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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Alimentos. Preços mundiais atingem máximos históricos


Portugal pode ser mais prejudicado pela subida dos preços devido à desvalorização do euro

( reparem na foto em cima CHEMTRAILS)

Os preços mundiais dos alimentos nunca estiveram tão altos como agora. O índice da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), que reúne 55 matérias-primas alimentares, subiu pelo sexto mês consecutivo em Dezembro, atingindo o valor mais alto de sempre. ONU e analistas admitem que a subida dificilmente ficará por aqui. Portugal será mais prejudicado pela desvalorização do euro face ao dólar.

O índice da FAO atingiu os 214,7 pontos, empurrado pelos preços recorde do açúcar e da carne, e superando o anterior máximo de Junho de 2008 (213,5 pontos), ano em que a subida do preço dos alimentos provocou protestos violentos em vários países, do Haiti ao Egipto. Já no ano passado, pelo menos 13 pessoas morreram em Moçambique durante protestos contra a subida do preço dos transportes e do pão. Podemos estar a assistir à construção de um cenário similar com este novo pico?

"Infelizmente existe ainda potencial para uma subida dos preços do cereais, num contexto de grande incerteza", afirmou, à Bloomberg, Abdolreza Abbassian, economista sénior da FAO. "Se algo correr mal com as colheitas sul-americanas, existe espaço para uma subida [do preço]."

Em 2008, a crise tinha sido provocada pelo aumento da procura em países emergentes como a China e a Índia, bem como pela utilização de colheitas de cereais para produzir biocombustível. No entanto, a principal causa deverá ter sido a subida do preço do petróleo que arrastou consigo o preço de fertilizantes e de transporte. Agora, e apesar da FAO dizer que o impacto do petróleo nos alimentos não está a ser tão sentido, o Brent continua em tendência de subida (19% em 2010), tendo a Agência Internacional de Energia avisado ontem que constitui uma ameaça à retoma económica.

Em Portugal, a venda de açúcar foi racionada em vários supermercados no final do ano passado. A pressão de subida sobre os preços das matérias-primas alimentares é mais prejudicial no caso português. A maior parte destes produtos é cotada em dólares e a desvalorização do euro em relação ao dólar deverá encarecê-los ainda mais.

Desde Fevereiro de 2009, mês em que foi atingido o valor mais baixo desde a crise de 2008, o preço das matérias-primas alimentares já subiu 54%, arrastado por açúcar, óleos e lacticínios, cujos preços aumentaram 112%, 101% e 82%, respectivamente. No caso da carne, a subida foi mais modesta, mas ainda assim relevante (25%), enquanto nos cereais foi de 34%.

Num relatório de Novembro, a FAO já tinha avisado que os preços da comida continuariam a subir, caso as colheitas de cereais não aumentassem "significativamente" em 2011. E esse seria o ano crucial. A ONU adianta que, para satisfazer a procura em 2011 e 2012 sem diminuir ainda mais os stocks, a produção de cereais terá de subir 2% este ano. Menos que isso e a crise de 2008 terá sido apenas um aperitivo para o que ainda está para vir.

fonte: Jornal i

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