RELÓGIO DO APOCALIPSE

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domingo, 17 de novembro de 2019

Como o Fisco vigia e controla a sua vida


Recolhe informação como nunca, investiu 100 milhões em tecnologia e paga 17 salários aos 11 mil trabalhadores. A revolução tecnológica no Fisco, crucial contra a fraude e a evasão, ainda vai no adro – e convive com a agressividade várias vezes excessiva da máquina e a morosidade da justiça fiscal.

O leitor já reparou como na sua declaração de IRS não tem de preencher quase nada – os rendimentos do trabalho já vêm preenchidos porque é o seu empregador que os comunica ao Fisco e as despesas paras as deduções também já estão preenchidas com a soma das faturas que declarou com NIF. Se no final do ano tiver mais de 50 mil euros numa conta bancária – o que inclui contas a prazo e à ordem, seguros de capitalização, etc. –o Fisco vai saber. E, com a troca de informação com outras administrações fiscais, também vai descobrir se tem uma conta não declarada no estrangeiro.

Nas lojas, sempre que faz um pagamento por cartão, o Fisco vai receber esse dado para controlar a faturação e o lucro do vendedor – tal como recebe, passado um mês ou logo em tempo real se o vendedor assim escolher, a fatura com o montante (a descrição das compras está tapada por um filtro aplicado pelo software do vendedor). O Fisco sabe em tempo real as mercadorias que estão a ser transportadas num dado momento e vai passar a controlar mais de perto a contabilidade das empresas no próximo ano – enfim, já percebeu a ideia.

A Autoridade Tributária portuguesa, que gastou mais de 100 milhões de euros com tecnologia nos últimos três anos, está no grupo de administrações fiscais que lidera a revolução tecnológica na cobrança de impostos. Esta revolução está ainda no adro, confirma o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais. Ela simplifica a nossa relação com o Fisco e melhora o combate à fraude e justiça fiscal – mas convive com uma cultura muitas vezes agressiva da Administração Tributária e com tribunais lentos, que fragilizam os direitos dos contribuintes.

A SÁBADO desta semana revela-lhe os pormenores sobre a revolução no Fisco, o que sabe sobre nós, as vantagens para a justiça – a fiscal e a criminal – e os riscos.

fonte: Sábado

segunda-feira, 3 de junho de 2019

O que é feito da elite de Bilderberg? 76 portugueses foram a este clube secreto em 51 anos


Do colaborador próximo de Salazar, aos atuais líderes políticos, foram muitos os que passaram por este clube secreto. Alguns estrelas em ascensão. Outros já estrelas cadentes.

Oficialmente, o Grupo de Bilderberg é um fórum para que os cerca de 130 participantes discutam livremente e ajudem a melhorar as relações entre a Europa e a América do Norte e já existe desde 1954. Mas o secretismo é a sua imagem de marca. Os jornalistas não são convidados para cobrir o evento, os convidados podem usar a informação — desde que não identifiquem quem o disse, ou a afiliação dessa pessoa — e todos participam como cidadãos privados (o acesso é feito exclusivamente por convite), mas o desfile de personalidades inclui várias das pessoas mais influentes do mundo. Este ano, em Portugal, é a vez de Fernando Medina e Estela Barbot acompanharem o já veterano Durão Barroso à conferência na Suíça, mas há muitos políticos no ativo que já passaram por estas reuniões: como o Presidente a República, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro António Costa e o líder do PSD Rui Rio. Também há outros em cargos de maior destaque, como António Guterres, atual secretário-geral das Nações Unidas, e António Vitorino, alto-comissário da ONU para os Refugiados, e alguns caídos em desgraçada, como José Sócrates e Ricardo Salgado.

O primeiro português de que há registo que participou numa reunião do Grupo de Bilderberg foi Manoel Maria Sarmento Rodrigues, que foi ministro das Colónias e do Ultramar (1950 e 1951) e, entre 1961 e 1964, foi governador-geral de Moçambique. Este não foi o único ministro do regime de Salazar que participou na reunião. Alberto Franco, ministro dos Negócios Estrangeiros e colaborador próximo de Salazar também participou em 1967, 1968 e 1972.

Normalmente, Portugal tem tido entre um e três representantes nestas reuniões de três dias, que se realizam todos os anos num local diferente. A grande exceção foi em 1999, quando a reunião aconteceu em Sintra. Nesse ano foram convidados 10 portugueses,entre eles Jorge Sampaio, Presidente da República, Francisco Pinto Balsemão, antigo primeiro-ministro, Ricardo Salgado, presidente do BES, Artur Santos Silva, presidente do BPI, Murteira Nabo, presidente da PT, e até Nicolau Santos, na altura jornalista e diretor do semanário Expresso (e atual presidente da Agência Lusa).

O mais experiente nestas reuniões é, de longe, Francisco Pinto Balsemão, que foi convidado para fazer parte da reunião em 33 anos dos 67 em que esta se realizou. Francisco Pinto Balsemão foi membro do conselho de diretor do grupo de Bilderberg até 2015, altura em que passou a pasta a Durão Barroso, que já participou sete vezes na reunião anual. A primeira em 1994 quando era ministro dos Negócios Estrangeiros, a segunda em 2003 quando era primeiro-ministro, e as restantes já depois de sair da Comissão Europeia e passar a chairman do Goldman Sachs International.

Vítor Constâncio, ex-governador do Banco de Portugal e ex-vice-presidente do Banco Central Europeu também foi convidado por três ocasiões: em 1977 e 1978 enquanto ministro das Finanças e em 1988 quando era líder do PS.

Mas a lista é longa e inclui muitos políticos no ativo e outros já no setor privado (ou na reforma). Do lado do PS, estão por exemplo António Costa. O atual primeiro-ministro foi convidado em 2008, quando era presidente da Câmara Municipal de Lisboa, juntamente com Rui Rio, o atual líder do PSD, que era à data presidente da Câmara Municipal do Porto. Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros, Inês de Medeiros, presidente da Câmara de Almada, Eduardo Ferro Rodrigues, presidente da Assembleia da República, são alguns dos nomes dos lados socialistas que já foram ao evento no passado e ainda estão no ativo.

Mas há muitos outros nomes de socialistas que já não estão na vida política ativa, que passaram pelas reuniões desse grupo envolto em secretismo:

José Sócrates foi convidado em 2004 quando era deputado do PS. Pouco depois seria eleito primeiro-ministro de Portugal duas vezes. Saiu em 2011, depois de Portugal pedir resgate e é atualmente investigado pela justiça portuguesa.

António Guterres foi em 1990 quando era líder parlamentar do PS e novamente em 2005 já depois de ser primeiro-ministro. É o atual secretário-geral das Nações Unidas.

António José Seguro foi em 2013 quando era secretário-geral do PS. Hoje está afastado da vida política.

Fernando Teixeira dos Santos foi em 2010, quando era ministro das Finanças e menos de um ano antes de Portugal pedir o resgate ao FMI e à União Europeia. É o atual presidente do BIC Portugal.

Elisa Ferreira foi convidada em 2002 quando era deputada do PS no Parlamento português. É atualmente vice-governadora do Banco de Portugal.

Manuel Pinho foi convidado em 2009 quando era ministro da Economia do Governo de José Sócrates. Atualmente é professor de economia adjunto na Universidade de Columbia, em Nova Iorque. E está a braços com a Justiça no caso dos CMEC.

Do lado PSD, há menos políticos no ativo, mas há mais sociais-democratas na lista que socialistas. Desde logo, Francisco Pinto Balsemão, que foi convidado pela primeira vez em 1981 e é o português que mais vezes participou neste fórum. No ativo, estão ainda Maria Luís Albuquerque, atualmente deputada do PSD, Paulo Rangel, eurodeputado pelo PSD, e Rui Rio, o líder do partido, podendo ainda contar com Marcelo Rebelo de Sousa. 

O atual Presidente da República foi à reunião de 1998, na Escócia, quando era líder do PSD. Entre os políticos do PSD que já não estão politicamente ativos, além de Francisco Pinto Balsemão e Durão Barroso, estiveram ainda nestas reuniões, entre outros:

Manuela Ferreira Leite foi convidada em 2009, quando era líder do PSD, já depois de ser ministra das Finanças. Está afastada da vida política ativa.

Paulo Macedo foi à reunião em 2014 quando era ministro da saúde. Atualmente é presidente da Caixa Geral de Depósitos.

Nuno Morais Sarmento foi em 2005, quando era deputado do PSD e já depois de ter desempenhado funções de ministro de Estado e da Presidência. Continua a sua atividade como advogado e é vice-presidente do PSD de Rui Rio.

Jorge Moreira da Silva foi convidado em 2012, quando era primeiro vice-presidente do PSD. Mais tarde foi ministro do Ambiente e atualmente é diretor-geral de Desenvolvimento e Cooperação da OCDE.

Pedro Santana Lopes participou na reunião em 2004, ainda como presidente da Câmara Municipal de Lisboa, mas pouco antes de ser nomeado primeiro-ministro em substituição de Durão Barroso, que assumiu a presidência da Comissão Europeia. Atualmente desvinculado do PSD, criou o partido Aliança.

Fernando Faria de Oliveira foi convidado pela primeira vez em 1987, quando era vice-presidente da IPE, uma holding que geria as participações do Estado (entretanto extinta), e novamente em 1993, quando já era ministro do Comércio e do Turismo de Aníbal Cavaco Silva. É o atual presidente da Associação Portuguesa de Bancos, e também foi presidente da Caixa Geral de Depósitos entre 2008 e 2011.

A lista é longa e inclui outras personalidades da vida portuguesa nas últimas décadas, como Ricardo Salgado, ex-presidente do BES e agora a braços com a justiça, e o seu tio, Manuel Espírito Santo Silva, um dos primeiros portugueses a integrar estas reuniões. Também Artur Santos Silva, ex-presidente do BPI e atual presidente da Fundação La Caixa. Mas também Paulo Portas, vice-primeiro-ministro de Pedro Passos Coelho.

Na história deste evento, foram ainda convidados quatro jornalistas. Nicolau Santos, na altura diretor do Expresso e atual presidente da Agência Lusa, Margarida Marante, uma das fundadoras da SIC, Clara Ferreira Alves e José Eduardo Moniz, à data presidente da RTP. Veja aqui a lista de todos os portugueses que participaram na reunião de que há registo:

2019:

José Manuel Durão Barroso, Chairman da Goldman Sachs e ex-presidente da Comissão Europeia
Estela Barbot, membro da administração da REN
Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa

2018:

José Manuel Durão Barroso, Chairman da Goldman Sachs e ex-presidente da Comissão Europeia
Paula Amorim, chairman do Grupo Amorim
Isabel Mota, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian

2017:

José Manuel Durão Barroso, Chairman da Goldman Sachs e ex-presidente da Comissão Europeia
José Luís Arnaut, managing partner da CMS Rui Pena & Arnaut

2016:

José Manuel Durão Barroso, Chairman da Goldman Sachs e ex-presidente da Comissão Europeia
Maria Luís Albuquerque, ex-ministra das Finanças de Portugal entre 2013 e 2015, deputada do PSD
Carlos Gomes da Silva, CEO da Galp Energia

2015:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa
José Manuel Durão Barroso, Chairman da Goldman Sachs e ex-presidente da Comissão Europeia
António Vitorino, partner da Cuetracasas Gonçalves Pereira

2014:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa
Paulo Macedo, ministro da Saúde (atual presidente da Caixa Geral de Depósitos)
Inês de Medeiros, deputada do Partido Socialista (atual presidente da Câmara de Almada)

2013:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa
Paulo Portas, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros
António José Seguro, secretário-geral do Partido Socialista

2012:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa
Jorge Moreira da Silva, vice-presidente do PSD (mais tarde ministro do Ambiente do Governo de Pedro Passos Coelho e atual diretor-geral de Desenvolvimento e Cooperação da OCDE)
Luís Amado, chairman do Banif (antigo ministro dos Negócios Estrangeiros de José Sócrates e atual membro do conselho de administração do BCP)

2011:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa
Clara Ferreira Alves, jornalista e escritora
António Nogueira Leite, membro da administração da José de Mello Investimentos

2010:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa
Paulo Rangel, eurodeputado do PSD
Fernando Teixeira dos Santos, ministro das Finanças de Portugal (atualmente presidente do BIC Portugal)

2009:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa
Manuela Ferreira Leite, líder do PSD
Manuel Pinho, ministro da Economia e da Inovação

2008:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa
António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa (atual primeiro.ministro de Portugal)
Rui Rio, presidente da Câmara Municipal do Porto (atual líder do PSD)

2007:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa
Leonor Beleza, Presidente da Fundação Champalimaud

2006:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa
José Pedro Aguiar Branco, antigo ministro da Justiça e deputado do PSD
Augusto Santos Silva, ministro dos Assuntos Parlamentares (atual ministro dos Negócios Estrangeiros)

2005:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa
António Guterres, presidente da Internacional Socialista e antigo primeiro-ministro de Portugal (atual secretário-geral das Nações Unidas)
Nuno Morais Sarmento, antigo ministro de Estado e da Presidência do Conselho de Ministros, deputado do PSD

2004:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa e ex-primeiro-ministro de Portugal
Pedro Santana Lopes, presidente da Câmara Municipal de Lisboa
José Sócrates, deputado do PS

2003:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa e ex-primeiro-ministro de Portugal
José Manuel Durão Barroso, primeiro-ministro de Portugal
Eduardo Ferro Rodrigues, líder do Partido Socialista e deputado do PS (atualmente presidente da Assembleia da República)

2002:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa e ex-primeiro-ministro de Portugal
António Borges, vice-chairman e managing director da Goldman Sachs.
Elisa Ferreira, deputada do PS e antiga ministra do Planeamento (atualmente vice-governadora do Banco de Portugal)

2001:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa e ex-primeiro-ministro de Portugal
Guilherme d’Oliveira Martins, ministro da Presidência
Vasco Graça Moura, eurodeputado PSD.

2000:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa e ex-primeiro-ministro de Portugal
Teresa Patrício Gouveia, deputada do PSD

1999, Sintra, Portugal:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa e ex-primeiro-ministro de Portugal
Joaquim Freitas do Amaral, deputado
João Gomes Cravinho, ministro das Infraestruturas e do Planeamento
Eduardo Marçal Grilo, ministro da Educação
Vasco de Mello, CEO do Grupo José de Mello
Francisco Murteira Nabo, CEO da Portugal Telecom
Ricardo Salgado, CEO do Grupo Espírito Santo
Jorge Sampaio, Presidente da República
Nicolau Santos, jornalista e diretor do semanário Expresso (atual presidente da Agência Lusa)
Artur Santos Silva, presidente e CEO do grupo BPI

1998:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa e ex-primeiro-ministro de Portugal
Vasco Pereira Coutinho, Chairman da IPC Holding
Miguel Horta e Costa, vice-presidente da Portugal Telecom
Marcelo Rebelo de Sousa, líder do PSD

1997:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa e ex-primeiro-ministro de Portugal
António Borges, reitor do INSEAD
José Manuel Galvão Teles, fundador da Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados (MLGTS) e membro do Conselho de Estado de Jorge Sampaio
Ricardo Salgado, CEO do Banco Espírito Santo

1996:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa e ex-primeiro-ministro de Portugal
Margarida Marante, jornalista e membro da equipa fundadora da SIC
António Vitorino, ministro da Presidência e ministro da Defesa

1995:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa e ex-primeiro-ministro de Portugal
Luís Mira Amaral, ministro da Indústria e da Energia
Maria Carrilho, professora de sociologia

1994:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Impresa e ex-primeiro-ministro de Portugal
José Manuel Durão Barroso, ministro dos Negócios Estrangeiros
Miguel Veiga, advogado e fundador do PSD.

1993:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Sojornal sarl e ex-primeiro-ministro de Portugal
Nuno Brederode Santos, membro do Partido Socialista e colunista do semanário Expresso
Fernando Faria de Oliveira, ministro do Comércio e do Turismo (atual presidente da Associação Portuguesa de Bancos)

1992:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Sojornal sarl e ex-primeiro-ministro de Portugal
António Barreto, sociólogo e antigo ministro da Agricultura
Roberto Carneiro, antigo ministro da Educação e consultor do Banco Mundial

1991:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Sojornal sarl e ex-primeiro-ministro de Portugal
Carlos Monjardino, presidente da Fundação Oriente
Carlos Pimenta, eurodeputado e antigo secretário de Estado do Ambiente

1990:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Sojornal sarl e ex-primeiro-ministro de Portugal
João de Deus Pinheiro, ministro dos Negócios Estrangeiros
António Guterres, líder parlamentar do Partido Socialista

1989:

Francisco Pinto Balsemão, Chairman do Grupo Sojornal sarl e ex-primeiro-ministro de Portugal
Rui Machete, presidente da Função Luso-Americana, antigo ministro da Justiça.
Jorge Sampaio, secretário-geral do Partido Socialista

1988:

Francisco Pinto Balsemão, diretor do semanário Expresso e ex-primeiro-ministro de Portugal
Vítor Constâncio, líder do Partido Socialista e antigo governador do Banco de Portugal e secretário de Estado do Orçamento e do planeamento (viria a assumir novamente o cargo de governador do Banco de Portugal e posteriormente de vice-presidente do Banco Central Europeu).
Francisco Lucas Pires, eurodeputado e antigo líder do CDS-PP

1987:

Francisco Pinto Balsemão, diretor do semanário Expresso e ex-primeiro-ministro de Portugal
José Eduardo Moniz, diretor de informação da RTP
Fernando Faria de Oliveira, vice-presidente do IPE

1986:

Artur Santos Silva, presidente do BPI
Leonardo Mathias, embaixador de Portugal em Washington

1985:

Francisco Pinto Balsemão, diretor do semanário Expresso e ex-primeiro-ministro de Portugal
José Manuel Torres Couto, secretário-geral da UGT
Ernâni Lopes, ministro das Finanças de Portugal

1984:

Francisco Pinto Balsemão, diretor do semanário Expresso e ex-primeiro-ministro de Portugal André Gonçalves Pereira, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros (durante os governos de Francisco Balsemão) Emílio Rui Vilar, vice-governador do Banco de Portugal

1983:

Francisco Pinto Balsemão, primeiro-ministro de Portugal
Rogério Martins, Chairman da Simopre e antigo secretário de Estado da Indústria

1982:

Rogério Martins, Chairman da Simopre e antigo secretário de Estado da Indústria
Alexandre de Azeredo Vaz Pinto, antigo ministro do Comércio

1981:

Francisco Pinto Balsemão, primeiro-ministro de Portugal

1980:

José Medeiros Ferreira, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros no primeiro governo constitucional liderado por Mário Soares até 1978. Co-fundador do Movimento Reformador.

1979:

Vítor Constâncio, ministro das Finanças de Portugal

1978:

Vítor Constâncio, ministro das Finanças de Portugal

1977:

José Medeiros Ferreira, ministro dos Negócios Estrangeiros do primeiro governo constitucional

1972:

Manuel Espírito Santo Silva, presidente do Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa (BESCL) entre 1955 e 1973. 
Alberto Franco Nogueira, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros e colaborador próximo de António de Oliveira Salazar

1968:

Alberto Franco Nogueira, ministro dos Negócios Estrangeiros e colaborador próximo de António de Oliveira Salazar

1967:

Alberto Franco Nogueira, ministro dos Negócios Estrangeiros e colaborador próximo de António de Oliveira Salazar

1966:

Manuel Espírito Santo Silva, presidente do Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa (BESCL) entre 1955 e 1973.

1963:

Marcello Mathias, embaixador de Portugal em Paris (cargo que ocupou durante 24 anos) e antigo ministro dos Negócios Estrangeiros

1962:

Marcello Mathias, embaixador de Portugal em Paris (cargo que ocupou durante 24 anos) e antigo ministro dos Negócios Estrangeiros

1960:

Manoel Maria Sarmento Rodrigues, nomeado governador da Guiné em 1945, foi ministro das Colónias e do Ultramar (1950 e 1951). Entre 1961 e 1964 foi governador-geral de Moçambique.

1959:

Manoel Maria Sarmento Rodrigues, nomeado governador da Guiné em 1945, foi ministro das Colónias e do Ultramar (1950 e 1951). Entre 1961 e 1964 foi governador-geral de Moçambique.

fonte: ECO

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Bilderberg. Fernando Medina e Estela Barbot na edição de 2019


Reunião secreta com dirigentes e empresários de topo terá lugar em Montreaux, na Suíça.

O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina (PS), será um dos convidados do clube de Bilderberg, a reunião anual secreta de dirigentes e empresários de topo, em Montreaux, na Suíça, entre esta quinta-feira e o dia 2 de Junho.

Além de Medina, que recusou o convite em 2016, a empresária Estela Barbot também integra a lista de portugueses, escolhida pelo antigo presidente da comissão europeia, Durão Barroso.

Em 2016, o autarca de Lisboa teve declinar o convite porque a reunião foi agendada nas comemorações do 10 de Junho e Fernando Medina já tinha compromissos previamente agendados.

fonte: Sol


BILDERBERG MEETING 2019

Montreux, 30 May - 2 June 2019

BOARD

Castries, Henri de (FRA), Chairman, Steering Committee; Chairman, Institut Montaigne
Kravis, Marie-Josée (USA), President, American Friends of Bilderberg Inc.; Senior Fellow, Hudson Institute
Halberstadt, Victor (NLD), Chairman Foundation Bilderberg Meetings; Professor of Economics, Leiden University
Achleitner, Paul M. (DEU), Treasurer Foundation Bilderberg Meetings; Chairman Supervisory Board, Deutsche Bank AG


PARTICIPANTS

Abrams, Stacey (USA), Founder and Chair, Fair Fight
Adonis, Andrew (GBR), Member, House of Lords
Albers, Isabel (BEL), Editorial Director, De Tijd / L'Echo
Altman, Roger C. (USA), Founder and Senior Chairman, Evercore
Arbour, Louise (CAN), Senior Counsel, Borden Ladner Gervais LLP
Arrimadas, Inés (ESP), Party Leader, Ciudadanos
Azoulay, Audrey (INT), Director-General, UNESCO
Baker, James H. (USA), Director, Office of Net Assessment, Office of the Secretary of Defense
Balta, Evren (TUR), Associate Professor of Political Science, Özyegin University
Barbizet, Patricia (FRA), Chairwoman and CEO, Temaris & Associés


Barbot, Estela (PRT), Member of the Board and Audit Committee, REN (Redes Energéticas Nacionais)

Barroso, José Manuel (PRT), Chairman, Goldman Sachs International; Former President, European Commission


Barton, Dominic (CAN), Senior Partner and former Global Managing Partner, McKinsey & Company
Beaune, Clément (FRA), Adviser Europe and G20, Office of the President of the Republic of France
Boos, Hans-Christian (DEU), CEO and Founder, Arago GmbH
Bostrom, Nick (UK), Director, Future of Humanity Institute, Oxford University
Botín, Ana P. (ESP), Group Executive Chair, Banco Santander
Brandtzæg, Svein Richard (NOR), Chairman, Norwegian University of Science and Technology
Brende, Børge (NOR), President, World Economic Forum
Buberl, Thomas (FRA), CEO, AXA
Buitenweg, Kathalijne (NLD), MP, Green Party
Caine, Patrice (FRA), Chairman and CEO, Thales Group
Carney, Mark J. (GBR), Governor, Bank of England
Casado, Pablo (ESP), President, Partido Popular
Ceviköz, Ahmet Ünal (TUR), MP, Republican People's Party (CHP)
Champagne, François Philippe (CAN), Minister of Infrastructure and Communities
Cohen, Jared (USA), Founder and CEO, Jigsaw, Alphabet Inc.
Croiset van Uchelen, Arnold (NLD), Partner, Allen & Overy LLP
Daniels, Matthew (USA), New space and technology projects, Office of the Secretary of Defense
Davignon, Etienne (BEL), Minister of State
Demiralp, Selva (TUR), Professor of Economics, Koç University
Donohoe, Paschal (IRL), Minister for Finance, Public Expenditure and Reform
Döpfner, Mathias (DEU), Chairman and CEO, Axel Springer SE
Ellis, James O. (USA), Chairman, Users’ Advisory Group, National Space Council
Feltri, Stefano (ITA), Deputy Editor-in-Chief, Il Fatto Quotidiano
Ferguson, Niall (USA), Milbank Family Senior Fellow, Hoover Institution, Stanford University
Findsen, Lars (DNK), Director, Danish Defence Intelligence Service
Fleming, Jeremy (GBR), Director, British Government Communications Headquarters
Garton Ash, Timothy (GBR), Professor of European Studies, Oxford University
Gnodde, Richard J. (IRL), CEO, Goldman Sachs International
Godement, François (FRA), Senior Adviser for Asia, Institut Montaigne
Grant, Adam M. (USA), Saul P. Steinberg Professor of Management, The Wharton School, University of Pennsylvania
Gruber, Lilli (ITA), Editor-in-Chief and Anchor "Otto e mezzo", La7 TV
Hanappi-Egger, Edeltraud (AUT), Rector, Vienna University of Economics and Business
Hedegaard, Connie (DNK), Chair, KR Foundation; Former European Commissioner
Henry, Mary Kay (USA), International President, Service Employees International Union
Hirayama, Martina (CHE), State Secretary for Education, Research and Innovation
Hobson, Mellody (USA), President, Ariel Investments LLC
Hoffman, Reid (USA), Co-Founder, LinkedIn; Partner, Greylock Partners
Hoffmann, André (CHE), Vice-Chairman, Roche Holding Ltd.
Jordan, Jr., Vernon E. (USA), Senior Managing Director, Lazard Frères & Co. LLC
Jost, Sonja (DEU), CEO, DexLeChem
Kaag, Sigrid (NLD), Minister for Foreign Trade and Development Cooperation
Karp, Alex (USA), CEO, Palantir Technologies
Kerameus, Niki K. (GRC), MP; Partner, Kerameus & Partners
Kissinger, Henry A. (USA), Chairman, Kissinger Associates Inc.
Koç, Ömer (TUR), Chairman, Koç Holding A.S.
Kotkin, Stephen (USA), Professor in History and International Affairs, Princeton University
Kramp-Karrenbauer, Annegret (DEU), Leader, CDU
Krastev, Ivan (BUL), Chairman, Centre for Liberal Strategies
Kravis, Henry R. (USA), Co-Chairman and Co-CEO, Kohlberg Kravis Roberts & Co.
Kristersson, Ulf (SWE), Leader of the Moderate Party
Kudelski, André (CHE), Chairman and CEO, Kudelski Group
Kushner, Jared (USA), Senior Advisor to the President, The White House
Le Maire, Bruno (FRA), Minister of Finance
Leyen, Ursula von der (DEU), Federal Minster of Defence
Leysen, Thomas (BEL), Chairman, KBC Group and Umicore
Liikanen, Erkki (FIN), Chairman, IFRS Trustees; Helsinki Graduate School of Economics
Lund, Helge (GBR), Chairman, BP plc; Chairman, Novo Nordisk AS
Maurer, Ueli (CHE), President of the Swiss Federation and Federal Councillor of Finance
Mazur, Sara (SWE), Director, Investor AB
McArdle, Megan (USA), Columnist, The Washington Post
McCaskill, Claire (USA), Former Senator; Analyst, NBC News

Medina, Fernando (PRT), Mayor of Lisbon

Micklethwait, John (USA), Editor-in-Chief, Bloomberg LP
Minton Beddoes, Zanny (GBR), Editor-in-Chief, The Economist
Monzón, Javier (ESP), Chairman, PRISA
Mundie, Craig J. (USA), President, Mundie & Associates
Nadella, Satya (USA), CEO, Microsoft
Netherlands, His Majesty the King of the (NLD)
Nora, Dominique (FRA), Managing Editor, L'Obs
O'Leary, Michael (IRL), CEO, Ryanair D.A.C.
Pagoulatos, George (GRC), Vice-President of ELIAMEP, Professor; Athens University of Economics
Papalexopoulos, Dimitri (GRC), CEO, TITAN Cement Company S.A.
Petraeus, David H. (USA), Chairman, KKR Global Institute
Pienkowska, Jolanta (POL), Anchor woman, journalist
Pottinger, Matthew (USA), Senior Director, National Security Council
Pouyanné, Patrick (FRA), Chairman and CEO, Total S.A.
Ratas, Jüri (EST), Prime Minister
Renzi, Matteo (ITA), Former Prime Minister; Senator, Senate of the Italian Republic
Rockström, Johan (SWE), Director, Potsdam Institute for Climate Impact Research
Rubin, Robert E. (USA), Co-Chairman Emeritus, Council on Foreign Relations; Former Treasury Secretary
Rutte, Mark (NLD), Prime Minister
Sabia, Michael (CAN), President and CEO, Caisse de dépôt et placement du Québec
Sanger, David E. (USA), National Security Correspondent, The New York Times
Sarts, Janis (INT), Director, NATO StratCom Centre of Excellence
Sawers, John (GBR), Executive Chairman, Newbridge Advisory
Schadlow, Nadia (USA), Senior Fellow, Hudson Institute
Schmidt, Eric E. (USA), Technical Advisor, Alphabet Inc.
Scholten, Rudolf (AUT), President, Bruno Kreisky Forum for International Dialogue
Seres, Silvija (NOR), Independent Investor
Shafik, Minouche (GBR), Director, The London School of Economics and Political Science
Sikorski, Radoslaw (POL), MP, European Parliament
Singer, Peter Warren (USA), Strategist, New America
Sitti, Metin (TUR), Professor, Koç University; Director, Max Planck Institute for Intelligent Systems
Snyder, Timothy (USA), Richard C. Levin Professor of History, Yale University
Solhjell, Bård Vegar (NOR), CEO, WWF - Norway
Stoltenberg, Jens (INT), Secretary General, NATO
Suleyman, Mustafa (GBR), Co-Founder, Deepmind
Supino, Pietro (CHE), Publisher and Chairman, Tamedia Group
Teuteberg, Linda (DEU), General Secretary, Free Democratic Party
Thiam, Tidjane (CHE), CEO, Credit Suisse Group AG
Thiel, Peter (USA), President, Thiel Capital
Trzaskowski, Rafal (POL), Mayor of Warsaw
Tucker, Mark (GBR), Group Chairman, HSBC Holding plc
Tugendhat, Tom (GBR), MP, Conservative Party
Turpin, Matthew (USA), Director for China, National Security Council
Uhl, Jessica (NLD), CFO and Exectuive Director, Royal Dutch Shell plc
Vestergaard Knudsen, Ulrik (DNK), Deputy Secretary-General, OECD
Walker, Darren (USA), President, Ford Foundation
Wallenberg, Marcus (SWE), Chairman, Skandinaviska Enskilda Banken AB
Wolf, Martin H. (GBR), Chief Economics Commentator, Financial Times
Zeiler, Gerhard (AUT), Chief Revenue Officer, WarnerMedia
Zetsche, Dieter (DEU), Former Chairman, Daimler AG


OS FIGURÕES DE PORTUGAL EM 2019


O chefão em Portugal, José Manuel Durão Barroso


Estela Barbot


Fernando Medina

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Junta 11 banqueiros, milionários e empresários. Balsemão vai criar Clube Bilderberg à portuguesa


De Paula Amorim a Vasco de Mello, do presidente do Novo Banco ao da Galp, sem esquecer as líderes das Fundações Gulbenkian e Champalimaud. O grupo vai seguir as mesmas regras que o Clube Bilderberg.

Francisco Pinto Balsemão, antigo primeiro ministro e fundador do grupo Impresa, vai criar em Portugal um grupo semelhante ao Clube Bilderberg, noticia esta sexta-feira o Público. O grupo vai chamar-se “Encontros em Cascais” e arrancará ainda este mês na presença de 50 pessoas. A direção vai ser constituída por 11 pessoas, entre as quais ele e o filho, além de Paula Amorim, Leonor Beleza, Carlos Carreiras e António Ramalho. A missão será encontrar soluções para os problemas de Portugal e da Europa, explica o jornal.

O grupo vai seguir as mesmas regras que o Clube Bilderberg, uma conferência anual privada que acontece desde 1954 num hotel homónimo na Holanda e que reúne parte da elite política e económica do mundo ocidental. Nenhum jornalista vai poder assistir aos encontros. E todos os membros têm de obedecer às chamadas Chatham House Rule, uma norma segundo a qual quem assistir aos encontros pode falar das ideias partilhadas nas reuniões, desde que não desvende quem é que as expressou.

Segundo o Público, a lista completa de empresários na direção do grupo é composta por Francisco Pinto Balsemão, que esteve mais de 30 anos no conselho diretor de Bilderberg; o filho, Francisco Pedro, que lidera a Impresa; Paula Amorim, presidente do Grupo Amorim; Isabel Mota, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian; Leonor Beleza, presidente da Fundação Champalimaud; o autarca Carlos Carreiras, à frente da Câmara de Cascais; António Lagartixo, do comité executivo na Deloitte Portugal & Angola; Vasco de Mello, presidente do Grupo José de Mello; Pedro Penalva, presidente da AON; António Ramalho, presidente do Novo Banco; e Carlos Gomes da Silva, presidente da comissão executiva da Galp Energia.

Carlos Carreiras é o único político no ativo a integrar a direção dos Encontros em Cascais. Todos os outros são empresários e executivos nas áreas das finanças, social e educação. Juntos vão funcionar de forma semelhante ao comité diretor de Bilderberg, onde Francisco Pinto Balsemão se assumiu como um dos membros mais célebres durante 32 anos. Cada um dos membros pode permanecer na direção do grupo durante um mandato de três anos, que só pode ser renovado uma vez. E vai convidar quatro pessoas, portuguesas ou não, para assistir às reuniões.

fonte: O Observador

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Hackers russos roubaram informação ao Ministério da Defesa


Em novembro passado, um ataque aos sistemas informáticos do Ministério da Defesa e do Estado Maior das Forças Armadas permitiu a um grupo de “hackers” russos desviar três gigabytes de informação.

De acordo com o Correio da Manhã, que avança a notícia esta quarta-feira, os dados continham maioritariamente e-mails. O Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas já admitiu a invasão ao sistema informático da Defesa.

O ataque incidiu sobre contas de correio eletrónico de funcionários civis e militares que trabalham no edifício do Ministério da Defesa, no Restelo. Um dos alvos terá sido vítima de “phishing” (esquema em que se envia um email aparentemente inócuo, mas que, quando o destinatário carrega nos ‘links’ ou ficheiros que contém, permite a quem enviou ter acesso a esses computadores), permitindo o acesso ao sistema.

“Tivemos em novembro um ataque aos sistemas de Defesa que não foi detetado por nós. Foi semelhante a outro que houve na Alemanha e os Serviços de Informações avisaram-nos. Depois, especialistas de Defesa conseguiram controlar o ataque”, disse o almirante Silva Ribeiro, na segunda-feira, em declarações à RTP.

Na origem do ataque, escreve o diário, tudo aponta para que esteja a Rússia, apesar de não haver confirmação oficial. “É aquilo a que chamamos de ameaças persistentes avançadas, de natureza estatal. Sabemos que há um [País] que está interessado em ataques a ministérios de soberania, como os Negócios Estrangeiros, a Administração Interna ou Defesa”, admitiu o almirante Silva Ribeiro, deixando subentendido que não terá partido da China, país que procura informações económicas ou de tecnologia industrial.

“Não é uma pessoa normal, sozinha, que faz isto. Requer capacidades tecnológicas, um Estado por detrás a sustentar isto”, disse o almirante.

fonte: ZAP

sábado, 6 de abril de 2019

Maçonaria abre as portas ao público. Há visitas guiadas e uma Feira do Livro


A iniciativa é promovida pelo GOL neste fim de semana

“Maçonaria de Portas Abertas” é uma iniciativa do Grande Oriente Lusitano (GOL) que vai realizar-se durante este fim de semana no Museu Maçónico Português, em Lisboa.

A iniciativa prevê a realização de uma Feira do Livro, uma exposição sobre o património cultural do GOL e um evento chamado “Cápsula do Tempo” que visa reproduzir momentos históricos relacionados com a maçonaria.

Durante os dois dias há ainda tempo para discutir o papel da maçonaria. José Manuel Anes, ex-grão-mestre da Grande Loja Regular de Portugal, vai dar uma conferência sobre esoterismo e António Ventura, historiador a autor do livro sobre a história da maçonaria em Portugal, vai falar sobre a maçonaria. Há ainda uma visita guiada com o antigo diretor do Museu Maçónico, António Lopes.

Todas as iniciativas são abertas ao público em geral.

fonte: Sol

terça-feira, 2 de abril de 2019

Ciber(in)segurança em Portugal: “Posso deitar abaixo o Governo em 15 dias”


O professor e engenheiro informático José Tribolet alerta que “a fragilidade” dos “sistemas vitais é assustadora” em Portugal e ironiza que “com 100 mil euros e uma pequena equipa” deitava “abaixo um governo em 15 dias”.

Em termos de cibersegurança, “a fragilidade dos nossos sistemas vitais, os sistemas críticos que fazem a sociedade funcionar, é assustadora”, afirmou o presidente do Departamento de Engenharia Informática do IST de Lisboa, em entrevista à agência Lusa, citada pela TSF nesta terça-feira.

Para “quem saiba criar perturbações”, se “em vez de criar uma perturbação, criar quatro, cinco, seis ou sete e a repetir massivamente durante uma semana, não há nenhum governo que resista”, afirmou, evitando dar exemplos práticos por que “não é apropriado”. Sublinhou, porém, que as forças de segurança em Portugal conhecem estes riscos.

“É evidente que não há nenhuma medida de proteção tipo milagre de Fátima” nem para Portugal nem para os restantes países, acrescentou o fundador do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Investigação e Desenvolvimento (INESC).

Sendo certo que este tipo de “ataques” cibernéticos “não tem nada a ver com grandes potências nem exige muito dinheiro”, pode ser feito por pequenos grupos de pessoas, o que justifica a sua frase: “Eu, com 100 mil euros e uma pequena equipa, deito abaixo o governo deste país em 15 dias.”

Para o professor universitário, que foi investigador no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, Portugal sofre de uma “falta de pensamento”na cibersegurança.

José Tribolet dá vários exemplos, a começar na administração pública, onde “não há um inventário” dos sistemas, de equipamentos, das instalações ou até dos técnicos. A informação das conservatórias dos registos “tem de estar protegida” e, na administração pública, hoje está “tudo desconjuntado”.

“Hoje em dia, essa informação está guardada em bancos de dados que não estão ligados a nada. Têm de estar numa cave, algures numa gruta, bem protegidos fisicamente”, disse.

Depois, numa lógica quase militar nesta guerra de defesa cibernética, faltam, segundo o professor que foi aluno do Colégio Militar, “oficiais de combate”, “comandos” para defenderem as estruturas vitais do país, como a distribuição de eletricidade, água ou telecomunicações.

O professor e fundador do INESC tem um plano, desde 2016, para fazer formação nesta área da segurança, mas não tem tido candidatos e a razão é simples: os alunos que saem das universidades portuguesas em áreas como engenharia informática ou engenharia de redes ou sistemas e computadores não têm falta de emprego.

A solução passa por envolver, num curso pago, as cerca de 40 empresas, públicas e privadas, que operam sistemas sob concessão, nas águas, gás, eletricidade, transporte.

“Se cada um desses operadores se comprometer a recrutar” a formação de um técnico, por semestre, num curso do Instituto Superior Técnico (IST), então, durante quatro anos serão 320 os técnicos formados nesta área da cibersegurança. Não são “precisos acordos ou criar institutos” e “o Estado não precisa de meter dinheiro nisto”, afirmou.

Prestes a fazer 70 anos e a reformar-se, José Tribolet faz uma definição “sui generis” da sua ideia e do curso: “Isto é o trivial, é necessário e não há tempo a perder. É uma daquelas ideias à Tribolet. Na minha vida, felizmente que vou fazer 70 anos e vou-me reformar da universidade este ano, metade das ideias estúpidas que tive cumpriram-se e tiveram sucesso. Sou um homem feliz”, concluiu.

fonte: ZAP

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

“Bilderberg nunca teve tanto poder em Portugal”

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O jornalista Frederico Duarte Carvalho afirma que Portugal é “uma pequena reserva de políticos” à disposição de Bilderberg quando não há mais alternativas.


Frederico Duarte Carvalho

Jornalista de profissão, há muito que Frederico Duarte Carvalho se interessa pelo Grupo Bilderberg e como este influencia a política e a economia no mundo. Anos de interesse resultaram finalmente no livro “O Governo Bilderberg – Do Estado Novo aos nossos dias”, sobre um grupo a que chama os “senhores do mundo”, alertando que “nunca teve tanto poder em Portugal”. “A maior prova disso tudo é quem está hoje a liderar Portugal, a oposição e a Presidência da República: são tudo pessoas escolhidas por Balsemão”, disse Duarte Carvalho, apontando o dono da Impresa como o homem forte de Bilderberg em Portugal.

De que forma a história de Portugal se entrelaça com a do Grupo Bilderberg?

Este pequeno país consegue ser importante para os senhores do mundo. A partir da ii Guerra Mundial, o mais importante para o grupo era a união europeia, a unificação política e económica da Europa, e para isso era necessária a unificação da Alemanha, criarem-se as condições para que não parecesse uma vitória nem de um lado nem do outro [da Guerra Fria], e começou-se de fora para dentro, ou seja, pelos países do sul e à volta da Alemanha para que isso se tornasse uma inevitabilidade política. Portugal e Espanha nunca podiam entrar [no plano] se fossem ditaduras e, portanto, o Grupo Bilderberg procurou desde o início controlar a História. E Portugal, como potência colonial, era muito apetecível e tinha sido membro fundador da NATO, apesar de ser uma ditadura. Bilderberg é o braço político da NATO.

Quais foram os principais momentos dessas intervenções?

Durante o período de Salazar, Bilderberg esteve mais ou menos controlado. Não há grandes momentos, é um bocado linear, é um percurso. Mas há momentos decisivos, como quando convidam o ministro [dos Negócios Estrangeiros de Salazar] Franco Nogueira, em 1967, e ele traz um documento de Cambridge sobre o futuro da NATO onde é dito o que se está a passar hoje: com o fim da URSS, atrair os países satélites para o seio da NATO. Quando falo do grupo, não estou a falar de um senhor que controla com um computador o que se passa: há uma conjugação de interesses que ocorrem de forma natural, orgânica e harmoniosa. Depois, quando Vítor Constâncio vai [à reunião], em 1978, é a primeira vez que Bilderberg sai da alçada dos negócios estrangeiros e entra finalmente no campo da economia. E, por fim, quando Balsemão se torna, em 1981, convidado e acaba membro permanente até 2015.

Qual a importância de Portugal depois da adesão à CEE?

Entrámos na CEE em 1986 e três anos depois cai o Muro de Berlim. O grande objetivo político é alcançado e é preciso tratar da construção económica com a moeda única. Portugal acaba por ser muito importante – ao darmos o passo para a moeda única, estamos a mostrar que até um pequeno país do sul da Europa pode ter a mesma moeda que a Alemanha; simbolicamente, fomos muito importantes –, mas sobretudo pela criação de políticos que podem ser usados quando a Europa está complicada. Portugal, país pequeno e simpático, é sempre uma pequena reserva. Quando os outros não se entendem, um político português pode sempre funcionar muito bem, como Barroso e António Guterres.

No livro refere o anticomunismo do grupo e deixa no ar a ideia de o caso Casa Pia ter sido contra Ferro Rodrigues.

Quem diz isso é Daniel Estulin. Limito--me a constatar um encontro entre Durão Barroso e Ferro Rodrigues em Paris, dias antes de Paulo Pedroso ser detido. Balsemão era primeiro-ministro em 1982, quando o caso Casa Pia começou, e Teresa Costa Macedo tinha os relatórios, isso são factos. Estulin faz a ligação e diz que muitas vezes são usadas acusações de pedofilia para controlar políticos. Para mim, é uma coisa de Bilderberg ou feita por elementos do grupo. As reuniões anuais deles são como de CEO’s a decidirem sobre a sua empresa, neste caso o mundo, nomeadamente os EUA e a Europa. Não vou dizer que a Casa Pia partiu de Bilderberg, mas envolveu pessoas de lá, isso é óbvio.

Diz que tudo aconteceu por Ferro Rodrigues ponderar uma aliança com o PCP.

Na altura falou-se nisso e ainda era visto como contranatura, isso sim. Se calhar, Ferro Rodrigues esticou demasiado a corda e pode ter pago desproporcionadamente. Que houve muita proteção a Barroso, houve. Wilfried Martens [então presidente do Partido Popular Europeu] veio cá almoçar e Barroso disse-lhe que, se não encontrassem ninguém, estava disposto a sair a meio do mandato para a Comissão Europeia. Já estava a preparar o caminho e vê-se que estava muito coordenado com Balsemão. Em 2015 tornou-se sucessor em Bilderberg. Os convites de Balsemão foram sempre democráticos na polarização: convidava alguém do PS e outro do PSD, jogando sempre nos dois tabuleiros do xadrez. Se alguém sai da linha, Bilderberg atua.

Qual a real influência de Balsemão?

É a comunicação social e é o número 1 no PSD. A televisão dele é quem põe e dispõe as pessoas que devem ser ouvidas e, por muita independência dos jornalistas, tem sempre a última palavra a dizer – é ele quem assina os cheques. Se não é respeitado por quem escolhe para ir a Bilderberg, há toda uma conjugação. A maior prova disso tudo é quem está hoje a liderar Portugal, a oposição e na Presidência da República: são tudo pessoas escolhidas por Balsemão. Ao chegar ao governo com um acordo com PCP e BE, António Costa conseguiu domar a esquerda, o que é extraordinário, e Bilderberg está-lhe agradecido. Bilderberg nunca teve tanto poder em Portugal.

Até que ponto a ida de uma pessoa a uma reunião faz com que pertença ao grupo?

Quando se vai a uma reunião de Bilderberg é como ir a uma espécie de entrevista de emprego. Vai por já ter feito coisas e por poder fazer coisas; vai para ser integrada entre amigos. Uma pessoa fica num ambiente de mosteiro com as personalidades mais influentes do mundo, fica-se com uma ótima rede de networking. Sabe que fez um caminho e que, se continuar, vai ser protegido. Volte ou não, terá um número de telefone do representante de cá [Portugal] que, por sua vez, pode ligar a duas ou três personalidades-chave no mundo. Isso é um poder extraordinário. Também se beneficia dos relatórios que todos os anos fazem. Ir a uma reunião não faz uma pessoa ser a mais importante e que fique logo no topo. O Santana Lopes foi a uma reunião e só se tem lixado. Se calhar, por não ter respondido a Bilderberg como gostariam; foi usado na transição entre Barroso e Sócrates. Se se alinhar com os rapazes, ser-se-á protegido pelos rapazes enquanto for útil.

Quais as consequências das ações de Bilderberg para a democracia portuguesa?

Estamos subjugados ao poder orçamental de Bruxelas. A democracia é um bem demasiado precioso e temos de cuidar dela todos os dias, mesmo que ameaçada e controlada há muito tempo. Salazar respeitava a democracia, por isso é que a punia e não a queria. Bilderberg não a respeita e por isso não quer saber o que pode decidir.

fonte: i online

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Artigo 13: maioria da UE aceita reforma dos direitos de autor

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Apenas as plataformas com menos de cinco milhões de visitantes por mês ou com um volume de negócios anual abaixo dos dez milhões de euros têm possibilidade de escapar ao artigo 13

Uma maioria de países da União Europeia (UE) aceitou na noite de sexta-feira o compromisso franco-alemão sobre a controversa reforma europeia dos direitos de autor. O vice-presidente da Comissão Europeia com o pelouro do Mercado Digital, Andrus Ansip, saudou o acordo: "Feliz por ver os países da UE encontrarem mais uma vez uma voz comum sobre a reforma dos direitos de autor. Espero um acordo final na próxima semana. Os europeus merecem regras do direito de autor adaptadas à era digital: é bom para os criadores, as plataformas e os utilizadores regulares da internet", declarou, em mensagem distribuída através da rede social Twitter.

O Conselho da União Europeia chegou a acordo mas agora é preciso retomar as negociações com o Parlamento Europeu e a Comissão Europeia para chegar a um texto definitivo ainda em fevereiro.

"O texto manteve-se quase todo, com apenas um pequena adaptação técnica", disse uma fonte à AFP. Alemanha e França tinham chegado a acordo na segunda-feira sobre o artigo 13.º, quando a sua discórdia ameaçava bloquear o projeto de diretiva europeia. Este artigo prevê incitar as plataformas, como YouTube, a pagar melhor aos criadores e obrigá-las a retirar conteúdos que tenham sido objeto de acordo de licenciamento entre o artista e a plataforma.

O documento discutido na sexta-feira à noite passou a prever então que o artigo 13.º se aplique a todas as plataformas 'online', incluindo as sem fins lucrativos, fazendo com que tenham de instalar um sistema para controlar o material que é carregado pelos utilizadores. Criaram-se, contudo, exceções para plataformas que tenham um volume de negócios anual abaixo dos dez milhões de euros (consideradas no documento como micro e pequenas empresas), menos de cinco milhões de visitantes por mês e estejam 'online' há menos de três anos.

Além destes limites, as empresas devem impedir o reaparecimento dos conteúdos suprimidos e filtrar as colocações em linha em função de listas fornecidas pelos titulares de direitos.

A reforma do direito de autor prevê também a criação de um 'direito vizinho' do direito de autor para os editores da comunicação social, que permitam aos jornais, às revistas e às agências noticiosas serem remuneradas pela reutilização na internet da sua produção por agregadores de informação.

Os artigos da polémica

Esta reforma, asperamente discutida desde a sua apresentação em setembro de 2016 pelo Executivo europeu, tem por objetivo principal modernizar os direitos de autor na idade do digital. O texto da proposta da diretiva, alvo de intensa polémica, tem vindo a ser discutido e alterado ao longo dos anos, sendo que só no final do ano passado o Conselho da UE e o Parlamento Europeu apresentaram as respetivas versões para negociarem o documento.

A discussão tem sido forte, por intermédio de vários lobistas, entre os meios de comunicação e os criadores, por um lado, que querem ser mais bem pagos, e as grandes empresas do digital, que defendem o seu modelo de negócio, reforçados, de maneira inesperada, pelos defensores da liberdade na internet. Os artigos polémicos são o 11.º e o 13.º: enquanto o artigo 11.º diz respeito à proteção de publicações de imprensa para utilizações digitais, prevendo um pagamento a essa mesma publicação na partilha de 'links' ou de referências, o artigo 13.º prevê a criação de um mecanismo para controlar o material que é carregado nas plataformas por parte dos utilizadores, sistema este que tem sido muito criticado por não conseguir distinguir um uso legal (como a citação) de uma utilização ilegal.

As discussões vão continuar na próxima semana entre os representantes das três instituições europeias -- o Conselho, o Parlamento e a Comissão -, o que se designa no jargão comunitário por triálogo, para procurar chegar a um texto comum. "Falta definir o dia do triálogo: 11, 12 ou 13 de fevereiro", disse uma das fontes à AFP.

O objetivo era haver uma discussão final desta diretiva no Parlamento Europeu até abril, já que para final de maio estão marcadas eleições europeias, mas não há para já certezas quanto a prazos.

fonte: Diário de Noticias

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

«Partidos pagam a pessoas para comentar na Internet a seu favor»

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«EXISTEM DOIS PAÍSES. O NOSSO, DOS PORTUGUESES, E O DOS PARTIDOS»

Há na Internet comentadores ao serviço de partidos para combater opiniões desfavoráveis. Elisabete Tavares, jornalista do Expresso, afirma que estes partidos servem a banca e sociedades secretas: "Estas coisas têm que ser ditas. 

Estamos todos à espera que os partidos mudem. Os partidos não mudam, e se há uma coisa que ficou provado é que os partidos não existem para nos servir, nem para servir a economia nem o País. Já não basta só criticar".
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