Num vídeo divulgado no Youtube, o grupo cibernauta "Anonymous" alerta para uma possível terceira guerra mundial desencadeada pelo governo norte-americano e pela Coreia do Norte.
"Todos os sinais de uma guerra na península coreana estão a surgir. O conflito será feroz, brutal e rápido. Será devastador tanto para a economia como para o ambiente", ouve-se no início do vídeo narrado por uma voz "computorizada", ao estilo habitual do grupo de "hackers".
Ao longo dos seis minutos da gravação, o narrador insiste que o último míssil balístico intercontinental lançado pelos norte-americanos na semana passada, o Minuteman III, foi um sinal claro de que uma guerra de dimensões globais está prestes a surgir e que os cidadãos serão os últimos a perceber.
O grupo sugere ainda que países como a China e o Japão já se preparam para o pior. "A China já pediu aos seus cidadãos residentes na Coreia do Norte para voltarem para o país", esclarece o grupo cibernauta no vídeo.
A gravação termina com a mensagem habitual do grupo: "nós somos Anonymous. Somos uma legião. Nós não esquecemos. Nós não perdoamos. Esperem por nós."
Recorde-se que em janeiro de 2017, os "Anonymous" deixaram várias mensagens ameaçadoras a Donald Trump, na rede social Twitter.
“Não se enganem: #Anonymous está em guerra com o #Daesh. Não pararemos de nos opor ao #IslamicState. Somos também melhores hackers.”
Anonymous, o colectivo de hackers activistas, fixou a mira dos seus membros espalhados pelo mundo nos militantes do Daesh, e garante que nos próximos tempos vai desencadear um conjunto de actos de retaliação face aos ataques da passada sexta-feira em Paris. Trata-se de uma declaração de guerra cibernética, sendo que o campo virtual tem sido crucial na estratégia da organização terrorista que eclipsou a Al-Qaeda, o auto-proclamado Estado Islâmico (Daesh).
Os radicais sunitas que controlam largas faixas de território na Síria e no Iraque servem-se da internet e das redes sociais não apenas para espalhar a sua propaganda e recrutar novos membros, mas também como meio de coordenar as suas acções terroristas.
Num vídeo divulgado no YouTube – que em poucas horas superou o milhão de visualizações – um homem encapuçado e envergando a icónica máscara de Guy Fawkes (uasada no filme “V de Vingaça”) faz o anúncio em francês após o habitual pomposo e hollywoodesco genérico que ocupa boa parte do vídeo de dois minutos e meio.
O porta-voz reage à sofisticada operação de três equipas de terroristas do Daesh – que ao longo de três horas serviram o terror na capital francesa, massacrando pelo menos 129 pessoas –, prometendo que será “lançada a maior operação de sempre” contra os jihadistas. Tendo em conta o impressionante currículo dos hacktivistas neste tipo de acções, e especificamente nos ataques a alvos da rede dos extremistas na internet, a ameaça merece ser levada a sério. O Daesh deverá “esperar ciberataques massivos”, diz o mascarado. “Não se enganem: #Anonymous está em guerra com o #Daesh. Não pararemos de nos opor ao #IslamicState. Somos também melhores hackers.”
O Anonymous é uma espécie de arquitectura volátil, uma confluência de esforços de pessoas que começaram por se encontrar em cantos recônditos da internet, fóruns de difícil acesso onde estes hackers colaboravam ocasionalmente numa espécie de vandalismo cibernético que estava longe de prenunciar a tomada de partido em guerras reais. O grupo alcançou notoriedade por ataques informáticos algo aleatórios, militantemente apolíticos, mas cada vez mais organizados durante meados da década passada.
Com o tempo, as operações dos Anonymous começaram a focar-se, e os seus ataques passaram a ser usados como forma de protestar ou castigar os constrangimentos à liberdade na internet. Em 2010, o grupo retaliou contra a decisão da PayPal por, entre outras coisas, suspender as contribuições dos seus utilizadores à WikiLeaks depois desta ter divulgado uma batelada de documentos secretos norte-americanos. Os hacktivistas não pararam desde então de tomar posições cada vez mais fortes, e estiveram ao lado do movimento Occupy Wall Street e dos protestos da Primavera Árabe.
Uma nova rede social que promete mais transparência, segurança e privacidade que o Facebook e outros gigantes da indústria foi colocada em marcha. Apoiada pelo grupo 'hacktivista' Anonymous, criptografará todas as mensagens dos seus usuários, protegendo-os de governos e anunciantes.
À primeira vista, Minds.com parece como qualquer outra rede social, permitindo que um usuário enviar atualizações para os seus seguidores, comentar e compartilhar mensagens. A principal diferença é que esta nova rede social criptografada não busca lucro através da recolha de dados de seus usuários.
Tanto é assim que o seu objectivo é o oposto: criptografará todas as mensagens para não poderem ser lidas e utilizadas por governos ou anunciantes. "Nossa posição é que os usuários merecem o controle das redes sociais em todos os sentidos", disse o fundador da Minds, Bill Ottman, a Business Insider .
Outra diferença é que esta rede vai premiar os usuários com base no seu nível de interacção, seja por votação, comentando ou fazendo upload de conteúdo, de modo que aqueles que são mais activos terão seus 'posts' promovidos pela rede. "É um novo paradigma na web que dá voz a todos ", diz Minds.
Assim, o conteúdo vai ser conduzido usando um algoritmo transparente, em oposição ao método do Facebook, que permanece em grande parte um mistério. Além disso, Minds tem uma fonte completamente aberta, permitindo que a qualquer contribuir para a criação e manutenção da rede.
"Muitas empresas afirmam ter privacidade e criptografia. Mas não é uma criptografia real, já que não temos nenhuma maneira de inspecionar o código para verificar se há portas de fundo", diz Ottman.
"Anonymous lançou um apelo aos hackers, designers, artistas e programadores (...) Trabalhar em conjunto num código Minds.com e construir um site que é verdadeiramente superior, pelo povo e para o povo ", publicou Anonymous ART da Revolução no seu Facebook.
A rede social já está totalmente activa e há um aplicativo para o Android e iOS.
A reação dos Anonymous ao escândalo de espionagem da NSA não se fez esperar.
O Anonymous publicou na Internet um conjunto de 13 documentos da National Security Agency (NSA) na sequência das últimas revelações sobre a atividade de espionagem da agência norte-americana. Diz o Gizmondo que os documentos revelam a visão estratégica da NSA para controlar a Internet e que parecem estar sobretudo relacionados com a operação PRISM.
Um dos destaques do tipo de informações presentes no documento diz respeito à existência de uma rede de partilha de informações de espionagem, que partilha os dados obtidos pela PRISM com parceiros da NSA em todo o mundo.
Recorde-se que tudo começou com uma história nos jornais americanos sobre o facto de a Verizon, uma empresa de telecomunicações, estar obrigada a entregar os registos telefónicos dos seus clientes à NSA. Entretanto, ficou-se a saber que esta operação era muito maior do que inicialmente se pensava e que não se resume aos registos telefónicos. Aparentemente, a NSA tem vindo ao longo dos últimos anos a recolher informações dos gigantes da tecnologia norte-americanos, como Facebook, Microsoft, Yahoo, Google, YouTube, Skype e Apple, entre outras. Neste rol de espionagem também se encontram as principais operadoras de telecomunicações, como a Verizon, AT&T e Sprint.
A máscara associada aos Anonymous é uma presença regular nas manifestações de todo o mundo, incluindo Portugal RUI GAUDÊNCIO
Financiamento colectivo servirá para hackers lançarem site noticioso. Doações foram 27 vezes superiores ao esperado.
O site de informação “independente” prometido pelos Anonymous está mais próximo. A campanha de crowdfunding (financiamento colectivo) lançada no final de Março chegou ao fim com um valor largamente superior ao que o grupo de hackers considerava necessário para avançar com o projecto. O objectivo era angariar dois mil dólares, mas em pouco mais de dois meses receberam doações no valor total de 54.588 dólares (41.662 euros, ao câmbio actual).
Numa nota divulgada nesta segunda-feira, o grupo de hackers e activistas (hacktivistas) agradece a “paciência” dos seguidores, diz reconhecer que o timing “é crucial” para um projecto com este modelo de financiamento e promete uma data de lançamento “sólida” para o próximo comunicado. Para já, limita-se a revelar alguns aspectos do novo site.
“Temos estado a trabalhar arduamente para criar algo limpo e prático, mas também divertido de usar. O Twitter está fortemente integrado – o Facebook, nem por isso. Recentemente, decidimos abandonar definitivamente os comentários públicos e substituí-los por uma funcionalidade social de chat”, lê-se. “Também não iremos anexar automaticamente o nosso .com [endereço] ou o nosso nome de utilizador a tudo o que tweetam – porque somos elegantes”.
Your Anon News – será esse o nome do site. É o mesmo que os promotores deste projecto têm utilizado no Twitter e no Tumblr, ao longo dos últimos dois anos, para reunir e difundir informação “vital”, contornar os “constrangimentos” a que os media tradicionais estão sujeitos e separar esse bloco noticioso de relevo dos “mexericos políticos e de celebridades” que “inundam” esses meios. O que pretendem agora é passar de agregadores a produtores.
Quando lançou a campanha de financiamento colectivo, o grupo prometia “criar um novo ambiente onde o conteúdo não é apenas determinado por fontes externas”, com “os melhores jornalistas independentes online” a acompanhar de forma permanente e aprofundada as notícias mais importantes. O “humilde” objectivo de angariar dois mil dólares foi traçado nessa altura, reconhecendo que só para pagar os servidores seriam necessários 3600 dólares.
Com um valor 27 vezes superior ao estipulado inicialmente, oshacktivistas por detrás do Your Anon News ganham força – e mais atenção – para pôr em marcha o seu plano: “É tempo de darmos as verdadeiras notícias, a toda a gente”. A participação popular também está prevista. O jornalismo-cidadão fará parte do processo noticioso do Your Anon News, com os contributos a serem seleccionados de acordo com critérios de “qualidade, autenticidade e relevância”.
Os Anonymous são um movimento global, aparentemente descentralizado e sem rosto. “Um site de notícias do Your Anon News pode ser algo como a Internet nunca viu, se decidir ignorar muitos dos princípios éticos endossados, mas às vezes esquecidos, pelos jornalistas tradicionais”, escreve o The Next Web. A esse respeito, a Businesseeek sublinha, num tom sarcástico, que “ainda nada foi dito sobre a política [do site] em relação a fontes anónimas”.
Recorde-se que os Anonymous retiraram o seu apoio ao WikiLeaks em Outubro de 2012. “Era uma grande ideia, arruinada por egos”, justificou então um dos elementos associados ao grupo.
A máscara que serve de símbolo aos Anonymous tem marcado presença nas últimas manifestações
A tradicional descida da Avenida da Liberdade não será a única manifestação em Lisboa a assinalar nas ruas o 25 de Abril, nesta quarta-feira. Um grupo de portugueses que se identifica como parte integrante dos Anonymous convocou uma concentração em frente à Assembleia da República, para a mesma hora, numa acção de “resistência pacífica mas não passiva”.
A “#OP 25 Abril”, lançada a partir de um vídeo no YouTube e divulgada publicamente através de redes sociais como o Facebook, começou já neste domingo. A primeira fase da operação consiste na disseminação, durante toda a semana (até dia 29), de palavras de ordem com uma mesma mensagem: “O povo é que mais ordena”.
“Vamos colocar faixas e cartazes, vamos colocar instalações, criar músicas, vídeos ou simples imagens, escrever poemas, artigos, textos ou simples linhas, distribuir panfletos nas ruas, vamos pintar as ruas com stencils e graffitis, vamos ser criativos e deixar bem claro a cores ou a preto e branco as palavras de ordem ‘O povo é quem mais ordena’”.
É esta a primeira parte da mensagem publicada online há uma semana pelo utilizador Z3Povinho, que desde Agosto já divulgou no YouTube mais de 15 vídeos com a marca Anonymous. “Vamos inundar as ruas e a Internet para que em momento algum nem o português honesto nem português corrupto se esqueça de quem é o legítimo detentor do poder de decisão”, lê-se ainda.
O “projecto manifestação”, a segunda parte da “operação”, vai chegar pelo menos a Lisboa, Porto, Braga, Aveiro, Coimbra e Faro. “Quem não puder ir a nenhum destes locais organize também nas vossas cidades, vilas ou aldeias, precisamos de todos envolvidos nesta OP, só assim teremos sucesso”. Onde? “Em frente a qualquer símbolo deste sistema opressor” – o que significa, na capital, a Assembleia da República e, no Porto, a câmara municipal.
A maior concentração será, de acordo com os promotores da iniciativa, a de Lisboa. Onde, de resto, não querem “dar justificações [à polícia] para comportamentos vergonhosos como os vistos na última greve geral”. “Vamos mostrar que somos mais inteligentes”, dizem. “Vamos ter uma resistência pacífica mas não passiva contra as agressões. Como tal a presença de todos e a unidade é fundamental, para que não cheguem os bastões para nos calar a todos. Não se esqueçam de levar as vossas câmaras de fotográficas e de filmar, registem tudo e partilhem.”
A estilizada máscara foi popularizada pelo filme V de Vingança, que reabilitou o traidor católico em defensor da liberdade.
É uma cara diabólica: o sorriso de malícia, e os bigodes fininhos pretos revirados para cima mais a pêra minúscula no queixo, num rosto sinistramente pálido - a cara de Guy Fawkes, católico britânico levado à forca pela traição do 5 de Novembro, tornou-se num símbolo dos grupos anticapitalistas, que a usam como máscara nos protestos pelo mundo inteiro. Mas quantos se lembram - e lembram-se mesmo? - do 5 de Novembro?
"Algumas pessoas usam a máscara por moda, outras sabem o que ela representa. Eu tenho-a para mostrar o meu apoio à mensagem contra a tirania e fazer parte deste movimento global de contestação e de cidadania", contava à Reuters um dos manifestantes que há semanas acampam em frente da catedral de São Paulo, no centro financeiro de Londres, e que sábado marcharam em direcção ao Parlamento usando a enigmática caraça de Fawkes.
De Londres a Nova Iorque, e em centenas de outras cidades americanas, europeias e asiáticas, milhares de pessoas têm envergado esta máscara nas manifestações contra a avidez dos bancos e das grandes empresas e a crise financeira mundial, mais de 400 anos depois de Guy Fawkes ter tentado - e falhado - fazer explodir o edifício do Parlamento britânico e derrubar a monarquia protestante de Jaime I, num protesto contra a perseguição religiosa no Reino Unido.
A "carreira" revolucionária da máscara foi iniciada pelo grupo de activistas e piratas informáticos Anonymous, que a assumiram como "cara pública" em 2008, numa manifestação de rua contra a Igreja da Cientologia nos Estados Unidos. Esta máscara, popularizada dois anos antes com o filme V de Vingança, deu resposta à necessidade dos membros do grupo de proteger as suas identidades e, ao mesmo tempo, simbolizar a defesa pelos direitos individuais.
A história do protagonista do filme - adaptada para o cinema pelos irmãos Wachowski a partir dos livros de Alan Moore e David Lloyd -, afinal, é a de um homem contra o sistema, um misterioso herói que luta contra um regime fascista e consegue, onde Fawkes falhou, rebentar com o Parlamento britânico. No final, uma multidão com máscaras do rebelde assiste ao espectáculo do edifício a arder.
A cara da "traição"
Mas esta não foi sempre a imagem de Fawkes. Ao longo de gerações, os britânicos assinalam o 5 de Novembro como o dia em que um traidor foi apanhado com quilos de explosivos nas caves do Parlamento. Desde então são acesas fogueiras, lançado fogo-de-artifício e queimadas efígies do rebelde católico, num aviso a quaisquer aspirantes a cometer traição: que se lembrem, lembrem-se, do 5 de Novembro de 1605.
Fawkes e cúmplices na Conspiração da Pólvora foram presos e torturados ao longo de quatro dias na Torre de Londres, julgados e condenados à morte por enforcamento, seguida de arrastamento dos cadáveres pelas ruas e esquartejamento dos corpos.
Ficou para a história que o "bicho papão" do Reino Unido, por sorte ou ajuda (as teses divergem), não morreu na forca: tropeçou ao subir para o cadafalso e partiu o pescoço na queda. Numa coisa os historiadores concordam: Guy Fawkes não era um combatente contra o sistema, antes um arreigado monárquico que apenas queria ver o rei protestante substituído por um católico.
Reabilitado pelos comics
A transformação de Fawkes no actual ícone da liberdade individual e da democracia, e já desprovido da mensagem religiosa, foi feita pelo ilustrador David Lloyd nas novelas gráficasV de Vingança. Foi ele que criou a imagem original da máscara para ser usada pelo protagonista da história escrita pelo grão-mestre dos comics Alan Moore.
"Não devíamos andar a queimar o tipo a cada 5 de Novembro, mas sim a celebrar a tentativa dele de fazer explodir o Parlamento. Devemo-nos lembrar do 5 de Novembro porque isso não deve ser esquecido", defende Lloyd no ensaio Behind the Painted Smile (Por trás do sorriso pintado), escrito em 1983, quando a série V foi lançada.Numa visita recente ao protesto Occupy Wall Street, Lloyd mostrou-se "feliz" pelo uso que o movimento está a dar à máscara. "A cara de Guy Fawkes tornou-se numa imagem global que faz todo o sentido nas manifestações contra a tirania. Fico muito satisfeito por estar a ser usada de forma tão especial", afirmou, comparando-a à icónica fotografia de Che Guevara, feita por Alberto Korda, que se tornou num símbolo popular em todo o mundo.
"É algo muito forte visualmente, distingue-nos dos hippies e dos socialistas e dá-nos uma identidade própria", explicava um membro do Anonymous no protesto de Londres. Mas, ironicamente, a popularidade das máscaras - com 100 mil exemplares vendidos por ano em todo o mundo - gera também sentimentos conflituosos aos activistas mais radicais.
A "cara de Fawkes" é desde o filme V de Vingança propriedade da Time Warner, multinacional que é uma das 100 maiores empresas dos Estados Unidos, com lucros de 1,6 mil milhões de dólares no ano passado, e cada máscara vendida acaba por pôr dinheiro nos cofres de uma empresa que simboliza aquilo que os Occupy combatem.
A Mascara do Anonymous representa o rosto de Guy Fawkes, soldado inglês que teve participação na “Conspiração da Pólvora” (Gunpowder Plot) na qual se pretendia assassinar o rei protestante Jaime I da Inglaterra e todos os membros do parlamento durante uma sessão em 1605, objetivando o início de um levante católico. Guy Fawkes era o responsável por guardar os barris de pólvora que seriam utilizados para explodir o Parlamento do Reino Unido durante a sessão. Porém a conspiração foi desarmada e após o seu interrogatório e tortura, São Guy Fawkes foi executado na forca por traição e tentativa de assassinato.
Essa trama foi adaptada para Hollywood com o filme “V de Vingança” sendo que o personagem principal utilizava a todo o momento uma máscara para lutar contra o sistema. Esse filme conquistou uma legião de fãns,
Anonymous utiliza a simbologia deste filme e utiliza a máscara para simbolizar a causa do Anonymous que é contra a corrupção.
Se você também é contra a corrupção, utilize também uma mascara Guy Fawkes em qualquer evento cívico.
Ela pode ser comprada em lojas ou você pode fazer uma máscara de papel utilizando apenas duas folhas.
O grupo de piratas informáticos Anonymous, o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, e a cantora pop britânica Adele figuram na lista das 100 personalidades mais influentes de 2012 divulgada, esta quarta-feira, pela revista norte-americana Time.
Três brasileiros constam este ano da lista: a presidente da República Dilma Rousseff, a presidente-executiva da Petrobás Maria das Graças Silva Foster e o bilionário Eike Batista.
Este ano, a lista da Time, composta por artistas, empresários, políticos e outras individualidades de renome, integra um número recorde de 54 personalidades não norte-americanas, sublinhou a revista.
Entre estas personalidades está a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), a francesa Christine Lagarde.
"A natureza da influência mudou. Na época do Twitter [rede social], ela nunca foi tão fácil ou efémera", explicou a Time.
"É por isso que tentámos escolher pessoas cuja influência é durável e, com poucas exceções, louvável", reforçou o título.
Do mundo político destaca-se a presença do presidente colombiano, Juan Manuel Santos, do primeiro-ministro italiano, Mario Monti, da chanceler alemã Angela Merkel, do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, ou do chefe do Governo israelita, Benjamin Netanyahu.
No universo desportivo, a revista elegeu o basquetebolista (da NBA) norte-americano originário de Taiwan Jeremy Lin, o futebolista argentino Lionel Messi e o tenista sérvio Novak Djokovic.
Entre os artistas, a Time também considerou a cantora pop Rihanna e a atriz norte-americana Viola Davis, nomeada este ano para o Óscar de melhor interpretação feminina, como figuras influentes em 2012.
Sharmeen Obaid-Chinoy, a realizadora paquistanesa que ganhou o Óscar para melhor documentário com um filme sobre os ataques com ácido contra mulheres, e a ativista egípcia Samira Ibrahim, que denunciou a realização de "testes de virgindade" impostos a manifestantes detidas, são outros dois nomes da lista.
A estilista britânica Sarah Burton, que idealizou o vestido de noiva da duquesa de Cambridge Kate Middleton, também figura na lista.
A própria Kate Middleton, mulher do príncipe herdeiro William, e a sua irmã, Pippa, foram igualmente destacadas pela revista norte-americana.
Esta lista anual, que não se assume como um 'ranking', é criada com base nas recomendações dos correspondentes da revista, durante um processo que dura vários meses.
O grupo anónimo de piratas informáticos da Anonymous na China levou a cabo nos últimos dias ciberataques contra centenas de páginas do Governo chinês, deixando mensagens a pedir aos internautas para se "levantarem contra a tirania".
Na sua conta de Twitter, a Anonymous China explicou que nos últimos dias desenvolveu um ataque contra páginas da Internet do Governo e empresas chinesas, tendo publicado uma lista com mais de 300 sítios alegadamente atacados pelos seus piratas informáticos.
Aquele grupo também divulgou uma mensagem em que reivindica o ciberataque, justificado com o facto de "o Governo chinês ter submetido durante anos o seu povo a leis injustas".
"Todos os que sofrem com a tirania desse regime, lutem pela justiça, liberdade e democracia!", refere a mensagem dos piratas informáticos publicada em inglês e mandarim.
Protestos em Lisboa contra o ACTA, um acordo internacional criticado pela organização
Por entre as críticas aos habituais “inimigos da Internet” – China, Cuba, Irão –, surgem no relatório deste ano dos Repórteres Sem Fronteiras acusações aos EUA e à Europa pelas medidas cibersegurança e protecção de direitos de autor.
“Alguns países democráticos estão longe de não ter culpas”, aponta a organização, argumentando que “a livre circulação de notícias e informação online muitas vezes perde para a segurança interna, para a guerra ao terrorismo e ao cibercrime e até para a protecção de propriedade intelectual”.
Os Repórteres Sem Fronteiras indicam o que consideram ser vários casos preocupantes. Lembram, por exemplo, os motins em Londres, que levaram a canadiana Research In Motion, fabricante dos BlackBerry (cujo sistema de mensagens foi usado para convocar distúrbios), a entregar à polícia, “sem ordem prévia de um tribunal”, dados pessoais de alguns utilizadores.
O relatório condena também as propostas de lei americana SOPA e PIPA (destinadas a combater as infracções de propriedade intelectual), que “sacrificavam a liberdade da Internet em favor da protecção dos direitos de autor”. E diz ainda ter de ser “mantida a vigilância” sobre o polémico ACTA, um acordo internacional anti-contrafacção, estabelecido entre vários países e que ainda não foi ratificado nos estados-membros da União Europeia.
O documento critica ainda legislação aprovada no Canadá destinada ao combate à pedofilia online e que, para os Repórteres Sem Fronteiras, é “repressiva”; observa que a Índia aumentou as medidas de vigilância da informação online na sequência dos ataques a Bombaim (e colocou o país na lista dos “sob vigilância”); e aponta o dedo à França, nomeadamente pela Lei Hadopi, que estabelece um sistema progressivo de avisos antes de encaminhar para tribunal quem partilha ficheiros ilegalmente.
Os inimigos do costume
No rol de países “inimigos da Internet”, os Repórteres Sem Fronteiras mantêm Burma, China, Cuba, Irão, Coreia do Norte, Arábia Saudita, Síria, Turquemenistão, Uzebequistão e Vietname, todos presença habitual neste género de listas. A estes, juntam-se agora o Bahrain e a Bielorrússia.
Estes países “combinam frequentemente filtros drásticos de conteúdos com restrições de acesso, vigilância de ciberdissidentes e propaganda online”. O Irão e a China são destacados por terem “reforçado a sua capacidade técnica em 2011” e, no caso da China, também por ter aumentado a pressão para que as empresas privadas colaborem na cibervigilância do Governo.
Da lista de países sob vigilância saíram a Líbia, devido à queda do regime de Khadafi, e a Venezuela – aqui, porém, a organização nota que a relação entre o Governo e os media críticos do executivo é “tensa”.
A página eletrónica do Vaticano foi bloqueada por ativistas do "Anonymous". O grupo de piratas informáticos (hackers) justifica a ação alegando que se trata de um castigo contra a "corrupção" da Igreja Católica.
"Hoje (quarta-feira) o Anonymous decidiu bloquear a vossa web em resposta às doutrinas, às liturgias e a outros preceitos absurdos e anacrónicos que a vossa organização propaga e difunde ao mundo inteiro com o objetivo do lucro", lê-se em anonnews.blogspot.com, o blogue oficial de Anonymous.
O grupo alega que o bloqueio foi justificado pelos "numerosos" pecados que atribui à Igreja Católica: desde "ter negado teorias consideradas universalmente válidas ou plausíveis" até ser responsável "por ter reduzido à escravatura povoações inteiras, usando como pretexto a vossa missão evangelizadora", passando por ter lançado à fogueira livros de imenso valor literário e histórico ou "ter ajudado criminais nazis a encontrar refúgio em outros países e ter, assim, fugido à justiça internacional".
«Vocês têm imóveis e atividades comerciais no valor de bilhões de euros, sobre os quais têm fortes isenções fiscais», acusam os hackers, criticando também a tolerância do Estado italiano.
O grupo não deixa de citar os muitos casos de pedofilia que recentemente abalaram a Igreja Católica e a "ingerência" na vida social e pública, nomeadamente ao ser contra a utilização do preservativo e o aborto clínico. "Sois uns retrógrados, um dos últimos baluartes de uma época que, felizmente, passou e que está destinada a não se repetir", concluem.
O Vaticano reconheceu os ataques ao seu site (www.vatican.va) e informou que o problema está em vias de ser solucionado.
Um jovem estudante grego, alegadamente membro do grupo de piratas informáticos «Anonymous», foi detido, esta segunda-feira, em Atenas por ataques contra o «site» do Ministério da Justiça, indicou a polícia em comunicado.
De acordo com as autoridades, o jovem, de 18 anos, foi detido por presumível envolvimento no grupo de jovens piratas informáticos "Greek Hacking Scene" associado ao grupo «Anonymous».
O "Greek Hacking Scene" é apontado como responsável pelo ataque informático ao «site» do Ministério da justiça grego a 2 de fevereiro em protesto contra as novas medidas de austeridade a aplicar no país em troca do novo resgate financeiro de 130 mil milhões de euros.
"Vocês são responsáveis por uma nova ditadura sobre o vosso povo ao permitirem que os banqueiros e os monarcas da União Europeia nos transformem em escravos" indicou o grupo na altura do ataque.
Além do jovem que foi detido, outros dois estudantes, de 16 e 17 anos, são procurados pela polícia pelo mesmo ataque informático.
Os três jovens podem ser acusados do crime de introdução ilegal em sistemas eletrónicos e caso o ataque venha a ser provado podem ser condenados a uma pena que pode ir até a um ano de cadeia.
«Partilhar não é roubar», «ACTA, não!» e «ACTA is watching you» [O ACTA está a ver-te] são alguns dos slogans que várias dezenas de pessoas envergavam em cartazes, esta manhã, no Marquês de Pombal, em Liboa.
Em causa está o Acordo Comercial Anticontrafação (ACTA, na sigla em inglês), criado com o objectivo de proteger os direitos de propriedade e intelectual, muitas vezes partilhados via internet, mas visto com receio pelos cibernautas, que dizem que o acordo vai acabar com muitos dos direitos de quem 'anda na rede'.
A preocupação de Guilherme Oliveira, que se deslocou hoje ao Marquês de Pombal, é o impacto que a lei vai ter na difusão de medicamentos genéricos. «Na forma aCtual, os medicamentos são lançados no mercado e, depois de certo período de tempo, cai o título de direitos de autor e as empresas podem começar a fazê-los, o que faz com que o preço baixe bastante», explica o estudante de Medicina.
«Mas, um dos pontos que são defendidos pelo ACTA é que o título de direitos de autor passa a ser vitalício e isto a longo prazo tem um custo enorme. Quem é que vai pagar? O Serviço Nacional de Saúde, que já está decrépito, ou nós?», interroga ainda Guilherme Oliveira.
Nuno Oliveira, um outro manifestante que tirou a máscara usada pelo grupo de 'hackers' [piratas informáticos] para falar com a Lusa, considera que se trata de «uma lei do mais atroz que existe» porque «controla todas as trocas» que se façam via internet, «desde os bilhetes de comboio, medicamentos e até comida».
«Esta lei visa criar uma entidade ou dar a entidades já existentes a liberdade e o poder para poderem controlar qualquer tipo de servidores privados que já existam ou qualquer tipo de informação que esteja a ser divulgada», sintetiza o jovem, acrescentando que «todo o fluxo de medicamentos, tudo o que esteja num servidor informático será controlado e possivelmente gerido por essas mesmas entidades».
O Marquês de Pombal, em Lisboa, foi o ponto de encontro de uma concentração que não tem organizadores («Somos todos líderes», explicou uma manifestante) e que reuniu dezenas de pessoas ao fim da manhã de hoje. Numa manifestação pacífica, os participantes formaram um círculo junto àquela rotunda central da capital, onde alguns falavam alternadamente num megafone, demonstrando o seu descontentamento.
«Estão a desvirtuar o princípio da internet, que é a partilha da informação. Uma das coisas que criticavam nos tempos de Salazar era a censura e a impossibilidade de falar e, neste momento, foi o que fizeram: o Governo português impôs censura», disse à Lusa um manifestante vestido de preto e com a cara coberta pela máscara de Guy Fawkes, um inglês que, no século XVII, tentou fazer explodir o parlamento britânico, num atentado falhado.
Alguns acusam os grupos como o Anonymous, conhecidos por atacarem portais institucionais, de exporem informação sensível. A isto, Guilherme Oliveira responde: «Se têm assim um problema tão grande em partilhar a informação deviam protegê-la melhor».
Pedro Esperança, também na concentração, não tem medo do que os 'hackers' possam fazer: «Eu confio mais nos 'hackers' do que no Governo, não tenho problemas nenhuns com os hackers, eles que façam o que quiserem» responde.
O encerramento do site de partilha de ficheiros Megaupload, ordenado pelo FBI, desencadeou a maior resposta de sempre, diz o grupo Anonymous: mais de 5600 pessoas estiveram na noite de quinta-feira para sexta envolvidos num ataque concertado a sites de entidades governamentais americanas e da indústria da música e do cinema. Um "bombardeamento" de pedidos de serviço que bloqueou sites como o do próprio FBI.
Os primeiros alvos foram o Departamento de Justiça norte-americano, bem como a RIAA e a MPAA, associações representativas das indústrias da música e do cinema, respectivamente.Justice.org, riaa.com e mpaa.org foram três dos sites que estavam, intermitentemente, em baixo, por volta da meia-noite (hora de Lisboa), tendo o grupo Anonymous reclamado a autoria dessas falhas através da conta no Twitter @YourAnonNews.
Por volta da 1h, também o site do FBI, responsável pela operação que levou ao encerramento do Megaupload, estava inacessível.
Segundo a conta de Twitter, trata-se de uma resposta "à altura" do grande golpe que o FBI norte-americano deu nesta quarta nos muitos utilizadores do site Megaupload, extremamente popular em todo o mundo, e que permitia a partilha de todo o tipo de ficheiros. É mesmo "o maior ataque de sempre", com o envolvimento de mais de 5600 pessoas.
"Tragam pipocas, vai ser uma noite longa de 'lulz'", escreveu o grupo no Twitter, quando eram 23 horas em Portugal continental, e usando uma expressão que é na Internet sinónima de "riso" e que foi em tempos adoptada pelo grupo de atacantes informáticos Lulzsec.
"O Governo fecha o Megaupload? Quinze minutos depois #Anonymous encerra sites governamentais e da indústria. Aguardem por nós", afirmou o grupo, em claro tom de retaliação, pouco tempo depois de ter sido noticiado o encerramento daquele popular site de partilha de ficheiros.
Os Anonymous não são um grupo estruturado. Há um núcleo central de pessoas que normalmente incentiva os ataques, aos quais qualquer cibernauta se pode juntar, passando então a ser designado como Anonymous. Os vários ataques na história do movimento não são levados a cabo sempre pelas mesmas pessoas e o número de participantes varia.
Para tomar parte numa destas acções, basta usar um programa de computador que permite bombardear um site com múltiplos pedidos de acesso. Na sequência disso, o site torna-se lento a responder e pode ficar inacessível. Chamam-se ataques distribuídos de negação de serviço, são tão mais eficazes quanto mais pessoas participarem e não implicam perda ou roubo de dados.
O Departamento de Justiça dos EUA confirmou o problema, cerca de meia-noite, também através do Twitter: "O servidor do DOJ que aloja o justice.gov está a ter um aumento significativo de actividade, resultando numa degradação do serviço. O departamento está a trabalhar para que o site esteja disponível, enquanto investigamos as origens desta actividade, que está a ser tratada como um acto malicioso até que possamos identificar a identidade da causa da perturbação".
O FBI fechou na quarta-feira o Megauploade deteve quatro suspeitos de infracções relacionadas com direitos de autor e lavagem de dinheiro. De acordo com uma nota emitida pelo Departamento de Justiça dos EUA, o Megaupload gerou de forma criminosa mais de 175 milhões de dólares (135 milhões de euros), “causando mais de 500 milhões em prejuízos para os detentores de direitos de autor”.
Os quatro suspeitos foram detidos na Nova Zelândia e o FBI suspeita ainda do envolvimento de três outras pessoas. A resposta, porém, não se fez esperar.
Estas movimentações acontecem numa altura em que nos Estados Unidos se discute a adopção de medidas legais para reforçar a protecção dos direitos de autor.
O encerramento do Megaupload também sucede um dia após o "apagão" que muitos sites de referência, como a Wikipedia em inglês, por exemplo, puseram em marcha, em protesto contra as propostas legislativas que estavam em cima da mesa no Senado e na Câmara dos Representantes – o Protect IP Act (PIPA) e o Stop Online Piracy Act (SOPA), respectivamente.Nos acontecimentos desta noite, o grupo Anonymous não deixou passar em claro essa disputa entre quem pretende apertar as regras através do SOPA e do PIPA e quem considera que essas propostas legislativas iriam muito para além da protecção dos direitos de autor.
"Megaupload foi apanhado sem o SOPA estar em vigor. Agora imaginem o que aconteceria se a lei passar. A Internet, tal como a conhecemos, acabará. Reajam!", vincou o grupo, acrescentando: "Não se pode censurar a Internet, não se pode intimar uma hashtag, não se pode deter uma ideia. Mas podem aguardar por nós."
Nos Estados Unidos, este dia 19 de Janeiro é Dia Nacional da Pipoca. Com uma nota de humor, o grupo assinala que ainda bem que assim é, porque "'A Internet contra-ataca' vai passar toda a noite".