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sábado, 6 de abril de 2019

Maçonaria abre as portas ao público. Há visitas guiadas e uma Feira do Livro


A iniciativa é promovida pelo GOL neste fim de semana

“Maçonaria de Portas Abertas” é uma iniciativa do Grande Oriente Lusitano (GOL) que vai realizar-se durante este fim de semana no Museu Maçónico Português, em Lisboa.

A iniciativa prevê a realização de uma Feira do Livro, uma exposição sobre o património cultural do GOL e um evento chamado “Cápsula do Tempo” que visa reproduzir momentos históricos relacionados com a maçonaria.

Durante os dois dias há ainda tempo para discutir o papel da maçonaria. José Manuel Anes, ex-grão-mestre da Grande Loja Regular de Portugal, vai dar uma conferência sobre esoterismo e António Ventura, historiador a autor do livro sobre a história da maçonaria em Portugal, vai falar sobre a maçonaria. Há ainda uma visita guiada com o antigo diretor do Museu Maçónico, António Lopes.

Todas as iniciativas são abertas ao público em geral.

fonte: Sol

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Pressionado pela maçonaria, Spínola nomeou Palma Carlos para primeiro-ministro


O Presidente da República rodeado dos membros do I Governo, após a posse. Da esquerda para a direita: Torres Campos, Maria de Lourdes Pintasilgo, Eduardo Correia, Raul Rego, António Galhordas, Sá Carneiro, António de Spínola, Palma Carlos, Álvaro Cunhal, Manuel Rocha, Mário Murteira, Pereira de Moura, Magalhães Mota, Vasco Vieira de Almeida, Almeida Santos, Mário Soares e Firmino Miguel ARQUIVO EXPRESSO/GESCO

Para chefiar o governo saído da revolução de 25 de Abril o Movimento das Forças Armadas propôs os nomes de Pereira de Moura, Raul Rego ou Miller Guerra. O Presidente Spínola não concordou. Ainda convidou o ex-ministro Veiga Simão, mas acabou por nomear Adelino da Palma Carlos, que lhe fora sugerido pelos dirigentes do Grande Oriente Lusitano
Em tempo de campanha para as presidenciais, o Expressorecorda alguns dos momentos mais importantes do Palácio de Belém, desde Spínola até aos dois mandatos de Jorge Sampaio. Este é o sexto episódio desta série de artigos.

Adelino da Palma Carlos foi o primeiro-ministro do I Governo Provisório formado após a revolução de 25 de abril de 1974. A escolha partiu do Presidente da República, general António de Spínola. Investido no cargo a 15 de maio, Spínola deu posse ao governo no dia seguinte.

Nos últimos 42 anos o país só conhecera dois chefes de Governo, designados presidentes do Conselho: Oliveira Salazar e Marcello Caetano. O novo primeiro-ministro era um ilustre desconhecido da opinião pública. Professor de Direito tal como os antecessores, Palma Carlos foi uma surpresa mesmo para os jovens capitães que derrubaram a ditadura.

Ainda antes do golpe, os militares reunidos no Movimento das Forças Armadas (MFA), já a pensar no day after, haviam transmitido a Spínola três nomes para primeiro-ministro do futuro governo. Eram eles: Francisco Pereira de Moura, economista e professor no ISE (atual ISEG), saído das fileiras do catolicismo progressista e que em 1969 fora um dos candidatos a deputado pela Comissão Democrática Eleitoral (CDE), uma das estruturas da oposição que disputaram o sufrágio para a Assembleia Nacional; o jornalista Raul Rego, diretor do vespertino oposicionista “República”, ligado à Maçonaria e ao recém-criado PS; e João Pedro Miller Guerra, professor de Medicina, um dos principais deputados da ala liberal eleitos para a Assembleia Nacional em 1969 mas que haviam entrado em rutura com Marcello Caetano.


Raul Rego, Francisco Pereira de Moura e Miller Guerra, os três nomes sugeridos pelo movimento dos capitães a Spínola para primeiro-ministro de um futuro governo ARQ. A CAPITAL/IP E ARQUIVO EXPRESSO/GESCO

Nenhum destes nomes fazia parte dos planos iniciais de Spínola, que chegara a pensar num “governo militar de breves meses” – como disse na sua última grande entrevista, ao Expresso, em 1994. Não podendo ser militar, “a minha escolha pessoal era Veiga Simão, mas ele e eu, em conversa havida no dia 26 de abril, concordámos em que não seria exequível nem sensato tentar uma solução desse tipo”.
SPÍNOLA RECUSA OS TRÊS NOMES INDICADOS PELO MFA

A Comissão Coordenadora do MFA envolveu-se também na escolha do primeiro-ministro. “Foram horas e horas de audição de personalidades”, refere Melo Antunes, o principal autor do Programa do MFA, em entrevista a Maria Manuela Cruzeiro (“O Sonhador Pragmático”). Ouvidos não apenas os três nomes sugeridos, mas ainda João Salgueiro e Rui Vilar.

No seu livro “País sem Rumo”, Spínola descreve a sua seleção de nomes para primeiro-ministro. Após uma conversa com Pereira de Moura, pediu-lhe “um memorial”, cuja leitura “revelou uma total descoordenação de ideias, demonstrativa da sua incapacidade para o desempenho do cargo”. Além disso, em sua opinião, o economista era “claramente de formação comunista”. Quanto a Miller Guerra, “ao impor como condição a entrega imediata do Ultramar, obviamente afastou qualquer hipótese”. Esta foi, de resto, a razão de fundo que levou o professor de Medicina a não aderir ao PPD de Sá Carneiro e Pinto Balsemão, para o qual foi insistentemente convidado pelos ex-colegas da bancada liberal, e a aproximar-se do PS.

Finalmente, Raul Rego. O historiador Luís Rodrigues diz na sua biografia de Spínola que o diretor do jornal “República” “nem sequer foi contactado” pelo Presidente da República, o que o próprio teria justificado por carecer de “características de liderança indispensáveis” para o lugar.

RAUL REGO PROPÕE PALMA CARLOS EM REUNIÃO MAÇÓNICA

Raul Rego, porém, na sua última entrevista (ao Expresso), explica que “foi a Maçonaria que escolheu e indicou” Palma Carlos para primeiro-ministro. Rego conta que, numa reunião com Spínola, “ele disse-me que ‘precisamos de si para primeiro-ministro’. Não respondi logo. À noite, houve uma reunião em casa do Dias Amado”, o então grão-mestre do Grande Oriente Lusitano, na Av. Manuel da Maia. “‘Eles querem o Rego para primeiro-ministro’, informou o Dias Amado. ‘Não’, disse eu: ‘o primeiro-ministro deve ser o Adelino, que tem experiência e formação jurídica, e até um nome como jurista que o impõe’. (…) É claro que isso não está contado, não sei porquê. Mas foi a Maçonaria que indicou o Palma Carlos”.


Professor Adelino da Palma Carlos, primeiro-ministro do I Governo Provisório ARQ. A CAPITAL/IP

Advogado e catedrático da Faculdade de Direito de Lisboa, Palma Carlos era um democrata, ainda que sem assinalável currículo na luta contra a ditadura. No dizer de Spínola, era um professor “altamente prestigiado e com grande tradição democrática e liberal”.

Para Maria Inácia Rezola, “a escolha do primeiro-ministro constitui o primeiro choque institucional” entre Spínola e o MFA. No seu livro “15 de Abril. Mitos de uma revolução”, a historiadora diz que se tratou do “primeiro round da dura luta” que se prolongou até ao fracassado golpe de 11 de março do ano seguinte.

ÁLVARO CUNHAL MINISTRO DO I GOVERNO

O Governo integrou ministros pertencentes a quatro partidos: PS (com 3 ministros), PPD (2), PCP (2) e MDP/CDE (1), que se envolveram através dos respetivos líderes (Mário Soares, Francisco Sá Carneiro, Álvaro Cunhal e Pereira de Moura). Havia ainda vários militares, bem como civis com um acentuado perfil técnico e/ou pertencentes à Sedes (Sociedade de Estudos para o Desenvolvimento Económico e Social), como Rui Vilar.

A grande surpresa foi, naturalmente, a participação do PCP, que fora o inimigo de estimação da ditadura. Incluindo o próprio secretário-geral, Álvaro Cunhal, regressado do exílio logo a seguir ao 25 de Abril. Spínola começara por convidar Cunhal para ministro do Trabalho, mas acabou por entrar no Executivo como um dos três ministros sem pasta. Para o novo Ministério do Trabalho, que substitui o velho Ministério das Corporações, foi nomeado outro militante comunista: Avelino Pacheco Gonçalves, dirigente do Sindicato dos Bancários do Porto e um dos quadros da semiclandestina Intersindical. Também ele de formação católica, Avelino foi indicado pela própria Inter e pelo PCP, após a recusa de Francisco Canais Rocha, o primeiro líder da central sindical.


O secretário-geral do PCP, Álvaro Cunhal, toma posse como ministro sem pasta do I Governo Provisório ARQUIVO EXPRESSO/GESCO

A inclusão do PCP e do próprio Cunhal no Governo Provisório fora uma condição colocada pelo PS de Mário Soares, para quem era indispensável “comprometer” os comunistas no poder saído da revolução. “Nós quisemos que o ministro do Trabalho fosse um comunista” – explicou Soares a Maria João Avillez (in “Soares. Ditadura e Revolução”). “Justamente por pensarmos que os comunistas poderiam conter o radicalismo emergente na sociedade portuguesa, após quase meio século de ditadura. Teria sido esse o seu papel histórico. Como o PCF, em França, após a libertação.”

À mais velha ditadura da Europa ocidental seguia-se o primeiro Governo de um país da NATO com a participação de comunistas, ainda por cima completamente alinhados com a União Soviética.

No discurso de tomada de posse, Spínola reiterou as suas teses federalistas já apresentadas no livro “Portugal e o Futuro”, umbest-seller lançado em fevereiro e que tornara pública a sua rutura com o regime ditatorial. Reconheceu o “direito de todos os povos à autodeterminação”, adiantando, no entanto, que a opção “terá de ser feita, não entre duas alternativas apenas, mas entre todo um leque de viabilidades”. Significativamente, não falou em independência.

PROGRAMA DO GOVERNO FEITO POR FREITAS DO AMARAL

Para Melo Antunes, um dos principais nomes da Comissão Coordenadora do MFA, o I Governo foi “formado, fundamentalmente, pela vontade do Spínola”, tendo silo “acolitado”, entre outros, por Veiga Simão, que lhe deu “uma colaboração muito forte e muito ativa”.

Último ministro da Educação do Estado Novo, Simão era amigo pessoal de Spínola que, não podendo contar com ele para primeiro-ministro, o chamou para elaborar o programa do I Governo.

Envolvido no processo de redação do programa esteve Diogo Freitas do Amaral, antes ainda de fundar o CDS. No seu livro de memórias “O Antigo Regime e a Revolução”, Freitas conta que Veiga Simão “utilizou o método que sempre usara no Ministério da Educação: pediu textos a várias pessoas da sua confiança, para depois os trabalhar e fundir num documento final”. Um dos colaboradores a que recorreu foi Adelino Amaro da Costa, que trabalhara com ele no Ministério da Educação e que, por sua vez, contactou Freitas, pedindo-lhe “para conceber e redigir” o programa. “Deitei logo mãos à obra. E em 24 horas o projecto estava pronto”. Na redação do futuro candidato à Presidência da República, o programa “só continha uma medida que podia ser considerada de esquerda – a nacionalização dos bancos emissores: Banco de Portugal, Banco de Angola e Banco Nacional Ultramarino”. Melhorado por Amaro da Costa, futuro número dois do CDS, o documento foi entregue a Veiga Simão “que o retocou no que entendeu e, nomeadamente, em matérias de educação, ciência, políticas sociais e política ultramarina”.


Primeira reunião do Conselho de Ministro do I Governo Provisório, a 17 de Maio de 1974, em São Bento ARQ. A CAPITAL/IP

Curiosamente, o programa do governo não foi aprovado pelo Governo, mas pela Junta de Salvação Nacional, pelo decreto-lei nº 203/74, de 15 de maio. Esta singularidade explica que Mário Soares não recorde sequer a sua existência: “Posso asseverar que nunca ouvi falar em tal programa – nem eu, nem o [Salgado] Zenha, nem o Rego, que éramos ministros socialistas desse I Governo”.

VEIGA SIMÃO DESMENTE FREITAS

Segundo Freitas, o texto do programa “não difere em mais de uma dúzia de pontos (…) da versão inicial por mim pensada e redigida”. Veiga Simão sempre contrariou esta versão do fundador e ex-líder do CDS. Reivindicando a principal autoria do programa, chegou mesmo a elaborar um texto comparando as várias versões do documento. Numa entrevista a Jorge Cotovio, para a sua tese de doutoramento sobre o ensino privado, deu a sua versão sobre o convite que lhe foi endereçado por Spínola para elaborar o programa de governo: “Aceitei o encargo e nesse mesmo dia defini com Spínola os temas dos 'capítulos' a desenvolver no programa. Trabalhei durante quatro dias, fechado em casa. Consultei vários amigos que trabalhavam comigo na Educação, e outras personalidades, algumas que vieram a ser nomeadas ministros por minha indicação. Finalizei o documento sem que alguém me transmitisse qualquer participação escrita. O programa foi aprovado com algumas alterações.”

A influência de Veiga Simão ficou patente na escolha, por exemplo, de Almeida Santos para ministro da Administração Interterritorial. Como recordou Mário Soares, este advogado de Moçambique “entrara no Governo sem sabermos bem como. Só mais tarde viemos a saber que fora sugerido a Spínola por Veiga Simão, uma das ‘éminences grises’ que estiveram na base da formação do Governo”.

Spínola, aliás, nunca desistiu de ter a colaboração ativa de Veiga Simão, nomeando-o mais tarde representante permanente de Portugal junto das Nações Unidas, em Nova Iorque. O Presidente impôs-se mesmo ao ministro dos Negócios Estrangeiros. Soares tencionava nomear Jorge Sampaio para aquele importante posto diplomático e até já o enviara em missão especial à ONU, acompanhado de João Cravinho.

UM GOVERNO DE 55 DIAS

O Governo de Palma Carlos durou escassos 55 dias. Para Soares, o chefe do Governo “possuía pouca experiência política” e “conhecia mal as questões concretas e emergentes da governação e da administração”. No entender de Álvaro Cunhal, Spínola tratava Palma Carlos “como se este fosse um seu soldado”. O autor de “A Verdade e a Mentira na Revolução de Abril” conta que o general do monóculo “tinha uma linha telefónica direta para o primeiro-ministro e, em pleno Conselho de Ministros, chegavam ordens do presidente da Junta de Salvação Nacional. E que ordens!”. Colegas na Maçonaria e no Governo, Raul Rego admite que Palma Carlos “não correspondeu” ao que dele esperava. “Tinha um defeito tremendo, que era a vaidade.”


Palma Carlos foi primeiro-ministro por 55 dias. Seguiu-se à frente do governo Vasco Gonçalves ARQUIVO EXPRESSO/GESCO

Palma Carlos tentou reforçar substancialmente quer os seus poderes de primeiro-ministro, quer os do Presidente. Sem êxito. O malogro do que ficou conhecido como “golpe Palma Carlos” levou-o a apresentar a demissão, a 9 de Julho. Para primeiro-ministro do II Governo Provisório foi escolhido alguém com um perfil diametralmente diferente: o coronel Vasco Gonçalves, que esteve à frente dos quatro executivos seguintes.

fonte: Expresso

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Maçonaria entra na área da saúde


Sede do GOL em Lisboa: a obediência está a avaliar o seu património

A maçonaria prepara-se para entrar na área da saúde. O Grande Oriente Lusitano (GOL) vai lançar uma unidade de cuidados continuados e já tem um projecto definido. A estrutura deverá ter pelo menos 40 camas e será construída num terreno em Marvila, na Avenida Avelino Teixeira da Mota, que faz parte do património do GOL.

Projecto obriga a vender parte do património. GOL está a avaliar seis prédios e quatro terrenos que tem na zona de Lisboa.

“É a primeira vez, após o 25 de Abril – ou seja, em 40 anos de democracia –, que o GOL tem uma obra completa e grande de filantropia”, confirma ao SOL o grão-mestre, Fernando Lima, explicando que a ideia é ter uma instituição que preste serviços não só aos maçons, como a todos os cidadãos, especialmente aos residentes em Lisboa.

Para isso, o GOL terá de negociar com o Estado, nomeadamente com os ministros da Saúde e da Segurança Social, para fazer acordos com os hospitais do Serviço Nacional de Saúde que para ali possam enviar doentes.

A liderar o projecto estão alguns médicos maçons que integram actualmente a direcção do Internato de São João, uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), controlada pelo GOL. Entre eles, está o dirigente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), Mário Jorge das Neves, membro da Loja Salvador Allende.

“O projecto está a ser desenvolvido para se construir uma nova unidade em Lisboa, que tem uma grande carência deste tipo de assistência em cuidados continuados”, explica ao SOL Mário Jorge, adiantando que em muitos países, como o Brasil, é comum a maçonaria ter projectos sociais como este.

Neste momento, o projecto está em fase de conclusão, tendo já sido feitos vários estudos no local onde será construída a nova unidade, nomeadamente o levantamento topográfico.

Ao lado do futuro Hospital de Todos os Santos

Devido à localização, o novo projecto maçónico poderá ser valorizado com a construção do futuro Hospital de Lisboa Oriental, conhecido como Todos os Santos, previsto também para Marvila. Além disso, segundo Mário Jorge, o terreno em que o GOL quer erguer a estrutura de cuidados continuados tem limitações legais: “O que ali se construir tem de ter uma finalidade social”.

Para avançar com o projecto, o GOL terá, porém, de vender parte do seu património, nomeadamente imóveis que estão em estado de degradação.

Segundo o SOL apurou, a obediência possui, só na zona Grande Lisboa e através do Internato de São João, dez propriedades. Entre estas há seis prédios, nas zonas de Lapa, Pena, Praça da Figueira, Ajuda e Alcântara e também em Santa Marta, onde se situa, aliás, a sede da IPSS. A lista do património conta ainda com quatro terrenos: dois na capital, um na Parede e outro em Tercena.

Qualquer transacção implica, porém, autorização dos restantes maçons da obediência, que são todos associados do Internato de São João.

A ideia já foi transmitida aos membros das várias lojas maçónicas numa assembleias geral que decorreu no dia 30 de Março. Aqui ficou decidido que os ‘irmãos’ que dirigem o Internato de São João irão fazer, em breve, uma apresentação mais detalhada das estimativas orçamentais do projecto e o valor actualizado do património da obediência.

Neste momento, sabe o SOL, está a ser feita uma análise exaustiva do estado de conservação dos vários imóveis, dos custos das obras que terão de ser realizadas e o valor das rendas que será possível obter. Isto para decidir quais são as melhores propriedades para vender e encaixar as verbas necessárias à construção da nova unidade de saúde da maçonaria.

fonte: Sol

sábado, 15 de setembro de 2012

Maçons de todo o mundo em Lisboa


500 maçons de todo o mundo são esperados hoje na tomada de posse do líder português da maçonaria regular.

Mais de 35 grão-mestres das maçonarias regulares de vários países estão em Portugal para assistir à cerimónia de instalação do líder da Grande Loja Legal de Portugal (GLLP), José Moreno - reeleito em Junho para um novo mandato de dois anos. 

A 'tomada de posse' do grão-mestre realiza-se amanhã, em Lisboa, e contará com a presença de mais de 500 maçons, estando entre eles várias comitivas estrangeiras. É do Brasil que vem o maior número de 'irmãos': «Estão cá cerca de 20 grão-mestres brasileiros», adianta fonte da GLLP, recordando que no Brasil há uma Grande Loja (obediência) por estado, tendo cada uma delas o seu líder. 

Nesta reunião magna de maçons regulares estarão presentes, entre outros, os grão-mestres da maçonaria de Moçambique, do Gabão, dos EUA, de Madagáscar, da Argentina e do Paraguai. Da Europa esperam-se os líderes suíço, búlgaro, croata, russo, alemão e espanhol. Já de Inglaterra virá um representante do Duque de Kent, que lidera a maçonaria inglesa. A cerimónia de instalação contará com uma sessão exclusiva para maçons, onde será realizado o ritual de instalação do grão-mestre. José Moreno fará um juramento e os grão-mestres estrangeiros farão as suas intervenções. Depois será realizado um jantar num hotel de Lisboa, onde já poderão ser convidadas outras pessoas que não pertencem às lojas, incluindo mulheres. 

Segundo o SOL apurou, do conjunto das cerimónias previstas para amanhã consta ainda a inauguração formal da nova sede da maçonaria regular em Portugal, que se situa no Palacete da Quinta de Sant'Ana, na Estrada de Telheiras, e que a GLLP comprou à EPUL por um milhão de euros.

fonte: Sol

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Maçonaria e Opus Dei são vizinhos



O Palacete de Sant'Ana será a futura sede da maçonaria regular. Na mesma rua fica o terreno que acolherá as instalações do Colégio Mira Rio ©José Sérgio/SOL

A maçonaria e o Opus Dei vão passar a ser vizinhos, em Telheiras. A Grande Loja Legal de Portugal (GLLP) comprou por um milhão de euros o Palacete da Quinta de Sant’Ana, na Estrada de Telheiras. E a Socei – Cooperativa de Equipamentos de Centros de Ensino (que detém os quatro colégios ligados ao Opus Dei) adquiriu por quatro milhões e 200 mil euros a Quinta do Convento, na mesma rua.

Os dois imóveis foram comprados à Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) e faziam parte de um lote que esteve em leilão, em Dezembro, mas no qual não apareceram licitadores. As duas compras, confirmou ao SOL o administrador da EPUL, Luís Bento, foram feitas na altura «por carta fechada» .

«Eram os dois imóveis mais emblemáticos da hasta pública. Mas o estatuto permitia que, se houvessem interessados, fossem retirados do leilão do início da sessão. E foi o que aconteceu» , recorda o responsável.

A GLLP – que na semana passada fez a escritura do imóvel, através do Montepio – vai transferir para aquele Palacete a sua sede, que actualmente se situa num edifício antigo em Alvalade. Além disso, a GLLP quer construir aqui um Museu da Maçonaria.

Já a cooperativa ligada ao Opus Dei, segundo apurou o SOL junto de fonte oficial da instituição, irá aproveitar o imóvel para ali transferir o Colégio Mira Rio – uma escola feminina que actualmente funciona em duas moradias no Restelo: uma na Avenida do Restelo (para as alunas mais novas do pré-escolar ao 5.º ano) e outra na Avenida Vasco da Gama para as estudantes do 6.º ao 12.º anos.

Edifícios simbólicos

«Estes dois imóveis, devido ao seu simbolismo, serviram para chamar a atenção para o leilão de Dezembro» , conta Luís Bento, acrescentando que a EPUL já conseguiu arrecadar, ao todo, 12 milhões e 800 mil euros com a venda de 70% dos imóveis que, em Dezembro, estiveram em hasta pública. «Mas nenhum foi vendido no leilão» , esclarece, explicando que devido à actual situação do país «muitas pessoas têm vergonha de levantar o braço e dar a conhecer que têm capital próprio» .

É que, ao contrário da GLLP (que recorreu ao Montepio Geral) e da Cooperativa ligada ao Opus Dei (que pediu ajuda o Banco Popular), as restantes vendas foram feitas a pessoas com capitais próprios, «sem recurso ao crédito da banca» , segundo Luís Bento.

A venda destes dois imóveis históricos necessitou da autorização da Câmara Municipal de Lisboa (CML). «E no caso da Quinta do Convento foi uma autorização reforçada porque pedimos autorização para ali serem construídas habitações, mas foi recusado. A CML exigiu que se destinasse a um equipamento como estava previsto e isso limitou a venda» – diz o administrador da EPUL, sublinhando que a construção de um colégio cumpre as regras impostas.

Sonhos antigos

«A ideia é passar o colégio para Telheiras. Vai ainda ser construído no terreno que foi adquirido , confirmou ao SOL fonte oficial da instituição de ensino, lembrando que esse era um «sonho antigo» . Até porque o colégio masculino do Opus Dei, o Planalto, «já funciona em Telheiras e em óptimas instalações» . Além destes, a Cooperativa de Ensino tem mais dois colégios no Porto: o Cedros (para rapazes) e o Horizonte (para raparigas)

Também há muito que a GLLP procurava uma nova sede, estando em negociações com a CML. O objectivo era que a autarquia ‘cedesse’ um prédio devoluto e em troca a GLLP recuperaria e pagaria uma renda.

Mas até agora as negociações não deram frutos, pois os maçons não gostaram de nenhum dos edifícios propostos. Segundo fontes maçónicas, a negociação continua. «Precisamos na mesma de mais sítios para as nossas lojas» , diz um irmão da GLLP, explicando que a obediência vai manter o edifício em Alvalade para que algumas lojas aqui possam reunir. De resto, a maçonaria regular tem, ainda em Lisboa, edifícios no Chiado, na Praça de Espanha e no Bairro Alto, onde os ‘irmãos’ se podem reunir. E também em Cascais, Sintra e Oeiras.

A direcção da GLLP vai agora fazer obras no Palacete de Sant’Ana – nomeadamente, para a sua adaptação aos rituais maçónicos, que obrigam a ter salas com determinados requisitos (como o chão, por exemplo, com azulejos pretos e brancos).

fonte: Sol

domingo, 11 de março de 2012

Pirâmide de 13 andares na nota de 500 euros

A nota de 500 euros é uma daquelas que poucos portugueses têm a oportunidade de ver no dia-a-dia. É superior ao ordenado mínimo nacional e, segundo alguns, encerra um segredo maçónico: reproduz uma pirâmide de 13 andares!

Saiba como:



domingo, 8 de janeiro de 2012

Maçons em fuga da Loja Mozart


Grande parte dos maçons que integravam a loja Mozart 49, e que têm sido referidos na imprensa, saíram nos últimos tempos para outras lojas da mesma obediência, a Grande Loja Legal de Portugal. Muitas das saídas devem-se à discordância com a forma de funcionamento da Mozart e aos casos de repercussão pública em que esta surgiu envolvida – apurou o SOL junto de fontes da instituição.

Neste momento, a loja resume-se aos 'irmãos' da Ongoing (liderados por Nuno Vasconcelos) e a alguns elementos ligados às 'secretas' – como Jorge Silva Carvalho, ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), e João Paulo Alfaro, ex-agente dos serviços secretos. Ambos passaram, entretanto, a trabalhar também na Ongoing.

A Mozart 49 conta ainda com o Coronel Francisco Rodrigues (director do departamento das secretas e ex-venerável da loja), Luís Montenegro (líder parlamentar do PSD), Francisco Martins (chefe de gabinete do secretário de Estado da Presidência, Marques Guedes) e Nuno Manalvo (ex-chefe de gabinete de Isaltino Morais na Câmara de Oeiras).

As saídas da Mozart – que caiu em desgraça por ser vista apenas como um local de tráfico de influência – têm sido muitas. Sebastião Herédia, por exemplo, cunhado de D. Duarte e que iniciou Nuno Vasconcelos na maçonaria, está agora na loja Abade Correia da Serra. Trata-se de uma loja mais recente para onde saiu também Luís Carrilho (comandante da Polícia em Timor), Armindo Monteiro (vice-presidente da CIP), o general Francisco José Cordeiro (da Indústria de Desmilitarização e Defesa) e Paulo Noguês, que a fundou.

fonte: Sol

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Loja Mozart, uma das mais influentes do país


Membros são tendencialmente de orientação política mais à direita

As ligações entre a política e a maçonaria foram colocadas em causa esta terça-feira pelas notícias dão conta da supressão de termos ligados à maçonaria «apagados» do relatório das secretas. O PSD já negou que tivesse apagado qualquer referência. A loja maçónica é a Mozart, uma das mais influentes do país. 

A loja Mozart é uma das mais poderosas da maçonaria portuguesa. Terá cerca de 70 membros, entre eles estão várias figuras ligadas ao presente e passado dos serviços de informações portugueses como Jorge Silva Carvalho, actualmente quadro na empresa Ongoing.

A loja Mozart 49 integra a chamada maçonaria regular. Está ligada à grande loja legal de Portugal, a segunda corrente maçónica com mais seguidores no país.

A ela pertencem dezenas de membros, tendencialmente de orientação política mais à direita e é considerada uma das mais poderosas e influentes do país.

A Mozart foi criada em 2006 por Paulo Noguês e António Neto da Silva, ex-deputado do PSD.

Dela fazem parte Jorge Silva Carvalho, ex-director do serviço de informações estratégicas da defesa, João Alfaro, outro homem que já esteve ligado ao serviço de informações 
Silva Carvalho e João Alfaro integram agora a Ongoing, de Nuno Vasconcellos, também ele membros da Mozart.

Luís Montenegro é outro dos nomes que marca presença na loja, uma presença que não desmentiu quando questionado pelos jornalistas hoje no Parlamento. Os restantes nomes são secretos, mas sabe-se que entre eles estarão mais políticos, juízes, empresários e jornalistas. 

Os rituais da Mozart são pouco conhecidos. Apesar das luzes da ribalta aquando do caso Silva Carvalho e da fuga de informações para a Ongoing, a loja é considerada discreta, tanto que não se faz representar nas sessões colectivas da grande loja legal de Portugal.

Os encontros dos seus membros decorrerão em locais variados como hotéis de Lisboa, um edifício do Bairro Alto ou a sede no bairro de Alvalade da própria grande loja legal.

fonte: TVI 24

Maçonaria: a loja de conveniência da democracia



























A Maçonaria já foi uma organização com valores democráticos. A Maçonaria já foi uma organização poderosa. Em diferentes graus, dependendo da loja em questão (há as mais tradicionais e rigorosas, e as dos 300, só mesmo para negócios), aconteceu-lhe o que aconteceu a muitas organizações históricas: foram-se os valores ficou o poder. Sendo secreta, esse poder não está sujeito ao escrutínio público. E isso é perigoso para a democracia.

A Maçonaria não é a única e nem sequer a com maior poder. Nos sectores conservadores temos a Opus Dei, onde se juntam fanáticos religiosos com uma comovente entrega espiritual ao vil metal. Nos sectores financeiros, e à escala global, temos organizações como a Bilderberg ou a Trilateral. Todas elas alimentam os espíritos que se apaixonam por teorias da conspiração. Nuns casos é paranoia, noutros nem por isso.

A verdade é esta: organizações secretas só o são, em democracia, porque nelas se trafica o que não se pode traficar à luz do dia. Raramente são ideias, porque essas, em sociedades livres, não precisam da obscuridade. Quase sempre são negócios, influências, empregos e poder. E se a coisa se passa na sombra torna-se tentador tornear a lei.

Devo dizer que, apesar de saber que acontece, tenho uma certa dificuldade em perceber porque procura, em democracia, uma pessoa honesta e livre a participação em organizações secretas. Imagino que seja a distinção de ser escolhido para um circulo restrito de "eleitos". Uma reminiscência da adolescência. Nunca devemos desprezar a importância de nos sentirmos importantes. E há tanta gente que se leva tão a sério... Já a razão porque carreiristas e traficantes se sentem bem neste tipo de organizações é bem mais fácil de compreender: mesmo que não tenham nascido para isso, elas são o lugar ideal para construir carreiras a medíocres e fazer negócios menos claros.

Mas a coisa fica bem mais grave quando percebemos que naqueles espaços se traficam, em segredo, os segredos do Estado. Ou seja, que estas organizações se apoderam, usando da sua obscuridade, de funções que a democracia reservou ao Estado. Ou que, como é o caso de Luís Montenegro, escondem incompatibilidades de funções.

Ficámos ontem a saber que o advogado e líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, pertence à loja Mozart, de que faz parte Jorge Silva Carvalho, o ex-diretor do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED). Montenegro é membro da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Liberdades e Garantias, que tem investigado as irregularidades no SIED, que envolvem Jorge Silva Carvalho. Ou seja, investigador e investigado são colegas de avental numa loja que tem sido envolvida no tráfico de informações das secretas.

Esperemos que a investigação vá até ao fim. E que fique clara uma regra: o secretismo da Maçonaria (ou de qualquer outra organização do género) não tem proteção constitucional. Luís Montenegro está, por isso, obrigado a confirmar se pertence à Loja Mozart e se nela mantém algum tipo de relação com Jorge Silva Carvalho. Se sim, deve explicar porque não o declarou, como motivo evidente de incompatibilidade para se envolver neste caso. Interessa também saber se usou o seu poder no Parlamento e no grupo parlamentar do PSD para que o relatório preliminar sobre a investigação ao SIED fosse alterado e dele saíssem as alusões à relação entre a Maçonaria e as secretas. Sabendo que mentir ao Parlamento em matéria de facto é, apesar de comum, grave. Num caso desta importância, é gravíssimo.


Líder parlamentar do PSD e quadros da Ongoing juntos em encontro maçónico























Cabeçalho do email com o convite



Loja Mozart 49 tentou organizar em Junho um jantar-debate com os "membros da nossa casa", entre eles Vasconcellos, Mora e Silva Carvalho. 

Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD, foi convidado em Junho passado para participar num jantar debate sobre Portugal, "reservado" a "membros da nossa casa", a loja maçónica Mozart49, e com o objectivo de interagir "com o mundo profano". Na lista de convidados, a que o PÚBLICO teve acesso, estão sete altos quadros da Ongoing, entre eles o presidente e vice-presidente, Nuno Vasconcelos e Rafael Mora, respectivamente, Jorge Silva Carvalho, ex-director do SIED, João Paulo Alfaro, ex-espião, Agostinho Branquinho, ex-deputado do PSD, e ainda os ex-parlamentares Pedro Duarte, do PSD, e Humberto Pacheco, do PS. 

Em Junho, Nuno Manalvo, ex-chefe de gabinete de Isaltino Morais na Câmara de Oeiras, através de emails onde utiliza uma linguagem claramente identificada com a maçonaria, convidou cerca de 40 personalidades a estarem presentes num jantar, no quadro de um grupo de reflexão designado Acreditar em Portugal. A iniciativa, "criada no nosso seio", podia ler-se num dos emails, era "reservada a membros da casa". O jantar tinha como orador Joaquim Aguiar, do Grupo Mello, e seria moderado por António Saraiva, presidente da CIP, tendo sido agendado para 4 de Julho, um mês depois das legislativas. O local era o restaurante Tasca da Esquina, "do nosso confrade Vítor Sobral". 

Para além de Montenegro, que anteontem garantiu subscrever as críticas à maçonaria vertidas no relatório do PSD sobre as secretas (depois de o PÚBLICO ter noticiado que as referências à maçonaria foram apagadas) e que não esclareceu se pertence ou não à Mozart49, constam dos emails várias personalidades, muitas delas conectadas com a loja fundada por Paulo Noguês, do Instituto Luso-Árabe e da Associação Portugal-EUA, e por Neto da Silva, ex-deputado do PSD. 

Na lista de emails enviados por Manalvo, a Ongoing aparece representada por uma comitiva de peso: além dos nomes já citados, constam ainda Vasco Rato e António Costa, este último director do Económico, propriedade da Ongoing. E ainda o vice-presidente da CIP, Armindo Monteiro, Álvaro Covões, produtor de espectáculos, António Lourenço dos Santos, ex-secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros do PSD, Amândio Antunes, director-geral da Finaccount, Carlos Veiga, ex-presidente de Cabo Verde, Luís Carrilho, comandante da polícia em Timor-Leste, José Amaral Lopes, ex-secretário de Estado da Cultura do PSD, general José Cordeiro, da Indústria de Desmilitarização e Defesa, Filipe Costa, ex-chefe de gabinete de Alberto Costa e hoje no ICEP em Xangai, Ricardo Kendall, da Midas, o advogado Rogério Tavares, e Francisco Rodrigues, do SIRP (serviços secretos). 

Ao PÚBLICO, Manalvo começou por negar ter estado envolvido no jantar e afirmou desconhecer o evento. Perante o teor dos emails, admitiu que se tratou de uma mera iniciativa para criar um grupo destinado a discutir o futuro do país, embora não se tenha realizado. Manalvo não esclareceu, porém, por que razão os emails foram enviados a muitos nomes associados à loja Mozart49, nem se ele próprio era membro. E Saraiva justificou o encontro com a intenção de juntar profissionais para pensar o crescimento económico. Admitiu que partiu de si o convite a Aguiar, que conhece há muitos anos, mas "o jantar não se efectuou por falta de quórum", não explicando se o cancelamento se ficou a dever à ausência de interesse pelo tema ou se foi motivado pela escolha do orador. Saraiva negou que os convidados estejam ligados à Mozart49, questão que classificou "sem interesse jornalístico." Esta posição seria menos taxativa quando confrontado com a linguagem dos emails: "As respostas são dadas de acordo com a conveniência do entrevistado e, por isso, digo que desconheço o envolvimento da maçonaria", disse, recusando responder se tem ligações à maçonaria. 

Já Aguiar garantiu que foi "abordado" por Saraiva, desconhecendo "quem ia assistir". "Não se pode falar num convite e não dei importância". "Na altura, [Saraiva] disse que já não se ia realizar o encontro, pois o restaurante estava ocupado", contou. Num dos últimos emails enviados, em Junho, Manalvo (colega de Noguês na Associação Portugal-EUA e ex-assessor político do PSD) manifestava preocupação pelo facto de apenas "oito magníficos" terem, até então, tido "a cortesia de responder a esta iniciativa, honrando o lema de homens bons costumes". Aos que não responderam, escreveu que gostaria de "apelar mais uma vez aos vossos pergaminhos para que, pelo menos, se manifestem até à data-limite de segunda-feira, 27 de Junho, uma vez que sem quórum o jantar será cancelado". E terminou: "Subscrevo-me respeitosamente apresentando a todos e suas respectivas famílias, nos seus diversos graus e qualidades, os votos de um excelente fim-de-semana."

fonte: Público

domingo, 13 de novembro de 2011

Ex-juiz acusa maçonaria de controlar a justiça






















"O sistema de justiça português é constituído por lojas maçónicas e controlado pela maçonaria. Além de controlar as decisões dos processos - incluindo os casos da Universidade Moderna, Portucale, Casa Pia, Apito Dourado e Isaltino Morais -, controla igualmente a carreira dos juízes e dos magistrados do Ministério Público e dos altos funcionários do Estado", diz José da Costa Pimenta, em carta para a actual ministra e os principais protagonistas do sector.

As acusações vão surgir em livro. Eis os vários processos:

CTT: (Citações do Ministério Público) Em escutas telefónicas, um indivíduo faz alusões à sua condição de maçom para obter informações do caso da venda de prédios

Moderna: (Citações do Ministério Público) Uma conspiração maçónica, com a Moderna como ponto de reunião, para tomar conta das estruturas do poder em Portugal, é revelada num documento de Nandim de Carvalho.

Portucale: (Citações de Abel Pinheiro) Nos governos de Guterres, o GOL era conhecido por o "gabinete", dado o número de socialistas por metro quadrado. (...) É uma rede de relações humanas única.

fonte: DN

sábado, 12 de novembro de 2011

Mais de 80 maçons em cargos influentes


Miguel Relvas, um dos ministros mais influentes, Carlos Zorrinho, líder da bancada do PS, autarcas como Moita Flores ou Isaltino Morais, ex-ministros como Rui Pereira, ex-presidentes da AR como Almeida Santos, empresários como Jorge Coelho, deputados e muitas personalidades da sociedade fazem parte desta organização semi-secreta. As figuras, a história, os valores, as cerimónias e as polémicas.

A partir de hoje e até segunda-feira, o DN publica um trabalho que desvenda o lado oculto da maçonaria.

Descubra quem são os maçons, o que fazem e como se relacionam. Como os próprios 'irmãos' assumem, uma coisa é certa: "Há maçons em todo o lado".

Um grande debate na tarde de segunda-feira, no Auditório do DN, fecha esta Grande Investigação sobre a maçonaria. O painel de oradores desta conferência-debate inclui figuras da maçonaria portuguesa. Realiza-se entre as 17.00 e as 19.00 e será transmitido em directo no site www.dn.pt.

O livro "O Estado da Saúde" - que resulta de uma investigação publicada no DN entre 1 e 4 de Julho - será lançado a 29 de Novembro. É já o terceiro livro da equipa de investigação do DN, depois de "O Estado a Que o Estado Chegou" e "O Estado do Parlamento".

fonte: DN

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