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quarta-feira, 20 de junho de 2012

EUA e Israel foram os criadores do vírus Flame




EUA e Israel desenvolveram em conjunto o sofisticado vírus informático Flame, detectado recentemente e considerado uma “ciberarma” global, com o intuito de conduzir uma ciber-sabotagem à capacidade iraniana de desenvolver armas nucleares, avança hoje o “The Washington Post”, que cita “responsáveis ocidentais com conhecimentos acerca desse esforço”.

Este malware alegadamente desenvolvido por Washington e Telavive infiltrou-se secretamente na rede iraniana e monitorizou as actividades do sector nuclear nacional, enviando dados sensíveis para os responsáveis americanos e israelitas, indicaram os mesmos responsáveis que foram a fonte deste artigo daquele jornal.

O esforço de desenvolvimento deste vírus – a cargo da National Security Agency (NSA), da CIA e do Exército israelita, segundo o mesmo diário – incluiu o uso de software destrutivo semelhante ao já conhecido Stuxnet, para causar danos de funcionamento ao equipamento de enriquecimento nuclear iraniano.

Estes novos detalhes acerca do Flame fornecem novas pistas para aquilo que poderá ser considerada a primeira campanha de ciber-sabotagem contra um inimigo comum dos EUA e de Israel.

Pensa-se que este vírus Flame – considerado um dos mais complexos alguma vez detectados – também terá recolhido dados privados de uma série de países para além do Irão, incluindo Sudão, Síria, Líbano, Arábia Saudita e Egipto.

A empresa de segurança informática russa Kaspersky Labs – das primeiras entidades a denunciar a existência do vírus – indicou recentemente à BBC que este malware é muito complexo e que poderá demorar anos a analisar. Actua como uma espécie de “aspirador” de dados estatais sensíveis. A mesma empresa indicou igualmente que os ataques teriam origem num programa governamental.

Até ao momento, quer os EUA quer Israel sempre negaram qualquer envolvimento na criação desta “ciberarma”.

Washington e Telavive não comentam

Apesar da negação, um alto responsável dos serviços secretos norte-americanos disse ao WP que este vírus foi apenas uma forma de preparar terreno para novas acções mais avançadas de espionagem e neutralização que já estão a decorrer e que foram planeadas pelos EUA e Israel.

A CIA, a NSA e o gabinete do Director dos Serviços Secretos Nacionais, bem como a embaixada israelita em Washington, escusaram-se a comentar esta notícia, indica o WP.

O Flame foi criado de forma a operar disfarçado de uma corriqueira actualização da Microsoft e conseguiu durante anos despistar qualquer detecção usando um sofisticado programa envolvendo a encriptação de algoritmos.

“Isto não é algo que a maioria dos programadores tenha a capacidade de fazer”, disse Tom Parker, responsável do FusionX, uma empresa de segurança especialista em simulação de ciberataques levados a cabo por Estados. Parker adianta não saber quem estará por detrás da criação deste vírus, mas adianta que ele é fruto do trabalho de pessoas com conhecimentos avançados em criptografia e matemática, tais como as que trabalham para a NSA.

O WP indica ainda, citando responsáveis americanos familiarizados com as ciber-operações nacionais e peritos que escrutinaram o código do vírus, que o Flame foi desenvolvido há pelo menos cinco anos como parte de uma operação denominada Jogos Olímpicos.

Até ao momento, a mais conhecida ciber-arma usada contra o Irão foi o vírus Stuxnet, que infectou os sistemas nucleares iranianos fazendo com que quase mil centrifugadoras de urânio ficassem fora de controlo. Os estragos foram acontecendo gradualmente, ao longo de meses, e as autoridades iranianas pensaram inicialmente que isso era o resultado da incompetência dos técnicos.

Os esforços para atrasar e causar danos ao programa nuclear iraniano - que Teerão sempre disse ter um fim pacífico - começaram a tomar forma durante o segundo mandato do Presidente George W. Bush.

Nessa altura tratava-se apenas de reunir informações secretas a fim de se identificarem potenciais alvos. Em 2008 - continua o WP - o programa ficou operacional (ainda durante a Presidência de Bush) e passou do controlo militar para a CIA.

Apesar da colaboração entre os EUA e Israel para o desenvolvimento de malware, nem sempre Washington e Telavive coordenaram os seus ataques, o que ficou provado em Abril passado, quando o estado israelita levou a cabo um ataque unilateral contra as infra-estruturas petrolíferas iranianas que causaram apenas problemas menores. Foi precisamente esta acção que levou à descoberta do Flame.

fonte: Público

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