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domingo, 23 de janeiro de 2011

Mundo exige nova ordem alimentar


O preço dos alimentos básicos está novamente numa espiral ascendente. Se a tendência se mantiver, é provável que o planeta tenha de enfrentar uma crise alimentar e de mal nutrição idêntica à de 2008, alerta o Banco Mundial, nas suas previsões semestrais. Para a FAO, a chave para uma segurança alimentar a longo prazo reside no reforço do investimento na agricultura.

Em 2011, a economia mundial vai crescer a um ritmo mais lento. O PIB global não deverá ir além dos 3,3% (contra 3,9%, em 2010), embora os países em desenvolvimento continuem a crescer mais do que os países ricos (6%, em média). Apesar desta disparidade, os preços dos alimentos subiram muito nos países mais pobres, em alguns casos na ordem dos dois dígitos. A situação é particularmente preocupante nos países do Golfo pérsico, altamente dependentes de importações. No Médio Oriente e no Norte de África, estima-se que 37 milhões de pessoas (cerca de 10% da população destas regiões) sofram de fome e mal nutrição.

O rápido crescimento da fome e da mal nutrição ocorridos desde a crise alimentar de 2008, revelam que o actual sistema global de distribuição de alimentos é inadequado e requer mudanças estruturais urgentes, defende Jacques Diouf, director-geral da FAO, o organismo das Nações Unidas para a alimentação e agricultura. "O preço dos alimentos e a crise económica tiveram um impacto severo em milhões de pessoas em todo o Mundo. Nos últimos meses, o preço da maioria das commodities agrícolas disparou", acrescenta. De acordo com último relatório da FAO, o índice de preços médio alcançou os 205 pontos, em Novembro de 2010, apenas sete pontos abaixo do 'pico' atingido em Junho de 2008. Açúcar e óleo foram os preços que mais subiram.

Os preços internacionais da farinha subiram 12%, nas primeiras semanas de Dezembro, face a idêntico período de Novembro e os mercados estão agora preocupados com as inundações na Austrália, que vão reduzir drasticamente as colheitas. O preço do milho subiu 50% desde Julho, tendo permanecido estável em Novembro e nos primeiros dias de Dezembro, enquanto o preço do arroz, que se manteve estável até Outubro, voltou a subir em Novembro e Dezembro, face às previsões revistas em baixa das produções na Tailândia e no Vietname (dois dos principais países exportadores).

Globalmente, a produção de cereais em 2010 poderá ter ficado 1,4% abaixo da registada no ano anterior, apesar da pressão do aumento da procura, que excede a produção mundial. Em consequência, os stocks diminuíram em 2% e os preços aumentaram.

Para o director-geral da FAO, o investimento na agricultura é a resposta mais adequada, a médio e a longo prazo. Os países deficitários em alimentos deveriam receber apoio técnico e financeiro para incrementar a produtividade dos seus sectores agrícolas tornando-os mais resilientes face às crises. Isto também significa um maior investimento em programas de protecção social e de segurança alimentar, a par de informações actualizadas sobre os mercados. Os pequenos produtores deveriam ter facilidades de acesso aos meios de produção e às tecnologias necessárias, tais como sementes de alta qualidade, fertilizantes e alfaias agrícolas.

fonte: Expresso

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