e volumoso, e portanto mais caro de se lançar, disse Thierry Duhamel, da fabricante de satélites Astrium.

Outra precaução é a redundância, isto é, ter sistemas de backup para casos de mau funcionamento.

Na Terra, linhas de transmissão, conexões de dados e até mesmo oleodutos e gasodutos são potencialmente vulneráveis.

Um alerta remoto de risco remonta a 1859, quando a maior CME já observada ocasionou auroras avermelhadas, roxas e verdes mesmo em latitudes tropicais.

A então recém-desenvolvida tecnologia do telégrafo enlouqueceu. Correntes induzidas geomagneticamente nos cabos deram choques em operações de telégrafos chegaram a incendiar os telegramas.

Em 1989, um fenómeno bem mais subtil cortou a energia do gerador da canadense Hydro Quebec, provocando um blecaute de nove horas que afectou seis milhões de pessoas.

"Há muito o que desconhecemos sobre o sol. Mesmo no suposto declínio ou fase de calmaria, podemos ter campos magnéticos no sol que são muito concentrados e energizados por um tempo, e podemos ter actividade eruptiva atípica. Para resumir, temos uma estrela variável", concluiu Kunches.

fonte: Último Segundo

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Tornado em Tomar (vídeo enviado para a TVI)

WikiLeaks marca o ano de 2010

As revelações do Wikileaks provocaram tensão diplomática em todo o mundo e abriram um debate sobre a legalidade das filtrações.

Se a experiência do último mês é um sinal do que acontecerá a curto prazo, 2011 pode bem ficar definido como o ano das "filtrações", das "leaks" e do seu impacto na forma como se faz jornalismo e como se distribui e gera informação.

Desde 29 de novembro que as notícias em todo o mundo são, quase diariamente, dominadas, por revelações mais ou menos secretas, avaliações mais ou menos confidenciais, retratos mais ou menos embaraçosos, de governantes, governos e diplomatas.

As revelações do WikiLeaks provocaram tensão diplomática em todo o planeta, suscitaram amplos debates ainda sem fim sobre a legalidade ou não das filtrações e levaram muitos, dentro e fora do jornalismo, a questionar o impacto futuro.

Guerra cibernética

Às polémicas somaram-se os debates sobre liberdade de expressão, guerras cibernéticas, a personalidade de Julian Assange - fundador do WikiLeaks - e os 'copycats': novos fóruns, online, onde se dá espaço a filtrações idênticas.

Vai nascer a Openleaks, já existe a Indonleaks e a Brusselsleaks e fala-se de novos sítios. O próprio Wikileaks promete para o início de 2011 revelação de dados do setor privado, até agora poupado a estas "filtrações em massa".

Depois da experiência do "eu jornalista", em que os consumidores passaram a ser também as fontes de informação - com vídeo, fotos e texto - agora é a era da "filtração", em que o setor público e privado se vê mais exposto que nunca.

Para Javier Bauluz , prémio Pulitzer e responsável do diário digital Periodismo Humano, as filtrações marcam o novo "ecossistema da informação" em que o Wikileaks "é a bomba que muda tudo".

WikiLeaks não é anedota

Bauluz participou num debate recente promovido em Madrid pelo El Pais , um dos cinco jornais mundiais que o WikiLeaks forneceu com os 250 mil telegramas diplomáticos produzidos pela diplomacia dos Estados Unidos em todo o mundo.

Javier Moreno, diretor do El Pais, também sublinhou nesse debate o impacto das filtrações, que considera como potencialmente a notícia de maior envergadura que o jornal já acompanhou.

"O WikiLeaks não é algo anedótico. Mudou o panorama de forma radical", afirmou no mesmo debate.

Gilles Tremlet, do britânico The Guardian - outros dos jornais que recebeu os documentos -, recorda que os cinco estão dependentes "de muito pouca gente", numa referência à equipa da Wikileaks.

Maioria dos telegramas por revelar

"Eles fornecem os dados e isso implica que têm algum poder sobre nós", comentou.

Muitas questões se levantaram no debate, cujo impacto só progressivamente se irá sentindo: mudarão este tipo de filtrações, em que não se conhecem as fontes, a forma como se faz jornalismo? Continuarão os jornais tradicionais a ter o mesmo relevo na recolha e disseminação de informação? Quem passarão a ser as fontes, como se contactam e como se verificam?

Estas e outras perguntas devem continuar a marcar o debate em 2011, quando ainda falta revelar a maioria dos 250 mil telegramas da diplomacia norte-americana.  

fonte: Expresso

Haarp - A arma apocalíptica por Jesse ventura






Alemanha protege-se contra ciber-ataques


O Governo da Alemanha vai criar um centro de defesa contra ataques informáticos. A infra-estrutura deverá entrar em funcionamento em 2011

A revelação foi feita por um porta-voz do Ministério do Interior alemão, Stefan Paris, em declarações à imprensa local.

De acordo com o responsável, citado pela agência Reuters, o Centro Nacional de Ciberdefesa vai entrar em operações durante o próximo ano e «vai funcionar com a integração do know-how existente na área da ciberdefesa».

Stefan Paris reconheceu ainda que o número de ataques informáticos contra os sistemas oficiais do Governo alemão aumento durante este ano, quando comparado com o ano de 2009.

fonte: Sol

Autoridades de Saúde criam sistema de monitorização por causa da crise


A monitorização vai avaliar as necessidades alimentares das crianças

Por decisão do Conselho de Autoridades de Saúde, vai ser criado em Janeiro um sistema de monitorização para aferir os eventuais feitos negativos da crise económica, financeira e social na saúde e na qualidade de vida das famílias portuguesas.

“Vamos fazer a monitorização dos eventuais efeitos negativos da crise na saúde das famílias”, declarou ao PÚBLICO o director-geral de Saúde, Francisco George, que preside ao Conselho de Autoridades de Saúde (CAS).

“No fundo o que foi decidido hoje na reunião foi proceder-se à afinação de um índice que permita produzir alertas em caso de necessidade a nível local e isso já está em construção e pensamos que na primeira quinzena de Janeiro entrará em funcionamento”, adiantou Francisco George. Esta monitorização, que “é abrangente”, segundo aquele responsável, permitirá, por exemplo, avaliar as necessidades alimentares das crianças em idade escolar em todo o país.

"Preocupado, mas não alarmado”, com a situação de crise que varre o país, o presidente do CAS revelou que durante a reunião não foi relatada nenhuma situação anormal.

“Nenhum dos meus colegas citou agravamentos em relação a períodos homólogos”, revelou, evitando dar mais detalhes sobre o que se passou no encontro, no qual participaram delegados de saúde regionais, os três coordenadores dos principais programas de prevenção das doenças crónicas (diabetes, obesidade e cardiovascular) e ainda um delegado do nível de agrupamentos de centros de saúde por casa região
George reconhece que a situação não está controlada, mas promete que as autoridades de saúde vão passar a estar mais atentas aos principais problemas.

“Com este sistema vamos perceber tendências, mas primeiro tenho de ver o incide que estão a fabricar. Foi dado o prazo até 6 de Janeiro e depois vamos ver se funciona bem ou não”, adiantou.

No final da reunião, onde se discutiu também o relatório final da aplicação e do impacto da lei do tabaco, Francisco George tentou esvaziar alguma dramatização, assegurando que foi feita uma ronda, que não deixa perspectivar “indícios de problemas diferentes daqueles que existiam antes [da crise]”.

Há duas semanas, apesar de preocupado, o presidente do Conselho de Autoridades de Saúde tinha manifestado a convicção de que “não seria necessário, pelo menos para já, tomar qualquer medida extraordinária”. Mas nas escolas a convicção é bem diferente. Há já crianças com fome e os responsáveis temem que a situação se agrave.

fonte: Público

Quando a China desceu ao inferno


Nas fábricas, os operários trabalhavam em condições desumanas

O regime chinês chama-lhe ainda um desastre natural. O historiador britânico Frank Dikottër assegura que foi um dos maiores assassínios em massa da história da humanidade. O Grande Salto em Frente fez em quatro anos pelo menos 45 milhões de mortos, diz. E só teve um protagonista: Mao Tsetung.

É preciso ir buscar os episódios mais negros da história do século XX para haver possíveis comparações com o que aconteceu na China entre 1958 e 1962: o gulag de Estaline, o holocausto de Hitler, o genocídio de Pol Pot.

O balanço das vítimas de toda a Segunda Guerra Mundial é de 60 milhões. O regime de Mao Tsetung foi rápido e em menos tempo matou à fome, por tortura ou homicídio, 45 milhões; foi como o genocídio do Khmer Vermelho multiplicado por 20, defende Dikottër.

Mas ao contrário dos outros episódios, as verdadeiras dimensões do Grande Salto em Frente continuam a ser muito pouco conhecidas, escreve o historiador. O livro Mao"s Great Famine - The history of China"s most devastating catastrophe 1958-1962 (A Grande Fome de Mao - história da catástrofe mais devastadora da China), publicado em Setembro pela Walker & Company, é ilucidativo. Durante aqueles anos, "a China desceu ao inferno".

A abrir, a frase do "Grande Timoneiro": "A revolução não é um jantar de convívio."

Os campos da morte

Em 1957, Mao determinou que a China teria 15 anos para utrapassar o Reino Unido, uma das grandes potências industriais. "Este ano, o nosso país produziu 5,2 milhões de toneladas de aço... Em 15 anos produziremos entre 30 e 40 milhões de toneladas", anunciou o líder. Começava o Grande Salto em Frente, escreveu Dikottër.

A China deveria caminhar com duas pernas ao mesmo tempo, isto é, desenvolver a indústria e a agricultura em simultâneo, empenhada tanto na pequena indústria como na pesada.

O "salto" começou com projectos hídricos para irrigar as terras áridas do Norte e conter as grandes inundações do Sul. "Por toda a China, dezenas de milhões de agricultores juntaram-se a projectos de irrigação", escreve. "Em Janeiro de 1958, uma em cada seis pessoas estava a escavar terra." Em alguns locais do país, um terço da população estava de pá na mão. Milhões e milhões foram alimentar as fornalhas para fundir ferro.

Os sinais da fome foram evidentes muito cedo. Os agricultores foram arrastados para os sistemas de irrigação, em trabalho escravo com pouca comida e sem qualquer assistência médica. Morria-se de exaustão ou malnutrição. A população de uma localidade na província de Gansu chamava a estas zonas "campos da morte".

O importante era conseguir cumprir os objectivos traçados pelo regime. "Todo o país se tornou num universo de normas, quotas e metas às quais era impossível escapar", lê-se.

Se o que valia era dar números, quando não os havia inventavam-se. Atingiram-se recordes na produção de arroz, algodão, trigo, amendoim. As colheitas no final de 1958 duplicaram as do ano anterior. Em números. "A China era um imenso palco de teatro", contaria um responsável que acompanhava Mao nas suas visitas pelo país.

Os agricultores deixaram de ser vistos como tal. "Todos são soldados", proclamou. E foi com directivas militares que se organizou a vida quotidiana de 500 milhões de chineses.

Os primeiros sinais da fome apareceram logo em 1958. Mas no ano seguinte era já generalizada,escreve Dikottër. E apesar de muitas omissões, "Mao recebeu vários relatórios dando conta da fome, doenças e abusos vindos de todos os cantos do país".

Sem travões

Alguém poderia ter travado o Grande Salto em Frente? "Só um homem, que era Mao Tsetung, e ele estava determinado a avançar", responde Dikottër ao P2. "Os seus colegas, os números dois, três, poderiam, mas estavam demasiado receosos, ou na ignorância. Toda a liderança alinhou." No livro, o historiador especifica: "[Mao] nunca tinha conseguido vencer se Liu Shiaoqi e Zhu Enlai, os dois mais poderosos a seguir a ele, tivessem actuado contra si."

Houve alguma oposição inicial de um ou outro responsável, mas também purgas exaustivas em todos os níveis do partido. A necessidade de ficar no poder, ou evitar a morte, falou mais alto.

Os sobreviventes entrevistados pela equipa de Dikottër (que colocou locais a entrevistar locais em vários pontos da China) contavam sempre a mesma história: "Sabíamos da situação, mas não ousávamos dizer nada. Se disséssemos, éramos espancados. O que poderíamos fazer?""O regime destruiu sistematicamente todas as organizações fora do Partido Comunista Chinês (PCC), a igreja, a sociedade civil, o Estado de direito, até as famílias", garante o historiador. "Como se pode organizar uma oposição se não há absolutamente nada onde a apoiar? Em 1961 houve muitas rebeliões, mas nada que as conseguisse manter de pé."

Quando compreendeu a extensão dos danos, Liu Shiaoqi acabou por deter o Grande Salto, e em 1962 veio dizer que "um desastre com mão humana" avassalou a China. Morreu pouco depois às mãos dos guardas vermelhos. "Para ficar no poder, Mao teve de virar o país de pernas para o ar com a Revolução Cultural", escreve Dikottër.

Um período de boa vontade

Até agora, os historiadores têm contado com as estatísticas oficiais, incluindo os censos de 1953, 1964 e 1982 para chegar ao número de mortos provocados pelo Grande Salto em Frente, concluindo algo entre os 15 e os 32 milhões, dependendo das investigações.

As conclusões de Dikottër vão muito para além disso. Como? Porque antes dos Jogos Olímpicos de Pequim de 2008 as autoridades chinesas enviaram "sinais de boa vontade" e decidiram abrir alguns arquivos. Este professor da Unversidade de Hong Kong, que estudava sobretudo os anos que antecederam a revolução comunista de 1949 (quando o PCC assumiu o poder, derrubando os nacionalistas), decidiu aproveitar essa janela, afirma na entrevista telefónica. E durante seis meses, diluídos ao longo de quatro anos, espreitou para milhares e milhares de páginas.

"Compilei os números que encontrei - através de relatórios de responsáveis da segurança pública, de relatos de famílias, etc. - e comparei-os com as estatísticas oficiais", explica. "Geralmente estimava-se em 30 milhões, mas os meus números apontam para mais 15 por cento, pelo menos. Por isso eu digo que morreram pelo menos 45 milhões." E "desnecessariamente", escreveu no livro.

O número é surpreendente, como já eram aqueles avançados anteriormente, explica ao P2. "Quarenta e cinco, 30 ou 15 milhões é sempre supreendente. É um número no papel que parece sempre extraordinário, uma escala tão grande de destruição que em nenhum dos casos eu consigo lidar bem com isso. Não consigo imaginar 45 milhões de vítimas, como não consigo imaginar 15 milhões."

A palavra "fome" pode induzir em erro. Neste desastre nem todos morreram por as políticas catastróficas do regime terem destruído a produção agrícola. Cerca de 2,5 milhões foram vítimas de assassínio: "Coacção, terror, violência sistemática, foram os pilares do Grande Salto em Frente", lê-se.

Também houve uma destruição de habitações sem precedentes. Mais de um terço de todas as casas do país foram arrasadas para criar fertilizantes, construir cantinas, alargar estradas, "ou simplesmente para punir os seus ocupantes".

"É difícil estimar o quanto foi destruído", escreveu. "A situação variava muito de local para local, mas, no geral, o Grande Salto em Frente constitui, de longe, a maior demolição de propriedade da história da humanidade."

Cultura de sobrevivência

Os chineses ouviam que deveriam fazer alguns sacrifícios para conseguir a abundância. Nunca chegou.

"Tudo é colectivo, até os seres humanos", anunciou o secretário do PCC Zhang Xianli. Milhões foram arrastados para trabalhos forçados nos campos ou na indústria. Mau planeamento, em ambos os casos, produziu resultados catastróficos.

Mao continuava tão pragmático como antes. Era preciso continuar a exportar alimentos - era isso que pagaria a industrialização e salvaria a imagem da China no mundo -, mesmo que significasse exterminar o seu próprio povo. É célebre a máxima: "Quando não há o suficiente para comer, as pessoas morrem de fome. É melhor que metade da população morra para que a outra metade possa comer a sua parte."Este pode ter sido um período curto, mas deixou sementes. "É claro que o passado tem reflexos no presente", diz o historiador. "Há uma cultura de sobrevivência que permanece até hoje. Como explorar ao máximo o sistema? Quando se lêem as notícias sobre o leite contaminado [veiculadas em 2008], isso leva-nos ao Grande Salto em Frente. As autoridades sabem que podem matar e não responder por isso."

A cultura da sobrevivência de que fala Dikottër está também assente na desobediência. A todos os níveis da sociedade foi preciso encontrar estratégias para continuar a viver. E estas tinham também como consequência o prolongamento da vida do regime: quando se enganavam os livros da contabilidade para mostrar que as metas foram atingidas, ou quando os agricultores escondiam os seus cereais para os vender no mercado negro.

Para responder às exigências, num momento ou no outro, todos os chineses tiveram de fazer cedências morais.

Milhares e milhares de páginas de arquivo passaram pelos olhos do historiador, mas fotografias só as oficiais, como aquela em que Mao aparece de pá na mão, a escavar numa cisterna de um túmulo Ming; ou a de mulheres sorridentes a transportarem em carrinhos de mão woks, regadores e outros utensílios de ferro para alimentar as fornalhas que se multiplicaram para o fabrico de aço.

As de valas comuns e corpos atirados para diques, se as houver, continuam fechadas e com selos de "ultra-secreto". Um investigador chinês disse a Dikottër que uma vez viu a fotografia do corpo de uma criança que "tinha sido canibalizada, cortada em pedaços e colocada num tacho".

Por enquanto, a China continua à espera de fazer contas com o seu passado. Nos livros de história escreve-se que as causas da devastação se deveram a catástrofes naturais: secas, tufões, inundações. "As referências são mínimas, quando as há", adianta o historiador.

De resto, "persiste o mito sobre Mao como alguém que libertou a China. Não é aceitável dizer-se hoje que Hitler foi um grande homem, mas muita gente anda por aí com t-shirts de Mao".

É o seu retrato que adorna a praça Tiananmen, em Pequim, à porta da Cidade Proibida. A sua cara é a única impressa nas notas de yuans. Dikottër diz ao P2: "Até a liderança comunista se interrogar sobre o que fez no passado, o mito não será enterrado."

fonte: Público

Vaticano cria decreto contra lavagem de dinheiro


O Papa Bento XVI quer travar a lavagem de dinheiro no Vaticano

O Vaticano anunciou que vai criar uma nova autoridade de supervisão financeira para lutar contra a lavagem de dinheiro.

O Papa Bento XVI está prestes a publicar um decreto que visa lutar contra a lavagem de dinheiro no Vaticano, criando uma nova autoridade de supervisão financeira, disse hoje a santa Sé, em comunicado.

A legislação deverá ser publicada na quinta feira, cerca de três meses depois do início de uma investigação ao presidente e ao presidente executivo do banco do Vaticano, o Instituto para as Obras Religiosas (IOR).

A nova legislação vai criar uma autoridade financeira no Vaticano e "lidar com a prevenção e oposição à actividade financeira ilegal", diz o comunicado da Santa Sé.

Segundo a agência de notícias i.media, especialista em informação religiosa, as medidas deverão permitir ao Vaticano entrar na "lista branca" dos países que têm medidas rigorosas contra a lavagem de dinheiro.

Em setembro, as autoridades italianas confiscaram 23 milhões de euros do IOR, no seguimento de uma investigação ao banco, por suspeita de violação das regras italianas contra a lavagem de dinheiro. 

Suspeitas de operações de fraude

As autoridades italianas suspeitam que Ettore Gotti Tedeschi, presidente do IOR, e Paolo Cipriani, presidente executivo do banco, violaram as leis que obrigam a reportar operações financeiras específicas.

O IOR gere contas bancárias das ordens religiosas e associações católicas e beneficia do estatuto de paraíso fiscal do Vaticano.

Em meados de 2010, a imprensa italiana referia suspeitas dos investigadores de que diversas pessoas e empresas com domicílio fiscal em Itália estivessem a usar o IOR como fachada para operações de fraude e evasão fiscal.

Na década de 1980, o IOR esteve no centro de um escândalo bancário quando o Banco Ambrosiano, banco privado italiano, faliu entre acusações de ligações à máfia e terrorismo político.  

fonte: Expresso

Ensitel enxovalhada nas redes sociais


Uma cliente insatisfeita escreveu no seu blogue queixas sobre a Ensitel. Os advogados da marca intimaram a blogger a apagar os textos. Indignados, os internautas invadiram o Facebook e Twitter da marca com duras críticas.

A Ensitel tentou calar uma cliente insatisfeita mas, como diria a expressão popular, o feitiço acabou por se virar contra o feiticeiro. Depois de os advogados da empresa de telecomunicações terem intimado Maria João Nogueira a apagar do seu blogue pessoal os textos com queixas contra a marca, a Ensitel vê-se agora inundada via Facebook e Twitter de comentários de clientes indignados pela situação, que dizem ser "um atentado à liberdade de expressão".

A "novela" Maria João Nogueira vs Ensitel remonta a fevereiro de 2009, quando a blogger publicou no blogue "JonasNuts" um texto onde relatava ter recebido como presente um telemóvel Nokia E71 avariado e estar a ter dificuldades em conseguir trocá-lo nas lojas Ensitel. Desde os pormenores da avaria, aos passos que deu para reclamar e às contraditórias respostas dos funcionários, a blogger explica tudo (ver caixa nom fim do texto com links para os sete posts publicados no blogue).

O caso acabou mesmo por ir parar ao Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo de Lisboa e ao tribunal, onde Maria João Nogueira acabou por perder a causa. Os três meses de novela foram sendo publicados no espaço online da cliente insatisfeita, tornando-se este numa das primeiras páginas a aparecer nos motores de busca com a pesquisa à palavra "Ensitel".

Críticas online vão a tribunal

Ontem, a blogger voltou à carga com mais um texto sobre este tema: "No passado dia 22 fui surpreendida, ao receber uma nota de citação pessoal. Parece que a Ensitel não gosta mesmo nada dos posts que aqui escrevi sobre a minha experiência enquanto cliente deles, e acha que eu não tenho o direito de partilhar, neste meu espaço, aquilo que penso e sinto acerca da empresa". Resumindo, Maria João Nogueira recebeu uma "citação pessoal, que é um documento de 31 páginas (sim, 31)", onde é "intimada pelo tribunal a constituir um advogado. E é um procedimento cautelar", revela a blogger.

Em causa estão os textos publicados no seu blogue em 2009: "Basicamente querem que o tribunal me mande apagar os posts que escrevi sobre a Ensitel". Este novo desenvolvimento naquilo que é descrito pela própria Maria João Nogueira como uma "novela" está a gerar uma onda de indignação nos seguidores da Ensitel através do Twitter e Facebook, com mensagens de apoio à cliente insatisfeita e duras críticas à empresa de telecomunicações. Os comentários começaram por ser removidos, mas os internautas não desistem e estão literalmente a invadir os dois perfis da Ensitel demonstrando o seu desagrado.

A empresa remeteu todas as explicações para um comunicado divulgado há minutos nas redes sociais. Nesse documento, a Ensitel afirma: "A Ensitel não põe minimamente em causa qualquer tipo ou forma de liberdade de expressão, mas repudia, rejeita e não aceita ser alvo de uma autêntica campanha difamatória, assente em factos absolutamente falsos que têm como único intuito denegrir a imagem e boa reputação que a "Ensitel" construiu ao longo de 21 anos, apenas porque o cliente não se conformou com uma decisão judicial que lhe foi desfavorável". Quanto aos clientes, a empresa diz "que têm sido e continuarão a ser o maior valor da Ensitel".

Em poucos segundos, as reações dos utlizadoresnão se fizeram esperar: "tenham mas é vergonha" e "com essa atitude de desrespeito por um cliente acabaram de perder milhares!", lê-se como resposta no perfil do Facebook da Ensitel.

fonte: Expresso

Escutas com Sócrates não vão ser destruídas


Juíz do Tribunal de Instrução Criminal deu a possibilidade a arguidos para recorrerem da última ordem de destruição das escutas dada pelo Presidente do Supremo Tribunal de Justiça.

O juiz de instrução Carlos Alexandre abriu uma porta aos arguidos do processo Face Oculta que pretendam evitar a destruição das escutas entre Armando Vara e José Sócrates. Num despacho concluído ontem, o magistrado titular do Tribunal Central de Instrução Criminal ordenou - pela primeira vez neste processo - que os arguidos fossem notificados da última decisão de destruição de escutas feita pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha do Nascimento, relativa a umas conversas e SMS que tinham ficado guardados no sistema informático da Polícia Judiciária.

Ao mesmo tempo, Carlos Alexandre referiu que só "após trânsito" da decisão, isto é, depois dos arguidos se pronunciarem, é que iria dar cumprimento à ordem de destruição.

Confrontada com o teor do despacho do juiz, uma fonte da defesa de Paulo Penedos foi clara: "Se é após trânsito, quer dizer que, tal como nós já defendemos no requerimento de abertura de instrução, temos a possibilidade de nos pronunciarmos. Podemos alegar nulidades ou recorrer para as secções criminais do Supremo Tribunal de Justiça".

Certo é que a "ordem" de destruição não foi cumprida de imediato. O juiz Carlos Alexandre, de acordo com o mesmo despacho, decidiu colocar os CD com as conversas entre José Sócrates e Armando Vara num envelope selado dentro do cofre do TCIC.

A decisão do juiz de instrução aplica-se a um último lote de escutas que foram descobertos, em finais de Novembro, pela Polícia Judiciária de Aveiro. O juiz de instrução de Aveiro enviou-as para o presidente do Supremo Tribunal que ordenou a sua destruição. Mas, como o processo Face Oculta transitou de Aveiro para o TCIC, a resposta de Noronha do Nascimento caiu nas mãos do juiz Carlos Alexandre.

No despacho que hoje está a ser comunicado aos arguidos, Carlos Alexandre mostra que não foi indiferente às posições defendidas pela defesa de Paulo Penedos quanto à ilegalidade dos anteriores actos de destruição de escutas. Um dos pontos defendidos pelo advogado Ricardo Sá Fernandes é, precisamente, a falta de notificação aos restantes arguidos da destruição das escutas entre José Sócrates e Armando Vara.

fonte: DN

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Governo não planeia cortar Net a piratas

Apesar das audiências, das manifestações, e dos reptos das associações que representam os produtores de música, software ou vídeo, o Governo ainda não tomou qualquer iniciativa legislativa que permita cortar a Net a piratas.


A Exame Informática soube através de fonte bem colocada no processo que o Governo ainda não deu indicações para criar uma proposta de lei que contemple novas formas de penalização de internautas que partilham e descarregam na Net cópias ilegais de aplicações e conteúdos protegidos por lei.

"É uma matéria muito complexa e delicada, que terá obrigatoriamente de passar pela Assembleia da República", explicou à Exame Informática a mesma fonte.

Por envolver direitos constitucionais (propriedade intelectual, privacidade e acesso à informação), uma eventual proposta de lei que contemple o corte ou a limitação do acesso à Net terá de ser sempre sujeita à aprovação da Assembleia da República. O que significa que o Governo não pode decretar sozinho - mas nada impede um partido com representação da Assembleia da República de apresentar uma proposta de lei nesse sentido.

Mas ainda é cedo para os adeptos da cópia livre fazerem a festa: nos últimos tempos, os representantes dos produtores e detentores de direitos de autor desdobraram-se em alertas e denúncias sobre os efeitos da pirataria na Net  - pelo que nada garante que o Governo ou um partido de oposição não acabam por propor novas medidas de combate a uma prática que, atualmente, é considerada crime punível com três anos de prisão.

Hoje, a Associação Fonográfica Portuguesa (AFP) reuniu-se com Nilza Mouzinho de Sena, vice-presidente com o pelouro da cultura do PSD, dando início a uma ronda de audiências com os vários partidos com assento parlamentar.

Eduardo Simões, o diretor-geral da AFP que foi para a audiência acompanhado dos músicos João Gil, João Pedro Pais, e Rita Redshoes, lembrou que a indústria de música portuguesa perdeu 70% da faturação nos últimos 10 anos. Segundo Eduardo Simões, a pirataria na Internet é a principal causa da diminuição das receitas.

Ontem, a Associação do Comércio Audiovisual, de Obras Culturais e de Entretenimento de Portugal (ACAPOR) informou que, a partir de Janeiro, vai apresentar, todos os meses, mil denúncias de pirataria na Procuradoria Geral da República (PGR).

Na União Europeia, as iniciativas legislativas que contemplam novas formas de sanção parecem ganhar cada vez mais força. Em França, já está em vigor uma lei que prevê o corte de acessos à Net a internautas que reincidem no download pirata. No Reino Unido uma lei similar foi adotada.

Em Espanha, está a decorrer um debate em torno da Lei Sinde, que tem suscitado múltiplas manifestações de agravo e desagravo e ainda um braço-de-ferro entre o Governo, partidos da oposição e associações de internautas.

A proposta de lei que tem o apelido da ministra da cultura espanhola Ángeles González-Sinde prevê atribuir aos fornecedores de acessos à Net (ISP) o poder de bloquear os sites suspeitos de partilharem ficheiros piratas.

Apesar de recentemente ter recomendado aos estados-membros a adoção de novas formas de combate à pirataria na Net, a Comissão Europeia já fez saber que não deverá criar, nos próximos dois anos, uma diretiva com vista a harmonização das medidas de penalização de piratas. O que significa que, nos tempos mais próximos, os estados-membros são livres de enveredar ou não pelas novas formas de sanção.


Governo diz que vai recorrer a software para caçar piratas

O Ministério da Cultura anunciou que vai ser criado um gabinete de combate à pirataria on-line. O novo gabinete vai de ser coordenado pela IGAC e deverá usar software que deteta a partilha de cópias ilegais.


Em comunicado, o Ministério da Cultura refere que o gabinete coordenado pela Inspeção-geral das Atividades Culturais (IGAC) terá como principal objetivo proteger os direitos de autor na Internet.

Entre os recursos técnicos, o novo gabinete deverá contar com um software que pode detetar casos de distribuição ilegal de ficheiros, vídeos, e música que estejam alojados em sites ou blogues nos servidores dos fornecedores de acesso à Net (ISP).

Com esta iniciativa, o Ministério da Cultura tenta dar resposta às múltiplas manifestações dos representantes dos autores e produtores de vídeos , música ou software.

A criação do gabinete coordenado pela IGAC confirma que o Governo não pretende alterar a lei com vista a aplicar cortes de acessos à Net dos piratas, à semelhança do que a Exame Informática noticiou na terça-feira.

Em vez de uma iniciativa legislativa que os peritos classificam de complexa e delicada, o executivo optou por manter o combate à pirataria no plano da fiscalização, com o reforço dos mecanismos de deteção dos casos de partilha de cópias ilegais na Net.


A Net está esgotada

Em setembro, não haverá mais endereços IP para distribuir. A Internet não vai parar, mas também não cresce nos próximos cinco anos.


Latif Ladid, presidente do IPv6 Forum, veio a Portugal em junho para apadrinhar o lançamento do projeto de migração para a versão 6 do protocolo da Internet (IPv6) da PT. Pelo meio, aproveitou para dar a conhecer a uma nova era das comunicações e a "Internet das coisas".

Há muito que se fala que os endereços no protocolo Internet versão 4 (IPv4) estão à beira de esgotar, mas nada parece ter sido feito. Será apenas mais um mito? 

As tecnologias críticas são como o vinho... levam tempo a amadurecer. E as pessoas também levam tempo a entender as tecnologias. Os trabalhos com o IPv6 começaram em 1992 e terminaram em 1998. Percebeu-se logo que não seria fácil explicar que tinham de fazer um upgrade à Net. As pessoas não estavam preparadas para isso. Se os endereços IP fossem da Microsoft já teriam sido feitos vários upgrades. Como é um protocolo aberto e não pertence a ninguém, torna-se difícil encontrar o momento certo para todos o adotarem. O esgotamento do IPv4 é um assunto sério. Só nos restam 50 milhões de endereços (em IPv4) e, normalmente, usamos 200 milhões por ano. Se a tendência se mantiver, já não haverá mais endereços IPv4 disponíveis em setembro deste ano, na melhor das hipóteses.

Que consequências pode ter o esgotamento de endereços?

Sem endereços IP disponíveis torna-se impossível instalar routers, servidores de Web ou e-mail, ou redes móveis em IPv4... A Net vai funcionar, mas não cresce - para isso será preciso criar novos endereços. O esgotamento é uma realidade.

Também já se disse que este era um falso problema, uma vez que há técnicas que desmultiplicam os endereços IPv4...

Sim, é possível criar NAT (network address translation) e recorrer a outras técnicas, mas isso não chega. A prova é que continuamos a ocupar 200 milhões de endereços por ano. Hoje, há cerca de 6,5 mil milhões de pessoas. Os endereços disponíveis apenas chegam para parte dessa população... o que fazemos ao resto? É por isso que o IPv6 foi criado. Têm de ser os ISP e os operadores de telecomunicações a intervir - porque são eles a parte que falta.

Face ao iminente esgotamento, não será de esperar uma corrida aos endereços e uma inflação dos custos?

Provavelmente, os operadores maiores vão tentar comprar aos operadores mais pequenos blocos de endereços. É algo que já está a acontecer. Os endereços IP não deveriam ter um custo, mas quem tem endereços IPv4 vai tentar vendê-los. E quem os comprar vai ter de arranjar forma de colocá-los numa routing table, para que possam ser identificados pelos routers. Se este fenómeno se multiplicar, a routing table acabará por explodir, deixando a Net fragmentada. Hoje, temos um sistema baseado em prefixos que identificam os países. Estes números têm de ser inseridos com continuidade, mas se alguém os inserir sem obedecer a essa ordem, a routing table começa a sofrer perturbações.

Já há equipamentos no mercado que suportem a IPv6?

Todos os equipamentos que têm sido vendidos nos últimos tempos são compatíveis. Foi esse o trabalho do IPv6 Forum nos últimos dois anos, com programas e sistemas de teste para todos os fornecedores. Agora, tudo depende dos operadores e ISP. Cada operador de telecomunicações tem de fazer o mesmo que foi feito com o bug do ano 2000 e descobrir como integrar o IPv6 nos seus routers, aplicações e redes.

Quais os custos dessa migração?

Os pioneiros, porque começam mais cedo, veem o upgrade como parte do ciclo de renovação de tecnologias. O IPv6 não tem custos e os novos equipamentos comprados pelos ISP já são compatíveis. Mas é necessário treinar as equipas e fazer testes. Há operadores que não têm ideia do que vão fazer. Nestes casos, é possível que a migração só se faça quando acabarem os endereços em IPv4. O que vai exigir um upgrade rápido, que é muito dispendioso. Um operador como a PT pode demorar cerca de 18 meses a fazer esse upgrade.

A escassez de endereços limita o leque de serviços dos ISP?

Sim. Se um operador quiser disponibilizar acessos de fibra ótica em casa dos clientes, precisa de muitos endereços, porque estes serviços funcionam permanentemente. E por isso precisam de endereços fixos, que não mudam.


Orçamento de Estado 2011 e PEC 3 explicado


Pico do Petróleo atingido?


Em declarações ao jornal Expresso, Luís de Sousa, membro da Associação para o Estudo do Pico do Petróleo e do Gás (ASPO-Portugal) e colaborador do blogue The Oil drum, defendeu que “há uma ideia generalizada de que já se está a viver esse período de pico (do crude). Prevê-lo já não é relevante”.

Os principais modelos matemáticos e contabilísticos de produção de petróleo, que as entidades independentes da indústria petrolífera usam, apontam para um máximo num intervalo de cerca de uma década, centrado entre 2008 e 2010, num intervalo de produção entre 78 e 85 milhões de barris diários, explica o especialista. “Desde 2005, a produção mundial de líquidos fósseis tem-se situado entre 80 e 82 milhões de barris por dia, em clara consonância com aqueles modelos”, o nível do crude “tem sido assegurado pelo aumento dos líquidos associados ao gás natural, estando a produção do crude propriamente dito em quebra desde esse ano”, explicou Luís de Sousa.

Como o tema voltou à “ribalta”

Foi através de um relatório secreto, do grupo de estudos futuristas do centro alemão para a Transformação das Forças Armadas, publicado no jornal Der Spiegel, que o tema foi despertado. O estudo prospetivo a 30 anos chamou a atenção particularmente da Europa. Frases como: “a escassez vai afetar toda a agente” e os “aumentos do preço do crude colocam um risco sistémico, não só para os sistemas de transporte, mas igualmente para todos os outros subsistemas” serviram de aviso. Foi também deixado um recado no relatório que diz que “é vital assegurar o acesso ao petróleo”, porque até 2040 poderemos assistir a “uma mudança no panorama da segurança internacional com novos riscos – como o do transporte dos combustíveis – e novos atores num possível conflito em torno da distribuição de um recurso crescentemente escasso”.  Luís de Sousa explicou que a escassez de que falam os alemães pode estar relacionada com “uma quase rigidez no aumento da produção, que se fixou numa banda de variação que se formou desde 2004”.


O povo poupa e o Estado gasta


Com a discussão sobre o novo Orçamento de Estado na ordem do dia, há já vários meses, e com as medidas de austeridade esmiuçadas por todos os meios de comunicação, já são poucas as novidades que se esperam. No entanto, muitos portugueses ainda se podem surpreender se souberem quanto é que José Sócrates gasta, por dia, para exercer o seu cargo de primeiro-ministro.

Sabia que José Sócrates ganha mais do que o seu homólogo espanhol? Segundo dados revelados à revista Sábado, em 2011, Sócrates ganhará 95.886 euros brutos e Zapatero ficará pelos 78.184 euros anuais. De 2005 a 2011, as despesas do gabinete do primeiro-ministro tiveram um aumento de 11,4%. E para que conste, desde que Sócrates assumiu o cargo, a 26 de outubro de 2009, foram 71 pessoas nomeadas para o seu gabinete, entre elas 20 motoristas. Dado estranho quando, por lei, apenas o primeiro-ministro e o seu chefe de gabinete têm direito a possuir viatura para uso pessoal, com motorista. Muitos destes motoristas são contratados a privados, o que pode aumentar ainda mais a despesa.

Prevê-se que, só em combustível, o gabinete de Sócrates gaste, por dia, 436,70 euros. Ou seja, estão previstas para o próximo ano, despesas no valor de 159.400 euros só em combustíveis e lubrificantes. Isto quando o Orçamento de Estado aprovado em 2005, ainda por Santana Lopes, previa despesas de 95 mil euros, isto é, menos 64 mil euros do que agora.

Especificando um pouco mais

177 mil euros é quanto Sócrates vai ter disponível só para despesas de comunicações, 80% deste valor será gasto em telemóveis, fazendo as contas: são 139.468 euros por ano, 382 euros por dia.

Falando agora de alojamentos, transportes e alimentação, fora ou dentro de Portugal, as despesas podem rondar os 135 mil euros, cerca de 370 euros por dia, ou seja, o equivalente a uma reserva por noite no hotel Ritz. Fora as refeições dentro do palácio de São Bento que chegam aos 101 mil euros, ou seja, 276 euros diários. No que diz respeito a material de escritório, estão previstos para o orçamento gastos na ordem dos 29 mil euros e 18 mil para condecorações, prémios e ofertas. Para as comemorações dos 100 dias de Governo, no Pavilhão Atlântico, o gabinete do ministro facultou 9.107 mil euros. E muitos são ainda os eventos em que Sócrates participa, os quais são patrocinados pela presidência do Conselho de Ministros (PCM).

O gosto exigente do primeiro-ministro fez-se notar logo em 2000, quando se tornou ministro-adjunto de António Guterres e redecorou todo o gabinete a que teve direito na altura. Em 2009, já no cargo de primeiro-ministro, quando a crise estava no seu pior, só nos jardins de São Bento foram gastos 33.950 euros. Já para não falar dos gastos na residência oficial do primeiro-ministro, que só com arranjos florais triplicaram, passando de 19.200 em 2009 para 63.000 euros em 2010. A nível de despesas com pessoal em São Bento, em 2011, Sócrates prevê gastar 2.67 milhões de euros. No total, o primeiro-ministro tem 10 assessores, o mais próximo e mais bem pago é Guilherme Dray, chefe de gabinete que ganha cerca de 5.069,90 euros por mês. Em 2009, ainda sem cortes orçamentais, o primeiro-ministro ganhava, por mês, cerca de 8.010 euros ilíquidos por mês. No entanto, e mesmo contra a sua vontade, em maio deste ano, com as pressões das agências de rating e dos parceiros europeus, depois de aprovar o PEC2 e com a imposição de Pedro Passos Coelho, Sócrates reduziu 5% no salário dos políticos.


Despedir vai ficar mais barato


O Governo aprovou um conjunto de 50 medidas para melhorar a competitividade e promover o emprego, em torno de cinco eixos essenciais: competitividade da economia e apoio às exportações; simplificação administrativa e redução dos custos de contexto para as empresas; competitividade do mercado de trabalho; reabilitação urbana e dinamização do mercado de arrendamento; e combate à informalidade, fraude e evasão fiscal e contributiva.

Entre as novidades está a introdução de tetos máximos às indemnizações e compensações em caso de cessação de contrato para todos os trabalhadores, que entrem no mercado de trabalho, após a entrada em vigor desta medida. A adoção de mecanismos de descentralização da contratação coletiva, através do reforço da negociação de base empresarial, foi outra das medidas anunciadas que não implicam alterações à lei dos despedimentos, garantiu a ministra do Trabalho, Helena André.

Também será criado um fundo para financiar parcialmente os despedimentos e o governo português assegura que não haverá dinheiro público. As empresas financiam “os seus próprios despedimentos e não de outras empresas para que o dinheiro seja capitalizado de forma a poderem aproveitá-lo em caso de necessidade”, explicou o secretário de Estado do Emprego, Valter Lemos. O restante encargo com as indemnizações será suportado pelas empresas.

Além disso, as empresas vão poder suspender contratos de trabalho “em situação de crise empresarial”. O conceito de justa causa não é alterado, assegura a ministra do Trabalho, mas o objetivo é “tornar mais eficaz a legislação relativa à redução temporária dos períodos normais de trabalho e à suspensão dos contratos de trabalho em situação de crise empresarial”. O objetivo, justificou a ministra, é evitar a destruição de postos de trabalho. Portugal está entre os países da UE onde as horas médias trabalhadas mais cresceram nos últimos dois anos e, simultaneamente, o emprego mais caiu, revelou um relatório recente da Comissão Europeia.


O “11 de setembro” da diplomacia mundial


A fuga de informação maciça de mais de 250 mil telegramas do Departamento de Estado norte-americano começou por ser uma crise diplomática que podia “mudar tudo”. Após sete dias a fazer manchetes e, com uma sucessão de ataques ao site da WikiLeaks e tentativas para o suprimir, tornou-se numa discussão sobre a liberdade de expressão e também sobre a liberdade de imprensa.

O preconizado encerramento da Administração americana em si própria, como um ouriço-cacheiro, começou logo que foram publicadas as primeiras comunicações em que se revelava a forma como Washington conduz a sua política externa. As duas grandes bases de dados que tinham sido conectadas depois do 11 de setembro – a do Departamento de Defesa, chamada SIPRNet, e a do Departamento de Estado, a Net Centric Diplomacy Database – foram separadas.

O regresso a um mundo cheio de cercas, em vez de cada vez mais ligado entre si, será uma das consequências da maior fuga de informação da história?

Uma tensão antiga

Os documentos a que a WikiLeaks teve acesso e já divulgou em parte trouxeram a público alguns segredos da diplomacia de Washington como a investigação a diplomatas da ONU, a oferta de dinheiro a países que recebem presos de Guantánamo ou as críticas a aliados como a Alemanha, Itália ou Reino Unido.

“É evidente que toda a informação que se publica e que algum poder não quer que se publique gera uma reação”, responde Vicente Jiménez Navas, diretor adjunto do El País, um dos cinco jornais que tiveram acesso aos telegramas da WikiLeaks, para lhes darem tratamento jornalístico.

“Esse poder vai reforçar o controlo dos seus meios de segurança. Terá acontecido isso com os Pentagon Papers ou com o escândalo do Watergate. Não estamos perante uma situação muito nova. A diferença é que pela primeira vez um grupo de media acedeu a uma quantidade imensa de documentos sobre a política externa de uma das grandes potências”, concluiu Jiménez Navas. “Isso vai dificultar o trabalho de todos os jornalistas, pelo menos numa primeira fase.” Mas a longo prazo, acredita, “a democracia sai reforçada”.

Segundo o El País “o alcance destas revelações é de tal calibre que, seguramente, se poderá falar de um antes e um depois, no que diz respeito aos hábitos diplomáticos”.


IVA subiu mais de 30% desde que chegou a Portugal


O IVA tem registado um crescimento acelerado desde que foi estabelecido em Portugal há 25 anos, com o objectivo de harmonizar a tributação ao consumo e preparar a entrada da economia portuguesa no mercado comum europeu.

Aquando da sua entrada em vigor, em 1986, a taxa normal do IVA situava-se nos 16 por cento e a taxa reduzida nos 8. Em 1988, e por decisão do Governo do então primeiro-ministro, Cavaco Silva, o IVA aumentou para 17 por cento, mas a taxa reduzida manteve-se inalterada.

Quatro anos depois, e até 1994, o imposto sobre o consumo regressou ao valor inicial de 16 por cento e caiu 3 pontos percentuais na taxa reduzida, passando para os 5 por cento, sendo que o valor desta última se manteve inalterado até 2008. Em 1996, pela primeira vez, entrou em vigor a taxa intermédia de 12 por cento, mantendo-se até julho deste ano.

Já este ano, a 1 de Julho de 2010, a taxa normal do IVA aumentou para 21 por cento (era de 20 por cento), a taxa reduzida passou para os 6 por cento (era de 5) e a intermédia aumentou para 13 por cento (mais um ponto percentual).

Em Outubro, e no âmbito da aprovação do Orçamento do Estado para 2011, foi anunciada uma nova revisão deste imposto: a 1 de Janeiro de 2011, o IVA aumentará para 23 por cento, mais 7 pontos percentuais desde que entrou em vigor.

Em 25 anos, o IVA aumentou 31,25 por cento em Portugal. A partir de 1 de janeiro, com a entrada em vigor do novo valor, este corresponderá a um aumento de 43,75 por cento.

fonte: DN

Autoridades francesas repreendem cem mil alegados piratas


A Hadopi, organização que o Governo francês criou para lutar contra a pirataria audiovisual, já alertou e repreendeu cem mil pessoas suspeitas de utilizar a Internet para descarregar conteúdos de forma ilegal, mas sem ter aplicado sanções.

Desde novembro que a Hadopi tem vindo a enviar cerca de dois mil correios eletrónicos por dia, com uma "recomendação" para que os utilizadores da Internet terminem com as descargas, ou 'downloads', pirata, diz o jornal francês Le Fígaro. "O seu acesso à Internet foi utilizado para colocar à disposição, reproduzir ou aceder a obras culturais protegidas por direitos de autor", refere o e-mail da Hadopi.

A mensagem lembra ainda que o detentor da ligação à Internet é a pessoa "legalmente responsável" por essa conexão e recorda os deveres de responsabilidade na proteção do acesso à ligação à rede. Segundo o Fígaro, que cita dados do sector, as cem mil pessoas que já receberam o correio eletrónico da Hadopi representam cerca de três por cento dos utilizadores franceses que descarregam da Internet conteúdos audiovisuais pirata.

fonte: DN

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Satélite de telecomunicações mais poderoso do mundo já em órbita


O Ka-Sat foi construído pela Eutelsat para a Astrium

 Entrou hoje em órbita o mais potente satélite de telecomunicações do mundo, que deverá permitir o acesso a Internet de banda larga a mais de um milhão de casas.

O mais potente satélite de telecomunicações do mundo, da operadora Eutelsat Communications, entrou hoje em órbita, devendo permitir o acesso a Internet de banda larga a mais de um milhão de lares na Europa e no Baixo Mediterrâneo. 

O satélite europeu Ka-Sat, lançado na noite de domingo pelo foguete russo Proton-M, a partir do cosmódromo russo de Baikonour, no Casaquistão, entrou hoje em órbita, anunciou o centro espacial Khrounitchev, em comunicado.

"O satélite entrou em órbita, com sucesso, às 10h03 de Moscovo (07h03 GMT)", precisa o comunicado. 

Trata-se do primeiro lançamento de um foguete Proton depois do fracasso de pôr em órbita três satélites russos de navegação Glonasse, que caíram no Oceano Pacífico a 1500 quilómetros do Havai, a 5 de dezembro. 

Depois deste incidente, atribuído por alguns especialistas a erros de programação do Proton, os lançamentos deste tipo de foguetes foram temporariamente interditos.
 
O Ka-Sat, construído pela Eutelsat para a Astrium, a divisão espacial do grupo europeu EADS, deve permitir o acesso à Internet de banda larga aos consumidores da Europa e do Baixo Mediterrâneo que não acedam a este serviço ou que tenham fracas ligações por via terrestre.

fonte: Expresso

Nove homens acusados de conspiração no Reino Unido


Nove homens, detidos no passado dia 20 em várias cidades do Reino Unido no âmbito de uma operação antiterrorista, foram acusados de conspiração para provocar uma ou várias explosões no país, anunciou hoje, segunda-feira, a polícia britânica.

A ou as explosões seriam "de uma natureza que provavelmente colocaria em perigo a vida ou provocaria sérios danos materiais" entre 1 de Outubro e 20 de Dezembro deste ano, precisou a polícia.

As nove pessoas são ainda acusadas de estar implicadas na preparação de actos terroristas, nomeadamente ao procurar material e modos de emprego, efectuando operações de reconhecimento nos alvos potenciais, ateando fogos e testando material incendiário.

Os nove homens serão apresentados hoje a um tribunal de Londres.

fonte: JN

O Documentário sobre o Wikileaks

Portugal precisa de Personal Trainer

O FMI poderia ser - agora - o nutricionista a receitar uma "dieta de desintoxicação" a Portugal. Um género de personal trainer que daria as corretas indicações de como deveríamos exercitar os "músculos" inertes, flácidos e preguiçosos de todos os agentes (sem exceção) da sociedade portuguesa. Os tempos que vivemos assim o exigem.

Precisamos, seriamente, de "cair na real", como vulgarmente se diz; entrar num jejum, numa espécie de Ramadão para refletirmos verdadeiramente sobre as nossas prioridades, definir as nossas forças motrizes, reposicionar os nossos princípios e valores, planear a estratégia com visão e criação de "valor" e passar à ação.

É preciso abolir o facilitismo (para já não falarmos em corrupção, em burocracia, em (in)justiça...).

Torna-se, a cada dia que passa, mais imperativo encontrar a oportunidade, a porta de saída para esta crise. Portugal tem de começar a respeitar-se a si próprio para ser respeitado pelos outros. A nossa reputação está em causa, cá dentro (cidadãos e instituições) e lá fora (bancos e organismos internacionais... a atual questão do financiamento, da credibilidade internacional que nos atribuem fruto da nossa situação económica) e não nos podemos esquecer que esses sinais têm que ser dados urgentemente!

Nunca a palavra Confiança foi tão verbalizada e "desejada" como agora!

Alguns comentadores dizem que governar o país é como governar a nossa casa e que quem não consegue governar a sua casa ou a sua empresa não consegue governar o país. Concordo com este princípio e são inúmeros os paralelismos que se podem fazer entre estas realidades, distinguindo o que é comunicação interna e comunicação externa nas duas situações.

Não podemos deixar o país, os cidadãos "abandonarem-se" ao descrédito total. Já diz o provérbio popular: "casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão". É, por isso, urgente que haja orientação, indicação de para onde se quer ir, como e porquê. Mas também é importante que se saiba passar a mensagem ao país, com clareza e determinação. Só assim se podem cumprir objetivos! É uma questão de boa gestão de prioridades, objetivos e expectativas.

Só através de uma boa gestão se consegue construir ou reforçar uma boa reputação. Este princípio é válido tanto a nível microeconómico como macroeconómico. Como é que após os "distúrbios alimentares", leia-se, estruturais, dos últimos anos, podemos melhorar o nosso "músculo" económico?!

fonte: Expresso

Barroso pede silêncio sobre crise da dívida soberana


Durão Barroso pediu aos líderes governamentais para falarem menos sobre a crise da dívida soberana

O presidente da Comissão Europeia apelou aos líderes europeus para estarem "mais calados em relação à crise da dívida soberana" e "perceberem que os mercados financeiros estão a ouvir".

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso , alertou hoje, numa entrevista ao jornal De Morgen, que a "cacofonia de mensagens" ameaça minar a confiança na capacidade dos governos europeus lidarem com a crise da dívida soberana.

O responsável apelou aos líderes governamentais para falarem menos, afirmando que "é, realmente, um problema ouvir tantas opiniões durante a crise" e deixou um apelo: "Apelo aos líderes políticos para estarem mais calados e deixarem os comentários para os comentadores, e perceberem que os mercados financeiros estão a ouvir".

fonte: Expresso

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