RELÓGIO DO APOCALIPSE

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sábado, 16 de março de 2019

Sistema de reconhecimento facial utiliza fotos retiradas da internet sem permissão


A tecnologia tem vindo a evoluir rapidamente, mas especialistas afirmam que esta se tem servido de milhões de fotos disponíveis na internet sem qualquer conhecimento de quem as publicou.

O sistema de reconhecimento facial é uma tecnologia que se baseia em algoritmos que estudam os traços distintivos de rostos humanos. Através dela é possível identificar uma pessoa através de uma imagem digital ou mesmo de um frame de vídeo, comparando esses traços com aqueles de que dispõe na sua base de dados.

Esta tecnologia é utilizada para os mais variados fins. As suas principais aplicações relacionam-se com questões de segurança, embora também possa ser usada, por exemplo, como método de autenticação em bancos, ou até como forma de desbloqueio do telemóvel.

De modo a permitir e aperfeiçoar o seu funcionamento, é necessário o recurso a centenas de milhares de fotos. Sendo assim, a internet apresenta-se cada vez mais como um banco de dados apetecível para o desenvolvimento desta tecnologia. É possível encontrar facilmente na rede imagens categorizadas por idade, género ou tom de pele, entre outras características.

De acordo com a NBC News, é precisamente com o recurso à internet que empresas como a IBM têm vindo a desenvolver a sua pesquisa de reconhecimento facial. No passado mês de janeiro, a empresa americana disponibilizou um milhão de imagens retiradas do site Flickr e codificou-as para categorizar a aparência dos fotografados.

No entanto, quando contactados pela NBC, os fotógrafos responsáveis pelas imagens reagiram com surpresa ao tomar conhecimento de que as suas fotos estariam a ser utilizadas para o desenvolvimento de algoritmos de reconhecimento facial. Greg Peverill-Conti, autor de mais de 700 dessas fotos, afirmou mesmo que nenhuma das pessoas que fotografou faria a mínima ideia de que a sua imagem estaria a ser usada para esses fins.

Apesar das garantias da IBM de que os utilizadores podem sair da base de dados a qualquer momento, a questão não é tão simples. A empresa pede que os fotógrafos enviem por email os links das fotos que pretendem que sejam removidas, mas não divulgou publicamente a lista de utilizadores e fotos do Flickr que incluiu. Sendo assim, é difícil descobrir quais as fotos que estão a ser utilizadas.

De acordo com Jason Schultz, professor da faculdade de direito da NYU, este tipo de prática é recorrente por parte de equipas de pesquisa de Inteligência Artificial, afirmando que as mesmas “pegam em quaisquer imagens que estejam disponíveis”. Para além do Flickr, também Facebook, Wikipedia, Google Images ou YouTube têm sido usados de forma crescente como fonte de imagens e vídeos no desenvolvimento do sistema de reconhecimento facial.

fonte: SapoTek

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Relógio do Juízo Final volta a marcar dois minutos para o apocalipse

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A hora do relógio do Juízo Final, um simbolismo que reflete como está a perigosidade do mundo, foi atualizada esta quinta-feira em Washington, nos Estados Unidos: estamos a dois minutos da meia-noite, a hora que representa o apocalipse. Exatamente a mesma posição em que os ponteiros estavam no ano passado, marcando, pela terceira vez, a maior aproximação feita à meia-noite desde que o relógio existe.

Todos os anos o relógio é atualizado pelo Boletim de Cientistas Atómicos. "Este novo anormal é simplesmente muito volátil e perigo demais para ser aceite", alertou a presidente do grupo, Rachel Bronson, durante a apresentação do relógio de 2019.

"Apesar de se manter inalterado desde 2018, este cenário deve ser tido não como um cenário de estabilidade, mas como um aviso para os líderes e cidadãos do mundo inteiro", continuo a presidente.

Durante a revelação do relógio, os cientistas referiram a melhoria da relação entre os Estados Unidos e a Coreia do norte e criticaram o aumento das alterações climáticas e as crises diplomáticas no mundo. Foram ainda abordadas as "notícias falsas" como um dos elementos mais preocupantes neste momento.

Quem coloca os ponteiros no relógio todos os anos é um grupo de cientistas da Universidade de Chicago, criado em 1945, responsável pelas primeiras armas atómicas. Autointitularam-se Boletim de Cientistas Atómicos e dois anos depois começaram com o relógio do "Juízo Final", que inicialmente marcava 7 minutos para a meia-noite.

Nos últimos anos, o ponteiro grande tem-se vindo a aproximar cada vez mais da meia-noite, metáfora para o aumento da probabilidade de acontecer uma catástrofe global.

O relógio atingiu a sua proximidade máxima do "apocalipse" nos últimos dois anos e em 1953, quando a Harry Truman anunciou, a 7 de janeiro, ao Congresso que os Estados Unidos tinham desenvolvido uma bomba de hidrogénio. Pelo contrário, o ano em que o relógio esteve mais distante do Juízo Final (17 minutos para a meia-noite) foi em 1991, depois da guerra fria e da queda do muro de Berlim, quando os Estados Unidos e e a URSS assinaram o Tratado de Redução de Armas Estratégicas.


terça-feira, 23 de outubro de 2018

Rússia acusa EUA de estarem a aumentar arsenal de armas nucleares


Rússia acusou os EUA de estarem a aumentar a influência das armas nucleares no seu arsenal, uma campanha intensificada para garantir "a superioridade militar do país sobre o resto do mundo".

O diretor do Departamento de Não Proliferação e Controlo de Armas do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Andrei Belousov expressou, na segunda-feira, junto do comité de desarmamento da Assembleia Geral da ONU que Moscovo está "especialmente preocupado" com a revisão da postura nuclear de Washington, que prevê o fabrico de novas armas nucleares.

De acordo com Andrei Belousov, os EUA estão a desenvolver uma defesa global contra mísseis balísticos, o que provocará um desequilíbrio das armas convencionais no mundo.

A Rússia tem pedido repetidamente "condições apropriadas" e que se tomem "medidas práticas para libertar o mundo das armas nucleares".

Estas declarações vêm na sequência, dos EUA terem anunciado, no sábado, que vão retirar-se de um tratado sobre armas nucleares assinado com a Rússia durante a Guerra Fria, na qual acusaram Moscovo de violar o acordo "há muitos anos", disse o presidente norte-americano, Donald Trump.

"A Rússia não respeitou o tratado. Então, vamos por fim ao acordo e desenvolver as armas", afirmou Donald Trump, citado pela Agência France Presse, depois de um comício em Elko, no estado do Nevada, referindo-se ao tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermédio (INF, sigla em inglês), assinado em 1987 pelos então presidentes norte-americano e soviético, Ronald Reagan e Mikhaïl Gorbachev, respetivamente.


segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Gorbachev critica "falta de sabedoria" de Trump pela retirada dos EUA do tratado nuclear


O último dirigente soviético, Mikhail Gorbachev, criticou hoje a "falta de sabedoria" de Donald Trump, por ter decidido a retirada dos Estados Unidos do tratado nuclear, assinado com a Rússia, em 1987.

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Em caso algum se devem quebrar os antigos acordos de desarmamento. É tão difícil entender que a recusa desses acordos não seja uma falta de sabedoria? É um erro", disse Gorbachev, à agência de notícias Interfax, qualificando a decisão de Trump como "muito estranha".

No sábado, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que os Estados Unidos projetavam retirar-se do Tratado sobre Forças Nucleares Intermediárias (INF) e sobre armas nucleares de alcance intermediário, assinado em 1987 pelos então presidentes dos Estados Unidos e da União Soviética (URSS), respetivamente, Ronald Reagan e Mikhail Gorbachev.

Segundo Gorbachev, a decisão dos norte-americanos "irá minar todos os esforços da URSS e dos líderes dos EUA para alcançar o desarmamento nuclear", noticia a AFP.

"Todos os acordos concluídos anteriormente devem ser preservados porque contêm o que não é referenciado noutros documentos. Eles fornecem controlo, o que deve ser considerado valioso", continuou.

"Washington não entende ao que isso pode levar?", questionou o ex-líder soviético, apelando a "todos os que apreciam um mundo sem armas nucleares" a convencerem Washington a reconsiderar a sua decisão e "preservar a vida" na Terra.

Moscovo reagindo às declarações de Trump, afirmou que tal decisão é "um passo muito perigoso".


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Trump pode fazer ponteiros do Relógio do Apocalipse avançarem


Tensão entre Rússia e EUA, alterações climáticas e potencial guerra nuclear preocupam Boletim de Cientistas Atómicos.

O Boletim de Cientistas Atómicos pode amanhã adiantar o Relógio do Apocalipse (Doomsday Clock).

Este relógio marca atualmente três minutos para meia-noite, indicando que vivemos uma situação tão perigosa quanto a da Guerra Fria, o último período da história em que o ponteiro dos minutos esteve tão avançado.

Contudo, contra o jornal Metro, os ponteiros podem avançar ainda mais, estando um encontro do grupo responsável pelo relógio agendado para esta quinta-feira.

No mês passado, o Boletim de Cientistas Atómicos alertou para a “tensão entre os Estados Unidos e a Rússia, a níveis que lembram a Guerra Fria, a ameaça das alterações climáticas e as preocupações nucleares”, fatores que influenciarão o ajuste na ‘hora’.

Sem referir diretamente Donald Trump, este será em parte responsável por afastar ou aumentar os alertas mundiais nestes três campos.

Recorde-se que o republicano considera as alterações climáticas "uma farsa", tendo já anunciado que os EUA vão abandonar a sua política de redução de energias poluentes e retomar as perfurações do petróleo e gás de xisto.

Também admitiu poder ordenar o uso de bombas nucleares, nomeadamente no Médio Oriente. Questionado sobre se usaria uma bomba na Europa, a resposta foi “não vou tirar essa hipótese de cima da mesa”.

O relógio do Apocalipse foi criado em 1947 para mostrar, simbolicamente, quanto tempo faltava para a civilização enfrentar uma catástrofe global.

É gerido por um boletim de cientistas que ajudaram a desenvolver a bomba atómica e conta atualmente com 18 prémios Nobel entre os seus diretores e patrocinadores.

Desde a sua criação, o relógio do Apocalipse viu os seus ponteiros moverem-se 22 vezes em resposta a acontecimentos mundiais.


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