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segunda-feira, 3 de junho de 2019

O que é feito da elite de Bilderberg? 76 portugueses foram a este clube secreto em 51 anos


Do colaborador próximo de Salazar, aos atuais líderes políticos, foram muitos os que passaram por este clube secreto. Alguns estrelas em ascensão. Outros já estrelas cadentes.

Oficialmente, o Grupo de Bilderberg é um fórum para que os cerca de 130 participantes discutam livremente e ajudem a melhorar as relações entre a Europa e a América do Norte e já existe desde 1954. Mas o secretismo é a sua imagem de marca. Os jornalistas não são convidados para cobrir o evento, os convidados podem usar a informação — desde que não identifiquem quem o disse, ou a afiliação dessa pessoa — e todos participam como cidadãos privados (o acesso é feito exclusivamente por convite), mas o desfile de personalidades inclui várias das pessoas mais influentes do mundo. Este ano, em Portugal, é a vez de Fernando Medina e Estela Barbot acompanharem o já veterano Durão Barroso à conferência na Suíça, mas há muitos políticos no ativo que já passaram por estas reuniões: como o Presidente a República, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro António Costa e o líder do PSD Rui Rio. Também há outros em cargos de maior destaque, como António Guterres, atual secretário-geral das Nações Unidas, e António Vitorino, alto-comissário da ONU para os Refugiados, e alguns caídos em desgraçada, como José Sócrates e Ricardo Salgado.

O primeiro português de que há registo que participou numa reunião do Grupo de Bilderberg foi Manoel Maria Sarmento Rodrigues, que foi ministro das Colónias e do Ultramar (1950 e 1951) e, entre 1961 e 1964, foi governador-geral de Moçambique. Este não foi o único ministro do regime de Salazar que participou na reunião. Alberto Franco, ministro dos Negócios Estrangeiros e colaborador próximo de Salazar também participou em 1967, 1968 e 1972.

Normalmente, Portugal tem tido entre um e três representantes nestas reuniões de três dias, que se realizam todos os anos num local diferente. A grande exceção foi em 1999, quando a reunião aconteceu em Sintra. Nesse ano foram convidados 10 portugueses,entre eles Jorge Sampaio, Presidente da República, Francisco Pinto Balsemão, antigo primeiro-ministro, Ricardo Salgado, presidente do BES, Artur Santos Silva, presidente do BPI, Murteira Nabo, presidente da PT, e até Nicolau Santos, na altura jornalista e diretor do semanário Expresso (e atual presidente da Agência Lusa).

O mais experiente nestas reuniões é, de longe, Francisco Pinto Balsemão, que foi convidado para fazer parte da reunião em 33 anos dos 67 em que esta se realizou. Francisco Pinto Balsemão foi membro do conselho de diretor do grupo de Bilderberg até 2015, altura em que passou a pasta a Durão Barroso, que já participou sete vezes na reunião anual. A primeira em 1994 quando era ministro dos Negócios Estrangeiros, a segunda em 2003 quando era primeiro-ministro, e as restantes já depois de sair da Comissão Europeia e passar a chairman do Goldman Sachs International.

Vítor Constâncio, ex-governador do Banco de Portugal e ex-vice-presidente do Banco Central Europeu também foi convidado por três ocasiões: em 1977 e 1978 enquanto ministro das Finanças e em 1988 quando era líder do PS.

Mas a lista é longa e inclui muitos políticos no ativo e outros já no setor privado (ou na reforma). Do lado do PS, estão por exemplo António Costa. O atual primeiro-ministro foi convidado em 2008, quando era presidente da Câmara Municipal de Lisboa, juntamente com Rui Rio, o atual líder do PSD, que era à data presidente da Câmara Municipal do Porto. Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros, Inês de Medeiros, presidente da Câmara de Almada, Eduardo Ferro Rodrigues, presidente da Assembleia da República, são alguns dos nomes dos lados socialistas que já foram ao evento no passado e ainda estão no ativo.

Mas há muitos outros nomes de socialistas que já não estão na vida política ativa, que passaram pelas reuniões desse grupo envolto em secretismo:

José Sócrates foi convidado em 2004 quando era deputado do PS. Pouco depois seria eleito primeiro-ministro de Portugal duas vezes. Saiu em 2011, depois de Portugal pedir resgate e é atualmente investigado pela justiça portuguesa.

António Guterres foi em 1990 quando era líder parlamentar do PS e novamente em 2005 já depois de ser primeiro-ministro. É o atual secretário-geral das Nações Unidas.

António José Seguro foi em 2013 quando era secretário-geral do PS. Hoje está afastado da vida política.

Fernando Teixeira dos Santos foi em 2010, quando era ministro das Finanças e menos de um ano antes de Portugal pedir o resgate ao FMI e à União Europeia. É o atual presidente do BIC Portugal.

Elisa Ferreira foi convidada em 2002 quando era deputada do PS no Parlamento português. É atualmente vice-governadora do Banco de Portugal.

Manuel Pinho foi convidado em 2009 quando era ministro da Economia do Governo de José Sócrates. Atualmente é professor de economia adjunto na Universidade de Columbia, em Nova Iorque. E está a braços com a Justiça no caso dos CMEC.

Do lado PSD, há menos políticos no ativo, mas há mais sociais-democratas na lista que socialistas. Desde logo, Francisco Pinto Balsemão, que foi convidado pela primeira vez em 1981 e é o português que mais vezes participou neste fórum. No ativo, estão ainda Maria Luís Albuquerque, atualmente deputada do PSD, Paulo Rangel, eurodeputado pelo PSD, e Rui Rio, o líder do partido, podendo ainda contar com Marcelo Rebelo de Sousa. 

O atual Presidente da República foi à reunião de 1998, na Escócia, quando era líder do PSD. Entre os políticos do PSD que já não estão politicamente ativos, além de Francisco Pinto Balsemão e Durão Barroso, estiveram ainda nestas reuniões, entre outros:

Manuela Ferreira Leite foi convidada em 2009, quando era líder do PSD, já depois de ser ministra das Finanças. Está afastada da vida política ativa.

Paulo Macedo foi à reunião em 2014 quando era ministro da saúde. Atualmente é presidente da Caixa Geral de Depósitos.

Nuno Morais Sarmento foi em 2005, quando era deputado do PSD e já depois de ter desempenhado funções de ministro de Estado e da Presidência. Continua a sua atividade como advogado e é vice-presidente do PSD de Rui Rio.

Jorge Moreira da Silva foi convidado em 2012, quando era primeiro vice-presidente do PSD. Mais tarde foi ministro do Ambiente e atualmente é diretor-geral de Desenvolvimento e Cooperação da OCDE.

Pedro Santana Lopes participou na reunião em 2004, ainda como presidente da Câmara Municipal de Lisboa, mas pouco antes de ser nomeado primeiro-ministro em substituição de Durão Barroso, que assumiu a presidência da Comissão Europeia. Atualmente desvinculado do PSD, criou o partido Aliança.

Fernando Faria de Oliveira foi convidado pela primeira vez em 1987, quando era vice-presidente da IPE, uma holding que geria as participações do Estado (entretanto extinta), e novamente em 1993, quando já era ministro do Comércio e do Turismo de Aníbal Cavaco Silva. É o atual presidente da Associação Portuguesa de Bancos, e também foi presidente da Caixa Geral de Depósitos entre 2008 e 2011.

A lista é longa e inclui outras personalidades da vida portuguesa nas últimas décadas, como Ricardo Salgado, ex-presidente do BES e agora a braços com a justiça, e o seu tio, Manuel Espírito Santo Silva, um dos primeiros portugueses a integrar estas reuniões. Também Artur Santos Silva, ex-presidente do BPI e atual presidente da Fundação La Caixa. Mas também Paulo Portas, vice-primeiro-ministro de Pedro Passos Coelho.

Na história deste evento, foram ainda convidados quatro jornalistas. Nicolau Santos, na altura diretor do Expresso e atual presidente da Agência Lusa, Margarida Marante, uma das fundadoras da SIC, Clara Ferreira Alves e José Eduardo Moniz, à data presidente da RTP. Veja aqui a lista de todos os portugueses que participaram na reunião de que há registo:

2019:

José Manuel Durão Barroso, Chairman da Goldman Sachs e ex-presidente da Comissão Europeia
Estela Barbot, membro da administração da REN
Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa

2018:

José Manuel Durão Barroso, Chairman da Goldman Sachs e ex-presidente da Comissão Europeia
Paula Amorim, chairman do Grupo Amorim
Isabel Mota, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian

2017:

José Manuel Durão Barroso, Chairman da Goldman Sachs e ex-presidente da Comissão Europeia
José Luís Arnaut, managing partner da CMS Rui Pena & Arnaut

2016:

José Manuel Durão Barroso, Chairman da Goldman Sachs e ex-presidente da Comissão Europeia
Maria Luís Albuquerque, ex-ministra das Finanças de Portugal entre 2013 e 2015, deputada do PSD
Carlos Gomes da Silva, CEO da Galp Energia

2015:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa
José Manuel Durão Barroso, Chairman da Goldman Sachs e ex-presidente da Comissão Europeia
António Vitorino, partner da Cuetracasas Gonçalves Pereira

2014:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa
Paulo Macedo, ministro da Saúde (atual presidente da Caixa Geral de Depósitos)
Inês de Medeiros, deputada do Partido Socialista (atual presidente da Câmara de Almada)

2013:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa
Paulo Portas, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros
António José Seguro, secretário-geral do Partido Socialista

2012:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa
Jorge Moreira da Silva, vice-presidente do PSD (mais tarde ministro do Ambiente do Governo de Pedro Passos Coelho e atual diretor-geral de Desenvolvimento e Cooperação da OCDE)
Luís Amado, chairman do Banif (antigo ministro dos Negócios Estrangeiros de José Sócrates e atual membro do conselho de administração do BCP)

2011:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa
Clara Ferreira Alves, jornalista e escritora
António Nogueira Leite, membro da administração da José de Mello Investimentos

2010:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa
Paulo Rangel, eurodeputado do PSD
Fernando Teixeira dos Santos, ministro das Finanças de Portugal (atualmente presidente do BIC Portugal)

2009:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa
Manuela Ferreira Leite, líder do PSD
Manuel Pinho, ministro da Economia e da Inovação

2008:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa
António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa (atual primeiro.ministro de Portugal)
Rui Rio, presidente da Câmara Municipal do Porto (atual líder do PSD)

2007:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa
Leonor Beleza, Presidente da Fundação Champalimaud

2006:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa
José Pedro Aguiar Branco, antigo ministro da Justiça e deputado do PSD
Augusto Santos Silva, ministro dos Assuntos Parlamentares (atual ministro dos Negócios Estrangeiros)

2005:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa
António Guterres, presidente da Internacional Socialista e antigo primeiro-ministro de Portugal (atual secretário-geral das Nações Unidas)
Nuno Morais Sarmento, antigo ministro de Estado e da Presidência do Conselho de Ministros, deputado do PSD

2004:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa e ex-primeiro-ministro de Portugal
Pedro Santana Lopes, presidente da Câmara Municipal de Lisboa
José Sócrates, deputado do PS

2003:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa e ex-primeiro-ministro de Portugal
José Manuel Durão Barroso, primeiro-ministro de Portugal
Eduardo Ferro Rodrigues, líder do Partido Socialista e deputado do PS (atualmente presidente da Assembleia da República)

2002:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa e ex-primeiro-ministro de Portugal
António Borges, vice-chairman e managing director da Goldman Sachs.
Elisa Ferreira, deputada do PS e antiga ministra do Planeamento (atualmente vice-governadora do Banco de Portugal)

2001:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa e ex-primeiro-ministro de Portugal
Guilherme d’Oliveira Martins, ministro da Presidência
Vasco Graça Moura, eurodeputado PSD.

2000:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa e ex-primeiro-ministro de Portugal
Teresa Patrício Gouveia, deputada do PSD

1999, Sintra, Portugal:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa e ex-primeiro-ministro de Portugal
Joaquim Freitas do Amaral, deputado
João Gomes Cravinho, ministro das Infraestruturas e do Planeamento
Eduardo Marçal Grilo, ministro da Educação
Vasco de Mello, CEO do Grupo José de Mello
Francisco Murteira Nabo, CEO da Portugal Telecom
Ricardo Salgado, CEO do Grupo Espírito Santo
Jorge Sampaio, Presidente da República
Nicolau Santos, jornalista e diretor do semanário Expresso (atual presidente da Agência Lusa)
Artur Santos Silva, presidente e CEO do grupo BPI

1998:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa e ex-primeiro-ministro de Portugal
Vasco Pereira Coutinho, Chairman da IPC Holding
Miguel Horta e Costa, vice-presidente da Portugal Telecom
Marcelo Rebelo de Sousa, líder do PSD

1997:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa e ex-primeiro-ministro de Portugal
António Borges, reitor do INSEAD
José Manuel Galvão Teles, fundador da Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados (MLGTS) e membro do Conselho de Estado de Jorge Sampaio
Ricardo Salgado, CEO do Banco Espírito Santo

1996:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa e ex-primeiro-ministro de Portugal
Margarida Marante, jornalista e membro da equipa fundadora da SIC
António Vitorino, ministro da Presidência e ministro da Defesa

1995:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa e ex-primeiro-ministro de Portugal
Luís Mira Amaral, ministro da Indústria e da Energia
Maria Carrilho, professora de sociologia

1994:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa e ex-primeiro-ministro de Portugal
José Manuel Durão Barroso, ministro dos Negócios Estrangeiros
Miguel Veiga, advogado e fundador do PSD.

1993:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Sojornal sarl e ex-primeiro-ministro de Portugal
Nuno Brederode Santos, membro do Partido Socialista e colunista do semanário Expresso
Fernando Faria de Oliveira, ministro do Comércio e do Turismo (atual presidente da Associação Portuguesa de Bancos)

1992:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Sojornal sarl e ex-primeiro-ministro de Portugal
António Barreto, sociólogo e antigo ministro da Agricultura
Roberto Carneiro, antigo ministro da Educação e consultor do Banco Mundial

1991:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Sojornal sarl e ex-primeiro-ministro de Portugal
Carlos Monjardino, presidente da Fundação Oriente
Carlos Pimenta, eurodeputado e antigo secretário de Estado do Ambiente

1990:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Sojornal sarl e ex-primeiro-ministro de Portugal
João de Deus Pinheiro, ministro dos Negócios Estrangeiros
António Guterres, líder parlamentar do Partido Socialista

1989:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Sojornal sarl e ex-primeiro-ministro de Portugal
Rui Machete, presidente da Função Luso-Americana, antigo ministro da Justiça.
Jorge Sampaio, secretário-geral do Partido Socialista

1988:

Francisco Pinto Balsemão, diretor do semanário Expresso e ex-primeiro-ministro de Portugal
Vítor Constâncio, líder do Partido Socialista e antigo governador do Banco de Portugal e secretário de Estado do Orçamento e do planeamento (viria a assumir novamente o cargo de governador do Banco de Portugal e posteriormente de vice-presidente do Banco Central Europeu).
Francisco Lucas Pires, eurodeputado e antigo líder do CDS-PP

1987:

Francisco Pinto Balsemão, diretor do semanário Expresso e ex-primeiro-ministro de Portugal
José Eduardo Moniz, diretor de informação da RTP
Fernando Faria de Oliveira, vice-presidente do IPE

1986:

Artur Santos Silva, presidente do BPI
Leonardo Mathias, embaixador de Portugal em Washington

1985:

Francisco Pinto Balsemão, diretor do semanário Expresso e ex-primeiro-ministro de Portugal
José Manuel Torres Couto, secretário-geral da UGT
Ernâni Lopes, ministro das Finanças de Portugal

1984:

Francisco Pinto Balsemão, diretor do semanário Expresso e ex-primeiro-ministro de Portugal André Gonçalves Pereira, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros (durante os governos de Francisco Balsemão) Emílio Rui Vilar, vice-governador do Banco de Portugal

1983:

Francisco Pinto Balsemão, primeiro-ministro de Portugal
Rogério Martins, Chairman da Simopre e antigo secretário de Estado da Indústria

1982:

Rogério Martins, Chairman da Simopre e antigo secretário de Estado da Indústria
Alexandre de Azeredo Vaz Pinto, antigo ministro do Comércio

1981:

Francisco Pinto Balsemão, primeiro-ministro de Portugal

1980:

José Medeiros Ferreira, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros no primeiro governo constitucional liderado por Mário Soares até 1978. Co-fundador do Movimento Reformador.

1979:

Vítor Constâncio, ministro das Finanças de Portugal

1978:

Vítor Constâncio, ministro das Finanças de Portugal

1977:

José Medeiros Ferreira, ministro dos Negócios Estrangeiros do primeiro governo constitucional

1972:

Manuel Espírito Santo Silva, presidente do Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa (BESCL) entre 1955 e 1973. 
Alberto Franco Nogueira, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros e colaborador próximo de António de Oliveira Salazar

1968:

Alberto Franco Nogueira, ministro dos Negócios Estrangeiros e colaborador próximo de António de Oliveira Salazar

1967:

Alberto Franco Nogueira, ministro dos Negócios Estrangeiros e colaborador próximo de António de Oliveira Salazar

1966:

Manuel Espírito Santo Silva, presidente do Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa (BESCL) entre 1955 e 1973.

1963:

Marcello Mathias, embaixador de Portugal em Paris (cargo que ocupou durante 24 anos) e antigo ministro dos Negócios Estrangeiros

1962:

Marcello Mathias, embaixador de Portugal em Paris (cargo que ocupou durante 24 anos) e antigo ministro dos Negócios Estrangeiros

1960:

Manoel Maria Sarmento Rodrigues, nomeado governador da Guiné em 1945, foi ministro das Colónias e do Ultramar (1950 e 1951). Entre 1961 e 1964 foi governador-geral de Moçambique.

1959:

Manoel Maria Sarmento Rodrigues, nomeado governador da Guiné em 1945, foi ministro das Colónias e do Ultramar (1950 e 1951). Entre 1961 e 1964 foi governador-geral de Moçambique.

fonte: ECO

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Bilderberg. Fernando Medina e Estela Barbot na edição de 2019


Reunião secreta com dirigentes e empresários de topo terá lugar em Montreaux, na Suíça.

O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina (PS), será um dos convidados do clube de Bilderberg, a reunião anual secreta de dirigentes e empresários de topo, em Montreaux, na Suíça, entre esta quinta-feira e o dia 2 de Junho.

Além de Medina, que recusou o convite em 2016, a empresária Estela Barbot também integra a lista de portugueses, escolhida pelo antigo presidente da comissão europeia, Durão Barroso.

Em 2016, o autarca de Lisboa teve declinar o convite porque a reunião foi agendada nas comemorações do 10 de Junho e Fernando Medina já tinha compromissos previamente agendados.

fonte: Sol


BILDERBERG MEETING 2019

Montreux, 30 May - 2 June 2019

BOARD

Castries, Henri de (FRA), Chairman, Steering Committee; Chairman, Institut Montaigne
Kravis, Marie-Josée (USA), President, American Friends of Bilderberg Inc.; Senior Fellow, Hudson Institute
Halberstadt, Victor (NLD), Chairman Foundation Bilderberg Meetings; Professor of Economics, Leiden University
Achleitner, Paul M. (DEU), Treasurer Foundation Bilderberg Meetings; Chairman Supervisory Board, Deutsche Bank AG


PARTICIPANTS

Abrams, Stacey (USA), Founder and Chair, Fair Fight
Adonis, Andrew (GBR), Member, House of Lords
Albers, Isabel (BEL), Editorial Director, De Tijd / L'Echo
Altman, Roger C. (USA), Founder and Senior Chairman, Evercore
Arbour, Louise (CAN), Senior Counsel, Borden Ladner Gervais LLP
Arrimadas, Inés (ESP), Party Leader, Ciudadanos
Azoulay, Audrey (INT), Director-General, UNESCO
Baker, James H. (USA), Director, Office of Net Assessment, Office of the Secretary of Defense
Balta, Evren (TUR), Associate Professor of Political Science, Özyegin University
Barbizet, Patricia (FRA), Chairwoman and CEO, Temaris & Associés


Barbot, Estela (PRT), Member of the Board and Audit Committee, REN (Redes Energéticas Nacionais)

Barroso, José Manuel (PRT), Chairman, Goldman Sachs International; Former President, European Commission


Barton, Dominic (CAN), Senior Partner and former Global Managing Partner, McKinsey & Company
Beaune, Clément (FRA), Adviser Europe and G20, Office of the President of the Republic of France
Boos, Hans-Christian (DEU), CEO and Founder, Arago GmbH
Bostrom, Nick (UK), Director, Future of Humanity Institute, Oxford University
Botín, Ana P. (ESP), Group Executive Chair, Banco Santander
Brandtzæg, Svein Richard (NOR), Chairman, Norwegian University of Science and Technology
Brende, Børge (NOR), President, World Economic Forum
Buberl, Thomas (FRA), CEO, AXA
Buitenweg, Kathalijne (NLD), MP, Green Party
Caine, Patrice (FRA), Chairman and CEO, Thales Group
Carney, Mark J. (GBR), Governor, Bank of England
Casado, Pablo (ESP), President, Partido Popular
Ceviköz, Ahmet Ünal (TUR), MP, Republican People's Party (CHP)
Champagne, François Philippe (CAN), Minister of Infrastructure and Communities
Cohen, Jared (USA), Founder and CEO, Jigsaw, Alphabet Inc.
Croiset van Uchelen, Arnold (NLD), Partner, Allen & Overy LLP
Daniels, Matthew (USA), New space and technology projects, Office of the Secretary of Defense
Davignon, Etienne (BEL), Minister of State
Demiralp, Selva (TUR), Professor of Economics, Koç University
Donohoe, Paschal (IRL), Minister for Finance, Public Expenditure and Reform
Döpfner, Mathias (DEU), Chairman and CEO, Axel Springer SE
Ellis, James O. (USA), Chairman, Users’ Advisory Group, National Space Council
Feltri, Stefano (ITA), Deputy Editor-in-Chief, Il Fatto Quotidiano
Ferguson, Niall (USA), Milbank Family Senior Fellow, Hoover Institution, Stanford University
Findsen, Lars (DNK), Director, Danish Defence Intelligence Service
Fleming, Jeremy (GBR), Director, British Government Communications Headquarters
Garton Ash, Timothy (GBR), Professor of European Studies, Oxford University
Gnodde, Richard J. (IRL), CEO, Goldman Sachs International
Godement, François (FRA), Senior Adviser for Asia, Institut Montaigne
Grant, Adam M. (USA), Saul P. Steinberg Professor of Management, The Wharton School, University of Pennsylvania
Gruber, Lilli (ITA), Editor-in-Chief and Anchor "Otto e mezzo", La7 TV
Hanappi-Egger, Edeltraud (AUT), Rector, Vienna University of Economics and Business
Hedegaard, Connie (DNK), Chair, KR Foundation; Former European Commissioner
Henry, Mary Kay (USA), International President, Service Employees International Union
Hirayama, Martina (CHE), State Secretary for Education, Research and Innovation
Hobson, Mellody (USA), President, Ariel Investments LLC
Hoffman, Reid (USA), Co-Founder, LinkedIn; Partner, Greylock Partners
Hoffmann, André (CHE), Vice-Chairman, Roche Holding Ltd.
Jordan, Jr., Vernon E. (USA), Senior Managing Director, Lazard Frères & Co. LLC
Jost, Sonja (DEU), CEO, DexLeChem
Kaag, Sigrid (NLD), Minister for Foreign Trade and Development Cooperation
Karp, Alex (USA), CEO, Palantir Technologies
Kerameus, Niki K. (GRC), MP; Partner, Kerameus & Partners
Kissinger, Henry A. (USA), Chairman, Kissinger Associates Inc.
Koç, Ömer (TUR), Chairman, Koç Holding A.S.
Kotkin, Stephen (USA), Professor in History and International Affairs, Princeton University
Kramp-Karrenbauer, Annegret (DEU), Leader, CDU
Krastev, Ivan (BUL), Chairman, Centre for Liberal Strategies
Kravis, Henry R. (USA), Co-Chairman and Co-CEO, Kohlberg Kravis Roberts & Co.
Kristersson, Ulf (SWE), Leader of the Moderate Party
Kudelski, André (CHE), Chairman and CEO, Kudelski Group
Kushner, Jared (USA), Senior Advisor to the President, The White House
Le Maire, Bruno (FRA), Minister of Finance
Leyen, Ursula von der (DEU), Federal Minster of Defence
Leysen, Thomas (BEL), Chairman, KBC Group and Umicore
Liikanen, Erkki (FIN), Chairman, IFRS Trustees; Helsinki Graduate School of Economics
Lund, Helge (GBR), Chairman, BP plc; Chairman, Novo Nordisk AS
Maurer, Ueli (CHE), President of the Swiss Federation and Federal Councillor of Finance
Mazur, Sara (SWE), Director, Investor AB
McArdle, Megan (USA), Columnist, The Washington Post
McCaskill, Claire (USA), Former Senator; Analyst, NBC News

Medina, Fernando (PRT), Mayor of Lisbon

Micklethwait, John (USA), Editor-in-Chief, Bloomberg LP
Minton Beddoes, Zanny (GBR), Editor-in-Chief, The Economist
Monzón, Javier (ESP), Chairman, PRISA
Mundie, Craig J. (USA), President, Mundie & Associates
Nadella, Satya (USA), CEO, Microsoft
Netherlands, His Majesty the King of the (NLD)
Nora, Dominique (FRA), Managing Editor, L'Obs
O'Leary, Michael (IRL), CEO, Ryanair D.A.C.
Pagoulatos, George (GRC), Vice-President of ELIAMEP, Professor; Athens University of Economics
Papalexopoulos, Dimitri (GRC), CEO, TITAN Cement Company S.A.
Petraeus, David H. (USA), Chairman, KKR Global Institute
Pienkowska, Jolanta (POL), Anchor woman, journalist
Pottinger, Matthew (USA), Senior Director, National Security Council
Pouyanné, Patrick (FRA), Chairman and CEO, Total S.A.
Ratas, Jüri (EST), Prime Minister
Renzi, Matteo (ITA), Former Prime Minister; Senator, Senate of the Italian Republic
Rockström, Johan (SWE), Director, Potsdam Institute for Climate Impact Research
Rubin, Robert E. (USA), Co-Chairman Emeritus, Council on Foreign Relations; Former Treasury Secretary
Rutte, Mark (NLD), Prime Minister
Sabia, Michael (CAN), President and CEO, Caisse de dépôt et placement du Québec
Sanger, David E. (USA), National Security Correspondent, The New York Times
Sarts, Janis (INT), Director, NATO StratCom Centre of Excellence
Sawers, John (GBR), Executive Chairman, Newbridge Advisory
Schadlow, Nadia (USA), Senior Fellow, Hudson Institute
Schmidt, Eric E. (USA), Technical Advisor, Alphabet Inc.
Scholten, Rudolf (AUT), President, Bruno Kreisky Forum for International Dialogue
Seres, Silvija (NOR), Independent Investor
Shafik, Minouche (GBR), Director, The London School of Economics and Political Science
Sikorski, Radoslaw (POL), MP, European Parliament
Singer, Peter Warren (USA), Strategist, New America
Sitti, Metin (TUR), Professor, Koç University; Director, Max Planck Institute for Intelligent Systems
Snyder, Timothy (USA), Richard C. Levin Professor of History, Yale University
Solhjell, Bård Vegar (NOR), CEO, WWF - Norway
Stoltenberg, Jens (INT), Secretary General, NATO
Suleyman, Mustafa (GBR), Co-Founder, Deepmind
Supino, Pietro (CHE), Publisher and Chairman, Tamedia Group
Teuteberg, Linda (DEU), General Secretary, Free Democratic Party
Thiam, Tidjane (CHE), CEO, Credit Suisse Group AG
Thiel, Peter (USA), President, Thiel Capital
Trzaskowski, Rafal (POL), Mayor of Warsaw
Tucker, Mark (GBR), Group Chairman, HSBC Holding plc
Tugendhat, Tom (GBR), MP, Conservative Party
Turpin, Matthew (USA), Director for China, National Security Council
Uhl, Jessica (NLD), CFO and Exectuive Director, Royal Dutch Shell plc
Vestergaard Knudsen, Ulrik (DNK), Deputy Secretary-General, OECD
Walker, Darren (USA), President, Ford Foundation
Wallenberg, Marcus (SWE), Chairman, Skandinaviska Enskilda Banken AB
Wolf, Martin H. (GBR), Chief Economics Commentator, Financial Times
Zeiler, Gerhard (AUT), Chief Revenue Officer, WarnerMedia
Zetsche, Dieter (DEU), Former Chairman, Daimler AG


OS FIGURÕES DE PORTUGAL EM 2019


O chefão em Portugal, José Manuel Durão Barroso


Estela Barbot


Fernando Medina

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

“Bilderberg nunca teve tanto poder em Portugal”

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O jornalista Frederico Duarte Carvalho afirma que Portugal é “uma pequena reserva de políticos” à disposição de Bilderberg quando não há mais alternativas.


Frederico Duarte Carvalho

Jornalista de profissão, há muito que Frederico Duarte Carvalho se interessa pelo Grupo Bilderberg e como este influencia a política e a economia no mundo. Anos de interesse resultaram finalmente no livro “O Governo Bilderberg – Do Estado Novo aos nossos dias”, sobre um grupo a que chama os “senhores do mundo”, alertando que “nunca teve tanto poder em Portugal”. “A maior prova disso tudo é quem está hoje a liderar Portugal, a oposição e a Presidência da República: são tudo pessoas escolhidas por Balsemão”, disse Duarte Carvalho, apontando o dono da Impresa como o homem forte de Bilderberg em Portugal.

De que forma a história de Portugal se entrelaça com a do Grupo Bilderberg?

Este pequeno país consegue ser importante para os senhores do mundo. A partir da ii Guerra Mundial, o mais importante para o grupo era a união europeia, a unificação política e económica da Europa, e para isso era necessária a unificação da Alemanha, criarem-se as condições para que não parecesse uma vitória nem de um lado nem do outro [da Guerra Fria], e começou-se de fora para dentro, ou seja, pelos países do sul e à volta da Alemanha para que isso se tornasse uma inevitabilidade política. Portugal e Espanha nunca podiam entrar [no plano] se fossem ditaduras e, portanto, o Grupo Bilderberg procurou desde o início controlar a História. E Portugal, como potência colonial, era muito apetecível e tinha sido membro fundador da NATO, apesar de ser uma ditadura. Bilderberg é o braço político da NATO.

Quais foram os principais momentos dessas intervenções?

Durante o período de Salazar, Bilderberg esteve mais ou menos controlado. Não há grandes momentos, é um bocado linear, é um percurso. Mas há momentos decisivos, como quando convidam o ministro [dos Negócios Estrangeiros de Salazar] Franco Nogueira, em 1967, e ele traz um documento de Cambridge sobre o futuro da NATO onde é dito o que se está a passar hoje: com o fim da URSS, atrair os países satélites para o seio da NATO. Quando falo do grupo, não estou a falar de um senhor que controla com um computador o que se passa: há uma conjugação de interesses que ocorrem de forma natural, orgânica e harmoniosa. Depois, quando Vítor Constâncio vai [à reunião], em 1978, é a primeira vez que Bilderberg sai da alçada dos negócios estrangeiros e entra finalmente no campo da economia. E, por fim, quando Balsemão se torna, em 1981, convidado e acaba membro permanente até 2015.

Qual a importância de Portugal depois da adesão à CEE?

Entrámos na CEE em 1986 e três anos depois cai o Muro de Berlim. O grande objetivo político é alcançado e é preciso tratar da construção económica com a moeda única. Portugal acaba por ser muito importante – ao darmos o passo para a moeda única, estamos a mostrar que até um pequeno país do sul da Europa pode ter a mesma moeda que a Alemanha; simbolicamente, fomos muito importantes –, mas sobretudo pela criação de políticos que podem ser usados quando a Europa está complicada. Portugal, país pequeno e simpático, é sempre uma pequena reserva. Quando os outros não se entendem, um político português pode sempre funcionar muito bem, como Barroso e António Guterres.

No livro refere o anticomunismo do grupo e deixa no ar a ideia de o caso Casa Pia ter sido contra Ferro Rodrigues.

Quem diz isso é Daniel Estulin. Limito--me a constatar um encontro entre Durão Barroso e Ferro Rodrigues em Paris, dias antes de Paulo Pedroso ser detido. Balsemão era primeiro-ministro em 1982, quando o caso Casa Pia começou, e Teresa Costa Macedo tinha os relatórios, isso são factos. Estulin faz a ligação e diz que muitas vezes são usadas acusações de pedofilia para controlar políticos. Para mim, é uma coisa de Bilderberg ou feita por elementos do grupo. As reuniões anuais deles são como de CEO’s a decidirem sobre a sua empresa, neste caso o mundo, nomeadamente os EUA e a Europa. Não vou dizer que a Casa Pia partiu de Bilderberg, mas envolveu pessoas de lá, isso é óbvio.

Diz que tudo aconteceu por Ferro Rodrigues ponderar uma aliança com o PCP.

Na altura falou-se nisso e ainda era visto como contranatura, isso sim. Se calhar, Ferro Rodrigues esticou demasiado a corda e pode ter pago desproporcionadamente. Que houve muita proteção a Barroso, houve. Wilfried Martens [então presidente do Partido Popular Europeu] veio cá almoçar e Barroso disse-lhe que, se não encontrassem ninguém, estava disposto a sair a meio do mandato para a Comissão Europeia. Já estava a preparar o caminho e vê-se que estava muito coordenado com Balsemão. Em 2015 tornou-se sucessor em Bilderberg. Os convites de Balsemão foram sempre democráticos na polarização: convidava alguém do PS e outro do PSD, jogando sempre nos dois tabuleiros do xadrez. Se alguém sai da linha, Bilderberg atua.

Qual a real influência de Balsemão?

É a comunicação social e é o número 1 no PSD. A televisão dele é quem põe e dispõe as pessoas que devem ser ouvidas e, por muita independência dos jornalistas, tem sempre a última palavra a dizer – é ele quem assina os cheques. Se não é respeitado por quem escolhe para ir a Bilderberg, há toda uma conjugação. A maior prova disso tudo é quem está hoje a liderar Portugal, a oposição e na Presidência da República: são tudo pessoas escolhidas por Balsemão. Ao chegar ao governo com um acordo com PCP e BE, António Costa conseguiu domar a esquerda, o que é extraordinário, e Bilderberg está-lhe agradecido. Bilderberg nunca teve tanto poder em Portugal.

Até que ponto a ida de uma pessoa a uma reunião faz com que pertença ao grupo?

Quando se vai a uma reunião de Bilderberg é como ir a uma espécie de entrevista de emprego. Vai por já ter feito coisas e por poder fazer coisas; vai para ser integrada entre amigos. Uma pessoa fica num ambiente de mosteiro com as personalidades mais influentes do mundo, fica-se com uma ótima rede de networking. Sabe que fez um caminho e que, se continuar, vai ser protegido. Volte ou não, terá um número de telefone do representante de cá [Portugal] que, por sua vez, pode ligar a duas ou três personalidades-chave no mundo. Isso é um poder extraordinário. Também se beneficia dos relatórios que todos os anos fazem. Ir a uma reunião não faz uma pessoa ser a mais importante e que fique logo no topo. O Santana Lopes foi a uma reunião e só se tem lixado. Se calhar, por não ter respondido a Bilderberg como gostariam; foi usado na transição entre Barroso e Sócrates. Se se alinhar com os rapazes, ser-se-á protegido pelos rapazes enquanto for útil.

Quais as consequências das ações de Bilderberg para a democracia portuguesa?

Estamos subjugados ao poder orçamental de Bruxelas. A democracia é um bem demasiado precioso e temos de cuidar dela todos os dias, mesmo que ameaçada e controlada há muito tempo. Salazar respeitava a democracia, por isso é que a punia e não a queria. Bilderberg não a respeita e por isso não quer saber o que pode decidir.

fonte: i online

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Junta 11 banqueiros, milionários e empresários. Balsemão vai criar Clube Bilderberg à portuguesa


De Paula Amorim a Vasco de Mello, do presidente do Novo Banco ao da Galp, sem esquecer as líderes das Fundações Gulbenkian e Champalimaud. O grupo vai seguir as mesmas regras que o Clube Bilderberg.

Francisco Pinto Balsemão, antigo primeiro ministro e fundador do grupo Impresa, vai criar em Portugal um grupo semelhante ao Clube Bilderberg, noticia esta sexta-feira o Público. O grupo vai chamar-se “Encontros em Cascais” e arrancará ainda este mês na presença de 50 pessoas. A direção vai ser constituída por 11 pessoas, entre as quais ele e o filho, além de Paula Amorim, Leonor Beleza, Carlos Carreiras e António Ramalho. A missão será encontrar soluções para os problemas de Portugal e da Europa, explica o jornal.

O grupo vai seguir as mesmas regras que o Clube Bilderberg, uma conferência anual privada que acontece desde 1954 num hotel homónimo na Holanda e que reúne parte da elite política e económica do mundo ocidental. Nenhum jornalista vai poder assistir aos encontros. E todos os membros têm de obedecer às chamadas Chatham House Rule, uma norma segundo a qual quem assistir aos encontros pode falar das ideias partilhadas nas reuniões, desde que não desvende quem é que as expressou.

Segundo o Público, a lista completa de empresários na direção do grupo é composta por Francisco Pinto Balsemão, que esteve mais de 30 anos no conselho diretor de Bilderberg; o filho, Francisco Pedro, que lidera a Impresa; Paula Amorim, presidente do Grupo Amorim; Isabel Mota, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian; Leonor Beleza, presidente da Fundação Champalimaud; o autarca Carlos Carreiras, à frente da Câmara de Cascais; António Lagartixo, do comité executivo na Deloitte Portugal & Angola; Vasco de Mello, presidente do Grupo José de Mello; Pedro Penalva, presidente da AON; António Ramalho, presidente do Novo Banco; e Carlos Gomes da Silva, presidente da comissão executiva da Galp Energia.

Carlos Carreiras é o único político no ativo a integrar a direção dos Encontros em Cascais. Todos os outros são empresários e executivos nas áreas das finanças, social e educação. Juntos vão funcionar de forma semelhante ao comité diretor de Bilderberg, onde Francisco Pinto Balsemão se assumiu como um dos membros mais célebres durante 32 anos. Cada um dos membros pode permanecer na direção do grupo durante um mandato de três anos, que só pode ser renovado uma vez. E vai convidar quatro pessoas, portuguesas ou não, para assistir às reuniões.

fonte: Observador

terça-feira, 6 de junho de 2017

Bilderberg: o clube mais secreto do mundo está de olho em Donald Trump


Até domingo, os destinos da Humanidade estão sob discussão de políticos, banqueiros, presidentes ou administradores de grandes empresas. Quais as figuras portuguesas que fizeram parte destes encontros?

Os “senhores do mundo” estão reunidos desde quinta-feira naquele que é um dos encontros de líderes mais importantes a nível global: as conferências de Bilderberg. Ao longo de quatro dias, os destinos da Humanidade estão sob discussão de políticos, banqueiros, presidentes ou administradores de grandes empresas, nos quais se incluem Christine Lagarde, Luis de Guindos, Michael O’Leary, Ana Botín, entre outros.

O tema a que os participantes vão dar mais atenção é ao governo de Donald Trump, que ainda esta semana fez correr tinta por ter abandonado oficialmente o Acordo de Paris sobre as alterações climáticas. De acordo com o comunicado da organização, os principais pontos a debate são a nova administração dos Estados Unidos da América e as relações transatlânticas.

As personalidades da política e economia mundiais vão fazer a radiografia ao percurso do presidente americano e a avaliar a implicação das suas medidas na Europa e América anglo-saxónica, mas de Donald Trump nem palavras nem tweets até ao momento. “É possível abrandar a globalização?” e “Por que está o populismo a crescer?” são outras das questões a que a centena de convidados procura responder, bem como a proliferação nuclear, o papel da Rússia a nível internacional e o futuro da União Europeia e da China.

Curiosamente, o clube reuniu-se um dia depois da cimeira Europa-China, em Bruxelas, onde o comércio e a concorrência desleal entre as duas potências foram temas-chave. Nessa ótica, calcula-se que os líderes mundiais tragam à tona o acordo de investimento que o projeto europeu tenta negociar com Pequim desde 2013. Porém, não passam de probabilidades, porque o desfecho destas negociações é um autêntico covfefe (leia-se: dilema por decifrar).

Bild… quê?

O secretismo envolto no clube muito se deve ao facto de os meios de comunicação social terem pouco (ou nenhum) acesso a informação sobre as conversas que os convidados têm. A última conferência de imprensa de Bilderberg foi em meados dos anos 70, mas a organização desvaloriza a situação, dizendo que durante várias décadas reuniram os jornalistas no final dos eventos mas acabaram por pôr fim às conferências de imprensa “por falta de interesse”, conforme se pode ler numa nota publicada online.

O The Guardian não se deixa embalar pelo argumento e, num artigo publicado recentemente, o diário britânico critica severamente esta opção tomada pelos responsáveis dos Encontros de Bilderberg e considera que certos tópicos são irónicos, como a discussão sobre as fake news [“The war on information”, um dos assuntos em cima da mesa].

“A conferência mais secreta do mundo, que opta por perder milhares de dólares a tentar afastar os jornalistas dos debates, (…) quer garantir a transmissão da verdade?”, escreve a correspondente no local. Quanto à questão dos populismos, o jornal vê como uma “piada” e diz que “deviam olhar ao espelho” devido ao lobby que os oradores fazem.

No evento deste fim de semana vão estar representantes do The Economist, do El País, da Bloomberg ou do The Wall Street Journal, sendo que em edições anteriores estiveram repórteres ou editores da CBS, do Le Monde, do Le Figaro, etc. Há cinco anos, a jornalista portuguesa Clara Ferreira Alves, do semanário Expresso, foi convidada pelo presidente do grupo Impresa para representar o país.

A sombra em redor deste clube tem motivado o interesse de vários académicos e enriquecido o património literário com obras sobre os encontros, como «Toda a Verdade sobre o Clube Bilderberg», de Daniel Estulin, «O Clube Secreto dos Poderosos», da autoria de Cristina Martín Jiménez e, uma das mais recentes, «O Governo de Bilderberg», redigida por Frederico Duarte Carvalho.

Neste último trabalho de investigação, o autor refere que “não há, no mercado livreiro nacional e internacional, uma história isenta sobre o que é esta organização que, desde os anos 80, conta com dois ex-primeiros-ministros portugueses na lista dos membros permanentes”.

Numa rara ocasião em que comentou o tema, em 2013, o antigo membro permanente Francisco Pinto Balsemão – entretanto substituído por Manuel Durão Barroso – levantou ligeiramente o véu e confessou que “cada membro do comité diretor tem os critérios” para a escolha dos convidados à reunião anual. “Procuramos convidar pessoas que ou já têm influência ou que nós entendemos que poderão vir a ter relevância política, social, cultural”, explicou.

Os bilderbergers portugueses de 2017 são Manuel Durão Barroso e o seu antigo ministro-adjunto José Luís Arnaut. O ex-presidente da Comissão Europeia convidou o managing partner da CMS Rui Pena & Arnaut e o presidente da EDP para o acompanharem a Virginia, no entanto, o nome de António Mexia já não consta da lista de participantes que foi divulgada no site oficial do clube.

Recorde-se que esta sexta-feira, no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público, António Mexia e João Manso Neto, CEO da EDP Renováveis, foram constituídos arguidos por suspeitas de corrupção. Além destes empresários, o Jornal Económico noticiou que outros dois responsáveis da REN, João Faria da Conceição e Pedro Furtado, estariam a ser investigados.

A reunião de Bilderberg deste ano, que decorre até este domingo, dia 4, realiza-se no Hotel Westfields Marriott, na região de Chantilly, localizada no estado norte-americano de Virgínia. É a quarta vez que esta unidade hoteleira recebe os todo-poderosos, depois de em 2002, 2008 e 2012 também ter sido o local selecionado pela organização.

As conferências de Bilderberg, cujo nome advém do hotel onde ocorreu a primeira, em 1954, contam na generalidade com dois terços de participantes europeus e os restantes são oriundos da América do Norte. Ao todo, 131 personalidades de 21 países confirmaram a sua presença em Chantilly. Veja que outras figuras portuguesas já fizeram parte de encontros anteriores:

António José Seguro

Paulo Portas

Luís Amado

Paulo Rangel

Francisco Pinto Balsemão

Manuel Pinho

José Sócrates

José Pedro Aguiar-Branco

Santana Lopes

José Manuel Durão Barroso

Nuno Morais Sarmento

António Costa

Rui Rio

Manuela Ferreira Leite

Augusto Santos Silva

Marcelo Rebelo de Sousa

António Guterres

Ferro Rodrigues

Jorge Sampaio

Luís Mira Amaral

Vítor Constâncio

Fernando Teixeira dos Santos

José Medeiros Ferreira

Joaquim Ferreira do Amaral

António Morais Barreto

João Cravinho

Artur Santos Silva

Francisco Murteira Nabo

Clara Ferreira Alves

António Nogueira Leite

Manuel Ferreira de Oliveira

Ricardo Salgado

Inês de Medeiros

Paulo Macedo

Carlos Gomes da Silva

Maria Luís Albuquerque


sábado, 3 de junho de 2017

O clube secreto onde se discute o rumo do mundo


Durão Barroso, membro português do Comité Diretor de Bilderberg

As reuniões do Bilderbeg começam hoje. Donald Trump é um dos principais temas de conversa para a fina flor que reúne os maiores empresários do mundo e vários governantes. Este ano, Durão Barroso convidou José Luís Arnaut e António Mexia

Dizem que é uma convenção privada, mas o secretismo à volta das reuniões do Bilderberg dão-lhe aquela aura de clube, onde só entra quem a direção convidar. O que é verdade.

De hoje, 1 de junho, até dia 4, 131 participantes de 21 países vão discutir o que se passa no mundo. Nada do que vai acontecer no hotel The Westfields Marriott, em Washington, nos EUA, pode ser revelado. Não são feitos relatórios escritos, não há resoluções nem votações. Há conversa, debate e, depois, cada um reflete para si próprio.

Mas o que faz do Bilderberg assunto internacional? É que é ali que vão estar vários governantes, a fina flor da academia, os presidentes das maiores empresas do mundo, especialistas em economia finanças e patrões dos media.

Este ano, e como não poderia deixar de ser, Donald Trump é assunto. O primeiro ponto em contenda será sobre a nova administração norte-americana. “The Trump Administration: A progress report” vai ser falado a poucos quarteirões da Casa Branca e Trump tem lá a sua “guarda pretoriana” para o defender, como McCaster (conselheiro nacional de segurança), Wilbur Ross (secretário do Comércio) e Chris Liddell (um dos seus estrategas).

Mas se Trump está na agenda, também a Rússia e a China fazem parte do “cardápio” de assuntos. Do lado chinês estará presente o próprio embaixador da China nos EUA, o que parece transformar o debate numa reunião institucional, já que este tema será tratado entre o secretário americano do Comércio, os maiores investidores americanos na China, incluindo a Google, e dirigentes de topo da CIA (a agência de informações de segurança).

E há mais. O rumo da União Europeia, o crescimento do populismo, a guerra da informação, o nuclear ou as alianças de defesa são outros pontos na ordem de trabalhos.

REIS E GOVERNANTES

Se a Holanda marca presença com o ministro da Defesa e o próprio rei, Guilherme Alexandre, a Alemanha tem, por exemplo, o presidente da Airbus e da Bayer, assim como o do Deutsch Bank.

De Portugal estarão lá Durão Barroso que, no ano passado, substituiu Francisco Pinto Balsemão no Comité Diretor de Bilderberg (quem faz os convites), José Luís Arnaut, ministro nos Governos de Durão Barroso e Santana Lopes, atualmente advogado e conselheiro da Goldman Sachs, e António Mexia, presidente da EDP.

Em 2015, o jornalista Rui Pedro Antunes escreveu o livro “Os planos de Bilderberg para Portugal”. A investigação levou-o a concluir: “Dos 73 portugueses nos encontros, 43 foram (ou são) ministros, oito desempenharam funções como secretários de Estado, 12 foram líderes dos três partidos do 'arco da governação', cinco foram primeiros-ministros e um foi Presidente da República [Jorge Sampaio]” . Agora já são dois Presidentes, já que Marcelo Rebelo de Sousa esteve presente na reunião de 1998, quando era presidente do PSD.

O jornalista acentua que estas reuniões estão vocacionadas para o chamado bloco central. "Em Portugal o limite será o PS, não é convidado ninguém do PCP ou do Bloco de Esquerda”

Recorde-se que Bilderberg é o nome do hotel holandês onde, pela primeira vez, em 1954, se reuniu este grupo.

fonte: Visão

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Bilderberg 2017 - Lista de Participantes


Os pontos de discussão da agenda e a lista de participantes para o 65º Congresso anual dos Bilderberg foi divulgado.

Um comunicado de imprensa no site oficial BilderbergMeetings.org divulgou os nomes dos líderes de finanças, mídia e política que estarão em Chantilly, Virgínia, esta semana de 1 a 4 de junho.

Os membros que participam das conferências juram sigilo sob as regras da Chatham House que eles afirmam que permitem-lhes discutir questões sem medo de críticas dos meios de comunicação ou do público.

Chantilly foi anteriormente o local de numerosas conferências Bilderberg, a última em 2009.


LISTA DE PARTICIPANTES


PRESIDENTE 

Henri de Castries (FRA), ex-presidente e CEO da AXA; Presidente do Institut Montaigne

PARTICIPANTES

Paul M. Achleitner (DEU), presidente do Conselho Fiscal, Deutsche Bank AG

Andrew Adonis (GBR), presidente da Comissão Nacional de Infra-estrutura

Marcus Agius (GBR), Presidente, PA Consulting Group

Mustafa Akyol (TUR), Fellow Visitante Sénior, Projeto Freedom no Wellesley College

Kjetil B. Alstadheim (NOR), Editor Político, Dagens Næringsliv

Roger C. Altman (EUA), fundador e presidente sénior da Evercore

José Luis Arnaut (PRT), sócio-gerente da CMS Rui Pena e Arnaut

José M. Durão Barroso (PRT), presidente da Goldman Sachs International

Oliver Bäte (DEU), CEO da Allianz SE

Werner Baumann (DEU), presidente da Bayer AG

Nicolas Baverez (FRA), parceiro da Gibson, Dunn & Crutcher

René Benko (AUT), fundador e presidente do conselho consultivo, SIGNA Holding GmbH

Anne-Catherine Berner (FIN), ministra dos Transportes e Comunicações

Ana P. Botín (ESP), presidente Executiva do Banco Santander

Svein Richard Brandtzæg (NOR), presidente e CEO da Norsk Hydro ASA

John O. Brennan (EUA), consultor sênior da Kissinger Associates Inc.

Frank Bsirske (DEU), presidente da United Services Union

Thomas Buberl (FRA), CEO da AXA

M. Elaine Bunn (EUA), ex-vice-secretária adjunta da Defesa

William J. Burns (EUA), presidente da Carnegie Endowment for International Peace

Levent Çakiroglu (TUR), CEO da Koç Holding AS

Cansu Çamlibel (TUR), chefe do departamento de Washington DC, jornal Hürriyet

Juan Luis Cebrián (ESP), presidente Executivo, PRISA e El País

Kristin Clemet (NOR), CEO da Civita

David S. Cohen (EUA), ex-diretor adjunto da CIA

Patrick Collison (EUA), CEO da Stripe

Tom Cotton (EUA), senador

Tiankai Cui (CHN), embaixador dos EUA

Mathias Döpfner (DE), CEO da Axel Springer SE

John Elkann (ITA), presidente da Fiat Chrysler Automobiles

Thomas Enders (DE), CEO da Airbus SE

Ulrik Federspiel (DNK), executivo do grupo Haldor Topsøe Holding A/S

Roger W. Ferguson Jr. (EUA), presidente e CEO da TIAA

Niall Ferguson (EUA), membro sênior da Hoover Institution, e Universidade de Stanford

Fabiola Gianotti (ITA), diretora geral do CERN

Sandro Gozi (ITA), Secretário de Estado dos Assuntos Europeus

Lindsey Graham (EUA), senador

Evan G. Greenberg (EUA), presidente e CEO da Chubb Group

Kenneth Griffin (EUA), fundador e CEO da Citadel Investment Group, LLC

Lilli Gruber (ITA), editora-chefe e âncora do "Otto e mezzo", La7 TV

Luis de Guindos (ESP), Ministro da Economia, Indústria e Competitividade

Avril D. Haines (EUA), ex-consultora adjunta de segurança nacional

Victor Halberstadt (NLD), professor de Economia da Universidade de Leiden

Ralph Hamers (NLD), presidente do Grupo ING

Connie Hedegaard (DNK), presidente da Fundação KR

Jeanine Hennis-Plasschaert (NLD), Ministra da Defesa dos Países Baixos

Mellody Hobson (EUA), presidente da Ariel Investments LLC

Reid Hoffman (EUA), co-fundador do LinkedIn e Parceiro Greylock

Nicholas Houghton (GBR), ex-chefe de defesa

Wolfgang Ischinger (INT), presidente da Conferência de Segurança de Munique

Kenneth M. Jacobs (EUA), presidente e CEO da Lazard

James A. Johnson (EUA), presidente da Johnson Capital Partners

Vernon E. Jordan Jr. (EUA), diretor Gerente Sênior da Lazard Frères & Co. LLC

Alex Karp (EUA), CEO da Palantir Technologies

Carsten Kengeter (DE), CEO da Deutsche Börse AG

Henry A. Kissinger (EUA), presidente da Kissinger Associates Inc.

Susanne Klatten (DE),Director principal da SKion GmbH

Klaus Kleinfeld (EUA), ex-presidente e CEO da Arconic

Klaas HW Knot (NLD), presidente do De Nederlandsche Bank

Ömer M. Koç (TUR), presidente do Koç Holding AS

Stephen Kotkin (EUA), professor de História e Assuntos Internacionais da Universidade de Princeton

Henry R. Kravis (EUA), co-presidente e co-CEO da KKR

Marie-Josée Kravis (EUA), parceira da Hudson Institute

André Kudelski (CHE), presidente e CEO do Grupo Kudelski

Christine Lagarde (INT), gerente diretora do Fundo Monetário Internacional

François Lenglet (FRA), conselheiro-chefe do France 2

Thomas Leysen (BEL), presidente do KBC Group

Christopher Liddell (EUA), assistente do presidente e diretor de iniciativas estratégicas

Annie Lööf (SWE), líder do partido Center Party

Jessica T. Mathews (EUA), convidada distinta da Carnegie Endowment for International Peace

Terence McAuliffe (EUA), governador da Virgínia

David I. McKay (CAN), presidente e CEO do Royal Bank of Canada

HR McMaster (EUA), assessor de segurança nacional

António Luís Guerra Nunes Mexia (PRT), Presidente, Eurelectric e CEO, EDP Energias de Portugal

John Micklethwait (INT), editor-chefe do Bloomberg LP

Zanny Minton Beddoes (INT), editor-chefe do The Economist

Maurizio Molinari (ITA), editor-chefe do La Stampa

Lisa Mônaco (EUA), ex-oficial de segurança interna

Bill Morneau (CAN), ministro das Finanças

Craig J. Mundie (EUA), presidente da Mundie & Associates

Gene M. Murtagh (IRL), CEO do Kingspan Group plc

HM Holanda, o Rei da (NLD)

Peggy Noonan (EUA), autor e colunista do The Wall Street Journal

Michael O'Leary (IRL), CEO da Ryanair DAC

George Osborne (GBR), editor do London Evening Standard

Alexis Papahelas (GRC), editor executivo do jornal Kathimerini

Dimitri Papalexopoulos (GRC), CEO da Titan Cement Co.

David H. Petraeus (EUA), presidente do KKR Global Institute

Søren Pind (DNK), Ministro do Ensino Superior e da Ciência

Benoît Puga (FRA), Grande Chanceler da Legião de Honra e Chanceler da Ordem Nacional do Mérito

Gideon Rachman (GBR), chefe dos assuntos externos do The Financial Times

Heather M. Reisman (CAN), presidente e CEO da Indigo Books & Music Inc.

Albert Rivera Díaz (ESP), presidente do Partido Ciudadanos

Johanna Rosén (SWE), professora em Física de Materiais da Universidade de Linköping

Wilbur L. Ross (EUA), secretário de Comércio

David M. Rubenstein (EUA), co-fundador e co-CEO do The Carlyle Group

Robert E. Rubin (EUA), co-presidente do Conselho de Relações Exteriores e ex-secretário do Tesouro

Susanne Ruoff (CHE), CEO da Swiss Post

Gwendolyn Rutten (BEL), presidente da Open VLD

Michael Sabia (CAN), CEO, Caisse de dépôt et placement du Québec

John Sawers (GBR), presidente e Parceiro da Macro Advisory Partners

Nadia Schadlow (EUA), assistente adjunta do presidente do Conselho de Segurança Nacional

Eric E. Schmidt (EUA), presidente Executivo da Alphabet Inc.

Johann Schneider-Ammann (CHE), Conselheiro Federal da Confederação Suíça

Rudolf Scholten (AUT), presidente do Bruno Kreisky Forum para o Diálogo Internacional

Beppe Severgnini (ITA), editor-chefe do 7-Corriere della Sera

Radoslaw Sikorski (POL), conselheiro senior da Universidade de Harvard

Boyan Slat (NLD), CEO e fundador da The Ocean Cleanup

Jens Spahn (DEU), Secretário de Estado Parlamentar e Ministério Federal das Finanças

Randall L. Stephenson (EUA), presidente e CEO da AT & T

Andrew Stern (EUA), Presidente emérito, SEIU e membro senior do Economic Security Project

Jens Stoltenberg (INT), secretário geral da OTAN

Lawrence H. Summers (EUA), professor, Charles W. Eliot University e Universidade de Harvard

Bruno Tertrais (FRA), diretor adjunto da Fondation pour la recherche stratégique

Peter Thiel (EUA), presidente da Thiel Capital

Jakob Haldor Topsøe (DNK), presidente da Haldor Topsøe Holding A / S

Sinan Ülgen (TUR), fundadora e parceira da Istambul Economics

JD Vance (EUA), autor e parceiro do Mithril

Björn Wahlroos (FIN), presidente do grupo Sampo, Nordea Bank, UPM-Kymmene Corporation

Marcus Wallenberg (SWE), presidente da Skandinaviska Enskilda Banken AB

Walter, Amy (EUA), editor do The Cook Policy Report

Weston, Galen G. (CAN), CEO e presidente executivo da Loblaw Companies Ltd e George Weston Companies

White, Sharon (GBR), chefe executivo da Ofcom

Leon Wieseltier (EUA), bolsista sênior de Isaiah Berlin em cultura e política, The Brookings Institution

Martin H. Wolf (INT), diretor-chefe do Financial Times

James D. Wolfensohn (EUA), presidente e CEO da Wolfensohn & Company

Pierre Wunsch (BEL), vice-governador do Banco Nacional da Bélgica

Gerhard Zeiler (AUT), presidente da Turner International

Jeffrey D. Zients (EUA), ex-diretor do Conselho Económico Nacional

Robert B. Zoellick (EUA), presidente não executivo da AllianceBernstein LP

***

Os pontos de discussão a serem discutidos na reunião incluem "A administração do Trump", "A globalização pode ser abrandada?" E "a proliferação nuclear".

Mais do site BilderbergMeetings.org:

O 65º Encontro Bilderberg ocorrerá de 1 a 4 de junho de 2017 em Chantilly, Virgínia, EUA.

CHANTILLY, 31 DE MAIO DE 2017

O 65º Encontro Bilderberg ocorrerá de 1 a 4 de junho de 2017 em Chantilly, Virgínia, EUA. A partir de hoje, 131 participantes de 21 países confirmaram sua presença. Como sempre, um grupo diversificado de líderes políticos e especialistas da indústria, finanças, academia e mídia foram convidados. A lista de participantes está disponível aqui.


Os principais tópicos para a discussão deste ano incluem:

1 - Administração Trump: Um relatório de progresso

2 - Relações transatlânticas: opções e cenários

3 - A aliança de defesa transatlântica: munições, bytes e dólares

4 - A direcção da União Europeia

5 - A globalização pode ser abrandada?

6 - Empregos, rendimentos e expectativas não realizadas

7 - A guerra à informação

8 - Por que o populismo está a crescer?

9 - Rússia na ordem internacional

10 - O Próximo Oriente

11 - Proliferação nuclear

12 - China

13 - Eventos actuais

Ler mais AQUI e AQUI


OS PARTICIPANTES PORTUGUESES


José M. Durão Barroso (PRT), presidente da Goldman Sachs International 
e o Chefão dos Bilderberg em Portugal


José Luis Arnaut (PRT), sócio-gerente da CMS Rui Pena e Arnaut

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