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quinta-feira, 28 de maio de 2015

Balsemão escolhe Durão Barroso para lhe suceder em Bilderberg


Patrão da Impresa deixa o poderoso clube internacional ao fim de 32 anos. "É altura de dar lugar a outro português", afirmou ao PÚBLICO.

Ao fim de 32 anos, Francisco Pinto Balsemão vai deixar o restrito clube de Bilderberg e já escolheu o seu sucessor no steering committee, o conselho director que organiza os encontros anuais. Será José Manuel Durão Barroso, o ex-presidente da Comissão Europeia e antigo primeiro-ministro português entre 2002 e 2005, que o irá substituir, apurou o PÚBLICO.

O novo nome português do steering committee, escolhido pelo patrão da Impresa, terá ainda de ser aprovado pelos restantes membros. Espera-se que Durão Barroso assuma o cargo depois da reunião anual do clube Bilderberg, marcada para os Alpes austríacos para daqui a duas semanas – poucos dias depois e a alguns quilómetros do local do encontro do G7, na Alemanha.

Ao PÚBLICO Francisco Pinto Balsemão confirmou a sua decisão de abandonar o steering committee de Bilderberg, assim como a escolha de Durão Barroso. “Achei que era a altura de dar lugar a outro português”, limitou-se a justificar o também fundador do PSD, que poderá continuar a ser convidado para participar em conferências anuais daquele clube restrito.

Durão Barroso já conhece os cantos à casa: foi convidado em 2003 e 2005 e manteve uma ligação como consultor. Há dez anos que ninguém repete o convite.

Balsemão parece gostar de escolher os seus sucessores – fê-lo no grupo de media que fundou, a Impresa, ao passar o poder executivo para Pedro Norton há dois anos, e agora decide abandonar o palco internacional nomeando quem fica no seu lugar. Francisco Pinto Balsemão é membro do steering committeehá 32 anos – fez oito mandatos de quatro anos, quando o habitual é metade –, sendo, por isso, dos mais antigos membros daquele conselho director. Em 1999 organizou na Penha Longa, em Sintra, a única reunião em Portugal.

Quase tudo é decidido e discutido em segredo neste clube. O local da reunião anual costuma ser anunciado com poucos dias de antecedência, assim como os nomes dos convidados, e os temas abordados são divulgados sob a forma de tópicos no site da organização. Os participantes não podem divulgar o conteúdo das reuniões e impera o princípio da Chatham House Rule – podem usar a informação discutida, mas sem atribuir a sua origem. Normalmente acabam mesmo por não comentar os encontros.

Clube de poderosos

O steering committee é um órgão intermédio daquela organização. Trata-se do conselho director das reuniões de Bilderberg, que realiza habitualmente duas reuniões por ano, e que escolhe os grandes temas e oradores da conferência anual. É para esta conferência que os conselheiros levam convidados do seu país de origem.

Na estrutura do clube, e abaixo deste conselho director, existe um outro nível de ligação a Bilderberg, constituído por personalidades que prestam algum tipo de consultoria ao steering committee, e que podem já ter passado (ou não) pelas reuniões anuais. Acima está o steering: é constituído por 33 filiados no clube, entre os quais Balsemão, é presidido por Henri de Castries, o presidente executivo do grupo Axa, e tem o magnata norte-americano David Rockfeller como conselheiro.

Os nomes e as referências profissionais disponíveis no site oficial – são políticos, académicos de renome, empresários e gestores de topo e de empresas de peso internacional – mostram a importância daquele órgão. São os membros do steering committee que fazem os convites aos participantes que vão mudando todos os anos.

Acima deste conselho estará ainda um restrito advisory group, com apenas nove membros e que Rockfeller também integra.

Convidados portugueses de peso

Balsemão, que entrou em Bilderberg em 1983 (acredita-se que por alguma influência de Medeiros Ferreira, que fora ministro dos Negócios Estrangeiros), costuma convidar uma personalidade mais à esquerda e outra à direita. Ainda não se conhecem as duas personalidades deste ano, mas o social-democrata tem tido dedo para a escolha de nomes que acabam por ganhar depois relevância política na vida nacional.

Pela sua mão já ali passaram todos os antigos primeiros-ministros (alguns antes de o serem, como foi o caso de Pedro Santana Lopes e José Sócrates, ambos em 2004), assim como praticamente todos os líderes do PS e do PSD – excepto Passos, que foi convidado, mas acabou por não ir.

Mas também gestores como Ricardo Salgado, António Borges, Vasco de Mello, Murteira Nabo, Artur Santos Silva, Vasco Pereira Coutinho ou Miguel Horta e Costa. Jornalistas como Clara Ferreira Alves, Nicolau Santos, Margarida Marante ou José Eduardo Moniz. E políticos, muitos políticos – António Guterres, Jorge Sampaio, Rui Machete, Deus Pinheiro, António Vitorino, Ferro Rodrigues, Paulo Portas, Leonor Beleza, Rui Rio, António Costa, Manuela Ferreira Leite, Teixeira dos Santos, Paulo Rangel, Nogueira Leite, Luís Amado ou Jorge Moreira da Silva.

fonte: Público

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Espionagem alemã forneceu enormes quantidades de informações à NSA norte-americana

O Serviço federal de informação (BND) alemão

O Serviço federal de informação (BND) alemão Fotografia © EPA/DIETHER ENDLICHER

A espionagem alemã entregava com regularidades enormes quantidades de metadados, informação sobre chamadas telefónicas, mensagens de texto e correios eletrónicos, aos seus homólogos dos Estados Unidos, referiu hoje a edição digital do diário Zeit.

De acordo com as atas secretas consultadas pela publicação, o Serviço federal de informação (BND) alemão, responsável pela espionagem externa, chegou a entregar 1.300 milhões de metadados por mês à Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos.

O BND recolhia uma enorme quantidade de metadados, eliminava os que respeitavam a alemães -- presumivelmente para cumprir a legislação germânica - e enviava os restantes dados para os serviços de informações norte-americanos, refere o jornal.

A informação coincide com o denunciado há dois anos pelo ex-analista da CIA Edward Snowden, quando revelou os numerosos programas de espionagem dos Estados Unidos à escala global, e ainda as escutas dirigidas a líderes internacionais, incluindo a chanceler alemã Angela Merkel.

Snowden referiu que em dezembro de 2012 o BND entregou à NSA 500 milhões de metadados, com a informação do Zeit a confirmar a regularidade do envio das informações.

Esta foi a última revelação relacionada com a componente alemã da espionagem norte-americana, um escândalo que foi reativado recentemente com novas informações que estão a colocar sobre pressão a própria Merkel e alguns dos seus ministros, incluindo o atual titular do Interior, Thomas de Maizière, que terá assegurado que o Executivo não tinha conhecimento da espionagem industrial dos EUA na Alemanha, quando depois publicou indícios do contrário.

Merkel referiu-se segunda-feira a esta polémica, reiterando a estratégia que Berlim manteve até ao momento: recordar que se tratam se assuntos classificados sobre os quais não se podem pronunciar, e assegurar que o seu Executivo nunca mentiu.

A chefe do Governo alemão mostrou-se disposta a comparecer perante uma comissão parlamentar que investiga a espionagem dos EUA em território alemão, apesar de o presidente da comissão sobre os segredos oficiais ter antes sugerido a sua comparência perante o Bundestag (câmara baixa do parlamento).


terça-feira, 12 de maio de 2015

EUA têm pedidos de patentes de tecnologia que leem a mente

 Foto: Thinkstock

Dispositivos para analisar o que alguém realmente pensa sobre um produto, videogames controlados por ondas cerebrais e aparelhos que prometem mudar o seu humor em minutos.

Essas são algumas das promessas da chamada neurotecnologia – uma área que vem crescendo nos Estados Unidos, com uma onda de pedidos de patentes de tecnologias ligadas à 'leitura da mente'.

Entre 2000 e 2009, foram menos de 400 pedidos de patentes na área de neurotecnologia nos Estados Unidos, segundo a rede que reúne investigadores de estudos neurológicos SharpBrains. Esse número dobrou para 800 em 2010 e, em 2014, subiu para 1,6 mil.

Apesar de muitos pedidos estarem relacionados a área médica, como dispositivos para lidar com lesões cerebrais, a maioria deles tem pouco ou nada a ver com assuntos ligados à saúde.

“Estamos presenciando um florescer da chamada era da tecnologia invasiva”, disse o executivo-chefe da SharpBrains, Alvaro Fernandez.

“A neurotecnologia vai bem além da Medicina, com empresas que não são da área da saúde desenvolvendo tecnologias para facilitar nosso trabalho e nossa vida.”

Humor 

Nessa área de neurotecnologia, o instituto de pesquisa Nielsen têm a maior número de patentes: 100. Em seguida vem a Microsoft, com 89 patentes para softwares que podem acessar estados mentais. Um dos setores que mais cresce é o explorado por empresas como a Thync, uma start-up que está desenvolvendo um dispositivo que se conecta com sensores cerebrais para alterar o humor da pessoa em pouco tempo, da mesma maneira que um café ou uma bebida energética.

fonte: Terra

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Chip Mondex e a Marca da Besta: realidade ou ficção das mais fantasiosas?


Há alguns anos, se originou na internet através de correntes de emails rumores de que o tal “Chip Mondex”, que é uma tecnologia de smartcards da MasterCard, pode ser considerado “A Marca da Besta”.

De acordo com essas informações que foram amplamente disseminadas por apresentações de PowerPoint, o Mondex é um chip que pode ser implantado sob a pele das pessoas, supostamente na região da mão direita ou no próprio rosto, com o objetivo de permitir que as pessoas possam ser identificadas e até mesmo realizem compras com dinheiro virtual – tudo com base nos dados contidos no microchip.

Alguns religiosos fizeram um paralelo das informações sobre o Mondex com trechos da Bíblia, especialmente no livro do Apocalipse, em que existem descrições da “Marca da Besta” – algo que pode ser entendido como um método de compras e vendas que só se tornará realidade com a aprovação de um governador mundial que deve ter sua marca registrada em todas as pessoas vivas, especialmente na mão ou no rosto delas.

Os profetas de plantão já avisaram

Com um suposto microchip implantado sob a pele e com esses trechos da Bíblia amplamente divulgados, você pode começar a entender por que muitas pessoas começaram a associar alguns fatos de modo errôneo e precipitado. Isso ocorreu principalmente porque muitas informações eram desencontradas e não batiam, o que gerou (e gera até hoje) bastante confusão.

Na verdade, chips do gênero já existem há algum tempo e são chamados de RFID ou NFC, sendo que fazem uso de sinais de rádio para passar informações e possuem inúmeras aplicações. O foco das apresentações em slides do Mondex que foram divulgadas há tempos (e que permanecem vivas no imaginário de muitos) caiu exclusivamente sobre o próprio Mondex, enquanto existem muitas outras aplicações e tipos de chips RFID ou NFC.

Como existem outros microchips que podem ser inseridos sob a pele das pessoas além do Mondex (como é o caso do VeriChip, capaz de conter dados médicos e geográficos dos seus donos em caso de emergência), não existe qualquer indício de que a mão direita ou o rosto são os lugares propícios para tal implante – eles podem ser implantados em outras regiões do corpo sem problemas.

Uma marca para toda a vida

Além disso, os rumores da “Marca da Besta” também afirmavam que o microchip não pode ser removido, já que pode explodir e contaminar o organismo do usuário com seus componentes químicos. Isso não foi comprovado, já que casos do gênero não foram identificados até o momento. E lembre-se do mais importante de tudo: esses microchips não são obrigatórios e o governo não quer implantá-los a força – deixe as teorias de conspiração de lado.

As pessoas que quiserem colocar um dispositivo do gênero podem fazer isso de livre e espontânea vontade, já que as aplicações variam conforme o seu objetivo – por exemplo, existem microchips que controlam os dados de diabetes de pessoas que sofrem com a doença. Inclusive, um redator do TecMundo implementou um microship em seu corpo, como você pode conferir aqui.

E, por último, frisamos novamente: o nome Mondex pertence à empresa MasterCard e se refere à tecnologia presente nos cartões smartcards e não possui relação com implantes de chips em seres humanos. Por isso, acalme-se, pois o Mondex parece ser só mais uma das lendas da internet.

fonte: Megacurioso

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