O presidente turco disse que os culpados "devem ser levados à justiça".
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, descreveu neste domingo como "horrível" o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi e afirmou que não consegue entender a falta de reacção por parte dos Estados Unidos. sobre isto.
Eu não consigo entender o silêncio dos EUA sobre o assassinato horrível" de Khashoggi, o presidente turco indicou.
Erdogan disse que os culpados "devem ser levados à justiça ".
O jornalista saudita, residente nos EUA e colunista do The Washington Post, desapareceu a 2 de outubro depois de entrar no consulado da Arábia Saudita em Istambul (Turquia).
Depois de várias explicações contraditórias, Riyadh admitiu que Khashoggi foi morto no consulado, mas nega o envolvimento do governo.
As autoridades sauditas dizem que os agentes que assassinaram o jornalista ultrapassaram sua autoridade e que já prenderam 21 pessoas relacionadas ao caso, cinco das quais poderiam enfrentar a pena de morte.
“Não se enganem: #Anonymous está em guerra com o #Daesh. Não pararemos de nos opor ao #IslamicState. Somos também melhores hackers.”
Anonymous, o colectivo de hackers activistas, fixou a mira dos seus membros espalhados pelo mundo nos militantes do Daesh, e garante que nos próximos tempos vai desencadear um conjunto de actos de retaliação face aos ataques da passada sexta-feira em Paris. Trata-se de uma declaração de guerra cibernética, sendo que o campo virtual tem sido crucial na estratégia da organização terrorista que eclipsou a Al-Qaeda, o auto-proclamado Estado Islâmico (Daesh).
Os radicais sunitas que controlam largas faixas de território na Síria e no Iraque servem-se da internet e das redes sociais não apenas para espalhar a sua propaganda e recrutar novos membros, mas também como meio de coordenar as suas acções terroristas.
Num vídeo divulgado no YouTube – que em poucas horas superou o milhão de visualizações – um homem encapuçado e envergando a icónica máscara de Guy Fawkes (uasada no filme “V de Vingaça”) faz o anúncio em francês após o habitual pomposo e hollywoodesco genérico que ocupa boa parte do vídeo de dois minutos e meio.
O porta-voz reage à sofisticada operação de três equipas de terroristas do Daesh – que ao longo de três horas serviram o terror na capital francesa, massacrando pelo menos 129 pessoas –, prometendo que será “lançada a maior operação de sempre” contra os jihadistas. Tendo em conta o impressionante currículo dos hacktivistas neste tipo de acções, e especificamente nos ataques a alvos da rede dos extremistas na internet, a ameaça merece ser levada a sério. O Daesh deverá “esperar ciberataques massivos”, diz o mascarado. “Não se enganem: #Anonymous está em guerra com o #Daesh. Não pararemos de nos opor ao #IslamicState. Somos também melhores hackers.”
O Anonymous é uma espécie de arquitectura volátil, uma confluência de esforços de pessoas que começaram por se encontrar em cantos recônditos da internet, fóruns de difícil acesso onde estes hackers colaboravam ocasionalmente numa espécie de vandalismo cibernético que estava longe de prenunciar a tomada de partido em guerras reais. O grupo alcançou notoriedade por ataques informáticos algo aleatórios, militantemente apolíticos, mas cada vez mais organizados durante meados da década passada.
Com o tempo, as operações dos Anonymous começaram a focar-se, e os seus ataques passaram a ser usados como forma de protestar ou castigar os constrangimentos à liberdade na internet. Em 2010, o grupo retaliou contra a decisão da PayPal por, entre outras coisas, suspender as contribuições dos seus utilizadores à WikiLeaks depois desta ter divulgado uma batelada de documentos secretos norte-americanos. Os hacktivistas não pararam desde então de tomar posições cada vez mais fortes, e estiveram ao lado do movimento Occupy Wall Street e dos protestos da Primavera Árabe.
Há mais um escândalo a abalar o Vaticano, a envolver documentos secretos e fugas de informação. Desta vez, a Santa Sé anunciou hoje a detenção de dois funcionários da Cúria por terem divulgado documentos confidenciais a órgãos de comunicação social. Monsenhor Lucio Angel Vallejo Balda e Francesca Chaouqu estavam a ser investigados há alguns meses no âmbito de um processo de «subtração e divulgação de notícias e documentos confidenciais».
Os dois colaboradores do Papa trabalhavam numa comissão criada em julho de 2013 pelo Papa Francisco para estudar a reorganização dos serviços económicos e administrativos da Santa Sé
Os dois colaboradores do Papa trabalhavam numa comissão criada em julho de 2013 pelo Papa Francisco para estudar a reorganização dos serviços económicos e administrativos da Santa Sé e são agora suspeitos de ter passado informações secretas que estão na origem de dois livros que serão publicados brevemente.
Os dois foram chamados durante detidos e interrogados durante o fim de semana e já esta manhã o departamento do promotor de justiça do Vaticano validou a prisão de Vallejo Ballda e decidiu libertar Francesca Chaouqu, sem medidas cautelares, uma vez que esta colaborou com a investigação.
Os dois livros “Via Crucis”, de Gianluigi Nuzzi, e “Avareza”, de Emiliano Fittipaldi prometem revelar informações secretas sobre as finanças do Vaticano. De acordo com o comunicado divulgado hoje pela sala de imprensa da Santa Sé, as duas publicações podem vir também a ser alvo de processos judiciais.
Como o caso já não é inédito, o Vaticano vem sublinhar que «[os livros] são fruto de uma grave traição da confiança atribuída pelo Papa e, em relação aos autores, de uma ação para tirar vantagem de um ato gravemente ilícito de entrega de documentação confidencial».
Santo Padre admitiu que sente dificuldades do cargo e voltou a denunciar as injustiças
O papa Francisco admitiu ontem, no Vaticano, perante milhares de jovens alunos e professores de escolas jesuítas, que sente muitas dificuldades no exercício do cargo e afirmou que não queria ser chefe da Igreja Católica.
"Deus não teria abençoado alguém que tivesse vontade de ser papa. E eu não queria ser papa", explicou o Santo Padre. E, quando questionado sobre a recusa de viver no apartamento pontifical, revelou que precisava de "viver rodeado de pessoas". Ainda sobre a sua renúncia a benefícios associados ao cargo, Francisco voltou a insurgir-se contra as injustiças e as assimetrias no Mundo. Aliás, no Twitter escreveu: "comida deitada fora é alimento roubado aos pobres".