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segunda-feira, 23 de março de 2015

Escolhidos. Os portugueses convidados para o clube Bilderberg


O critério de escolha para entrar no restrito clube é simples: personalidades que tenham influência ou possam vir a tê-la. Com excepção de Passos Coelho, que chegou a ser convidado mas nunca participou, nos últimos 20 anos todos os primeiros-ministros foram convidados: António Guterres, Durão Barroso, Pedro Santana Lopes e José Sócrates. Os participantes são, regra geral, figuras com peso no PSD e no PS ou influência no mundo dos negócios. Nesta lógica, Marcelo Rebelo de Sousa, António José Seguro, Manuela Ferreira Leite e António Vitorino já foram também convidados por Francisco Pinto Balsemão. Mas a lista não se fica pela política: o banqueiro Ricardo Salgado, que foi tido como um dos homens mais poderosos do país, participou duas vezes e o fundador destes encontros era amigo da família.

O i revela 15 personalidades que foram aos encontros de Bilderberg, o que faziam antes e o que fizeram a seguir

José Sócrates - Foi convidado em 2004, pouco tempo antes de ser eleito para a liderança do PS com 80% dos votos. No ano seguinte chegou a primeiro-ministro e ocupou o cargo durante seis anos. Quando foi convidado por Balsemão já era influente dentro do PS e apontado por alguns como sucessor de Ferro Rodrigues, que enfrentou grandes dificuldades na liderança devido ao caso Casa Pia. Actualmente, 
José Sócrates está preso preventivamente por suspeitas de fraude fiscal, corrupção e branqueamento de capitais.

Paulo Portas - Portas é um dos raros convidados do mundo da política que não pertencem nem ao PSD nem ao PS. O líder dos centristas foi convidado em 2013, juntamente com António José Seguro (Portugal tem, no máximo, três representantes no encontro). Portas foi ao encontro quando era ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.

António Costa - O actual líder do PS foi convidado para o encontro que junta a elite mundial em 2008. Um ano antes tinha sido eleito para a presidência da Câmara de Lisboa em eleições intercalares. No currículo já tinha os cargos de ministro da Justiça e da Administração Interna, entre outros. Há muitos anos que o seu nome é falado para a liderança do PS, mas Costa só avançou em 2014. O mais provável, de acordo com as sondagens, é que seja o próximo primeiro--ministro. Curiosamente, Costa foi convidado juntamente com Rui Rio, que era presidente da Câmara do Porto. A proximidade entre os dois tem alimentado especulações de que no futuro se poderão vir a entender para criar um governo do bloco central.

António José Seguro - Foi convidado em 2013. Era líder do PS há dois anos e na altura era forte a possibilidade de vir a ser o próximo primeiro--ministro. Mas, ao contrário de que muitos previam, não foi o governo a cair mas sim o líder do PS, que nunca conseguiu ultrapassar as divergências com alguns sectores dentro do PS. Um ano depois, após a vitória nas eleições europeias, foi desafiado por António Costa para disputar a liderança e foi derrotado. 
Saiu da liderança do PS e abandonou o lugar de deputado. Desde que deixou de ser líder do PS que não tem intervenção pública.

Paulo Macedo - O actual ministro da Saúde foi convidado por Francisco Pinto Balsemão no ano de 2014. Paulo Macedo ganhou notoriedade como director--geral dos Impostos, tendo conseguido bons resultados no combate à evasão fiscal. Foi também vice-presidente do conselho de administração executivo do Millennium BCP. 
Foi sempre um dos ministros mais populares deste governo e era até o preferido de alguns sectores da maioria, nomeadamente do CDS, para ministro das Finanças quando Vítor Gaspar se demitiu.

Marcelo Rebelo de Sousa - Foi convidado em 1998, quando liderava o PSD. Deixou a liderança dos sociais-democratas no ano seguinte, depois de entrar em ruptura com Paulo Portas, o que ditou o fim da aliança entre o PSD e o CDS. Não deixou, porém, de ter influência, sendo o comentador político mais ouvido do país. Quase 20 anos depois, Marcelo admite voltar à política, mas como candidato à Presidência da República, um dos candidatos mais fortes na área da direita. Marcelo contou à TVI, uns anos depois de ter participado no encontro, que não viu nada de “anormal” nessas reuniões. Descreveu o encontro como “muito interessante”, já que lhe permitiu “conhecer figuras importantes dos Estados Unidos da América e da Europa”. O professor está, porém, convicto de que destes encontros não resulta uma rede de ligação. “Eu não notei que tivesse ficado. Não tenho essa visão conspiratória.”

Vítor Constâncio - Foi governador do Banco de Portugal e participou no encontro em 1988, quando era secretário-geral do PS, e em 2010, ano em que deixou o Banco de Portugal para ocupar o cargo de vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), onde é responsável pela supervisão bancária.

Teixeira dos Santos - Teixeira dos Santos foi convidado quando era ministro das Finanças de José Sócrates. Um ano depois, o agora professor universitário entrou em ruptura com José Sócrates, quando decidiu acabar com as resistências do ex-primeiro-ministro à vinda da troika e assumiu que o país precisava de pedir ajuda externa. Actualmente é professor da Faculdade de Economia do Porto.

Ricardo Salgado - O banqueiro esteve duas vezes nos encontros de Bilderberg, em 1997 e 1999, quando a conferência se realizou no Hotel da Penha Longa, em Sintra (foi até hoje a única vez que se realizou em Portugal). O fundador destes encontros, Bernardo da Holanda, conta o livro “O Último Banqueiro”, das jornalistas Maria João Babo e Maria João Gago, era “visita assídua em casa de Manuel Espírito Santo, o tio--avô de Ricardo Salgado, que liderou o BES até 1973. Os convites a Salgado foram feitos por Balsemão “antes de as relações” entre os dois “se deteriorarem”, revela ainda o livro sobre o ex-presidente do BES.

Paulo Rangel - O eurodeputado do PSD participou na reunião em 2010. No mesmo ano foi candidato à liderança do partido, mas foi Passos Coelho quem ganhou. Actualmente, Paulo Rangel é deputado ao Parlamento Europeu.

Durão Barroso - Durão Barroso participou três vezes nas conferências do Bilderberg. A primeira foi em 1994 quando era ministro dos Negócios Estrangeiros. O cavaquismo estava a dar as últimas e já se começava a discutir o sucessor do homem que mais tempo governou o país. Um ano depois de entrar no restrito clube mundial, Durão candidatou-se à liderança do partido, mas perdeu para Fernando Nogueira. Não desistiu e em 1999 foi eleito líder do partido. Não demorou muito tempo a chegar ao governo. António Guterres demitiu-se e em Março de 2002 foi eleito primeiro-ministro. Foi nessa qualidade que, no ano seguinte, voltou a ser convidado para o encontro da elite mundial. Não foi a última vez.

Santana Lopes - Pedro Santana Lopes esteve no encontro em Junho de 2004. A reunião aconteceu três semanas antes da crise política em Portugal. Durão Barroso demitiu-se do governo, mas não partiu para o novo cargo na Comissão Europeia sem escolher o seu sucessor:Santana Lopes. O “enfant terrible” do PSD chegou a primeiro-ministro pouco tempo depois de ter participado no encontro, as nem um ano esteve na liderança do governo. Santana ainda concorreu nas legislativas, mas o vencedor foi José Sócrates, que também tinha participado no encontro de Bilderberg no mesmo ano. Santana não está actualmente na política activa, mas poderá ser candidato à Presidência da República nas próximas eleições. Actualmente é presidente da Santa Casa da Misericórdia.

Manuela Ferreira Leite - Era presidente do PSD quando foi convidada para participar na conferência do clube de Bilderberg, em 2009. Ao contrário de outros líderes da oposição, que já participaram nestas reuniões, nunca chegou à liderança do governo. Em Abril de 2010, após a derrota nas legislativas contra José Sócrates, Manuela Ferreira Leite deixou a presidência do PSD e foi substituída por Passos Coelho. Participou em vários governos, mas um dos cargos mais importantes que ocupou foi o de ministra das Finanças, no governo liderado por Durão Barroso. Actualmente Ferreira Leite está afastada da política activa, mas não deixa de ter influência através dos seus comentários políticos, que muitas vezes se traduzem em críticas ao governo de Passos Coelho. Foi um dos nomes falados para a Presidência da República, mas curiosamente a hipótese foi lançada pelo socialista Pedro Adão e Silva. Um desafio que Ferreira Leite dificilmente aceitará.

Inês de Medeiros - Foi convida em 2014 juntamente com Paulo Macedo. É deputada do PS. A actriz e realizadora está ligada no parlamento à área da cultura.

Rui Rio - Foi convidado em 2008, quando era presidente da Câmara do Porto, um cargo que exerceu até às últimas eleições autárquicas, em 2013. Desde essa data que está afastado da política activa, mas nem por isso deixou de ter uma intervenção pública permanente. O futuro poderá passar por uma candidatura à Presidência da República ou por uma candidatura à liderança do PSD, se Passos Coelho perder as próximas eleições legislativas. O ex-autarca do Porto participa com frequência em debates políticos e em conferências e é um adepto do bloco central. “Não será possível reformar o país sem consenso político e sem o entendimento, pelo menos, dos dois maiores partidos portugueses em matérias de regime”, defendeu Rio, numa biografia publicada no final do ano de 2014. Balsemão já admitiu que Rui Rio é o seu candidato preferido para Belém.

fonte: i online

terça-feira, 10 de março de 2015

Anonymous Portugal Operação Valquíria REVOLUÇÂO



Qual o poder do povo sobre o governo? Quem são os donos de Portugal? Deveria ser o povo...
Em Portugal o sistema de eleições por lista fechada obriga a que os eleitores escolham um partido, posteriormente o partido escolhe o seu representante para governar. Compreende-se que o eleitor vota num "partido" e não numa pessoa, que pode por este partido ser substituída quando o partido assim o entender...
Ora tal já se sucedeu -por exemplo quando o Dr. Pedro Santana Lopes sucedeu ao Dr. Durão Barroso.
Este sistema governamental, na Europa, só existe em Portugal e na Ucrânia.
O Povo não tem voz activa uma vez constituído governo. Note-se que os "partidos" servem interesses óbvios de grupos económicos, note-se também o controlo da Maçonaria sobre estes mesmos partidos -Ver referências sobre Isaltino Morais, Paulo Portas, Mário Soares, Etc, na maçonaria-, poderíamos nomear diversos políticos cujos interesses em defender o povo vão em mão contrária à sua participação nas sociedades secretas e ligações a grupos privados.


O GOVERNO DEVIA TER MEDO DO POVO E NÃO O POVO MEDO DO GOVERNO.

Nós não temos movimentos, não temos partido, somos uma IDEIA e o nosso objectivo nesta operação é devolver o PODER ao POVO e acabar com a actual corrupção partidária que impede o POVO de ser soberano e verdadeiramente livre de escolher o seu destino.

Unidos por um, divididos por zero, 
nós somos anonymous, 
nós somos legião, 
nós não perdoamos, 
nós não esquecemos,
ESPEREM-NOS!!!!

fonte: Youtube

CIA tenta espiar utilizadores da Apple há quase uma década


Fotografia © REUTERS/Chance Chan

Os serviços secretos norte-americanos começaram à procura de formas de espiar utilizadores da Apple antes do lançamento do primeiro iPhone.

A CIA está há quase uma década a trabalhar para quebrar os sistemas de segurança dos telemóveis e tablets da Apple, para poder espiar as comunicações dos seus utilizadores, segundo o The Intercept O site divulgou esta terça-feira documentos obtidos por Edward Snowden , o informador que denunciou as táticas de vigilância da internet da Agência de Segurança Nacional (NSA) norte-americana em 2013.

O relatório cita documentos secretos norte-americanos que sugerem que investigadores do governo dos EUA criaram uma versão de XCode, a ferramenta de desenvolvimento de softwareda Apple, para criar entradas secretas nos programas distribuídos na App Store.

O Intercept publicou no passado várias notícias a partir de documentos revelados por Snowden. Dois dos três editores da página são Glenn Greenwald e Laura Poitras, que ganharam um prémio Pulitzer pelo seu trabalho no caso Snowden,  na altura noGuardian e Washington Post. Poitras é também a realizadora do documentário Citizen Four, sobre Snowden, que ganhou que ganhou um Óscar.

Segundo o site, os documentos, que cobrem um período entre 2006 e 2013, não permitem perceber se os investigadores da CIA conseguiram quebrar a encriptação da Apple, que serve para proteger os dados e comunicações dos utilizadores.

Os esforços para quebrar as barreiras de segurança dos produtos da Apple começaram logo em 2006, um ano antes da Apple introduzir o primeiro iPhone, e continuaram até 2010 e depois.

Quebrar a segurança da Apple era um dos objetivos de um programa secreto do governo norte-americano, com a ajuda dos serviços secretos britânicos, para intercetar "comunicações seguras, tanto domésticas como estrangeiras", um programa que incluía também os telemóveis Android da Google, diz o site.

As empresas tecnológicas de Silicon Valley tentaram nos últimos meses restabelecer os laços de confiança com consumidores de todo o mundo, assegurando que os seus produtos não foram ferramentas para vigilância.

Em s etembro, a Apple reforçou os métodos de encriptação de dados no iPhone, garantindo que a mudança significa que a companhia deixava de poder extrair informação dos aparelhos, mesmo que o governo o ordenasse, com um mandato. A Google afirmou pouco depois que também planeava utilizar ferramentas de encriptação mais fortes.

Ambas as empresas afirmam que as medidas visam proteger a privacidade dos utilizadores dos seus produtos e que isto foi em parte uma resposta ao programa vigilância da internet do governo norte-americano revelado por Snowden em 2013.

Um porta-voz da Apple remeteu para declarações públicas do presidente da empresa sobre privacidade, mas não quis fazer mais comentários. "Quero que fique claro que nunca trabalhámos com nenhuma agência governamental de nenhum país para criar portas secretas em nenhum dos nossos produtos ou serviços", escreveu Tim Cook num comunicado sobre privacidade e segurança publicado no ano passado.

Líderes mundiais como o presidente norte-americano Barack Obama e o primeiro-ministro britânico David Cameron já afirmaram publicamente que temem que estas ferramentas, para proteger a privacidade dos cidadãos, impeçam governos de monitorizar extremistas.

A Reuters não conseguiu obter uma resposta da CIA.


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