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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Krugman: Adesão de Portugal ao euro foi um erro























Paul Krugman diz que Portugal tem duas opções: "viver em condições muito difíceis" ou "dar um passo mais radical".

Em entrevista o jornal Público, o Nobel da Economia considera ser "bastante óbvio que [aderir ao euro] foi um erro para a Grécia e eu diria que também para Portugal". Sem euro, argumenta, haveria hoje "menos carros nas ruas, mas mais pessoas com trabalho".

O economista considera que a impossibilidade presente de, tal como no passado, desvalorizar o escudo para ganhar competitividade encarcerou Portugal "numa prisão terrível". "Por causa do euro, Portugal tem muito poucas opções, muito pouco espaço de manobra. E sair do euro, nesta fase, é um passo extremo que não está em cima da mesa", afirmou, notando contudo que "se nada mais funcionar, sair o do euro torna-se numa opção real". Para Krugman "a Grécia está rapidamente a chegar a esse ponto, mas Portugal não."

Vendo sinais positivos na evolução das exportações e na estagnação dos salários na indústria, Paul Krugman sublinha que os portugueses "vão ter de viver com estas condições muito difíceis e tentar mitigar o sofrimento. Ou então, em alternativa, dar um passo mais radical." E esse passo radical pode chegar já em 2013: Se "daqui a um ano, o crescimento da economia fica abaixo do que está previsto no memorando de ajustamento e o défice fica acima. Aí, se a troika pedir mais medidas de austeridade, Portugal tem de dizer que não."

Na mesma entrevista, o economista diz ter pouco para aconselhar a Pedro Passos Coelho e Vítor Gaspar: "Eu realmente tenho dificuldade em dar conselho ao Governo português. Aliás, detesto dizê-lo, mas não faria as coisas de forma muito diferente daquilo que está a ser feito agora."

fonte: Económico

Mais flexibilidade de horários e mais dias de trabalho


























Mudanças prevêem menos férias e feriados, horas extra mais baratas e maior penalização por faltas em ‘pontes’.

No ano em que a taxa de desemprego bate recordes e em que as empresas se vêem a braços com uma crise profunda, o Governo promete maior flexibilidade para as companhias que conseguirem manter portas abertas. A revisão da lei laboral aponta para menos férias e feriados, horários mais flexíveis e horas extra mais baratas. As alterações ainda estão sujeitas ao crivo da Assembleia da República mas constam, em grande parte, do acordo com a ‘troika' e receberam o aval dos parceiros sociais (sem CGTP) pelo que não é de esperar mudanças profundas ao projecto. Conheça as alterações na organização do tempo de trabalho.

1 - Bancos de horas negociados directamente

As empresas vão poder negociar bancos de horas com o trabalhador, que podem implicar mais duas horas de trabalho diário, até 150 horas extra por ano. Actualmente, os bancos de horas só podem ser instituídos por contratação colectiva, possibilitando mais quatro horas de trabalho diário, até 200 por ano. Até aqui, este regime podia ser compensado em descanso equivalente ou pagamento mas poderá agora resultar no alargamento do período de férias.

2 - Regime pode estender-se à secção

Os bancos de horas vão poder estender-se à equipa ou secção se a maioria aceitar. Isto porque se prevêem bancos de horas grupais, à semelhança do que acontece com a adaptabilidade de horários. Quando os bancos de horas forem definidos por Instrumento de Regulamentação Colectiva de Trabalho (IRCT), este pode prever que o regime seja extensível ao conjunto da equipa ou secção se 60% dos trabalhadores forem abrangidos. No caso do banco de horas individual, pode abranger toda a secção se pelo menos 75% dos trabalhadores o aceitar. Além do regime de adaptabilidade e dos bancos de horas, já hoje é possível concentrar a semana de trabalho em menos dias.

3 - Empresas podem encerrar em ‘ponte' em 2013

As empresas vão poder encerrar em dias de ‘ponte' desde que o trabalhador seja informado até 15 de Dezembro do ano anterior, o que significa que a medida só vai vigorar em 2013. O encerramento pode ser descontando nas férias do trabalhador ou ser compensado noutra altura. Já hoje uma empresa pode fechar noutras alturas para férias.

4 - Faltas em dias de ‘ponte' mais penalizadas

Quem faltar injustificadamente em dia de ‘ponte' pode perder até quatro dias de salário.

5 - Menos férias e feriados

Vão desaparecer os três dias de férias adicionais que hoje existem ligados à assiduidade (para 22). A redução só terá efeitos a partir de 2013 e aplica-se apenas a majorações estabelecidas depois de 1 de Dezembro de 2003. Também vão cair quatro feriados, mas o fim dos feriados religiosos ainda depende dos mecanismos previstos na Concordata. Em causa está o Corpo de Deus, 15 de Agosto, 5 de Outubro e 1 de Dezembro.

6 - Férias podem contar com dias de fim-de-semana

Actualmente, o período de férias dos trabalhadores apenas conta com dias úteis. No futuro, os fins-de-semana também serão contabilizados nos casos em que os dias de descanso dos trabalhadores coincidam com dias úteis. Isto acontece sobretudo no trabalho por turnos.

7 - Horas extra pagam metade

O pagamento de horas extra passa a metade, o que também terá efeitos em alguns casos de isenção de horário. Quando os IRCT definirem valores mais elevados, ficarão suspensos por dois anos; depois, o corte para metade aplica-se aos valores previstos nesses instrumentos (que não tenham sido revistos). Desaparece ainda o direito a descanso compensatório e as disposições de IRCT que disponham de forma contrária serão nulas.

fonte: Económico

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Autor espanhol considera que Portugal foi "atacado sem piedade"




















Jornalista Santiago Camacho escreveu um livro sobre a crise. Acusa as corporações privadas de encherem os bolsos à custa dos cidadãos e considera Portugal "o caso mais trágico" do "ataque dos mercados". Deixa ainda críticas duras às agências de "rating" e ao FMI.

Portugal "caiu numa teia especulativa sem precedentes", afirma o espanhol Santiago Camacho, que está em Lisboa para apresentar o seu último livro "A Troika e os 40 Ladrões". 

“O caso de Portugal é mais trágico, porque vocês foram atacados pelos mercados sem piedade, como nenhum outro país da Europa", começa por dizer à Renascença.

"Cada vez que as coisas começavam a melhorar, recebiam nova avaliação negativa da Fitch, da Moody's ou da Standard & Poor's. E a profecia deles acabava por se cumprir. A culpa é da cobiça dos investidores internacional e dos mercados, que continuam a especular à conta de países como Portugal”, sustenta. 

No livro, o escritor e jornalista apresenta inúmeros exemplos de corrupção e fraude, envolvendo organizações internacionais e corporações privadas. A começar pelas agências de “rating”, que chumbaram numa investigação do senado norte-americano. 

“Havia funcionários com interesses pessoais em empresas e países classificados por eles. Foi também detectado um comportamento quase mafioso por parte destas agências, que ofereciam os seus serviços a empresas que não tinham manifestado interesse. Muitas vezes, um ‘rating’ positivo ficava dependente do pagamento da avaliação. Estas empresas estavam claramente a ser chantageadas”, relata. 

Santiago Camacho garante que não há inocentes nesta crise, nem mesmo instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) ou o que chama de “eurocratas”. "Todos são responsáveis", considera.

O escritor aponta ainda o dedo àquela que é descrita como "a organização mais improvável, mas também mais perigosa": a Organização Mundial do Comércio, que "controla cerca de 500 das maiores empresas e mais de 90% do comércio mundial". 

“A Organização Mundial do Comércio está actualmente a impedir a aplicação de ferramentas que podiam ajudar a combater a crise, protegendo as economias das importações e animando a indústria nacional. Desafiar as orientações da Organização Mundial do Comércio pode conduzir a um embargo como o de Cuba”, argumenta. 

Em mais de 300 páginas, Santiago Camacho promete revelar a verdade sobre a actual crise e acusa as corporações privadas de encher os bolsos à custa dos cidadãos, que arriscam agora perder o nível de vida a que estão habituados, se nada mudar. 

Consumidores mal informados 

Outra forte ameaça ao actual sistema é a falta de informação. Os consumidores de produtos financeiros não sabem onde estão a investir o dinheiro e nem “os próprios funcionários dos bancos chegam a perceber como funcionam”. 

“É uma consequência da cobiça sem limites que se instaurou sobretudo a partir dos anos 90. Começaram-se a criar produtos financeiros cada vez mais complexos. Muitos dos que adquiriram aplicações, como as hipotecas do ‘subprime’, não sabiam o que estavam a comprar, nem sabiam que os bancos já estavam a apostar contra eles, contratando seguros para cobrir a perda de valor desses produtos. Eles nunca ficavam a perder”, revela. 

As soluções

O livro avança também soluções, que passam desde logo pelo tão prometido reforço da regulação. É também essencial diluir o poder das agências de “rating”, segundo o autor.

“O problema das agências é que funcionam em oligopólio. A única solução é aumentar o número de agências a operar – não existe nenhuma europeia, o que é altamente irregular – e, sobretudo, que seja reforçada a regulação. E que, quando forem chamadas a tribunal, onde já foram várias vezes, não se desculpem com o argumento de que se limitam a dar opiniões. Opiniões que nem sequer valem tanto! Na véspera do Lemon Brothers cair, tinha uma classificação máxima de triplo A”, recorda. 

Outra medida fundamental para o autor é acabar com os paraísos fiscais, um refúgio para o dinheiro do crime e da corrupção, que podia corrigir o défice de muitos países, incluindo o português. 

O autor de "A Troika e os 40 Ladrões" defende ainda a refundação do capitalismo, com novas regras e mesmo uma nova doutrina ideológica. Santiago Camacho refere que "se nada mudar, a Europa ameaça tornar-se uma potência periférica".


Deface Reality

Aproxima-se um holocausto financeiro enquanto a Alemanha ataca a Grécia

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Estudo sugere que novo vírus pode ter potencial de pandemia






















Estudo diz que um novo vírus da gripe de origem suína, que causou infecções nos Estados Unidos no segundo semestre do ano passado, parece ter potencial pandémico. O trabalho, desenvolvido por cientistas do Centro dos EUA para Controle de Doenças, sugere que o facto de a doença não ter se alastrado pode ter mais a ver com a imunidade humana do que o próprio vírus. As informações são do Huffingtonpost.

As descobertas são baseadas em um estudo de transmissão em furões. O trabalho é um pouco semelhante aos estudos que desencadearam a polémica sobre as pesquisas do vírus H5N1, que por vários meses, investigadores holandeses e norte-americanos vêm tentando publicar trabalhos científicos que mostram como eles desenvolveram H5N1 - da gripe aviária - vírus que transmite facilmente entre os furões, considerados o melhor animal para prever como um vírus da gripe pode se comportar nas pessoas.

Numa reunião da Organização Mundial da Saúde na semana passada, um grupo de especialistas concordou que os estudos devem ser publicados na íntegra, apesar de um pedido do governo dos EUA que algumas partes sejam mantidas fora do o domínio público.

O novo estudo, publicado segunda-feira na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências, envolve o trabalho com um vírus suíno H3N2 - agora chamada de variante H3N2 - que provocou casos humanos esporádicos nos Estados Unidos.

A polémica sobre o trabalho H5N1 se relaciona com o facto de que as equipas de pesquisa fizeram o vírus evoluir até o ponto de se espalhar rapidamente entre os furões, que poderiam tornar os vírus de laboratório transmissível entre pessoas.

fonte: Terra

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Jovem de 18 anos detido por alegado ataque informático contra o Governo


































Um jovem estudante grego, alegadamente membro do grupo de piratas informáticos «Anonymous», foi detido, esta segunda-feira, em Atenas por ataques contra o «site» do Ministério da Justiça, indicou a polícia em comunicado.

De acordo com as autoridades, o jovem, de 18 anos, foi detido por presumível envolvimento no grupo de jovens piratas informáticos "Greek Hacking Scene" associado ao grupo «Anonymous».

O "Greek Hacking Scene" é apontado como responsável pelo ataque informático ao «site» do Ministério da justiça grego a 2 de fevereiro em protesto contra as novas medidas de austeridade a aplicar no país em troca do novo resgate financeiro de 130 mil milhões de euros.

"Vocês são responsáveis por uma nova ditadura sobre o vosso povo ao permitirem que os banqueiros e os monarcas da União Europeia nos transformem em escravos" indicou o grupo na altura do ataque.

Além do jovem que foi detido, outros dois estudantes, de 16 e 17 anos, são procurados pela polícia pelo mesmo ataque informático.

Os três jovens podem ser acusados do crime de introdução ilegal em sistemas eletrónicos e caso o ataque venha a ser provado podem ser condenados a uma pena que pode ir até a um ano de cadeia.

fonte: JN

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

OMS discute à porta fechada o que fazer com investigação sobre gripe das aves


Milhões de aves foram mortas devido à suspeita da gripe 

A polémica que já obrigou 30 equipas de investigação a assinarem uma moratória onde se comprometiam a parar o seu trabalho durante 60 dias está agora a ser discutida numa reunião à porta fechada, na sede de Genebra da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O que está por trás da reunião? A investigação feita por duas equipas independentes que conseguiram mutar o vírus da gripe das aves de modo a, presumivelmente, passar de pessoa para pessoa. Uma investigação que ainda está à espera de ser publicada por se temer que caia nas mãos erradas, e possa ser utilizada para desenvolver armas biológicas, causando uma pandemia de gripe pior do que a de 1918.

Antes da gripe dos porcos que fez as manchetes no Verão de 2009, já a gripe das aves era uma preocupação há anos. O H5N1 foi detectado pela primeira vez em 1997, em Hong Kong, e devastou bandos de patos e galinhas na Ásia, chegando ao Médio Oriente e à Europa.

A transmissão para humanos em contacto com animais continua a ser uma realidade. Só desde 1 de Janeiro deste ano, a OMS tem nove relatos de episódios de transmissão, que aconteceram em cinco países diferentes, afectaram dez pessoas e mataram sete. 

Segundo a organização a mortalidade da gripe das aves é de 59%. Um valor altíssimo se for comparado com a gripe espanhola, que em 1918 matou 2,5% das pessoas que infectou: e que ainda assim, estima-se que tenha morto entre 20 e 50 milhões de pessoas. 

Vários cientistas contestam este valor da fatalidade da gripe das aves, dizendo que os números de infectados que a OMS tem não contemplam infecções assintomáticas ou leves, que não acabaram no hospital. 

Num artigo noticioso desta semana da Nature, Declan Butler descreve vários estudos que tentaram analisar a percentagem de população que foi infectada, em certas regiões da Ásia. Apesar de os números serem contraditórios, o artigo sublinha outro aspecto. “Não me interessa que o vírus tenha um rácio de fatalidade de 50% ou 5% ou 1%, ainda seria um problema grande”, disse Marc Lipsitch, epidemiologista da Harvard School of Public Health, Boston, Massachusetts, citado no artigo, que refere ainda que ficará sempre acima da capacidade que os países têm para enfrentar uma pandemia.

Neste contexto, a polémica estalou quando em Setembro de 2011 uma equipa de investigadores conseguiu mutar o H5N1 de modo a que este se transmitisse directamente entre doninhas - o modelo por excelência para estudar as gripes, já que é muito parecido com o que se passa em humanos. Isto é novidade - e perigoso - porque o vírus se transmite normalmente das aves para os mamíferos ou para os humanos. 

Os dados foram apresentados primeiro em Setembro por uma equipa de investigação holandesa, liderada por Ron Fouchier, que trabalha no Erasmus Medical College e depois pela equipa de Yoshihiro Kawaoka da Universidade de Tóquio e Universidade de Wisconsin-Madison. 

As duas equipas já enviaram os resultados para a Science e para a Nature, mas em Dezembro, um comité de acompanhamento da Agência nacional para a ciência e biosegurança dos Estados Unidos pediu às duas revistas para não publicarem detalhes dos dois estudos por medo que a informação pudesse ser utilizada por bioterroristas. As revistas aceitaram os estudos mas ainda não disseram se os vão publicar na íntegra.

Depois de, a 20 de Janeiro, Kawaoka ter assinado a moratória de 60 dias, junto com outras equipas, deu a sua opinião num artigo na Nature. “Algumas pessoas argumentam que os riscos destes estudos – mau uso e a libertação acidental do vírus, por exemplo – pesam mais do que os benefícios”, escreveu. “Oponho-me a isso, o vírus H5N1 que circula na natureza já é uma ameaça, porque os vírus da gripe mutam constantemente e podem estar na origem de pandemias que causam grande perda de vidas.”

Agora, a reunião em Genebra que termina sexta-feira, e junta 22 pessoas, entre autores dos dois estudos e os editores das revistas científicas, vai discutir “as circunstâncias específicas dos dois estudos e vai tentar chegar a um consenso sobre acções práticas que resolvam as questões mais urgentes. Em particular o acesso e a disseminação dos resultados desta investigação”, explica um comunicado da OMS.Num artigo de opinião da edição online desta quinta-feira da Science, Malik Peiris, que teve um papel importante em determinar o carácter patogénico do H5N1, explica que antes das grandes epidemias passarem para as pessoas, os vírus na sua origem passaram anos a infectarem animais. Argumenta que “compreender as características virais e humanas que permitem que a gripe (…) possa ser transmitida entre humanos é sem dúvida uma das mais importantes questões da investigação de hoje”. E remata: “A natureza continua a ser um dos mais eficientes bioterroristas!”

fonte: Público

Tugaleaks & Anonymous Portugal no programa Sexta às 9 da RTP

Será falso?

Ordenados Mínimos em Portugal


Ciberterrorismo vai superar ameaças do terrorismo atual





















Robert Mueller, em primeiro plano, ao lado do diretor da National Intelligence James Clapper e do diretor da CIA, David Petraeus, na audiência no Senado

O diretor do FBI, agência norte-americana de investigação, Robert Muller, disse hoje que, num futuro muito próximo, o ciberterrorismo vai igualar ou mesmo superar as ameaças que supõem o modelo de terrorismo atual.

Muller, que falava no Comité de Inteligência do Senado sobre as ameaças mundiais, alertou que o FBI e as agências de segurança devem alterar a sua estrutura para fazer frente a este tipo de ameaça que é cada vez mais forte.

"É muito pouco o que fazemos hoje em dia com os assuntos relacionados com a internet. O roubo de propriedade intelectual, o roubo de investigação e desenvolvimento, o roubo de planos e programas empresariais para o futuro... todos esses assuntos são vulneráveis a serem explorados por atacantes", explicou o diretor do FBI.

Em segundo lugar, defendeu que as agências de segurança "têm de partilhar informação" da mesma forma que tiveram de o fazer nos atentados do 11 de Setembro: "Temos de constituir um coletivo para enfrentar esta ameaça, da mesma maneira que o fizemos e rompemos as barreiras depois do 11 de Setembro", afirmou.

Robert Muller apelou aos congressistas que aprovem uma legislação que ajude a combater as ameaças cibernéticas e que converta as agências de investigação e inteligência a "destinatários da informação".

fonte: DN

O PENTÁGONO COLOCARÁ EM ÓRBITA UM "OLHO QUE TUDO VÊ"



























O que poucos anos atrás parecia ficção científica torna-se agora realidade. A empresa dos EUA Ball Aerospace & Technologies Corp está a desenvolver um protótipo espacial de satélite espião da próxima geração. A MOIRÉ (Membrane Óptica Imager Exploração Real-Time, por sua sigla em Inglês) será capaz de fornecer imagens e streaming de vídeo a qualquer hora, de qualquer lugar na Terra.

Sua tarefa será compensado lacunas na operação de aviões de espionagem que têm um território de tempo de observação e limitado e, além disso, são vulneráveis ​​a defesa aérea inimiga. Especificamente, será dedicado a seguir as instalações de lançamento dos mísseis que se movem no chão com uma velocidade de 100 quilómetros por hora.

O MOIRÉ será colocado em órbita geoestacionária e cobrem uma área de 100 quilómetros quadrados cada, com uma resolução óptica de pelo menos três metros. Tem que fazer observações 24 horas por dia, renovando a imagem a cada segundo, e transmitir dados simultaneamente para o centro de controle na Terra.

O inovador satélite é baseado em fina óptica com uma abertura de entrada de luz (isto é, o diâmetro do feixe na entrada) de 20 metros.Para se ter uma ideia, a abertura do infravermelho James Webb Space Telescope que a NASA está a desenvolver para substituir o lendário Hubble será de apenas 6,5 metros.

O projeto foi encomendado pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançados de Defesa EE. Estados. (DARPA, por sua sigla em Inglês). Na segunda etapa, Ball Aerospace para construir um satélite de protótipo de 5 metros e de teste nos seus laboratórios. A terceira etapa envolve a construção de um satélite em tamanho real, a 10 metros de altura, e atirar para um vôo de teste em órbita.MOIRE é esperado, uma vez construído e custou cerca de US $ 500 milhões.

fonte: RT

Documentos revelam plano para desacreditar ciência climática em escolas dos EUA






















Os documentos pertencerão a uma instituição que contesta as evidências da influência humana sobre o aquecimento global 

Documentos divulgados esta semana na Internet revelam alegados detalhes da estratégia de uma organização norte-americana que contesta a visão dominante na ciência sobre as alterações climáticas, incluindo um plano para levar as suas teses às escolas. 

Os documentos – na maior parte relacionados com uma reunião realizada em Janeiro – supostamente pertencem ao Instituto Heartland, uma das organizações mais activas nos EUA na contestação às evidências da influência humana sobre o aquecimento global verificado no século XX.

O instituto confirmou num comunicado, ontem, que alguns dos documentos “foram roubados” e “pelo menos um é falso e alguns podem ter sido alterados”. 

“Os documentos roubados foram obtidos por uma pessoa desconhecida que fraudulentamente assumiu a identidade de um membro da direcção do [Instituto] Heartland e convenceu um funcionário a ‘reenviar’ materiais da direcção para uma nova morada de email”, refere o comunicado, divulgado ontem à noite. “Nós queremos identificar esta pessoa e vê-la na prisão por esses crimes”, acrescenta o comunicado.

Um caso semelhante – conhecido como Climategate – ocorreu no final de 2009, quando emails de vários climatologistas obtidos ilegalmente dos servidores da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, foram publicados na Internet. O conteúdo de alguns emails foi interpretado como revelador de que alguns cientistas manipularam ou ocultaram dados que poderiam enfraquecer a conclusão de que a Terra está a aquecer e que a culpa principal é humana. Três inquéritos posteriores refutaram que tenha havido qualquer fraude ou má-conduta científica, embora tenham apontado falhas na disponibilização pública de dados. 

Materiais escolares alternativos

Agora, a situação é a inversa. Os documentos alegadamente revelam a estratégia interna de uma organização cuja posição contra a ciência climática vigente é publicamente conhecida. “Não tivemos até agora nenhuma prova a indicar que os documentos não são reais”, disse ao PÚBLICO Branden DeMelle, editor do blogue DeSmogBlog, que divulgou os documentos do Instituto Heartland. 

Pelo menos um dos documentos – um memorando “confidencial” sobre a estratégia climática do Instituto Heartland – é refutado pela organização como “totalmente falso, aparentemente com a intenção de difamar e desacreditar” o instituto, segundo o comunicado. Parte do seu conteúdo, no entanto, está reproduzida noutro documento, cuja autenticidade o instituto não desmentiu no comunicado – embora tenha dito que ainda está a verificar a autenticidade de todo o material.

Neste documento – um plano para obtenção de fundos em 2012 – há uma menção a uma proposta para a produção de materiais escolares que apresentem a questão das alterações climáticas como controversa em vários aspectos, desde os modelos climáticos até à influência humana – o que coincide com as posições que o Instituto Heartland assume publicamente. O argumento invocado no documento é o de que não há livros escolares que não sejam "alarmistas ou abertamente políticos".

O PÚBLICO tentou, sem sucesso, contactar por email o autor desta proposta, David Wojick, descrito no site do instituto como consultor do Departamento de Energia do Governo norte-americano.

Informações sobre doadores 

O documento detalha o financiamento deste e de outros projectos – incluindo o apoio ao Nongovernamental International Panel on Climate Change (NIPCC), uma rede de especialistas com visões alternativas às do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês). Também figura no documento o apoio à criação de um site com interpretações gráficas dos dados de uma nova rede de estações meteorológicas da NOAA, a agência norte-americana para a atmosfera e os oceanos – uma ideia do meteorologista e blogger norte-americano Anthony Watts, que defende que a tese humana do aquecimento global baseia-se em dados imprecisos.

Há menções a apoios a outros nomes conhecidos entre os chamados “cépticos” das alterações climáticas, e que já figuravam como colaboradores do Heartland Institute.

Embora muita da informação apenas detalhe ligações que já se conheciam, os documentos revelam dados que o instituto não divulga publicamente, em especial sobre os seus financiadores. O seu último relatório anual, divulgado no site do instituto, refere apenas que, em 2010, foram recebidos 6,1 milhões de dólares (4,7 milhões de euros), dos quais 48% vieram de fundações, 34% de empresas, 14% de pessoas individuais e 4% de outras fontes. Nos documentos agora divulgados surge a menção a um doador em particular – descrito como “o doador anónimo” –, que terá sido responsável, individualmente, por uma expressiva fatia das receitas do instituto. Em 2010, terá contribuído com o equivalente a 1,3 milhões de euros (27% do total) e em 2011 este valor terá caído para cerca de 770 mil euros (21%). Em 2007, 63% das receitas terão vindo deste doador, com uma contribuição de 2,5 milhões de euros. A maior parte destes valores foi aplicada nas actividades relacionadas com as alterações climáticas – uma das principais, mas não a única, do Instituto Heartland.

Os documentos revelam uma extensa lista com dezenas de apoiantes do instituto. Na lista não aparecem referências directas a empresas petrolíferas – sendo que, pelo menos, a ExxonMobil terá, no passado, financiado organizações e pessoas contra a visão consensual da ciência sobre as alterações climáticas. Consta da lista a fundação Charles G.Koch, ligada à indústria do petróleo, com uma contribuição marginal em 2011 (0,5% das receitas do instituto) e que no orçamento para 2012 se espera ampliar para 2,5%.

Indirectamente, o Instituto Heartland reconheceu a veracidade da lista de doadores, a quem pediu desculpas, no seu comunicado, pelas suas identidades “terem sido reveladas por este roubo”.

fonte: Público

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Bulgária diz não ao ACTA















A contestação ao ACTA que se tem verificado por toda a Europa, mas com especial incidência nos países de leste, levou a que mais um passo atrás na ratificação do mesmo

O governo búlgaro anunciou que não vai ratificar este acordo internacional contra a pirataria, isto depois de capital do país, Sófia, ter assistido a uma manifestação que juntou mais de quatro mil pessoas contra este tratado.

«Vou apresentar uma proposta ao Conselho de Ministros para que seja anulado processo de assinatura do tratado por parte da Bulgária», adiantou o ministro búlgaro da Economia, Traicho Traikov.

O ministro justificou esta tomada de posição pelo facto da«sociedade búlgara não estar disposta a aceitar mecanismos que atentem contra a liberdade de expressão e a liberdade na Internet».

Os búlgaros temem que com a ratificação do tratado a descarga de filmes e de música de forma gratuita, algo bastante comum e enraizado no país, passe a ser punida com penas de prisão.

fonte: Sol

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Dezenas de manifestantes no Marquês de Pombal em defesa da internet 'livre'
















«Partilhar não é roubar», «ACTA, não!» e «ACTA is watching you» [O ACTA está a ver-te] são alguns dos slogans que várias dezenas de pessoas envergavam em cartazes, esta manhã, no Marquês de Pombal, em Liboa.

Em causa está o Acordo Comercial Anticontrafação (ACTA, na sigla em inglês), criado com o objectivo de proteger os direitos de propriedade e intelectual, muitas vezes partilhados via internet, mas visto com receio pelos cibernautas, que dizem que o acordo vai acabar com muitos dos direitos de quem 'anda na rede'.

A preocupação de Guilherme Oliveira, que se deslocou hoje ao Marquês de Pombal, é o impacto que a lei vai ter na difusão de medicamentos genéricos. «Na forma aCtual, os medicamentos são lançados no mercado e, depois de certo período de tempo, cai o título de direitos de autor e as empresas podem começar a fazê-los, o que faz com que o preço baixe bastante», explica o estudante de Medicina.

«Mas, um dos pontos que são defendidos pelo ACTA é que o título de direitos de autor passa a ser vitalício e isto a longo prazo tem um custo enorme. Quem é que vai pagar? O Serviço Nacional de Saúde, que já está decrépito, ou nós?», interroga ainda Guilherme Oliveira.

Nuno Oliveira, um outro manifestante que tirou a máscara usada pelo grupo de 'hackers' [piratas informáticos] para falar com a Lusa, considera que se trata de «uma lei do mais atroz que existe» porque «controla todas as trocas» que se façam via internet, «desde os bilhetes de comboio, medicamentos e até comida».

«Esta lei visa criar uma entidade ou dar a entidades já existentes a liberdade e o poder para poderem controlar qualquer tipo de servidores privados que já existam ou qualquer tipo de informação que esteja a ser divulgada», sintetiza o jovem, acrescentando que «todo o fluxo de medicamentos, tudo o que esteja num servidor informático será controlado e possivelmente gerido por essas mesmas entidades».

O Marquês de Pombal, em Lisboa, foi o ponto de encontro de uma concentração que não tem organizadores («Somos todos líderes», explicou uma manifestante) e que reuniu dezenas de pessoas ao fim da manhã de hoje. Numa manifestação pacífica, os participantes formaram um círculo junto àquela rotunda central da capital, onde alguns falavam alternadamente num megafone, demonstrando o seu descontentamento.

«Estão a desvirtuar o princípio da internet, que é a partilha da informação. Uma das coisas que criticavam nos tempos de Salazar era a censura e a impossibilidade de falar e, neste momento, foi o que fizeram: o Governo português impôs censura», disse à Lusa um manifestante vestido de preto e com a cara coberta pela máscara de Guy Fawkes, um inglês que, no século XVII, tentou fazer explodir o parlamento britânico, num atentado falhado.

Alguns acusam os grupos como o Anonymous, conhecidos por atacarem portais institucionais, de exporem informação sensível. A isto, Guilherme Oliveira responde: «Se têm assim um problema tão grande em partilhar a informação deviam protegê-la melhor».

Pedro Esperança, também na concentração, não tem medo do que os 'hackers' possam fazer: «Eu confio mais nos 'hackers' do que no Governo, não tenho problemas nenhuns com os hackers, eles que façam o que quiserem» responde.

fonte: Sol

sábado, 11 de fevereiro de 2012

FBI divulga ficheiro secreto sobre Steve Jobs


O co-fundador da Apple, Steve Jobs, era um “indivíduo enganador” mas ao mesmo tempo tinha “um grande carácter moral e integridade”, segundo consta nos ficheiros da polícia norte-americana FBI, agora divulgados, sobre o ícone da tecnologia. 

O ficheiro foi compilado pelo FBI quando o nome de Steve Jobs estava em cima da mesa para assumir o cargo no conselho de exportação do presidente dos Estados Unidos, George Bush.

No documento, Steve Jobs é retratado como um pai negligente que “distorcia a verdade e a realidade de forma a alcançar os seus objectivos”. Mas de todas as entrevistas ninguém questionou as capacidades para Jobs fazer negócio.


O FBI entrevistou o co-fundador da Apple entre outras 29 pessoas que o conheciam. As investigações tiveram lugar nos anos 90, depois de Jobs ter sido despedido da marca da maçã e antes de regressar triunfantemente à empresa, segundo o The Guardian.

“Alguns indivíduos questionaram a honestidade do senhor Jobs. Também comentaram que, no passado, Jobs não apoiava a [censurado] e a sua filha; de qualquer forma, recentemente começou a apoiá-las”, pode-se ler nos documentos. Outra fonte caracterizou Jobs como um “indivíduo enganador que não é completamente franco e honesto”.

Um homem de contradições

Os ficheiros pintam um retrato de um homem complicado, cheio de contradições. Uma pessoa entrevistada pelo FBI, que se identifica como um prévio “bom amigo”de Jobs, disse que enquanto o chefe da Apple era “basicamente uma pessoa honesta e de confiança, ele é um indivíduo muito complexo e o seu carácter moral é suspeito”. Esta fonte também revelou que Jobs “afastou um grande número de pessoas na Apple como resultado da sua ambição”.

Outras duas testemunhas retrataram Jobs como tendo “muita força de vontade, teimoso, muito trabalhador e orientado, que são as razões pelas quais acreditam que ele é tão bem sucedido”. Ele foi um homem de “energia infatigável” e “visão” de acordo com outros entrevistados e iria dar “uma contribuição positiva a nível nacional”.

Outra fonte disse que Jobs “tem o que é necessário para assumir uma posição de alto nível político dentro do governo, o que na sua opinião, honestidade e integridade não são pré-requisitos para assumir uma posição destas”.

O homem que revolucionou o mundo da tecnologia também foi entrevistado pelo FBI, e disse que não usava drogas ilegais há cinco anos, tendo afirmado que tinha consumido marijuana, haxixe e LSD entre 1970 e 1974.

Jobs disse também que não era membro do partido comunista ou de qualquer organização que pretendesse derrubar o governo. As únicas organizações a que revelou pertencer eram o New York Athletic Club, um ginásio exclusivo de Manhattan, mas nunca tinha lá estado.

Ameaça de bomba

O documento contém também memorandos sobre uma ameaça de bomba que foi feita contra a Apple a 7 de Fevereiro de 1985, vários meses antes de Jobs ser despedido. “Um indivíduo do sexo masculino não identificado fez uma série de chamadas telefónicas para [censurado] da Apple […] e avisou que os “aparelhos” tinham sido colocados nas casas de vários indivíduos [censurado] e tem de ser pago um milhão de dólares”. 

O indivíduo disse que tinha deixado instruções sobre como desactivar as bombas debaixo de uma mesa “próxima de uma máquina de doces” no Hotel Hilton em São Francisco. Nenhumas bombas ou instruções foram encontradas.

Uma vida espartana 

De acordo com uma fonte, as inclinações religiosos de Jobs levaram-no a viver uma “vida mais espartana e por vezes uma existência monástica” que tinha “aparentemente influenciado a sua vida pessoal para melhor”.

Jobs viajou para a Índia nos anos 70 e ficou fascinado com o Budismo Zen, tendo praticado meditação até ao fim da sua vida. Uma fonte do FBI disse que Jobs “tinha alterado a sua filosofia ao participar à religião e misticismo oriental e/ou indiano. Esta mudança aparentemente influenciou a sua vida pessoal” de uma forma positiva.

O FBI pode revelar ficheiros pessoais após a morte de uma pessoa. Jobs morreu em Outubro depois de uma longa batalha contra uma forma rara de cancro.

A Apple é agora a empresa mais valiosa do mundo. Depois da morte de Jobs, os fãs dirigiram-se em massa às lojas Apple à volta do mundo, deixando “iAltares” ao seu herói.


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Marines posam com bandeira nazi no Afeganistão























Um grupo de Marines norte-americanos a posar junto de uma bandeira das SS, no Afeganistão, está a gerar polémica

As imagens que circulam na Internet onde soldados norte-americanos, no Afeganistão, têm literalmente como pano de fundo uma bandeira nazi voltou a colocar o exército dos EUA em maus lençóis.

O Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (Marines) desencadeou uma nova polémica esta quinta-feira, quando foi publicada na Internet uma fotografia onde um grupo de militares posa junto a uma bandeira nazi das SS, no Afeganistão.

Na foto, é possível ver um grupo de dez soldados posando diante de uma bandeira americana, por cima de outra com o símbolo das SS - corpo militar ligado ao partido nazi, na Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial.


O exército norte-americano informou, em comunicado, que o uso desse símbolo é inaceitável, mas os soldados que aparecem na fotografia, tirada em setembro de 2010, não serão punidos.

O comandante da unidade não vai punir os soldados porque "agiram por ignorância, não por fanatismo", explicou um porta-voz militar. "Não sabiam que a bandeira estava ligada a algo racista, fascista", acrescentou o porta-voz de Camp Pendleton, na Califórnia, a que pertenciam os Marines.

Segundo a cadeia de televisão "Fox", os Marines utilizaram o símbolo das SS porque representaria as palavras "sniper scouts" (algo como exploradores franco-atiradores), mas não teriam a intenção de se vincular à organização nazi.

Conheça a história das Waffen SS, a força de elite nazi, de Adolf Hitler, durante a Segunda Guerra Mundial.

Documentário: "Waffen SS a força de elite de Hitler" (parte 1)



Documentário: "Waffen SS a força de elite de Hitler" (parte 2)


Documentário: "Waffen SS a força de elite de Hitler" (parte 3)



Documentário: "Waffen SS a força de elite de Hitler" (parte 4)


Documentário: "Waffen SS a força de elite de Hitler" (parte 5)


Documentário: "Waffen SS a força de elite de Hitler" (parte 6)


fonte: DN

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