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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Espalha a mensagem

Anonymous declara ciberguerra ao Estado Islâmico


“Não se enganem: #Anonymous está em guerra com o #Daesh. Não pararemos de nos opor ao #IslamicState. Somos também melhores hackers.”

Anonymous, o colectivo de hackers activistas, fixou a mira dos seus membros espalhados pelo mundo nos militantes do Daesh, e garante que nos próximos tempos vai desencadear um conjunto de actos de retaliação face aos ataques da passada sexta-feira em Paris. Trata-se de uma declaração de guerra cibernética, sendo que o campo virtual tem sido crucial na estratégia da organização terrorista que eclipsou a Al-Qaeda, o auto-proclamado Estado Islâmico (Daesh).

Os radicais sunitas que controlam largas faixas de território na Síria e no Iraque servem-se da internet e das redes sociais não apenas para espalhar a sua propaganda e recrutar novos membros, mas também como meio de coordenar as suas acções terroristas.

Num vídeo divulgado no YouTube – que em poucas horas superou o milhão de visualizações – um homem encapuçado e envergando a icónica máscara de Guy Fawkes (uasada no filme “V de Vingaça”) faz o anúncio em francês após o habitual pomposo e hollywoodesco genérico que ocupa boa parte do vídeo de dois minutos e meio.

O porta-voz reage à sofisticada operação de três equipas de terroristas do Daesh – que ao longo de três horas serviram o terror na capital francesa, massacrando pelo menos 129 pessoas –, prometendo que será “lançada a maior operação de sempre” contra os jihadistas. Tendo em conta o impressionante currículo dos hacktivistas neste tipo de acções, e especificamente nos ataques a alvos da rede dos extremistas na internet, a ameaça merece ser levada a sério. O Daesh deverá “esperar ciberataques massivos”, diz o mascarado. “Não se enganem: #Anonymous está em guerra com o #Daesh. Não pararemos de nos opor ao #IslamicState. Somos também melhores hackers.”

O Anonymous é uma espécie de arquitectura volátil, uma confluência de esforços de pessoas que começaram por se encontrar em cantos recônditos da internet, fóruns de difícil acesso onde estes hackers colaboravam ocasionalmente numa espécie de vandalismo cibernético que estava longe de prenunciar a tomada de partido em guerras reais. O grupo alcançou notoriedade por ataques informáticos algo aleatórios, militantemente apolíticos, mas cada vez mais organizados durante meados da década passada. 

Com o tempo, as operações dos Anonymous começaram a focar-se, e os seus ataques passaram a ser usados como forma de protestar ou castigar os constrangimentos à liberdade na internet. Em 2010, o grupo retaliou contra a decisão da PayPal por, entre outras coisas, suspender as contribuições dos seus utilizadores à WikiLeaks depois desta ter divulgado uma batelada de documentos secretos norte-americanos. Os hacktivistas não pararam desde então de tomar posições cada vez mais fortes, e estiveram ao lado do movimento Occupy Wall Street e dos protestos da Primavera Árabe.


fonte: i online

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Filme de Michael Moore é para maiores de 17 - e uma das cenas polémicas é sobre Portugal


Michael Moore em Portugal com a CGTP no último 1.º de Maio 


Where to invade next


Where to invade next

Realizador contesta a classificação da MPAA, que detalha quatro casos no filme, um dos quais sobre a droga em Portugal, e rejeita mudar o documentário. “Não vou fazer quaisquer cortes".

A classificação do novo filme de Michael Moore nos EUA torna obrigatório que os adolescentes sejam acompanhados por um adulto para o ver. E uma das cenas que motiva o Rated R pela Motion Picture Association of America, que o realizador contesta, é referente a Portugal e à descriminalização da aquisição, posse e consumo de drogas no país. “Não vou fazer quaisquer cortes. Não acreditamos em censura neste país”, diz Moore sobre o seu filme e os EUA, e “não pode haver qualquer transigência neste tipo de coisas”.

Esta semana, a Motion Picture Association of America (MPAA), responsável pela classificação etária dos filmes estreados nos EUA, atribuiu a Where to invade next a classificação R – Restricted, que restringe o acesso à sala de cinema de espectadores com menos de 17 anos aos que sejam acompanhados por um dos pais ou um adulto.

Não sendo a mais restritiva das classificações – é a segunda mais restritiva, sendo a NC-17 aquela que interdita mesmo a entrada de menores de 17 -, tem o potencial de diminuir a audiência do filme mas também de gerar notícias e conversas sobre ele. Moore rejeita a classificação e vai recorrer da decisão do painel, com o qual já se debateu no passado, nomeadamente com o seu primeiro filme, Roger e Eu (1989), o oscarizado Bowling for Columbine (2002). “É espantoso como passaram 25 anos – inventámos a Internet, o casamento gay é legal e elegemos um afro-americano Presidente dos EUA, mas a MPAA ainda censura imagens que estão disponíveis em qualquer programa noticioso nocturno.”


A decisão da MPAA é sustentada por ter identificado “linguagem forte, algumas imagens violentas, uso de drogas e breve nudez explícita”. É aqui que entra Portugal, como Moore explicou nas últimas horas de segunda-feira à revista Variety. Quando a MPAA refere que o documentário mostra imagens de consumo de drogas, trata-se do excerto em que Moore viaja até Portugal e debate, fazendo entrevistas, a decisão de 2001 de descriminalizar a compra, posse e consumo no país. Em Portugal, Moore falou com polícias e sobre os índices de decréscimo do consumo de estupefacientes, com um dos responsáveis da Comissão para a Dissuasão da Toxicodependência de Lisboa e sobre outros temas (esteve na manifestação da CGTP no 1.º de Maio, por exemplo) – no fundo, servindo o propósito do documentário, que visa mostrar aos EUA formas alternativas de gerir ou encarar questões sociais.

Where to invade next é então um documentário filmado em registo de viagem que escolhe uma abordagem satírica – exemplificada pelo próprio título – para ir buscar exemplos a vários países, da Islândia à Alemanha, passando pela Finlândia ou Portugal, de formas alternativas à norte-americana de lidar com problemas sociais e económicos partilhados por vários países do ocidente. Prisões, drogas, cuidados de saúde, raça. Muito disputado pelos distribuidores no Festival de Toronto em Setembro, é o mais recente filme de Moore, cujo Fahrenheit 9/11 continua a ser o documentário mais rentável de sempre. 

A cena de nudez de que fala a MPAA são “dois segundos de alemães nus a entrar num jacuzzi”, explica Moore sobre um pedaço da história em que os tratamentos em termas ou spas podem ser comparticipados pelo Estado (neste caso alemão); a presença de palavrões diz respeito ao uso da palavra “fuck” num protesto contra o colapso dos bancos da Islândia durante a crise, em 2009; e a violência é o vídeo da detenção violenta, que se revelaria fatal, de Eric Garner por agentes da polícia e que originou uma das vagas mais recentes de contestação sobre a brutalidade policial e raça nos EUA.

“Gostava que a MPAA simplesmente fosse honesta e espetasse uma etiqueta nos meus filmes a dizer: ‘Este filme contém ideias perigosas que os 99% podem considerar perturbadoras e levá-los a revoltar-se’”, escreve Michael Moore numa nota enviada à imprensa especializada norte-americana.

E, em entrevista à Variety, acrescenta: “A MPAA não quer que os adolescentes vejam estas coisas sem supervisão parental. O meu conselho aos adolescentes da América é que vocês sabem o que fazer e sabem como entrar” nos cinemas. “Vejo filmes PG-13 [que avisa os pais que alguns conteúdos podem não ser apropriados para crianças com menos de 13 anos] onde literalmente centenas de personagens são ceifadas com armas ou bombas”.

Os distribuidores do filme nos EUA também concordam que a classificação significa que para a MPAA os estudantes de liceu “simplesmente não são suficientemente maduros para lidar com ou discutir assuntos importantes que afectam directamente a sua busca do sonho americano”.

O filme estreia-se a 23 de Dezembro nos EUA, estando assim apto a poder ser seleccionado para a temporada de prémios de 2016, sendo que pode ser lançado sem a classificação – mas muitos cinemas rejeitam exibir filmes sem esse selo. 

fonte: Público

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Mais um escândalo abala o Vaticano: fuga de documentos oficiais

Mais um escândalo abala o Vaticano: fuga de documentos oficiais

Há mais um escândalo a abalar o Vaticano, a envolver documentos secretos e fugas de informação. Desta vez, a Santa Sé anunciou hoje a detenção de dois funcionários da Cúria por terem divulgado documentos confidenciais a órgãos de comunicação social. Monsenhor Lucio Angel Vallejo Balda e Francesca Chaouqu estavam a ser investigados há alguns meses no âmbito de um processo de «subtração e divulgação de notícias e documentos confidenciais».

Os dois colaboradores do Papa trabalhavam numa comissão criada em julho de 2013 pelo Papa Francisco para estudar a reorganização dos serviços económicos e administrativos da Santa Sé

Os dois colaboradores do Papa trabalhavam numa comissão criada em julho de 2013 pelo Papa Francisco para estudar a reorganização dos serviços económicos e administrativos da Santa Sé e são agora suspeitos de ter passado informações secretas que estão na origem de dois livros que serão publicados brevemente.

Os dois foram chamados durante detidos e interrogados durante o fim de semana e já esta manhã o departamento do promotor de justiça do Vaticano validou a prisão de Vallejo Ballda e decidiu libertar Francesca Chaouqu, sem medidas cautelares, uma vez que esta colaborou com a investigação.

Os dois livros “Via Crucis”, de Gianluigi Nuzzi, e “Avareza”, de Emiliano Fittipaldi prometem revelar informações secretas sobre as finanças do Vaticano. De acordo com o comunicado divulgado hoje pela sala de imprensa da Santa Sé, as duas publicações podem vir também a ser alvo de processos judiciais.

Como o caso já não é inédito, o Vaticano vem sublinhar que «[os livros] são fruto de uma grave traição da confiança atribuída pelo Papa e, em relação aos autores, de uma ação para tirar vantagem de um ato gravemente ilícito de entrega de documentação confidencial».

fonte: Sol

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