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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Portugueses sabem e ganham pouco face à Europa


Esta conclusão foi divulgada, recentemente, num livro apresentado pelo Observatório das Desigualdades no ISCTE, em Lisboa. “Desigualdades sociais 2010, Estudos e Indicadores” é baseado em dados portugueses e europeus, mostrando, segundo o responsável pelo Observatório, Renato Miguel do Carmo, a grande “distância que Portugal tem em relação a outros países”. Sendo esta distância reforçada, principalmente, em “termos de rendimento e o nível da escolarização”, explica, à agência Lusa, o responsável. Adiantando também que estes são os “dois motores das desigualdades em Portugal” e “um ciclo vicioso que tem repercussões ao nível da pobreza, do desemprego, da mobilidade social”. E o objetivo do lançamento deste livro foi o de “chamar a atenção para este caráter de permanência das desigualdades”, conclui.

Duas caraterísticas da sociedade portuguesa

Renato Miguel do Carmo fala de caraterísticas que se tornam tendências estruturantes neste fenómeno. Sempre existiram salários baixos em Portugal e um trabalho estável nunca significou diretamente um bom rendimento, por esse motivo, existe “muita gente empregada em situação de pobreza”, explica.

Dois terços da população em Portugal não tem a escolaridade obrigatória e este é um fator que representa igual preocupação no que diz respeito ao atraso do País face à Europa. Mas o que preocupa o responsável pelo Observatório é a soma e o peso destas duas caraterísticas com o aumento da crise, isto é, “com a crise, em que medida é que estas tendências estruturais se vão agravar? O desemprego já é um sinal preocupante desse agravamento”.

Salários portugueses na cauda da Europa

O salário normal de um trabalhador a tempo inteiro em Portugal é considerado muito baixo e cerca de 20% dos portugueses vive essa realidade. A Eurostat revelava dados, em 2006, que mostravam que, em média, cada português ganhava 6,75 euros, à hora. Sendo que, no resto da Europa, a média era de 13,99 euros; na Irlanda, de 20,38; no Luxemburgo, de 19,19; e na Bélgica, de 17,45 euros. Ficando Portugal apenas à frente da Eslováquia, com 3,10 euros à hora, e da Eslovénia.

Em outubro de 2009, consoante o Boletim Estatístico de maio de 2010, do Ministério do Trabalho, o salário médio português era de apenas de 918,2 euros.


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