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sábado, 28 de dezembro de 2013

Juiz diz que programa de vigilância da NSA é legal


Um juiz de Nova Iorque considerou hoje que o programa de vigilância de dados telefónicos da responsabilidade da Agência Nacional de Segurança (NSA) norte-americana, que gerou controvérsia no país e na comunidade internacional, era "legal".

As declarações do juiz William Pauley ocorrem 10 dias depois de um outro juiz, de Washington, ter questionado fortemente a constitucionalidade do programa.

O juiz de Nova Iorque considerou que não existe "qualquer prova de que a administração tenha utilizado a significativa recolha de dados telefónicos para outros fins que não para prevenir e investigar ataques terroristas".

O magistrado foi chamado a pronunciar-se num processo da Associação de Defesa de Liberdades Civis contra a administração do Presidente Barack Obama, no qual alegava que o programa de vigilância da NSA era ilegal.

"A questão colocada ao tribunal era saber se o programa de recolha em massa de dados telefónicos era legal. O tribunal considera que é", escreveu o juiz William Pauley na sua decisão, que foi consultada pela agência noticiosa francesa AFP.

A existência destes programas de vigilância foi revelada no verão pelo consultor informático norte-americano Edward Snowden, de 30 anos, que trabalhou como analista informático para uma empresa subcontratada pela NSA.

Atualmente, Edward Snowden está a viver na Rússia, ao abrigo de um asilo temporário por um período de um ano.

A existência nos serviços secretos norte-americanos de programas de vigilância em massa de comunicações acabou por suscitar tensões políticas internacionais e reavivou o debate sobre espionagem, segurança nacional e direito à privacidade.

Em agosto passado, Barack Obama anunciou uma série de reformas para tornar os serviços de informações mais transparentes e respeitadores dos direitos civis, prometendo trabalhar com o Congresso e com um grupo independente de peritos para esse fim.


NSA e CIA têm célula em Portugal


As agências de espionagem norte-americanas têm 80 escritórios "regionais" espalhados pelo mundo. Snowden passou informações sobre o nosso país.

O semanário "Expresso" escreve na sua edição de hoje que "uma "célula" da Special Collection Service (SCS), uma agência conjunta da NSA e da CIA, estará a operar em Portugal, segundo um documento revelado por Edward Snowden e publicado pelo jornal holandês "NRC". De acordo com o documento divulgado pelo jornal, a "célula" em questão em Portugal seria um ponto de acesso à imensa base de dados recolhida no mundo pela NSA e pela CIA. No mapa vê-se claramente uma bola vermelha sobre Portugal e, na legenda, detalha-se que se trata de um ponto "regional", com a indicação de que haverá mais de 80 pontos semelhantes no mundo, 19 dos quais na Europa, assegura Snowden".

Segundo o semanário, "a história da SCS indica que a maioria destes pontos (e agentes) começou por se localizar nas embaixadas e consulados americanos, um recurso ainda hoje utilizado - veja-se o caso do escândalo das escutas ao telemóvel da chanceler alemã Angela Merkel, denunciado por Snowden, e que teria origem precisamente numa "célula" da organização na embaixada americana em Berlim. Questionada a este propósito pelo Expresso, "a embaixada americana em Lisboa não confirmou nem desmentiu a existência da célula, mas reconheceu a existência de alguns problemas que estariam a ser tratados por canais diplomáticos. "Sabemos que as alegações de atividades de vigilância da NSA criaram desafios significativos no nosso relacionamento com alguns dos nossos parceiros estrangeiros mais próximos".

Segundo fontes contactadas pelo semanário "o interesse por Portugal pode ter a ver com ligações significativas a outras partes do mundo, nomeadamente África, Brasil e Extremo oriente, e em particular a China, já que detém em Portugal ativos estratégicos importantes e faz do nosso país um dos canais de penetração na Europa".


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

SITE SINISTRO RECEBE DOAÇÕES ANÓNIMAS PARA ASSASSINAR POLÍTICOS



Conheça os primeiros seis nomes colocados na lista negra

É sinistro e totalmente anónimo. Este site foi descoberto no início do mês, mas só na semana passada é que se conheceu com detalhe o seu objectivo último: o financiamento público de assassinatos políticos. O ‘Assassination Market’ (mercado dos assassinatos) esconde-se na chamada dark net – a zona invisível da Internet – e encoraja as pessoas a contribuírem com dinheiro para um fundo em nome de um dos alvos. Até agora há seis nomes (ver caixa) com a cabeça a prémio, mas o propósito confessado é desencadear uma vaga de assassinatos de líderes políticos em todo o mundo, de forma a “destruir todos os Governos”.

O funcionamento é simples: o site apresenta uma lista de alvos a eliminar; os visitantes oferecem dinheiro para aumentar o valor do prémio do alvo que acham que deve morrer – e, assim, tornam mais aliciante a tarefa de potenciais assassinos, que receberão como prémio a verba do alvo que matarem. Para provar a autoria há regras: antes do atentado o assassino deve escrever num documento a hora e o dia em que vai cometer o crime, encriptá-lo e transformá-lo numa única linha de caracteres. Depois, faz uma doação no nome do seu alvo e insere essa linha na transferência. Cometido o assassinato, deve enviar esse texto ao administrador do site, que verificará se ele corresponde à linha de caracteres antes remetida. Feita a confirmação, o assassino receberá o valor do alvo – menos 1% da comissão cobrada pelo site.

O ‘Assassination Market’ foi criado há quatro meses por alguém que se identifica com o pseudónimo Kuwabatake Sanjuro, o nome do samurai do filme ‘Yojimbo’, de Akira Kurosawa [na foto]. Foi o próprio a revelá-lo, num emailencriptado enviado para a revista ‘Forbes’ a detalhar o novo negócio.

Sanjuro diz que, para garantir a segurança e o anonimato dos doadores, as transferências são feitas em bitcoins, a moeda virtual praticamente não detectável e por isso associada com frequência a actividades ilegais online. Apesar disso, o Departamento de Justiça americano defendeu, na semana passada, perante o Senado, que a moeda é um instrumento financeiro legítimo.

Criada para garantir o anonimato e a liberdade de expressão, a dark Net serve também para ocultar um mundo onde proliferam todo o tipo de actividades ilegais e que não está acessível aos utilizadores normais. Para aceder a ela são necessários programas que encriptam todos os dados e impedem com grande segurança a localização – mas não a 100%. Em Agosto, por exemplo, o FBI fechou milhares de sites na dark Net.

Em trocas de email com o editor da ‘Forbes’ Andy Greenberg, Sanjuro afirmou que os doadores podem sugerir nomes para a lista, mas “por uma questão de ética” só “aceitará alvos que tenham usado a força contra outros seres humanos. Mais especificamente, pessoas que se encontrem fora do alcance da lei, cujas vítimas não têm outra maneira de se vingar sem ser anonimamente”.

Sanjuro diz-se influenciado por Jim Bell, um antigo engenheiro da Intel preso por evasão fiscal. Bell escreveu um ensaio a defender um sistema de financiamento de assassinatos através da encriptação de doações anónimas. Sanjuro tornou a ideia real.

O seu impulso final para a criação do site foi, no entanto, a revelação de Edward Snowden de que a NSA (Agência Nacional de Segurança) construiu uma infra-estrutura que intercepta quase tudo em todo o mundo, constituindo uma ameaça à liberdade de opinião.

Há sites semelhantes ao ‘Assassination Market’, como o ‘Contract Killer’, ‘Quick Kill’ ou ‘C’thulhu’, que apregoam vender os serviços de assassinos em troca de pagamentos em bitcoins, mas, nestes casos, todas as investigações sugerem que são embustes para enganar e roubar dinheiro.

Sanjuro é o primeiro a dizer que não há forma de saber se o seu site é também um esquema para roubar bitcoins aos doadores, mas observa que se fosse seria muito complexo e arriscado, uma vez que só ameaçar o Presidente dos Estados Unidos já é um crime.

Apresenta-se como um “cripto-anarca” – quer garantir a privacidade e a liberdade através da criptografia – e está optimista: “Temos um futuro brilhante à nossa frente.”


Ben Bernanke. O director da Reserva Federal americana já vale mais de 62 mil euros (124 bitcoins) para quem o matar e provar que o fez.


Barack Obama. O Presidente é apontado como responsável por milhares de mortes; o seu nome na lista já vale mais de 20 mil euros.


Keith Alexander. O director da Agência de Segurança Nacional é responsável pelo maior sistema de escutas no mundo. Vale 5 mil euros.


James Clapper. O director da National Intelligence coordena todas as informações e é o principal conselheiro de inteligência do Presidente.


François Hollande. O Presidente francês está na lista pela sua política anti-imigração; o seu nome só angariou ainda 1bitcoin (€500).


Jyrki Katainen. O primeiro-ministro da Finlândia é alvo por o seu país ter centros de dados de empresas globais, como a Google e a Microsoft.


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Estudo que associa transgénicos a tumores retirado de publicação


A Food and Chemical Toxicology, publicação especializada nos efeitos da alimentação e medicamentos sobre seres humanos, publicou o estudo de um cientista francês e retirou-o devido à "pequenez da amostra" apresentada.

A publicação científica baseou a sua decisão pelo facto de o estudo ser inconclusivo face à amostra pouco representativa de ratinhos de laboratório utilizados na experiência. Estes ratinhos, de acordo com o estudo do francês Gilles-Eric Seralini, apresentaram tumores após a ingestão de milho transgénico e acabaram por morrer com lesões em diversos órgãos.

Vários grupos de cientistas já tinham contestado o estudo, logo aquando da sua publicação, em Novembro de 2012, não só por aquela razão, mas também pela eventual fraude na apresentação de dados. Cathie Martin, investigadora do centro John Innes (Reino Unido), disse à agência Reuters que "a linhagem de ratos utilizada é muito susceptível a tumores ao fim de 18 meses, com ou sem transgénicos". Houve falta de revisão de pares a este estudo, acrescentou, algo fundamental para comprovar dados científicos, seja qual for a área de estudos. Foi mais uma voz a juntar ao grupo de 700 cientistas que se insurgiram contra a publicação, ainda em 2012.

A própria Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar disse que o estudo de Seralini, da Universidade de Caen, em França, tinha sérios "defeitos de metodologia".

A revista, por sua vez, não encontrou "indícios ou intenções de fraude" na investigação, e acabou por retirar o estudo das suas páginas apenas um ano depois pelo facto de a amostra utilizada não ser representativa para chegar a quaisquer conclusões.

fonte: Sol online

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