RELÓGIO DO APOCALIPSE

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sábado, 13 de abril de 2019

Wikileaks liberta centenas de documentos secretos após a detenção de Assange


Um dia depois da detenção de Julian Assange, o portal do Wikileaks foi inundado com novos ficheiros. Entre estes, estão alguns com temas referentes a Portugal. Veja aqui a lista completa dos ficheiros disponíveis.

Depois da prisão de Julian Assange, fundador do Wikileaks, esta quinta-feira (11) em Londres, alguns órgãos de comunicação internacionais estão a dar conta da libertação de novos ficheiros confidenciais na página Wilileaks.

Assim, esta plataforma de partilha de ficheiros confidenciais libertou centenas de novos documentos associados, alegadamente, ao projeto TGV para Portugal e um relatório da PJ referente à investigação do desaparecimento de Madeleine McCann.

A nível internacional, é possível constatar a entrada de ficheiros referentes aos atentados de 11 de setembro.

Veja aqui a lista dos ficheiros partilhados no Wikileaks


quinta-feira, 11 de abril de 2019

Julian Assange: herói ou vilão?




O fundador da WikiLeaks foi detido em Londres, depois de quase sete anos exilado na embaixada do Equador no Reino Unido. Os EUA querem a sua extradição, acusando-o de conspiração.

Ativista e defensor da verdade para uns. Narcisista que pôs em risco inúmeras vidas ao divulgar documentos secretos norte-americanos para outros. Julian Assange, o fundador da WikiLeaks, foi detido esta quinta-feira após sete anos exilado na embaixada do Equador em Londres e enfrenta agora um pedido de extradição para os EUA, onde é acusado de conspiração e arrisca uma pena até cinco anos de prisão.

Julian Paul Assange nasceu na Austrália a 3 de julho de 1971 e estudou programação, matemática e física na Universidade de Queensland e de Melbourne, sem ter contudo acabado qualquer curso. O jovem pirata informático e programador, hoje com 47 anos, fundou em 2006 a WikiLeaks, uma organização especializada na análise e publicação de informações secretas sobre guerra, espionagem e corrupção. Desde então, já divulgou milhões de documentos.

Assange e a WikiLeaks saltaram para a ribalta em 2010, após a revelação de um vídeo de um bombardeamento norte-americano no Iraque, no qual morreram vários civis, ao qual se seguiu a divulgação dos diários do Afeganistão e do Iraque e da correspondência diplomática dos EUA.

Tudo material que tinha sido fornecido por Chelsea Manning (que foi condenada por espionagem e indultada no final do mandato do presidente Barack Obama, voltando novamente a ser presa por não colaborar com o grande júri que estará a investigar a WikiLeaks). A organização também divulgou material de Edward Snowden, referente ao trabalho de vigilância global da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA, tendo este conseguido asilo na Rússia.

Snowden reagiu no Twitter ao vídeo da detenção de Assange. "Os críticos podem congratular-se, mas este é um momento negro para a liberdade de imprensa", indicou, lembrando que o australiano é um editor e um jornalista vencedor de vários prémios.



Acusações sexuais

Em dezembro de 2010, no mesmo ano das primeiras grandes revelações de WikiLeaks, Assange foi detido em Londres pelas autoridades britânicas, em resposta a um mandado de detenção internacional emitido pela Suécia, que o queria interrogar por violação e agressão sexual de duas mulheres. Os factos teriam ocorrido durante uma visita de Assange a Estocolmo, em agosto de 2010, e a primeira denúncia foi encerrada. O ativista foi autorizado a sair do país, mas em setembro o processo foi reaberto.

O fundador da WikiLeaks sempre alegou que ambos os encontros tinham sido consensuais, negando as acusações e dizendo que faziam parte de uma campanha contra ele. O objetivo era extraditá-lo para os EUA, onde seria julgado pelo seu trabalho na WikiLeaks. No ano passado, o Departamento de Justiça revelou inadvertidamente a existência de um processo contra Assange, mas só esta quinta-feira foi conhecida a acusação.

Segundo o Departamento de Justiça de EUA, Assange é acusado de conspirar com Manning para descobrir uma password e aceder aos computadores do Pentágono e "encorajar ativamente" a então analista a fornecer mais informações. Enfrenta uma pena máxima de cinco anos de prisão e o pedido de extradição que os EUA enviaram ao Reino Unido será analisado a 2 de maio.

Depois de ter sido detido em Londres, Assange pagou uma fiança em dezembro de 2010, garantindo que podia aguardar a decisão da justiça britânica sobre a sua extradição em liberdade. O processo prolongou-se até que, em maio de 2012, o Supremo Tribunal britânico decidiu que devia ser extraditado para a Suécia, para ser questionado.
Exilado na embaixada

Diante dessa decisão do tribunal, Assange refugiou-se na Embaixada do Equador a 19 de junho de 2012, temendo ser deportado para a Suécia -- e consequentemente para os EUA. Foi então emitida uma ordem de captura por parte dos juízes britânicos, visto o fundador da WikiLeaks ter violado as condições da sua fiança, pelo que arriscava ser detido se deixasse o edifício em Knightsbridge. Durante anos, vários agentes vigiaram em permanência a embaixada.

Por este crime poderá ter que cumprir uma pena até um ano de prisão, tendo já esta quinta-feira sido considerado culpado por um juiz britânico que o acusou de ser "um narcisista que não consegue superar o seu próprio interesse egoísta". A sentença deverá ser conhecida no próximo mês.


Apoiantes do fundador da WikiLeaks à porta do tribunal de Westminster, em Londres. © EPA/ANDY RAIN

Entretanto, as autoridades suecas interrogaram-no na Embaixada do Equador. Tendo a maior parte dos crimes prescrito, a investigação foi dada como terminada em maio de 2017 e o pedido de extradição revogado. Contudo, um dos crimes só prescreve em agosto de 2020 e a investigação pode ser retomada se Assange voltar à Suécia.

Uma das advogadas de uma das alegadas vítimas disse à Reuters esta quinta-feira que esperam que a justiça sueca possa reabrir o processo. "Vamos fazer tudo o que pudermos para que os procuradores reabram a investigação criminal preliminar e para que Assange seja extraditado para a Suécia e julgado por violação", indicou Elisabeth Massi Fritz.

Viver na embaixada do Equador

Em agosto de 2012, menos de dois meses depois de Assange ter entrado na embaixada, o Equador concedeu-lhe asilo político.

Em 2013, quando saiu o filme biográfico O Quinto Poder, em que o ator Benedict Cumberbatch faz de Assange, este contou como era viver na embaixada, num pequeno escritório convertido em quarto, equipado com uma cama, telefone, um candeeiro com lâmpada ultravioleta para substituir a luz do sol, um computador com acesso à internet, um duche, uma passadeira e uma pequena kitchenette. Recebia então constantes visitas, incluindo de várias celebridades como Pamela Anderson, que chegou a ser apontada como sua namorada. No Twitter disse estar "em choque".

A determinada altura, Assange chegou a ter a companhia de um gato, mas teve que o dar depois de a embaixada equatoriana começar a fazer exigências em relação ao cuidado com "alimentação e higiene" do felino. Em outubro de 2018, a embaixada emitiu novas regras para Assange, ameaçando retirar-lhe o asilo.


Julian Assange na varanda da embaixada do Equador em londres a 19 de maio de 2017. © ARQUIVO REUTERS/Peter Nicholls

Em primeiro lugar, o fundador da WikiLeaks devia evitar fazer comentários políticos online -- chegou a ficar sem Internet em março, mas passou então a poder ter acesso ao Wi-fi da embaixada no portátil e no telemóvel. Além disso, tinha que pedir autorização com três dias de antecedência para qualquer visita que recebesse, estando proibido de qualquer atividade considerada "política" ou que pudesse interferir com os assuntos internos de outros países.

A partir de 1 de dezembro de 2018, passou também a ter que pagar a sua comida, roupa lavada ou outros custos relacionados com a sua estadia na embaixada. E de pagar também os exames médicos que tinha que fazer regularmente.

Críticas à decisão do Equador

O presidente que lhe deu asilo, Rafael Correa, reagiu esta quinta-feira à decisão do seu sucessor, Lenín Moreno, de retirar essa proteção ao fundador da Wikipedia.

"'Decisão soberana', que maneira de chamar a maior canalhada e cobardia! Isto nunca será esquecido em toda a humanidade. Um dos atos mais atrozes, fruto do servilismo, da vileza e da vingança. A história será implacável com o culpado de algo tão atroz", escreveu no Twitter.



Moreno confirmou precisamente no Twitter ter retirado o asilo diplomático a Assange por "violar reiteradamente as convenções internacionais e o protocolo de convivência". No vídeo, Moreno disse que pediu ao Reino Unido a garantia de que Assange não será extraditado para um país onde possa ser torturado ou condenado a pena de morte. "O governo britânico confirmou-o por escrito, de acordo com as suas próprias regras", indicou.

Os polícias que prenderam Assange "foram convidados a entrar na embaixada pelo embaixador", segundo o comunicado da Scotland Yard, a polícia britânica. O site da estação de televisão Russia Today, onde Assange tem um programa de entrevistas, publicou um vídeo do momento em que o fundador da WikiLeaks é arrastado para fora da embaixada pelos agentes britânicos.



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Erdogan: "Eu não consigo entender o silêncio dos EUA sobre o terrível assassinato de Khashoggi"


O presidente turco disse que os culpados "devem ser levados à justiça".

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, descreveu neste domingo como "horrível" o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi e afirmou que não consegue entender a falta de reacção por parte dos Estados Unidos. sobre isto.

Eu não consigo entender o silêncio dos EUA sobre o assassinato horrível" de Khashoggi, o presidente turco indicou.

Erdogan disse que os culpados "devem ser levados à justiça ".

O jornalista saudita, residente nos EUA e colunista do The Washington Post, desapareceu a 2 de outubro depois de entrar no consulado da Arábia Saudita em Istambul (Turquia).

Depois de várias explicações contraditórias, Riyadh admitiu que Khashoggi foi morto no consulado, mas nega o envolvimento do governo. 

As autoridades sauditas dizem que os agentes que assassinaram o jornalista ultrapassaram sua autoridade e que já prenderam 21 pessoas relacionadas ao caso, cinco das quais poderiam enfrentar a pena de morte.


fonte: RT

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Relógio do Juízo Final volta a marcar dois minutos para o apocalipse

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A hora do relógio do Juízo Final, um simbolismo que reflete como está a perigosidade do mundo, foi atualizada esta quinta-feira em Washington, nos Estados Unidos: estamos a dois minutos da meia-noite, a hora que representa o apocalipse. Exatamente a mesma posição em que os ponteiros estavam no ano passado, marcando, pela terceira vez, a maior aproximação feita à meia-noite desde que o relógio existe.

Todos os anos o relógio é atualizado pelo Boletim de Cientistas Atómicos. "Este novo anormal é simplesmente muito volátil e perigo demais para ser aceite", alertou a presidente do grupo, Rachel Bronson, durante a apresentação do relógio de 2019.

"Apesar de se manter inalterado desde 2018, este cenário deve ser tido não como um cenário de estabilidade, mas como um aviso para os líderes e cidadãos do mundo inteiro", continuo a presidente.

Durante a revelação do relógio, os cientistas referiram a melhoria da relação entre os Estados Unidos e a Coreia do norte e criticaram o aumento das alterações climáticas e as crises diplomáticas no mundo. Foram ainda abordadas as "notícias falsas" como um dos elementos mais preocupantes neste momento.

Quem coloca os ponteiros no relógio todos os anos é um grupo de cientistas da Universidade de Chicago, criado em 1945, responsável pelas primeiras armas atómicas. Autointitularam-se Boletim de Cientistas Atómicos e dois anos depois começaram com o relógio do "Juízo Final", que inicialmente marcava 7 minutos para a meia-noite.

Nos últimos anos, o ponteiro grande tem-se vindo a aproximar cada vez mais da meia-noite, metáfora para o aumento da probabilidade de acontecer uma catástrofe global.

O relógio atingiu a sua proximidade máxima do "apocalipse" nos últimos dois anos e em 1953, quando a Harry Truman anunciou, a 7 de janeiro, ao Congresso que os Estados Unidos tinham desenvolvido uma bomba de hidrogénio. Pelo contrário, o ano em que o relógio esteve mais distante do Juízo Final (17 minutos para a meia-noite) foi em 1991, depois da guerra fria e da queda do muro de Berlim, quando os Estados Unidos e e a URSS assinaram o Tratado de Redução de Armas Estratégicas.


terça-feira, 23 de outubro de 2018

Rússia acusa EUA de estarem a aumentar arsenal de armas nucleares


Rússia acusou os EUA de estarem a aumentar a influência das armas nucleares no seu arsenal, uma campanha intensificada para garantir "a superioridade militar do país sobre o resto do mundo".

O diretor do Departamento de Não Proliferação e Controlo de Armas do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Andrei Belousov expressou, na segunda-feira, junto do comité de desarmamento da Assembleia Geral da ONU que Moscovo está "especialmente preocupado" com a revisão da postura nuclear de Washington, que prevê o fabrico de novas armas nucleares.

De acordo com Andrei Belousov, os EUA estão a desenvolver uma defesa global contra mísseis balísticos, o que provocará um desequilíbrio das armas convencionais no mundo.

A Rússia tem pedido repetidamente "condições apropriadas" e que se tomem "medidas práticas para libertar o mundo das armas nucleares".

Estas declarações vêm na sequência, dos EUA terem anunciado, no sábado, que vão retirar-se de um tratado sobre armas nucleares assinado com a Rússia durante a Guerra Fria, na qual acusaram Moscovo de violar o acordo "há muitos anos", disse o presidente norte-americano, Donald Trump.

"A Rússia não respeitou o tratado. Então, vamos por fim ao acordo e desenvolver as armas", afirmou Donald Trump, citado pela Agência France Presse, depois de um comício em Elko, no estado do Nevada, referindo-se ao tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermédio (INF, sigla em inglês), assinado em 1987 pelos então presidentes norte-americano e soviético, Ronald Reagan e Mikhaïl Gorbachev, respetivamente.


segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Gorbachev critica "falta de sabedoria" de Trump pela retirada dos EUA do tratado nuclear


O último dirigente soviético, Mikhail Gorbachev, criticou hoje a "falta de sabedoria" de Donald Trump, por ter decidido a retirada dos Estados Unidos do tratado nuclear, assinado com a Rússia, em 1987.

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Em caso algum se devem quebrar os antigos acordos de desarmamento. É tão difícil entender que a recusa desses acordos não seja uma falta de sabedoria? É um erro", disse Gorbachev, à agência de notícias Interfax, qualificando a decisão de Trump como "muito estranha".

No sábado, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que os Estados Unidos projetavam retirar-se do Tratado sobre Forças Nucleares Intermediárias (INF) e sobre armas nucleares de alcance intermediário, assinado em 1987 pelos então presidentes dos Estados Unidos e da União Soviética (URSS), respetivamente, Ronald Reagan e Mikhail Gorbachev.

Segundo Gorbachev, a decisão dos norte-americanos "irá minar todos os esforços da URSS e dos líderes dos EUA para alcançar o desarmamento nuclear", noticia a AFP.

"Todos os acordos concluídos anteriormente devem ser preservados porque contêm o que não é referenciado noutros documentos. Eles fornecem controlo, o que deve ser considerado valioso", continuou.

"Washington não entende ao que isso pode levar?", questionou o ex-líder soviético, apelando a "todos os que apreciam um mundo sem armas nucleares" a convencerem Washington a reconsiderar a sua decisão e "preservar a vida" na Terra.

Moscovo reagindo às declarações de Trump, afirmou que tal decisão é "um passo muito perigoso".


sábado, 20 de outubro de 2018

Brasil. Um dia no país das ‘fake news’


No dia em que o Brasil acordou com a notícia de mais uma polémica relacionada com a campanha que se faz no WhatsApp, o SOL entrou num dos grupos de disseminação de notícias falsas de apoio a Bolsonaro, cuja candidatura Haddad quer agora impugnar.

Meio-dia e nem sinais do Folha nas bancas. Avenida Paulista, encontro marcado com um infiltrado num dos grupos de WhatsApp de apoiantes de Bolsonaro. Em tempo de fake news, nada como ver para acreditar no que, noutro tempo, contado pareceria mentira. Antes que seja identificado e expulso, vamos dizer que é um português a viver no Brasil, a torcer para que vença Haddad na segunda volta, marcada já para o próximo fim de semana. Para a história basta. Isso e perceber como deu com o grupo: através de um link afixado num supermercado de uma pequena cidade num estado do norte do país.

Entrar nestes grupos é fácil. Basta um convite, um clique e já lá estamos. ‘Capitão Bolsonaro’, ‘Nosso Capitão’, bandeiras do Brasil e descrições ‘patrióticas” são clássicos. O pior vem depois. Coisas como: «O assassinato de Bolsonaro: o plano para assassinar Bolsonaro será concluído caso ele e sua equipa não adotem medidas extremas de segurança. Ciro saiu do país para não levantar suspeitas, Haddad tenta desesperadamente tirá-lo de casa, as armadilhas são muitas, Bolsonaro se tornará de fato um mito.» Ou pretensas citações bíblicas justificando o uso de armas. Entramos e nem trinta segundos demora até recebermos a notificação da primeira mensagem, e por aí fora até a cadência de alertas se tornar insuportável.

O assunto do dia, quinta-feira, não é homicídio, não é o suposto “kit gay”, que Fernando Haddad, o candidato do PT, alegadamente distribui pelas escolas. O tema é a notícia do dia, da Folha de São Paulo: de que várias empresas privadas que apoiam Jair Bolsonaro contrataram serviços de marketing para a distribuição de «centenas de milhões» de mensagens com propaganda anti-PT via WhatsApp, em contratos que atingiam valores de 12 milhões de reais (2,8 milhões de euros), num país em que desde 2015 as empresas estão proibidas de financiar candidatos. “Fake news”. Se Bolsonaro é extrema-direita, então a Folha é «extrema-imprensa». 

No dia seguinte, chegaria uma petição: «Em resposta ao senhor Haddad que quer saber quem banca a campanha do Jair: Somos marketeiros do Jair Messias Bolsonaro.» Mais de 100 mil assinaturas de gente que se declara «voluntária» em defesa do capitão, que se defendeu na mesma linha: «Eu não tenho controle se tem empresário simpático a mim fazendo isso. Eu sei que fere a legislação. Mas não tenho como saber e tomar providência.»

Sobre as eleições, diz-se que Bolsonaro as está a ganhar aqui, no WhatsApp. Já no início do mês, a cinco dias da primeira volta, um inquérito do Datafolha para a Globo e a Folha revelava que, entre os quatro candidatos que lideravam as sondagens, eram os eleitores de Bolsonaro os que mais usavam as redes sociais para se informarem. Os números, preocupantes, foram então mais do que repetidos: quase dois terços (61%) dos eleitores de Bolsonaro afirmavam ler notícias no WhatsApp. Entre os eleitores de Ciro Gomes, a percentagem baixava para 46%, e nos de Fernando Haddad, para 38%. No Facebook, a lógica mantinha-se e mudavam apenas os números: 57% (Bolsonaro), 50% (Ciro) e 40% (Haddad).

Ainda em dezembro de 2016, o ano do impeachment de Dilma Rousseff, o Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo da Universidade de Oxford, publicava um estudo sobre 26 países em que notava como o consumo de notícias via redes sociais aumentava no Brasil. E se 91% dos brasileiros diziam informar-se via internet, 72% faziam-no através das redes sociais, com o Facebook e o WhatsApp como plataformas de eleição. Nesse ano, entre os 26 países analisados, o Brasil era o terceiro em que as redes sociais tinham um maior peso nas fontes de informação e era aquele que mais crescia no consumo de conteúdos jornalísticos online.

Na quinta-feira, foram divulgados os resultados de uma análise liderada pelos investigadores Pablo Ortellado (Universidade de São Paulo) e Fabrício Benvenuto (Universidade Federal de Minas Gerais, onde nasceu o projeto Eleição Sem Fake), em conjunto com a agência de verificação de factos Lupa (uma entre várias) a 347 grupos de WhatsApp: apenas 8% das imagens partilhadas (muita da informação circula na forma de memes ou de vídeos) podem ser classificadas como verdadeiras. Os conteúdos analisados circularam entre os dias 16 de setembro e 7 de outubro, o dia da primeira volta das presidenciais. Período em que ao todo, entre os 18 mil utilizadores daqueles 347 grupos, circularam 846 mil mensagens, entre textos, vídeos, imagens e links externos.

Pedido de impugnação

De volta à Paulista. Porque estamos na Paulista ainda, sentados à mesma mesa, e o telefone não parou um minuto. Tudo do grupo pró-Bolsonaro. Conversa sobre a campanha e a segunda volta cada vez mais perto, daí a reação de Haddad, o pedido de impugnação da candidatura do adversário alegando a inelegibilidade do candidato do PSL por abuso de poder económico.

Diálogo entre esquerda e direita, pelo menos entre a esquerda e a direita que apoiam um e outro candidato, é coisa que não existe. É ver como entre círculos de amigos pró-Haddad é difícil encontrar um pró-Bolsonaro. E vice-versa. Os universos mal se tocam, e os algoritmos não ajudam. Só pioram. Citado pelo jornal da Universidade de São Paulo, o investigador Marcio Moretto Ribeiro lembrava já no ano passado que as redes sociais não são só causa. São também efeito da polarização do debate político. «Cada pessoa que está acompanhando o debate na rede social tem uma visão parcial do debate político todo que está acontecendo no Brasil, afirmava.

Onde encontrar apoiantes de Bolsonaro então? Há quem diga que não há quem garanta que sim, a estatística de bolso confirma: em São Paulo, difícil é encontrar motorista de Uber que não esteja por Bolsonaro. Até Diego, que não diz, mas também não precisa. 

Viu as notícias? «Não vi não…» Por essa hora já Fernando Haddad tinha pedido a impugnação da candidatura do adversário do PSL, que continua na frente na corrida – segundo as últimas sondagens, contabilizando os votos válidos a diferença é 59% a 41% – , exigindo uma segunda volta frente a Ciro Gomes, do PDT, o terceiro mais votado a 7 de outubro.

«Ah é? Era só o que faltava. Mas do jeito que o Brasil é… não duvido muito, não. Só patifaria. Principalmente eles.” Eles, os petistas? Vai votar Bolsonaro? Silêncio. «Se o PT ganha de novo é palhaçada! É palhaçada. Não tem como o povo ser tão burro assim. Ou tem?» Medo de Bolsonaro? «Todo o político que entra, por mais que seja certo, acaba virando errado. Vamos lá: o Lula. O Lula era um cara mau? Ele não era um cara mau. Ele tinha o jeito dele de trabalhar. Foi tudo ele? Não foi tudo ele, lógico que não. Disso [a notícia da Folha] estou sabendo agora por você.»

E estas mensagens de que se fala, via WhatsApp? «Só recebo notícia de um candidato ou do outro, cada um falando dele, tipo anúncio. E na verdade vem de todos. Para ser sincero, nem leio. Para falar que nem leio, li uma hoje do Bolsonaro falando da história dele um pouco — não o que ele vai fazer ou o que ele não vai, só falando do começo da carreira dele, que ele era tipo soldado… Não foi uma propaganda dele, entendeu? Acho que também não pode ficar mandando mensagem assim como se fosse campanha eleitoral.»

O que pode e o que não pode, não há outro assunto por estes dias. Já é a Rua Rocha agora, no Centro de São Paulo. Ao ruído do trânsito de início de noite sobrepõe-se a voz de Haddad vinda de uma TV à entrada de um corredor de recolha de automóveis. Perguntamos se podemos entrar, o moço responde que sim. Ademar. Daqui? «Nascido em São Paulo, sim.» Mas sotaque não engana e acerta: família toda na Baía, no nordeste, onde Haddad bateu Bolsonaro. «Uma grande piada. O sr. Haddad está absolutamente desesperado porque vai perder a eleição», reage o candidato do PSL, na televisão. Mas vem Ademar falar por cima: «Acho que ele vai impugnar. Tem 30 empresários envolvidos, 30 empresários! Isso não pode não, isso aí é roubo. Votei nele mas agora não vou votar mais não!» Não vai votar Bolsonaro? «Votei. Mas tem rolo. Por isso que ele falou que tinha a mão na faixa. Ele acha que tá com a mão na faixa, não voto mais!»

fonte: Sol

Manipular o clima já não é ficção. Mas a realidade pede (muita) prudência


As novas soluções para manipular o clima têm um alcance global nunca visto, de consequências tão imprevisíveis, que a maioria dos cientistas nem as quer testar. “Isto pode provocar guerras”, diz um climatologista

Há muito que a dança da chuva dos povos indígenas deixou de ser a esperança da Humanidade para mandar vir água dos céus. Rezas e procissões, que no ano passado se viram em Portugal numa tentativa de acabar com a seca, também já passaram de moda. Persistem os canhões de granizo e a inseminação de nuvens, técnicas introduzidas há várias décadas para impedir a queda de gelo e provocar a chuva, embora de eficácia duvidosa aos olhos de boa parte da comunidade científica. São as soluções em estudo para manipular o estado do tempo que parecem apresentar, enfim, o potencial de influenciar o clima à escala planetária, de tal modo que só uma minoria de cientistas se atreve a dar a cara por elas.

“São atrativas na teoria, mas podem ser muito perigosas na prática”, sustenta o climatologista Carlos da Câmara, sobre as propostas de geoengenharia para controlar os humores de São Pedro. A mais controversa envolve o aumento da capacidade de refletir a luz solar, de forma a reter menos calor e assim arrefecer a temperatura da Terra. Sugestões tão mirabolantes como cobrir desertos de plástico, remexer a água do mar para formar camadas de espuma branca ou posicionar espelhos gigantes no Espaço parecem impossíveis de concretizar, mas existem alternativas mais acessíveis para devolver raios de Sol ao Universo.

A principal passa por lançar na estratoesfera dióxido de enxofre (SO2), criando uma espécie de véu protetor, a muitos quilómetros da superfície terrestre, semelhante ao das erupções vulcânicas. A ideia, aliás, surgiu a partir de evidências científicas que demonstraram que as partículas expelidas pelos vulcões podem resultar, no ano seguinte, no arrefecimento da temperatura em um grau. Tem a vantagem de ser uma medida economicamente viável, mas encontra forte resistência devido aos efeitos, totalmente imprevisíveis, que pode gerar no clima, a nível global. Em abril, 12 cientistas assinaram um texto na revista Nature a reclamar prudência nas experiências.

“Imagine-se que ocorre uma seca brutal na Península Ibérica ou na Índia, em época de monções, das quais dependem milhões de pessoas para sobreviver. Ninguém saberia ao certo se era um fenómeno natural ou consequência da geoengenharia”, ilustra o climatologista Ricardo Trigo, aflorando outro foco da polémica: “Isto pode provocar guerras. Quem seria o político que assumiria uma responsabilidade deste alcance? Nem Trump se mete nisso.”

Financiado por Bill Gates e outros bilionários americanos, o projeto Scopex tem previsto para este ano um teste de pequena escala desta tecnologia. David Keith, professor de Física Aplicada em Harvard, lidera a investigação, que ganha força perante a necessidade, saída do Acordo de Paris, de não deixar o termómetro subir mais do que dois graus até ao final deste século (sendo que já subiu um). O problema é que nenhum teste de pequena escala conseguirá antecipar o impacto real da geoengenharia solar, a ponto de estarem proibidos à luz da Convenção sobre a Diversidade Biológica – que os Estados Unidos da América não assinaram.

Outra hipótese de alcance global para mexer com o clima passa por capturar dióxido de carbono da atmosfera. Filipe Duarte Santos, especialista em alterações climáticas, considera esta alternativa menos arriscada, no sentido em que “vai à raiz do problema”: a excessiva concentração de gases com efeito de estufa. A falta de valor económico do CO2, porém, dificulta a aposta na solução. “Nos Estados Unidos da América e na Europa já há centrais térmicas a carvão que capturam o dióxido de carbono dos gases que saem da combustão. Só não há mais porque a eletricidade fica mais cara para o consumidor”, argumenta o presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável, acrescentando que a escolha se faz entre duas opções: “Ou se investe para resolver o problema de gerações futuras ou então quem vier a seguir que pague a fatura.”

GUERRA DE CHUVA

O controlo do clima é uma ambição que as grandes potências perseguem em várias frentes. Na Guerra do Vietname (1955-1975), os Estados Unidos da América agravaram as chuvas das monções do lado do inimigo, através da técnica de inseminação de nuvens, ainda hoje a mais popular. O objetivo da operação Popeye, como lhe chamou o exército americano, era enlamear os caminhos para dificultar o abastecimento aos soldados vietnamitas, a partir dos territórios vizinhos do Laos e do Camboja.

Fazer da manipulação do clima uma arma de guerra foi, entretanto, proibido pela Convenção de Genebra, no final dos anos 70, mas lançar iodeto de prata na atmosfera é hoje uma prática corrente em muitos países, para fins bem mais pacíficos. A China tem vindo a desenvolver um sistema para fazer chover em zonas mais áridas e, em vez de recorrer a aviões para soltar os químicos, instalou centenas de câmaras de combustão no Tibete, capazes de gerar iodeto de prata e o libertar na direção das nuvens.

Durante os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, os chineses já tinham montado uma gigantesca operação para evitar que a chuva desabasse sobre as competições, com satélites para identificar nuvens num raio de quase 50 mil quilómetros quadrados. O plano tinha duas alternativas: ou provocavam a chuva longe do recinto ou dissipavam as nuvens com outros produtos químicos, como se acredita que os soviéticos já tinham feito nas Olimpíadas de Moscovo, em 1980.

Apesar de ser já longo, o caminho para manipular a meteorologia, apoiado nas inovações tecnológicas, ainda tem muito para andar.

fonte: Visão

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Já aí estão os serviços de "lavagem cerebral" via Internet


Uma empresa oferece pacotes personalizados para influenciar as vontades alheias. Autêntica manipulação ao domicílio. Podem encomendar-se “serviços” para levar alguém a deixar de fumar ou a estar disponível para amar. Uma espécie de vodu dos tempos modernos

No passado, era a publicidade, declarada ou mais subliminar, a influenciar a compra de um carro, de um detergente, a fazer desejar um certo estilo de vida. No futuro, é possível que as nossas vontades e opiniões sejam manipuladas durante os sonhos, como se prevê no thriller de Christopher Nolan, A Origem, de 2010, e, muito antes disso, no romance Admirável Mundo Novo, escrito em 1931 por Aldous Huxley. No presente, somos bombardeados nos computadores, telefones ou tablets com anúncios/artigos que vêm ao encontro das nossas preferências ou dos nossos anseios. Quem nunca visitou a página do turismo de uma cidade e passou a ser inundado com anúncios de hotéis ou ofertas de viagens para esse mesmo destino?

Tudo isto acontece graças aos cookies – informação que fica guardada nos dispositivos de cada vez que visitamos um website, uma espécie de pegada ou rasto digital, e que está na base do marketing na era da internet. Agora, uma empresa registada em Londres oferece o que pode ser visto como um serviço de manipulação ao domicílio. Com a aplicação The Spinner é possível controlar os artigos que são apresentados a uma determinada pessoa, de forma a influenciar o seu comportamento. Os textos vão aparecendo nos dispositivos eletrónicos utilizados pelo visado, recheados de uma mensagem específica.

É possível, por exemplo, encomendar uma campanha a favor de um animal doméstico. São os adolescentes os principais clientes deste serviço e o visado, ou os visados, neste caso os pais, receberão artigos com títulos como “12 razões para a sua família ter um cão”. Também se pode tentar convencer alguém a deixar de fumar ou a pensar em mudar de emprego (imagine que quer ver-se livre de um colega de trabalho...). O pedido mais comum, revelou um responsável da empresa ao jornal Financial Times, é o pacote que predispõe uma mulher a dar o primeiro passo no sexo. Neste caso, o computador e o telemóvel da visada são inundados com supostos artigos de revistas femininas, nos quais se louvam as virtudes de dar o primeiro passo numa relação amorosa.

De acordo com as informações disponíveis no site, a aplicação, não disponível em Portugal, funciona de uma forma bastante simples: o cliente recebe um link de aparência inocente, criado pela The Spinner, que o envia ao visado. Assim que este abre o link, o pacote encomendado (deixar de fumar, por exemplo) fica associado ao telefone e a partir daí começa o “ataque”. Durante três meses, a pessoa irá receber dez artigos diferentes, todos com o mesmo objetivo, em 180 pop-ups, numa técnica que se socorre do poder de sugestão bem conhecido na psicologia. Este pacote básico custa à volta de 25 euros e, de acordo com a própria empresa, é perfeitamente legal. “Hoje, no vasto mercado de média online, o anexo de cookies é legal. Terceiros podem recolher ou receber informação sobre os utilizadores, com vista a fornecer conteúdo, publicidade ou funcionalidades ou ainda para medir e analisar o desempenho de um determinado anúncio”, explica-se.

Desde que o serviço foi lançado, em janeiro deste ano, mais de cinco mil pessoas, de acordo com o Financial Times, já pagaram para influenciar alguém de quem gostavam, ou não. “Há linhas que não cruzamos, se nos sentimos desconfortáveis”, assegurou Elliot Shefler, responsável pelo marketing da empresa, que dá como exemplo “questões altamente sexuais” (o detalhe destas propostas fica a cargo de cada um). “É uma ferramenta poderosa”, admite o responsável.

UM EMPURRÃOZINHO

É esta capacidade de influenciar, embora a uma escala mais vasta, visando toda a sociedade, que está na base do trabalho de Richard Thaler, Nobel da Economia em 2017. O economista social criou o conceito de nudge, empurrãozinho, que parte da ideia de que é possível influenciar o comportamento das pessoas, de forma positiva, através de medidas simples. Um exemplo clássico é o sistema de doação de órgãos que vigora em Portugal e que tem vindo a ser adotado noutros países europeus. O facto de todos os portugueses serem, à partida, dadores de órgãos – para não o serem é necessário deixarem esta vontade expressa – resulta numa boa taxa de doação. Noutro exemplo mais prático, o Aeroporto de Amesterdão pôs o desenho de uma mosca nos urinóis, para levar os utilizadores a fazer pontaria. Com isto conseguiu-se uma poupança na ordem dos 80% em detergentes.

Inspirado nesta teoria, Diogo Gonçalves, psicólogo e especialista em economia comportamental, criou a empresa Nudge Portugal que, neste momento, trabalha numa campanha com a qual se pretende aumentar o consumo de fruta e legumes, numa determinada cadeia de hipermercados. Sem poder revelar muitos pormenores, o empreendedor conta que a estratégia passará pela alteração dos carrinhos de compras. A ideia desta startup é de que a sua utilização seja pró-social. “Não me imaginaria a participar numa campanha para aumentar a venda de doces a crianças”, refere o responsável.

Porém, pode não ser sempre assim. Aliás, o especialista está a organizar uma conferência em Lisboa, envolvendo decisores políticos e organizações internacionais, na qual se discutirá precisamente os riscos e as potencialidades das aplicações de nudging. “É preciso promover a discussão pública acerca da utilização de aplicações como The Spinner, que promovem influência direcionada e não declarada. Hoje em dia, o espaço digital permite que as empresas saibam mais sobre as pessoas do que elas próprias. Faz falta avaliar a moralidade dos mercados. As políticas públicas têm sido dominadas pelos economistas. Precisamos de ouvir outros cientistas sociais, como os neurocientistas”, acrescenta. Depois deste debate, defende Diogo Gonçalves, “deve haver regulação neste setor de atividade”. Afinal, uma questão deverá estar sempre em cima da mesa: até que ponto queremos que nos entrem pela vida adentro?

À caça de dados

As análises de big data que põem em causa a democracia

Acedendo, sem permissão, a dados pessoais de mais de 50 milhões de pessoas utilizadoras do Facebook, a consultora britânica Cambridge Analytica enviou publicidade personalizada que influenciou o voto a favor de Donald Trump. A estratégia passa essencialmente pelo fabrico de notícias falsas e terá sido usada também na campanha pró--Brexit e, suspeita-se, nas eleições indianas. A fuga de informações pessoais poderá ter chegado a entidades russas, com interesse em condicionar o resultado das eleições norte-americanas de 2016. Depois de uma série de notícias reveladoras, a empresa acabou por abrir falência, atolada em processos judiciais. Quanto ao Facebook, fez o mea culpa, pela boca do seu fundador, Mark Zuckerberg, mas tarde demais. Desde 2015 que os responsáveis da rede social sabiam da fuga, mas nada fizeram para a travar.

Aliás, um relatório recente da Universidade de Oxford, no Reino Unido, identificou iniciativas de “manipulação do debate público”, para influenciar eleições e políticas em 48 países, nos últimos oito anos. Difusão de notícias falsas e contratação de grupos para escreverem nas caixas de comentários são os esquemas mais usados. E as redes sociais são o palco privilegiado para estas manobras que atentam contra a democracia.

Jornalista

fonte: Visão

sábado, 19 de maio de 2018

Espancamento de mulher grávida e estupro de homem: Snowden expõe torturas de Haspel


A nomeação de Gina Haspel como directora da CIA foi recebida com uma forte oposição entre os legisladores norte-americanos, já que ela foi suspeita de estar envolvida no uso de métodos de interrogatório extremos pela agência.

O famoso divulgador Edward Snowden, escreveu no seu Twitter que a nova directora da CIA participou do programa de torturas cruel, bem como encomendou a destruição do vídeo com evidências.

"Nota: Gina Haspel participou do programa de tortura que envolvia bater na barriga de uma mulher grávida (inocente), estupro anal de um homem com a comida que ele tentou rejeitar, e congelamento de um prisioneiro algemado até à morte. Ela pessoalmente escreveu o pedido para destruir 92 gravações das torturas da CIA", lê-se no seu Twitter.


Note: Gina Haspel participated in a torture program that involved beating an (innocent) pregnant woman's stomach, anally raping a man with meals he tried to refuse, and freezing a shackled prisoner until he died. She personally wrote the order to destroy 92 tapes of CIA torture. https://twitter.com/realDonaldTrump/status/997220260259487744 …

​O Senado dos EUA confirmou a nomeação de Gina Haspel como a próxima directora da Agência Central de Inteligência com 45 votos a favor, de um total de 54, na quinta-feira (17). De acordo com as recentes gravações reveladas, ela supervisionou a tortura do prisioneiro, incluindo afogamento simulado e mandou destruir as evidências, declarou o Arquivo da Segurança Nacional dos EUA na Universidade de George Washington.

Na semana passada, o senador norte-americano, John McCain, recusou-se a votar a favor da nomeação de Haspel, por que acha que ela não serve para liderar a CIA devido ao "papel perturbador na supervisão do uso de torturas pelos americanos".

Durante as audições dela no Senado a 9 de maio, Haspel prometeu não renovar o programa de detenção e interrogação sob a sua liderança, embora não declarou que as tácticas de tortura eram imorais.

Gina Haspel, de 61 anos de idade, será a primeira mulher na posição da directora da CIA, que alegadamente vigiou a interrogação de um prisioneiro na prisão secreta na Tailândia, que foi afogado 83 vezes num único mês durante as torturas.


NOTA MUITO PESSOAL
Deviam fazer-lhe, igual ou dobro do que ela fez ou mandou... 
Esta criatura não é humana, deve ser um reptóide ao serviço da CIA, pessoa fria e sem sentimentos de humanísmo é um monstro,,, uma assassina, por menos muitos foram fuzilados, era o fim merecido para ela... Como diz o velho ditado TODO O PERÚ, TEM O SEU NATAL!!!!!!

fonte: Sputnik News

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