RELÓGIO DO APOCALIPSE

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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Publicada a receita que tornou o vírus da gripe das aves transmissível entre mamíferos


O vírus da gripe das aves foi submetido a mutações em laboratório para infectar facilmente os mamíferos 

Quatro mutações genéticas separam o mundo de uma pandemia provocada pelo perigoso vírus da gripe das aves? Não se sabe. Mas a equipa de Yoshihiro Kawaoka, da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, conseguiu adaptar a “antena” do vírus H5N1 para infectar as células de mamíferos, de modo a ser potencialmente transmissível entre pessoas. 

A receita, que permitiu criar em laboratório um H5N1, foi publicada hoje na revista Nature, depois de uma polémica de meses sobre se devia ou não ser divulgada. A equipa diz que pode ajudar a antecipar ocorrências de vírus na natureza com potencial pandémico. 

O H5N1 já infectou 602 pessoas desde 1996, quando foi descoberto. Estes doentes contraíram a gripe em contacto muito próximo com as aves — o hospedeiro natural deste vírus. Apesar de não terem transmitido o H5N1 a outras pessoas, 355 dos doentes morreram, o que equivale a 60% de mortes. Um número brutal quando comparado com a gripe suína H1N1, que em 2009 fez as parangonas noticiosas, mas causou a morte a muito menos doentes: 0,01%. 

Várias equipas já tinham tentado perceber como é que o vírus pode transmitir-se entre pessoas. Kawaoka deu o passo decisivo e em Agosto de 2011 apresentou o estudo àNature. A demora da publicação deveu-se à polémica gerada: temia-se que o trabalho fosse usado para produzir armas biológicas. Só depois de se avaliarem os prós e contras da divulgação desta investigação é que o Governo dos EUA deixou sair o artigo.

Quatro mutações

Os vírus são uma cápsula de proteínas que protege um pedaço de material genético. Ligam-se às células para injectarem este material usando uma proteína específica, uma espécie de “antena” que reconhece a célula certa. Depois, a maquinaria celular faz o resto do trabalho: multiplica o material genético do vírus, produz as suas proteínas e, de um momento para o outro, novos vírus ficam prontos para atacarem outras células. 

No caso da gripe, a “antena” do vírus é a hemaglutinina, ou HA, que pode ter variações como H1 e H2. A H5 do vírus da gripe das aves é perfeita para infectar o tecido respiratório delas, mas nos humanos não infecta as células das vias respiratórias superiores. E é esta característica que torna o vírus transmissível entre pessoas. Mas teme-se que ocorram mutações na natureza que façam com que o vírus se adapte aos humanos.

Ora, a equipa de Kawaoka conseguiu isso no laboratório. Provocou mutações aleatórias na região da proteína H5 que está em contacto com os receptores, ou portas de entrada, das células. “Antes de iniciarmos a experiência, sabíamos que a especificidade do receptor era importante”, disse Kawaoka à Nature. “Mas não sabíamos o que mais era necessário.”

Uma das 2,1 milhões de proteínas resultantes das experiências tinha duas mutações, que a tornaram específica para as células das vias respiratórias superiores. Depois, os cientistas fabricaram um novo vírus H5N1, que inclui o gene que comanda a produção da nova H5 e ainda mais sete genes do vírus H1N1 da gripe suína. Com o novo vírus, infectaram furões, o modelo preferido para estudar a gripe. Ao fim de algum tempo, gerou-se um H5N1 com mais duas mutações na H5, que o tornou facilmente transmissível entre os furões através de gotículas aéreas.

Embora o novo vírus não seja letal nos furões, ninguém sabe se aparecerá na natureza. A vantagem, diz Kawaoka, é que se identificaram os mecanismos pelos quais o vírus passou a ser transmissível em mamíferos, o que ajudará a perceber se a próxima pandemia está a chegar.

Sobre a possibilidade de o artigo poder ter sido censurado e, caso isso tivesse acontecido, a informação só chegar a alguns investigadores, o editor da revista Nature, Philip Campbell, numa conversa com a BBC News, questionou essa opção: "Se vamos pela via da censura, como é que se decide quais os investigadores que recebem informação sensível? E como é que se pode assegurar, de uma forma realista, que uma vez que a informação chegue ao ambiente universitário, não vá mais longe?"

fonte: Público

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Estudo sugere que novo vírus pode ter potencial de pandemia






















Estudo diz que um novo vírus da gripe de origem suína, que causou infecções nos Estados Unidos no segundo semestre do ano passado, parece ter potencial pandémico. O trabalho, desenvolvido por cientistas do Centro dos EUA para Controle de Doenças, sugere que o facto de a doença não ter se alastrado pode ter mais a ver com a imunidade humana do que o próprio vírus. As informações são do Huffingtonpost.

As descobertas são baseadas em um estudo de transmissão em furões. O trabalho é um pouco semelhante aos estudos que desencadearam a polémica sobre as pesquisas do vírus H5N1, que por vários meses, investigadores holandeses e norte-americanos vêm tentando publicar trabalhos científicos que mostram como eles desenvolveram H5N1 - da gripe aviária - vírus que transmite facilmente entre os furões, considerados o melhor animal para prever como um vírus da gripe pode se comportar nas pessoas.

Numa reunião da Organização Mundial da Saúde na semana passada, um grupo de especialistas concordou que os estudos devem ser publicados na íntegra, apesar de um pedido do governo dos EUA que algumas partes sejam mantidas fora do o domínio público.

O novo estudo, publicado segunda-feira na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências, envolve o trabalho com um vírus suíno H3N2 - agora chamada de variante H3N2 - que provocou casos humanos esporádicos nos Estados Unidos.

A polémica sobre o trabalho H5N1 se relaciona com o facto de que as equipas de pesquisa fizeram o vírus evoluir até o ponto de se espalhar rapidamente entre os furões, que poderiam tornar os vírus de laboratório transmissível entre pessoas.

fonte: Terra

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

OMS discute à porta fechada o que fazer com investigação sobre gripe das aves


Milhões de aves foram mortas devido à suspeita da gripe 

A polémica que já obrigou 30 equipas de investigação a assinarem uma moratória onde se comprometiam a parar o seu trabalho durante 60 dias está agora a ser discutida numa reunião à porta fechada, na sede de Genebra da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O que está por trás da reunião? A investigação feita por duas equipas independentes que conseguiram mutar o vírus da gripe das aves de modo a, presumivelmente, passar de pessoa para pessoa. Uma investigação que ainda está à espera de ser publicada por se temer que caia nas mãos erradas, e possa ser utilizada para desenvolver armas biológicas, causando uma pandemia de gripe pior do que a de 1918.

Antes da gripe dos porcos que fez as manchetes no Verão de 2009, já a gripe das aves era uma preocupação há anos. O H5N1 foi detectado pela primeira vez em 1997, em Hong Kong, e devastou bandos de patos e galinhas na Ásia, chegando ao Médio Oriente e à Europa.

A transmissão para humanos em contacto com animais continua a ser uma realidade. Só desde 1 de Janeiro deste ano, a OMS tem nove relatos de episódios de transmissão, que aconteceram em cinco países diferentes, afectaram dez pessoas e mataram sete. 

Segundo a organização a mortalidade da gripe das aves é de 59%. Um valor altíssimo se for comparado com a gripe espanhola, que em 1918 matou 2,5% das pessoas que infectou: e que ainda assim, estima-se que tenha morto entre 20 e 50 milhões de pessoas. 

Vários cientistas contestam este valor da fatalidade da gripe das aves, dizendo que os números de infectados que a OMS tem não contemplam infecções assintomáticas ou leves, que não acabaram no hospital. 

Num artigo noticioso desta semana da Nature, Declan Butler descreve vários estudos que tentaram analisar a percentagem de população que foi infectada, em certas regiões da Ásia. Apesar de os números serem contraditórios, o artigo sublinha outro aspecto. “Não me interessa que o vírus tenha um rácio de fatalidade de 50% ou 5% ou 1%, ainda seria um problema grande”, disse Marc Lipsitch, epidemiologista da Harvard School of Public Health, Boston, Massachusetts, citado no artigo, que refere ainda que ficará sempre acima da capacidade que os países têm para enfrentar uma pandemia.

Neste contexto, a polémica estalou quando em Setembro de 2011 uma equipa de investigadores conseguiu mutar o H5N1 de modo a que este se transmitisse directamente entre doninhas - o modelo por excelência para estudar as gripes, já que é muito parecido com o que se passa em humanos. Isto é novidade - e perigoso - porque o vírus se transmite normalmente das aves para os mamíferos ou para os humanos. 

Os dados foram apresentados primeiro em Setembro por uma equipa de investigação holandesa, liderada por Ron Fouchier, que trabalha no Erasmus Medical College e depois pela equipa de Yoshihiro Kawaoka da Universidade de Tóquio e Universidade de Wisconsin-Madison. 

As duas equipas já enviaram os resultados para a Science e para a Nature, mas em Dezembro, um comité de acompanhamento da Agência nacional para a ciência e biosegurança dos Estados Unidos pediu às duas revistas para não publicarem detalhes dos dois estudos por medo que a informação pudesse ser utilizada por bioterroristas. As revistas aceitaram os estudos mas ainda não disseram se os vão publicar na íntegra.

Depois de, a 20 de Janeiro, Kawaoka ter assinado a moratória de 60 dias, junto com outras equipas, deu a sua opinião num artigo na Nature. “Algumas pessoas argumentam que os riscos destes estudos – mau uso e a libertação acidental do vírus, por exemplo – pesam mais do que os benefícios”, escreveu. “Oponho-me a isso, o vírus H5N1 que circula na natureza já é uma ameaça, porque os vírus da gripe mutam constantemente e podem estar na origem de pandemias que causam grande perda de vidas.”

Agora, a reunião em Genebra que termina sexta-feira, e junta 22 pessoas, entre autores dos dois estudos e os editores das revistas científicas, vai discutir “as circunstâncias específicas dos dois estudos e vai tentar chegar a um consenso sobre acções práticas que resolvam as questões mais urgentes. Em particular o acesso e a disseminação dos resultados desta investigação”, explica um comunicado da OMS.Num artigo de opinião da edição online desta quinta-feira da Science, Malik Peiris, que teve um papel importante em determinar o carácter patogénico do H5N1, explica que antes das grandes epidemias passarem para as pessoas, os vírus na sua origem passaram anos a infectarem animais. Argumenta que “compreender as características virais e humanas que permitem que a gripe (…) possa ser transmitida entre humanos é sem dúvida uma das mais importantes questões da investigação de hoje”. E remata: “A natureza continua a ser um dos mais eficientes bioterroristas!”

fonte: Público

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A gripe é uma arma


Há cinco anos, o H1N1 obrigou ao abate de aves em quase todo o mundo

Cientistas holandeses e americanos conseguiram fazer mutações ao vírus da gripe das aves. O alarme soou forte entre os militares norte-americanos, que querem os estudos em segredo

Pode ser um passo importante para uma vacina. Ou uma perigosa munição para uma arma química terrorista. Não há meio termo. Pelo menos, é o que pensam os alarmados serviços dos conselheiros de biossegurança norte-americanos, perante o anúncio recente saído dos laboratórios do Centro Médico Erasmo, em Roterdão (Holanda).

E que anúncio tão alarmante foi esse? Um grupo de cientistas, liderado por Ron Fouchier, conseguiu fazer mutações ao vírus H5N1, célebre há uns cinco anos por outro nome, mais prosaico, de gripe das aves.

Acontece que estas mutações transformam o H5N1 em algo que ele até agora não foi: rapidamente contagioso. E não é preciso acrescentar ‘mortal’ ao adjectivo anterior. Os receios de pandemia naquela época não se verificaram, mas 60% dos relativamente poucos seres humanos que contraíram esta forma de gripe – 600 pessoas desde 1996, quando o surto foi identificado entre as aves – acabaram por morrer.

Os serviços norte-americanos encararam este estudo como uma ameaça, não dos cientistas, mas de alguém que possa chegar aos segredos da mutação e ‘fabricar’ em laboratório uma poderosa arma química.

Alguns responsáveis ligados ao Governo de Barack Obama confessaram ao jornal britânico The Independent que «o pior cenário neste caso é mesmo o pior que se possa imaginar».

Fouchier, por seu lado, admitiu já em Setembro, numa conferência em Malta, que o seu trabalho é «mesmo, mesmo estúpido», mas que o estudo das mutações de vírus como este em laboratório pode servir também de arma poderosa para se encontrar uma vacina em caso de pandemia (epidemia global). Conhecer é sempre melhor do que ignorar, evidentemente, e é possível perceber como o vírus pode sofrer mutações em caso de alerta.

O problema é que o que se conseguiu em laboratório foi justamente a alteração genética que permite ao H5N1 ser transmitido por via aérea, e já não por um contacto físico muito próximo com quem está infectado.

Os norte-americanos sugerem agora que o trabalho de Fouchier pelo menos não seja publicado na íntegra, para não servir de manual de instruções para terroristas. E avisam um outro grupo de investigação, dividido entre os EUA e o Japão – que chegou aos mesmos resultados em experiências dos dois lados do Pacífico – que deve fazer o mesmo. Os estudos deveriam ter sido feitos em instalações militares, onde a informação é mais filtrada, concluem.

fonte: Sol

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Investigadores criaram no laboratório vírus da gripe das aves que pode estar a um passo de ser transmissível entre humanos































“Não consigo perceber como é que eles se convenceram de que era necessário criar um agente patogénico humano a partir do vírus H5N1 da gripe da aves”, respondeu-nos, num email recebido esta noite, Steven Salzberg, especialista de medicina e de bio-estatística da Universidade Johns Hopkins de Baltimore.

Salzberg não é o único a opor-se liminarmente à realização deste tipo de pesquisas. Mas neste momento, as preocupações dos peritos de biossegurança norte-americanos são muito mais imediatas. 

Nos próximos dias, o Painel Consultivo da Biossegurança dos EUA (National Security Advisory Board on Biosecurity, NSABB) deve decidir se vai ou não autorizar a publicação, pela revista norte-americana Science, dos resultados obtidos por investigadores na Holanda que poderiam potencialmente constituir uma “receita” viral para matar mais de metade da Humanidade. Num registo mais geral, o parecer do NSABB poderá vir a obrigar a comunidade científica a repensar as regras do jogo quando se trata de pesquisas com benefícios potenciais mas que também podem ser extremamente perigosas se caírem nas mãos erradas.

O artigo em causa, que já foi aceite para publicação por aquela prestigiada revista científica e está agora em standby, é da autoria de Ron Fouchier e colegas, do Centro Médico Erasmo de Roterdão. Estes cientistas introduziram uma série de mutações num vírus da gripe das aves natural, o mortífero H5N1. E mostraram que, nos furões (animais considerados como o melhor modelo experimental para se estudar a transmissão da gripe das aves no ser humano), bastavam cinco mutações específicas para o vírus natural se tornar tão facilmente transmissível como a gripe sazonal (e sem nada perder do seu carácter mortífero). Ou seja, por via aérea.

Desde que surgiu em 1997, na Ásia, o vírus H5N1 infectou menos de 600 pessoas e sempre por contacto directo com aves infectadas. Não é nada facilmente transmissível. Mas quando ataca os humanos é altamente letal: cerca de seis de cada 10 vítimas humanas sucumbiram à doença, ao passo que a gripe H1N1 de 2009, por exemplo, matou aproximadamente um doente de cada 10 mil.

“Fiquei bastante chocado quando li o que Ron Fouchier e a sua equipa tinham feito”, diz-nos ainda Salzberg. "Penso que alguém deveria tê-los feito parar antes de chegarem a este ponto. De facto, penso que deveria ter havido um painel de revisão que avaliasse o projecto de investigação antes do seu início – e talvez até tenha havido? Se eu fizesse parte de um painel desse tipo, nunca permitiria uma pesquisa destas.” 

Os argumentos contra a publicação dos resultados – e contra a realização tout court de experiências como estas – parecem óbvios. Os espectros do bioterrorismo, da guerra biológica – ou simplesmente de uma fuga acidental do vírus para a atmosfera – são aterradores. Mas há também quem pense, tanto deste lado do Atlântico como do outro, que estas pesquisas são indispensáveis: "É inegavelmente importante saber quais são as alterações genéticas que o H5N1 pode sofrer para se adaptar ao homem e causar uma pandemia", disse-nos o médico português João Vasconcelos Costa, salientando ainda que “se soubermos antes como vai provavelmente ser o vírus, podemos começar já a preparar vacinas”. Porém, este especialista não nega que o perigo que este tipo de investigação coloca é bem real e acrescenta que as medidas de segurança a implementar nos laboratórios que lidam com vírus tão perigosos têm de ser reforçadas.

fonte: Público

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

FAO alerta para eventual ressurgimento da gripe das aves


A agência da ONU para a Agricultura e a Alimentação (FAO) recomendou hoje "uma vigilância reforçada" do vírus da gripe das aves, num momento em que uma estirpe mutante do vírus H5N1 foi identificada na Ásia.

"O último caso mortal ocorreu no início do mês no Camboja, onde foram registados este ano oito casos de infeção humana, todos mortais", referiu a FAO num comunicado divulgado em Roma (sede da organização).

Na nota, a mesma agência das Nações Unidas e evocou "os riscos imprevisíveis [do vírus] para a saúde humana", admitindo um eventual ressurgimento de um novo surto da doença.

Desde 2003, ano em que foi identificado o primeiro caso, 565 pessoas foram infetadas pelo vírus H5N1, das quais 331 não resistiram e morreram, recordou a FAO, citando dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A presença do vírus obrigou também as autoridades a abaterem mais de 400 milhões de aves em todos o mundo desde 2003.

A erradicação do vírus, que chegou a afetar 63 países em 2006, o apogeu da epidemia, provocou prejuízos na ordem dos 20 mil milhões de dólares (cerca de 13 mil milhões de euros) em todo o mundo.

A FAO informou agora que os surtos de gripe das aves têm vindo a aumentar desde 2008, ano que marca o início de uma nova expansão geográfica do vírus H1N5, tanto em aves selvagens como em aves domésticas.

"As aves selvagens podem introduzir o vírus, mas a atuação das pessoas ao nível da produção avícola e da respetiva comercialização pode determinar a sua propagação", referiu o chefe de veterinários da FAO, Juan Lubroth, que responsabiliza os fluxos migratórios das aves pelo ressurgimento do H5N1 nos últimos 24 meses em países que estavam livres do vírus há vários anos.

Segundo Lubroth, outro motivo de preocupação é o aparecimento na China e no Vietname de uma variante do vírus que é aparentemente capaz de "desviar" as defesas que fornecem as atuais vacinas.

Os serviços veterinários do Vietname estão em estado de alerta, uma vez que a propagação desta variante do vírus poderá representar uma ameaça direta para outros países, como o Camboja, a Tailândia, a Malásia e o Japão.

"A tendência geral desde o declínio progressivo do vírus observado entre 2004 e 2008 poderá significar o desenvolvimento de um novo surto do H5N1 neste outono ou inverno", concluiu Juan Lubroth.

fonte: Jornal i

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Maior região avícola do Japão afectada pela epidemia de gripe das aves


Trabalhadores enterram galinhas mortas pela gripe das aves, no Japão

A maior região avícola do Japão está a ser afectada por uma epidemia de gripe das aves, que já provocou o abate de mais de 400 mil frangos na prefeitura vizinha de Miyazaki, na ilha Kyushu, indicou hoje, quarta-feira, um responsável local.

Para impedir a propagação do vírus, as autoridades da prefeitura de Kagoshima, situada a Sul de Kyushu, ordenaram a eliminação de 8600 frangos e proibiu a deslocação de 5,22 milhões de aves de capoeira num raio de 10 quilómetros em torno de uma exploração agrícola, onde quase 200 frangos foram encontrados mortos.

Na prefeitura vizinha de Miyazaki, dois aviários foram afectados pelo vírus H5 desde o início do ano e o abate de 420 mil aves de capoeira foi decidido pelas autoridades.

A prefeitura de Kagoshima produziu em 2009 a maior quantidade de carne de frango do Japão, indicou a agência de imprensa Jiji.

fonte: JN

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Japão deve sacrificar 410 mil frangos para combater surto de gripe aviária

Aves serão abatidas em granja na cidade de Miyazaki
Objetivo é impedir proliferação da doença


Agentes de saúde no Japão preparam recipientes para abrigar aves contaminadas pela gripe

O Japão vai sacrificar cerca de 410 mil frangos de uma granja na cidade de Miyazaki, no oeste do país, para combater um surto de gripe aviária, disse uma autoridade do país. A decisão foi tomada após cerca de 20 animais terem sido encontrados mortos na manhã de domingo (23).

Autoridades decidiram sacrificar todos os frangos mantidos no complexo para impedir a proliferação da doença, segundo uma autoridade do Ministério de Agricultura do país. A granja está localizada a poucos quilómetros de outra propriedade, onde o abate de cerca de 10 mil aves já está em andamento.

No sábado, o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, implementou uma força tarefa para conter o foco de gripe aviária, afirmaram as autoridades. Este foi o primeiro caso da doença na cidade desde 2007. Em Miyazaki, quase 900 quilómetros ao sudoeste de Tóquio, um surto de febre aftosa no ano passado forçou o abate de quase 300 mil animais. As informações são da Dow Jones.

fonte: G1

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Comentários sobre as rolas encontradas mortas


Vejam os sinais

Por Atento - Lisboa

Os químicos que a aviação militar anda a despejar sobre nós para manipular o clima e tb nos liquidar e assim reduzir a população do planeta são a chave do problema. O resultado dos testes será duvidoso porque só nos deixam saber o k "eles" querem. A festa ainda vai no adro. Anda tudo cego. Mas quando começarem a abrir os olhos, com esta velocidade, já vão muito atrasados. Vejam: rastos químicos, HAARP, redução da população mundial.

Extermínio de aves

Por Grunho - Nova Olivença

Itália, Portugal e Checoslováquia têm longos currículos em extermínio de aves. Senão, como se explica que sejam os únicos países da Europa onde praticamente não existem corvos?

E DA GRIPE A

Por ZE DO TELHADO - GUIMARAES

Ninguem se refer a gripe A. . . . O que sabemos este Ano sobre "isto". . . . Primeiro foi a SIDA, agora a A, qual sera a "seguinte" ?????

QUANDO VIER O COMETA

Por Miguel - Lis, Pt

QUANDO VIER O COMETA É QUE VAI SER LINDO, NEM TEMOS TEMPO DE DIZER AI, VAI SER COMO COM OS DINOSSAUROS.

Inverno

Por K - Lx

O Inverno em Italia esta a ser anormalmente frio, tambem em outras regiões do emisferio norte este inverno esta a ser mais frio que o normal. não tera isso a ver com mais doenças e mortes nos passaros?

Let'sgowiththeflow

Por Anónimo - Porto

Eu lamento por todas estas mortes e acredito que o equilíbrio delicado de forças no nosso planeta está alterado. Não sei se por causa de venenos, testes, poluição, precessão dos equinócios, inversão dos pólos, alterações no magnetismo e na ressonãncia da terra, flares solares, buraco negro no centro da galáxia e alinhamento com o mesmo, realinhamento energético, nova idade do gelo, etc.. não sei. Seja o for, o nosso planeta está em mudança. E nós estamos a assistir e a vivê-lo.

Magnestismo?

Por Joao Paulo - Lx

E o eixo da terra? Estará normal? Não estarão aeroportos a alterar neste momento as inidicações das pistas?

O fim da malandragem

Por Orlando Serra - Trás-os-Montes

Vai começar a aumentar, este fenómeno! E vai começar a acontecer com as pessoas, que vão começar a morrer uma a uma, ás centenas e aos milhares, na rua, de repente, começando nas grandes cidades! É o fim do mundo anunciado pelas profecias Maias. Com as pessoas, vai começar a acontecer por aquelas que andam de automóvel e deixam o automóvel mal estacionado a prejudicar os outros! É o castigo! E aqueles que têm actividades políticas vão morrer com muito sofrimento, não será apenas uma morte repentina e sem dor! É assim o que está previsto! E, dentro de 2 anos, em Dezembro de 2012, só haverá 10% da actual população mundial, pois são os melhores que sobreviverão! E vão ser muito felizes estes 10%, finalmente, sem os malandros a chatear!

Ambiente!!!

Por Jac - Viseu

Tenho um amigo que é um ambientalista militante. Nada de mau virá ao mundo por isso! Mas seguia uma teoria engraçada. Dizia ele que todas as espécies têm igual direito ao seu habitat. Sendo assim, é moralmente errado destruir o habita de uma espécie em benefício de outra! Pode mesmo, em sua opinião, ser um crime ambiental! Mas ... apanhou uma valente camada de chatos! A sua convicção ficou um tanto abalada!!

...

Por Nuno - UE

Nem sei como metade dos comentadores consegue dormir de noite com tantas teorias da conspiracao na cabeca... Bem, ao menos que sejam extraterrestres. Sempre da para uns filmes porreiros se alguem sobreviver. Agora religioes e campos magneticos parece-me um bocado aborrecido.

Claro!

Por Zé Carlos - Lisboa

Claro que o fim se aproxima, e sou eu que vos digo! É deveras preocupante, gente que nunca tinha morrido antes está morrendo agora.

deve ser

Por deve ser - tavira

Mancha azul em aves? Qualquer dia chega às águias e o dragão a rir.

Alguém responde???

Por Sr.s Jornalistas, - Investiguem, sff.

Conseguirão os cientistas explicar porque andam aviões militares todos os dias a pulverizar os céus com grossos rastos brancos que formam núvens que chegam a manter-se 7 horas? É que basta apontarem binóculos para verem que são aeronaves militares. E basta verificarem as horas que os chamados "chemtrails" ficam a pairar. Na composição dessas núvens entram micropolímeros e metais pesados, p ex.. Aparecem igualmente nos pulmões de muitos autopsiados.

Eu também vi o 2012.

Por Apocalipse Now - Fim do Mundo

Eu também vi o filme 2012 e, sinceramente, estou com medo! LOL

comunicação social

Por andré - coimbra

o que se passa é que hoje todos nós temos mais acesso à informação;depois há quem se aproveite!a comunicação social insistiu muito o ano passado nos sismos que ocorreram pelo planeta,mas está provado que a actividade sísmica esteve na média dos últimos 110 anos...fenómenos como este de grupos de animais aparecerem mortos,sempre aconteceram...simplesmente os Orgãos de comunicação social têm focado este tema de forma exaustiva.para mim,isto pode ser resultado do que estamos a fazer ao planeta,em termos de poluição e de alterações climáticas.agora,para aqueles que vêm para aqui falar em Apocalipse,2012 ou pólos magnéticos,deixo um conselho:vejam menos filmes e em vez de virem para aqui dizer essas baboseiras em anónimo,façam é algo de útil por vocês lendo mais e melhor...

Mais uma teoria ridicula...

Por Alexandre Borges - VN Gaia

Há uns tempos atras vi um filme, que achei ridiculo, em as as pessoas começaram a matar-se umas ás outras. A causa ficou a dever-se a uma substancia expelida pelas arvores que depois de transportada velos ventos se foi espalhando por vastas regioes. Esta substancia inalada provocava alterações no comportamento humano que levava a que as pessoas cometessem esses crimes. Concuia-se que a "consciencia" da Natureza farta dos atropelos da humanidade no que diz respeito a ela, encontrou a solução, exterminando-a.Repito: uma história ridicula, mas tão ridicula quanto as explicações cientificas que nos andam a dar à morte destes animais. Não sei se o mundo está no fim, ou se vamos passar para outro ciclo, etc etc, mas pelo menos as pessoas deveriam começar a repensar a sua forma de interacção com o meio ambiente. Conjuguemos este fenomeno da morte dos passaros, as catastrofes naturais (que parecem cada vez mais presentes), as mudanças climatéricas, o proprio comportamento das pessoas e tudo aquilo que estamos a considerar cientificamente natural (embora raro) e não chegaremos a nunhuma conclusão? Estamos a considerar muita coisa anormal como natural, quando acordarmos, estaremos mortos.

È.

Por Anónimo - alm

The End is coming. Façam o que têm a fazer nos próximos tempos, pois o mundo como o conhecemos está prestes a acabar. Não sou nostradamus, nem tampouco descendente dos Maias, mas as evidências saltam á vista.

Não é um caso isolado

Por Demariamax - Almada, Portugal

Nas últimas semanas casos como este aumentaram em todo o mundo. Aliás, este é um caso com menos "vítimas". (...)

Anomalias

Por Johan - Suécia

A anomalia grave (tão citada aqui pelos "conspiracionistas" ) é o facto de no hemisfério norte, em certas regiões, se estar a viver o Inverno mais frio dos últimos 300 anos pelo menos. Os especialistas em teorias da conspiração que guardem as suas teorias para si próprios e deixem de influenciar pessoas sensíveis com as vossas masturbações mentais.

quem foi?

Por Anónimo - syjsj

Será o Zorro? O Fantasma? O homem Aranha? O Mandrake? O Embuçado? Um comunista? A CIA que investigue.

Lembro-me sempre...

Por Kropotkine - Anarquia

Com estas noticias de aves mortas assim, lembro-me sempre do filme "The Day After Tomorow"!!!

Pardais

Por Fernando - Porto

Quando eu era criança vivia numa quinta, e lá apareciam muitas vezes pardais mortos... sem explicação! Será que...

A verdade

Por Anónimo - Guimaraes

Tambem sou da opiniao de que algo se passa mas nao nos querem dizer a verdade, mas no fundo so estamos a receber as consequencias do que estamos a fazer á Terra, nao faltará muito para chegar a nós (humanos) as graves consequencias dos nossos actos. Poluição, buraco de ozono.....tudo que nao queremos saber, que nao queremos solucionar porque pensamos sempre que são problemas dos 'outros', acreditem que algo se passa, vamos fazer o que ainda nos é possivel fazer, vamos olhar pela Terra antes que seja mesmo tarde de mais, e para se começar a mudar tem que ser HOJE.

DEUS

Por Paulo Lage Raposo - Montemor

Quem volta as costas a Deus, Deus lhe voltará também as costas. Andam a brincar com o fogo.

As quedas

Por mochochato - Lisboa

Eu ontem caí na rua. Tinha um iman no bolso. Se calhar foi por causa do núcleo da Terra! Não sejam rídiculos. Vejam menos filmes de Hollywood e utilizem melhor os milhões de neurónios que possuem...

Provas

Por Anónimo - MUNDO

Se alguém tiver provas que as demonstre. Mais caos civilizacional do que aquele em que já vivemos não é fácil.

isto não é ficção

Por Anónimo - Coimbra

Os Governos sabem... só que não dizem, porquê? As aves são sempre os indicadores base de anomalias graves que estão a surgir já e em breve com muita intensidade. Isto meus senhores não é ficção de Las Vegas!!!!

O Sócras

Por juiz - aveiro

e o aquecimento global são os culpados

fonte: Público

Centenas de rolas encontradas mortas na cidade italiana de Faenza


Centenas, se não milhares, de rolas foram encontradas mortas esta quarta-feira nas estradas, jardins e em cima de árvores na cidade italiana de Faenza. As aves têm uma misteriosa mancha azul no bico.

A organização ambientalista WWF e as autoridades florestais locais recolheram alguns animais mortos para análise, sendo que os resultados são esperados dentro de uma semana, avançou o site italiano GeaPress. Este sugere que as manchas azuladas no bico das rolas-turcas (Streptopelia decaocto) possa ser resultado de envenenamento ou de hipoxia, fenómeno de baixa concentração de oxigénio em ambientes aquáticos. Esta situação causa confusão e doença nos animais.

As autoridades italianas desconfiam ainda do tempo especialmente frio, uma vez que o bando de aves pode ter sido apanhado numa tempestade a alta altitude.

Os habitantes de Faenza, na província de Ravenna, no Norte do país, contam que viram as aves cair do céu como “pequenas bolas de Natal”. Uma testemunha disse ao jornal “The Examiner” que não faz ideia “de como isto foi acontecer de repente. As rolas simplesmente começaram a cair, uma por uma e depois em grupos de dez ou 20”.

Esta semana foram conhecidos outros casos de animais mortos, nos Estados Unidos (no Arkansas e Louisiana), Suécia, Reino Unido, Brasil e Nova Zelândia. Apesar de as causas ainda estarem a ser investigadas, as temperaturas anormalmente baixas poderão ser a explicação para a maioria dos casos.


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