RELÓGIO DO APOCALIPSE

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sábado, 13 de julho de 2019

Google admite que grava e ouve conversas dos utilizadores

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Estação belga revelou gravações diálogos entre pais e filhos, ligações profissionais, discussões e até sons de pessoas a fazer sexo. Google admitiu que tem analistas para ouvir e transcrever conversas.

Sim, o Google grava, ouve e transcreve suas conversas.

Depois de uma reportagem da estação belga Vrt News ter revelado que o Google não só grava conversas do seu assistente virtual pessoal, o Google Assistant, como as transcreve com um grupo de funcionários, a empresa admitiu que analistas contratados pela empresa escutam 0,2% das conversas entre os utilizadores e o Google Assistant.

A revelação foi feita pelo responsável de produtos de buscas do Google, David Monsees, no blogue oficial da empresa como resposta ao documentário belga da Vrt News, que disse ter conseguido acesso a cerca de mil gravações de indivíduos anónimos que usaram o assistente virtual. Os áudios foram enviados à estação belga por um dos analistas contratados pelo Google. A empresa está, segundo o The Guardian , a investigar a fuga de informação.

A função do assistente, segundo a VRT News, era "compreender as particularidades e os sotaques de cada idioma em específico". Algo que David Monsees admite: "A empresa conta com um especialistas no mundo para ouvir e transcrever uma pequena parte dos diálogos para nos ajudar a compreender melhor esses idiomas".

Os áudios ouvidos, segundo o Google, representam apenas 0,2% do total registado pelos sistema e que os fragmentos não são associados às contas dos utlizadores. No entanto, a estação belga foi capaz de identificar endereços e outras informações sensíveis nos áudios, o que permitiu que os jornalistas entrassem em contacto com as pessoas cuja voz havia sido gravada. Os utlizadoresconfirmaram que as gravações eram deles.

Mais uma vez, a Google defende-se afirmando que o assistente virtual só envia gravações após detetar que o utilizador usou um comando específico para ativá-lo, como o "Hey Google", e que o sistema dispõe de várias ferramentas para evitar "ativações falsas". No entanto, a VRT news garante que ouviu conversas nas quais ninguém deu a ordem de ativação para o assistente virtual. Entre outras conversas, a estação afirma ter ouvido nas gravações de diálogos entre pais e filhos, ligações profissionais, discussões e até sons de pessoas a fazer sexo.

Além do Google, outras empresas que oferecem este tipo de serviços - como Amazon, Samsung e Apple - garantem que os diálogos entre os utilizadores e os seus assistentes virtuais são privados, sendo analisados exclusivamente por sistemas de inteligência artificial. No entanto, a desconfiança aumenta.


quarta-feira, 17 de abril de 2019

Hackers russos roubaram informação ao Ministério da Defesa


Em novembro passado, um ataque aos sistemas informáticos do Ministério da Defesa e do Estado Maior das Forças Armadas permitiu a um grupo de “hackers” russos desviar três gigabytes de informação.

De acordo com o Correio da Manhã, que avança a notícia esta quarta-feira, os dados continham maioritariamente e-mails. O Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas já admitiu a invasão ao sistema informático da Defesa.

O ataque incidiu sobre contas de correio eletrónico de funcionários civis e militares que trabalham no edifício do Ministério da Defesa, no Restelo. Um dos alvos terá sido vítima de “phishing” (esquema em que se envia um email aparentemente inócuo, mas que, quando o destinatário carrega nos ‘links’ ou ficheiros que contém, permite a quem enviou ter acesso a esses computadores), permitindo o acesso ao sistema.

“Tivemos em novembro um ataque aos sistemas de Defesa que não foi detetado por nós. Foi semelhante a outro que houve na Alemanha e os Serviços de Informações avisaram-nos. Depois, especialistas de Defesa conseguiram controlar o ataque”, disse o almirante Silva Ribeiro, na segunda-feira, em declarações à RTP.

Na origem do ataque, escreve o diário, tudo aponta para que esteja a Rússia, apesar de não haver confirmação oficial. “É aquilo a que chamamos de ameaças persistentes avançadas, de natureza estatal. Sabemos que há um [País] que está interessado em ataques a ministérios de soberania, como os Negócios Estrangeiros, a Administração Interna ou Defesa”, admitiu o almirante Silva Ribeiro, deixando subentendido que não terá partido da China, país que procura informações económicas ou de tecnologia industrial.

“Não é uma pessoa normal, sozinha, que faz isto. Requer capacidades tecnológicas, um Estado por detrás a sustentar isto”, disse o almirante.

fonte: ZAP

sábado, 13 de abril de 2019

Wikileaks liberta centenas de documentos secretos após a detenção de Assange


Um dia depois da detenção de Julian Assange, o portal do Wikileaks foi inundado com novos ficheiros. Entre estes, estão alguns com temas referentes a Portugal. Veja aqui a lista completa dos ficheiros disponíveis.

Depois da prisão de Julian Assange, fundador do Wikileaks, esta quinta-feira (11) em Londres, alguns órgãos de comunicação internacionais estão a dar conta da libertação de novos ficheiros confidenciais na página Wilileaks.

Assim, esta plataforma de partilha de ficheiros confidenciais libertou centenas de novos documentos associados, alegadamente, ao projeto TGV para Portugal e um relatório da PJ referente à investigação do desaparecimento de Madeleine McCann.

A nível internacional, é possível constatar a entrada de ficheiros referentes aos atentados de 11 de setembro.

Veja aqui a lista dos ficheiros partilhados no Wikileaks


quinta-feira, 11 de abril de 2019

Julian Assange: herói ou vilão?




O fundador da WikiLeaks foi detido em Londres, depois de quase sete anos exilado na embaixada do Equador no Reino Unido. Os EUA querem a sua extradição, acusando-o de conspiração.

Ativista e defensor da verdade para uns. Narcisista que pôs em risco inúmeras vidas ao divulgar documentos secretos norte-americanos para outros. Julian Assange, o fundador da WikiLeaks, foi detido esta quinta-feira após sete anos exilado na embaixada do Equador em Londres e enfrenta agora um pedido de extradição para os EUA, onde é acusado de conspiração e arrisca uma pena até cinco anos de prisão.

Julian Paul Assange nasceu na Austrália a 3 de julho de 1971 e estudou programação, matemática e física na Universidade de Queensland e de Melbourne, sem ter contudo acabado qualquer curso. O jovem pirata informático e programador, hoje com 47 anos, fundou em 2006 a WikiLeaks, uma organização especializada na análise e publicação de informações secretas sobre guerra, espionagem e corrupção. Desde então, já divulgou milhões de documentos.

Assange e a WikiLeaks saltaram para a ribalta em 2010, após a revelação de um vídeo de um bombardeamento norte-americano no Iraque, no qual morreram vários civis, ao qual se seguiu a divulgação dos diários do Afeganistão e do Iraque e da correspondência diplomática dos EUA.

Tudo material que tinha sido fornecido por Chelsea Manning (que foi condenada por espionagem e indultada no final do mandato do presidente Barack Obama, voltando novamente a ser presa por não colaborar com o grande júri que estará a investigar a WikiLeaks). A organização também divulgou material de Edward Snowden, referente ao trabalho de vigilância global da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA, tendo este conseguido asilo na Rússia.

Snowden reagiu no Twitter ao vídeo da detenção de Assange. "Os críticos podem congratular-se, mas este é um momento negro para a liberdade de imprensa", indicou, lembrando que o australiano é um editor e um jornalista vencedor de vários prémios.



Acusações sexuais

Em dezembro de 2010, no mesmo ano das primeiras grandes revelações de WikiLeaks, Assange foi detido em Londres pelas autoridades britânicas, em resposta a um mandado de detenção internacional emitido pela Suécia, que o queria interrogar por violação e agressão sexual de duas mulheres. Os factos teriam ocorrido durante uma visita de Assange a Estocolmo, em agosto de 2010, e a primeira denúncia foi encerrada. O ativista foi autorizado a sair do país, mas em setembro o processo foi reaberto.

O fundador da WikiLeaks sempre alegou que ambos os encontros tinham sido consensuais, negando as acusações e dizendo que faziam parte de uma campanha contra ele. O objetivo era extraditá-lo para os EUA, onde seria julgado pelo seu trabalho na WikiLeaks. No ano passado, o Departamento de Justiça revelou inadvertidamente a existência de um processo contra Assange, mas só esta quinta-feira foi conhecida a acusação.

Segundo o Departamento de Justiça de EUA, Assange é acusado de conspirar com Manning para descobrir uma password e aceder aos computadores do Pentágono e "encorajar ativamente" a então analista a fornecer mais informações. Enfrenta uma pena máxima de cinco anos de prisão e o pedido de extradição que os EUA enviaram ao Reino Unido será analisado a 2 de maio.

Depois de ter sido detido em Londres, Assange pagou uma fiança em dezembro de 2010, garantindo que podia aguardar a decisão da justiça britânica sobre a sua extradição em liberdade. O processo prolongou-se até que, em maio de 2012, o Supremo Tribunal britânico decidiu que devia ser extraditado para a Suécia, para ser questionado.
Exilado na embaixada

Diante dessa decisão do tribunal, Assange refugiou-se na Embaixada do Equador a 19 de junho de 2012, temendo ser deportado para a Suécia -- e consequentemente para os EUA. Foi então emitida uma ordem de captura por parte dos juízes britânicos, visto o fundador da WikiLeaks ter violado as condições da sua fiança, pelo que arriscava ser detido se deixasse o edifício em Knightsbridge. Durante anos, vários agentes vigiaram em permanência a embaixada.

Por este crime poderá ter que cumprir uma pena até um ano de prisão, tendo já esta quinta-feira sido considerado culpado por um juiz britânico que o acusou de ser "um narcisista que não consegue superar o seu próprio interesse egoísta". A sentença deverá ser conhecida no próximo mês.


Apoiantes do fundador da WikiLeaks à porta do tribunal de Westminster, em Londres. © EPA/ANDY RAIN

Entretanto, as autoridades suecas interrogaram-no na Embaixada do Equador. Tendo a maior parte dos crimes prescrito, a investigação foi dada como terminada em maio de 2017 e o pedido de extradição revogado. Contudo, um dos crimes só prescreve em agosto de 2020 e a investigação pode ser retomada se Assange voltar à Suécia.

Uma das advogadas de uma das alegadas vítimas disse à Reuters esta quinta-feira que esperam que a justiça sueca possa reabrir o processo. "Vamos fazer tudo o que pudermos para que os procuradores reabram a investigação criminal preliminar e para que Assange seja extraditado para a Suécia e julgado por violação", indicou Elisabeth Massi Fritz.

Viver na embaixada do Equador

Em agosto de 2012, menos de dois meses depois de Assange ter entrado na embaixada, o Equador concedeu-lhe asilo político.

Em 2013, quando saiu o filme biográfico O Quinto Poder, em que o ator Benedict Cumberbatch faz de Assange, este contou como era viver na embaixada, num pequeno escritório convertido em quarto, equipado com uma cama, telefone, um candeeiro com lâmpada ultravioleta para substituir a luz do sol, um computador com acesso à internet, um duche, uma passadeira e uma pequena kitchenette. Recebia então constantes visitas, incluindo de várias celebridades como Pamela Anderson, que chegou a ser apontada como sua namorada. No Twitter disse estar "em choque".

A determinada altura, Assange chegou a ter a companhia de um gato, mas teve que o dar depois de a embaixada equatoriana começar a fazer exigências em relação ao cuidado com "alimentação e higiene" do felino. Em outubro de 2018, a embaixada emitiu novas regras para Assange, ameaçando retirar-lhe o asilo.


Julian Assange na varanda da embaixada do Equador em londres a 19 de maio de 2017. © ARQUIVO REUTERS/Peter Nicholls

Em primeiro lugar, o fundador da WikiLeaks devia evitar fazer comentários políticos online -- chegou a ficar sem Internet em março, mas passou então a poder ter acesso ao Wi-fi da embaixada no portátil e no telemóvel. Além disso, tinha que pedir autorização com três dias de antecedência para qualquer visita que recebesse, estando proibido de qualquer atividade considerada "política" ou que pudesse interferir com os assuntos internos de outros países.

A partir de 1 de dezembro de 2018, passou também a ter que pagar a sua comida, roupa lavada ou outros custos relacionados com a sua estadia na embaixada. E de pagar também os exames médicos que tinha que fazer regularmente.

Críticas à decisão do Equador

O presidente que lhe deu asilo, Rafael Correa, reagiu esta quinta-feira à decisão do seu sucessor, Lenín Moreno, de retirar essa proteção ao fundador da Wikipedia.

"'Decisão soberana', que maneira de chamar a maior canalhada e cobardia! Isto nunca será esquecido em toda a humanidade. Um dos atos mais atrozes, fruto do servilismo, da vileza e da vingança. A história será implacável com o culpado de algo tão atroz", escreveu no Twitter.



Moreno confirmou precisamente no Twitter ter retirado o asilo diplomático a Assange por "violar reiteradamente as convenções internacionais e o protocolo de convivência". No vídeo, Moreno disse que pediu ao Reino Unido a garantia de que Assange não será extraditado para um país onde possa ser torturado ou condenado a pena de morte. "O governo britânico confirmou-o por escrito, de acordo com as suas próprias regras", indicou.

Os polícias que prenderam Assange "foram convidados a entrar na embaixada pelo embaixador", segundo o comunicado da Scotland Yard, a polícia britânica. O site da estação de televisão Russia Today, onde Assange tem um programa de entrevistas, publicou um vídeo do momento em que o fundador da WikiLeaks é arrastado para fora da embaixada pelos agentes britânicos.



sábado, 16 de março de 2019

Sistema de reconhecimento facial utiliza fotos retiradas da internet sem permissão


A tecnologia tem vindo a evoluir rapidamente, mas especialistas afirmam que esta se tem servido de milhões de fotos disponíveis na internet sem qualquer conhecimento de quem as publicou.

O sistema de reconhecimento facial é uma tecnologia que se baseia em algoritmos que estudam os traços distintivos de rostos humanos. Através dela é possível identificar uma pessoa através de uma imagem digital ou mesmo de um frame de vídeo, comparando esses traços com aqueles de que dispõe na sua base de dados.

Esta tecnologia é utilizada para os mais variados fins. As suas principais aplicações relacionam-se com questões de segurança, embora também possa ser usada, por exemplo, como método de autenticação em bancos, ou até como forma de desbloqueio do telemóvel.

De modo a permitir e aperfeiçoar o seu funcionamento, é necessário o recurso a centenas de milhares de fotos. Sendo assim, a internet apresenta-se cada vez mais como um banco de dados apetecível para o desenvolvimento desta tecnologia. É possível encontrar facilmente na rede imagens categorizadas por idade, género ou tom de pele, entre outras características.

De acordo com a NBC News, é precisamente com o recurso à internet que empresas como a IBM têm vindo a desenvolver a sua pesquisa de reconhecimento facial. No passado mês de janeiro, a empresa americana disponibilizou um milhão de imagens retiradas do site Flickr e codificou-as para categorizar a aparência dos fotografados.

No entanto, quando contactados pela NBC, os fotógrafos responsáveis pelas imagens reagiram com surpresa ao tomar conhecimento de que as suas fotos estariam a ser utilizadas para o desenvolvimento de algoritmos de reconhecimento facial. Greg Peverill-Conti, autor de mais de 700 dessas fotos, afirmou mesmo que nenhuma das pessoas que fotografou faria a mínima ideia de que a sua imagem estaria a ser usada para esses fins.

Apesar das garantias da IBM de que os utilizadores podem sair da base de dados a qualquer momento, a questão não é tão simples. A empresa pede que os fotógrafos enviem por email os links das fotos que pretendem que sejam removidas, mas não divulgou publicamente a lista de utilizadores e fotos do Flickr que incluiu. Sendo assim, é difícil descobrir quais as fotos que estão a ser utilizadas.

De acordo com Jason Schultz, professor da faculdade de direito da NYU, este tipo de prática é recorrente por parte de equipas de pesquisa de Inteligência Artificial, afirmando que as mesmas “pegam em quaisquer imagens que estejam disponíveis”. Para além do Flickr, também Facebook, Wikipedia, Google Images ou YouTube têm sido usados de forma crescente como fonte de imagens e vídeos no desenvolvimento do sistema de reconhecimento facial.

fonte: SapoTek

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Relógio do Juízo Final volta a marcar dois minutos para o apocalipse

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A hora do relógio do Juízo Final, um simbolismo que reflete como está a perigosidade do mundo, foi atualizada esta quinta-feira em Washington, nos Estados Unidos: estamos a dois minutos da meia-noite, a hora que representa o apocalipse. Exatamente a mesma posição em que os ponteiros estavam no ano passado, marcando, pela terceira vez, a maior aproximação feita à meia-noite desde que o relógio existe.

Todos os anos o relógio é atualizado pelo Boletim de Cientistas Atómicos. "Este novo anormal é simplesmente muito volátil e perigo demais para ser aceite", alertou a presidente do grupo, Rachel Bronson, durante a apresentação do relógio de 2019.

"Apesar de se manter inalterado desde 2018, este cenário deve ser tido não como um cenário de estabilidade, mas como um aviso para os líderes e cidadãos do mundo inteiro", continuo a presidente.

Durante a revelação do relógio, os cientistas referiram a melhoria da relação entre os Estados Unidos e a Coreia do norte e criticaram o aumento das alterações climáticas e as crises diplomáticas no mundo. Foram ainda abordadas as "notícias falsas" como um dos elementos mais preocupantes neste momento.

Quem coloca os ponteiros no relógio todos os anos é um grupo de cientistas da Universidade de Chicago, criado em 1945, responsável pelas primeiras armas atómicas. Autointitularam-se Boletim de Cientistas Atómicos e dois anos depois começaram com o relógio do "Juízo Final", que inicialmente marcava 7 minutos para a meia-noite.

Nos últimos anos, o ponteiro grande tem-se vindo a aproximar cada vez mais da meia-noite, metáfora para o aumento da probabilidade de acontecer uma catástrofe global.

O relógio atingiu a sua proximidade máxima do "apocalipse" nos últimos dois anos e em 1953, quando a Harry Truman anunciou, a 7 de janeiro, ao Congresso que os Estados Unidos tinham desenvolvido uma bomba de hidrogénio. Pelo contrário, o ano em que o relógio esteve mais distante do Juízo Final (17 minutos para a meia-noite) foi em 1991, depois da guerra fria e da queda do muro de Berlim, quando os Estados Unidos e e a URSS assinaram o Tratado de Redução de Armas Estratégicas.


terça-feira, 27 de novembro de 2018

Wuant junta-se a movimento contra proposta da UE sobre direitos de autor


Há uma proposta da União Europeia (UE) para encontrar formas eficazes de os detentores de direitos de autor protegerem o respetivo conteúdo online. À partida seria algo bom para os Youtubers, mas estes discordam. Wuant e outros portugueses já se juntaram ao movimento "#SaveyourInternet" ("salva a tua Internet").

O objetivo é evitar que o "Artigo 13" da dita proposta seja colocado em prática. Caso se torne lei, ​​plataformas como o YouTube, Facebook ou Instagram serão responsabilizadas por qualquer violação de direitos de autor. Mas uma vez que nem todos os conteúdos são protegidos e os que são não têm uma lei bem definida, acaba por não haver um consenso sobre quem detém esses direitos e que conteúdos devem ser protegidos.

Na dúvida, as plataformas digitais bloqueiam os conteúdos para não serem prejudicadas. Nesse sentido, ao ser aprovada a proposta da UE, vídeos como "covers" musicais, montagens ou paródias podem passar a ser mais facilmente censurados.

A versão final do "Artigo 13" ainda está a ser avaliada e pode sofrer alterações. Entretanto, vários Youtubers de todo o Mundo juntaram-se ao movimento que pretende parar a proposta para evitar que conteúdos sejam bloqueados e que contas de utilizadores sejam eliminadas.


Os portugueses "wuant" e "Tiagovski" são alguns dos Youtubers que reagiram a esta proposta da UE e decidiram associar-se ao movimento. Num vídeo publicado com o título "O meu canal vai ser apagado", wuant fala sobre o tema e apela a que mais pessoas se juntem ao "#SaveyourInternet". Por sua vez, Tiagovski questiona se "após nova lei será o fim do Youtube?".


Uma petição internacional está a circular pela Internet e já conta com mais de três milhões de assinaturas. "Stop the censorship-machinery! Save the Internet!" (Pára a máquina da censura! Salva a Internet!") é o nome da petição, com a mensagem de que a Internet está a ser "ameaçada" pelo "Artigo 13".

No movimento, circula ainda uma mensagem a apelar aos Youtubers que criem um vídeo a falar da proposta até ao final de novembro. Além disso, é pedido que partilhem textos no Twitter com a "hashtag" #SaveYourInternet, adiram ao movimento na página de Youtube, assinem a petição e que peçam aos seguidores fazer exatamente o mesmo.

A votação a favor do "Artigo 13" ocorreu em setembro, mas a proposta terá de passar por um último escrutínio em janeiro de 2019, no Parlamento Europeu.


sábado, 10 de novembro de 2018

O sistema de vigilância da China já identifica pessoas pela forma de andar


A empresa tecnológica chinesa Watrix desenvolveu um sistema de câmaras inteligentes, capaz de identificar uma pessoa com precisão apenas pela forma como ela caminha, além de avaliar o formato do corpo.

Este é mais um método de vigilância do cidadão empregado pelo governo chinês que tem vindo a causar preocupações em relação à privacidade dos habitantes do país. Até à data, as autoridades começaram a implementar o sistema nas cidades de Pequim e Xangai.

Segundo Huang Yongzhen, CEO da Watrix, o sistema é capaz de fazer a devida identificação de uma pessoa a até 50 metros de distância, eliminando a necessidade de fazer zoom no rosto.

Além disso, as câmaras funcionam com a mesma precisão até quando a pessoa filmada está de costas ou com o rosto tapado. A garantia da empresa chinesa é: se há movimento, a câmara vai saber quem é.

O software da Watrix, explica a AP News, extrai a silhueta de uma pessoa do vídeo e analisa o seu movimento para criar um modelo da forma como caminha. Mas ainda não é capaz de identificar pessoas em tempo real. O vídeo tem que ser carregado no programa, demorando cerca de 10 minutos para pesquisar uma hora de vídeo.

“Não precisamos da cooperação da pessoa para saber a sua identidade. A análise de caminhada não pode ser enganada por simplesmente fingir um passo manco, andar com um tornozelo torcido ou com os ombros baixos e debruçados, uma vez que estamos a analisar traços do corpo inteiro”, explicou Yongzhen.

A implementação tem sido testada na prevenção de pequenos crimes, como atravessar uma rua com sinal vermelho para pedestres ou identificação de fugitivos no meio de uma multidão. Além da vigilância, o reconhecimento do andar também pode ser usado para identificar pessoas em perigo, como idosos que caíram.

O governo chinês é conhecido — e criticado por entidades internacionais — por usar tecnologias de ponta para a vigilância dos seus cidadãos. As câmaras da Watrix vêm agora complementar um outro sistema de reconhecimento facial já utilizado pelas autoridades. Com a adoção da tecnologia pelo governo, a empresa já conseguiu angariar cerca de 12,7 milhões de euros.

De acordo com Yongzhen, embora o software não seja tão bom como o reconhecimento facial, a taxa de precisão de 94% é suficiente para uso comercial.

A tecnologia em si não é nova. Investigadores do Japão, Reino Unido e Estados Unidos já têm estudado os sistemas de reconhecimento do andar por mais de uma década, mas poucos tentaram comercializá-la.


fonte: ZAP

domingo, 28 de outubro de 2018

Teorias dos rastos químicos dos aviões chegam ao Parlamento

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Rastos deixados pelos aviões levantam dúvidas

A possibilidade de os aviões estarem a deixar rastos químicos na atmosfera - chemtrails - vai ser debatida hoje na Assembleia da República. A discussão deve-se a uma petição que reuniu 4384 assinaturas (quando foi admitida a 21 de março e que agora conta com 4572). O primeiro subscritor da petição, Tiago de Jesus Lopes, espera que pelo menos agora, os deputados "esclareçam o que pensam desta situação". No entanto, este é um tema que não tem validação científica e que, por exemplo, Francisco Ferreira, da Zero, classifica apenas como "teoria da conspiração".

Os subscritores da petição - que levou mais de cinco anos a reunir as quatro mil assinaturas - defendem que os aviões estão a deixar, pelo país, rastos químicos que servem para manipular o clima e acabam a poluir o meio ambiente. O texto da petição refere "relatos deixados por exemplo no Facebook, de cidadãos de vários pontos do país, de aviões que sobrevoam o espaço aéreo e libertam produtos químicos deixando um rasto visível durante horas". E questionam se este fenómeno não "poderá estar relacionado com as alterações climáticas e o aumento de patologias nomeadamente alérgicas, respiratórias e oftalmológicas?". Para Tiago de Jesus Lopes tem-se tornado evidente que o objetivo da libertação de aerossóis "não pode ser o objetivo primário que se anunciava de formar vários tipos de nuvem, que permitia fazer cair chuva onde quisessem". "Eles também dizem que é para fazer a gestão da radiação solar, mas essas partículas estão em todo o lado, são metais pulverizados e ficam em todo o lado", acrescenta.

Junto com a petição, foram enviados aos deputados da Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação, links que sustentam as dúvidas e preocupações dos peticionários.


A comissão ouviu o primeiro peticionário, na audição regimental, onde não estiveram os grupos parlamentares. A petição vai agora ser debatida em plenário, por imposição legal.

Se Tiago de Jesus Lopes espera ver esclarecidas as posições dos partidos - embora sem grande expectativa de mudanças, principalmente nos "grupos principais que vão defender as diretivas europeias" -, Francisco Ferreira espera que "a teoria seja recusada".

"A Zero já recebeu muitos emails de pessoas a queixarem que não dávamos atenção à questão e tentamos sempre responder. Se os deputados entenderem que deve haver algum esclarecimento das companhias aéreas ou da gestão dos aeroportos - que penso ser desnecessário face ao conhecimento técnico e científico que explicam o aparecimento dos rastos -, que devem pedir pareceres para esclarecer a população, pode ser útil, nessa perspetiva pedagógica", defende o ambientalista. Os cientistas explicam que os rastos resultam da emissão de partículas ultra finas por parte dos aviões que em contacto com a atmosfera condensam.


terça-feira, 25 de setembro de 2018

Julian Assange renunciou ao asilo atribuído pelo Equador


Julian Assange Foto: REUTERS/Peter Nicholls/Arquivo

O fundador do sítio na Internet Wikileaks, Julian Assange, que está refugiado na embaixada do Equador desde 2012, renunciou ao asilo acordado por Quito, segundo uma carta que assinou em dezembro e a France-Press consultou.

Nesta mensagem eletrónica, classificada com "reservada" e datada de 4 de dezembro de 2017, Assange renuncia ao asilo concedido no quadro de uma estratégia do governo, que não se concretizou, que visava nomeá-lo depois diplomata equatoriano, primeiro no Reino Unido e a seguir na Federação Russa.

A carta, assinada pelo australiano de 47 anos e pelo advogado espanhol Baltasar Garzón, foi enviada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do Equador a uma deputada do país, Paola Vintimilla, que investiga o processo de naturalização de Assange e a divulgou à comunicação social.

O criador do WikiLeaks renunciou ao asilo alguns dias antes de o Equador lhe ter atribuído a nacionalidade equatoriana, em 12 de dezembro, para a seguir o nomear diplomata, o que lhe permitiria continuar a viver na sua embaixada em Londres e inclusive ser colocado em Moscovo.

Assange refugiou-se na representação diplomática equatoriana há seis anos para, inicialmente, evitar ser extraditado para a Suécia, onde era acusado de violação, processo que foi arquivado.

Hoje, receia sair da embaixada e ser detido, e depois ser extraditado para os Estados Unidos da América, por ter revelado, via WikiLeaks, milhares de documentos confidenciais da diplomacia norte-americana.

A justiça britânica tem mantido um mandado de detenção em seu nome por desrespeito da liberdade condicional, que lhe tinha sido concedida durante a investigação sueca.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Equador recusou-se a fazer comentários sobre a mensagem de Assange ou o seu estatuto atual.

Vintimilla, deputada do partido social-cristão, disse à agência francesa que recebeu os documentos na semana passada.


segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Já aí estão os serviços de "lavagem cerebral" via Internet


Uma empresa oferece pacotes personalizados para influenciar as vontades alheias. Autêntica manipulação ao domicílio. Podem encomendar-se “serviços” para levar alguém a deixar de fumar ou a estar disponível para amar. Uma espécie de vodu dos tempos modernos

No passado, era a publicidade, declarada ou mais subliminar, a influenciar a compra de um carro, de um detergente, a fazer desejar um certo estilo de vida. No futuro, é possível que as nossas vontades e opiniões sejam manipuladas durante os sonhos, como se prevê no thriller de Christopher Nolan, A Origem, de 2010, e, muito antes disso, no romance Admirável Mundo Novo, escrito em 1931 por Aldous Huxley. No presente, somos bombardeados nos computadores, telefones ou tablets com anúncios/artigos que vêm ao encontro das nossas preferências ou dos nossos anseios. Quem nunca visitou a página do turismo de uma cidade e passou a ser inundado com anúncios de hotéis ou ofertas de viagens para esse mesmo destino?

Tudo isto acontece graças aos cookies – informação que fica guardada nos dispositivos de cada vez que visitamos um website, uma espécie de pegada ou rasto digital, e que está na base do marketing na era da internet. Agora, uma empresa registada em Londres oferece o que pode ser visto como um serviço de manipulação ao domicílio. Com a aplicação The Spinner é possível controlar os artigos que são apresentados a uma determinada pessoa, de forma a influenciar o seu comportamento. Os textos vão aparecendo nos dispositivos eletrónicos utilizados pelo visado, recheados de uma mensagem específica.

É possível, por exemplo, encomendar uma campanha a favor de um animal doméstico. São os adolescentes os principais clientes deste serviço e o visado, ou os visados, neste caso os pais, receberão artigos com títulos como “12 razões para a sua família ter um cão”. Também se pode tentar convencer alguém a deixar de fumar ou a pensar em mudar de emprego (imagine que quer ver-se livre de um colega de trabalho...). O pedido mais comum, revelou um responsável da empresa ao jornal Financial Times, é o pacote que predispõe uma mulher a dar o primeiro passo no sexo. Neste caso, o computador e o telemóvel da visada são inundados com supostos artigos de revistas femininas, nos quais se louvam as virtudes de dar o primeiro passo numa relação amorosa.

De acordo com as informações disponíveis no site, a aplicação, não disponível em Portugal, funciona de uma forma bastante simples: o cliente recebe um link de aparência inocente, criado pela The Spinner, que o envia ao visado. Assim que este abre o link, o pacote encomendado (deixar de fumar, por exemplo) fica associado ao telefone e a partir daí começa o “ataque”. Durante três meses, a pessoa irá receber dez artigos diferentes, todos com o mesmo objetivo, em 180 pop-ups, numa técnica que se socorre do poder de sugestão bem conhecido na psicologia. Este pacote básico custa à volta de 25 euros e, de acordo com a própria empresa, é perfeitamente legal. “Hoje, no vasto mercado de média online, o anexo de cookies é legal. Terceiros podem recolher ou receber informação sobre os utilizadores, com vista a fornecer conteúdo, publicidade ou funcionalidades ou ainda para medir e analisar o desempenho de um determinado anúncio”, explica-se.

Desde que o serviço foi lançado, em janeiro deste ano, mais de cinco mil pessoas, de acordo com o Financial Times, já pagaram para influenciar alguém de quem gostavam, ou não. “Há linhas que não cruzamos, se nos sentimos desconfortáveis”, assegurou Elliot Shefler, responsável pelo marketing da empresa, que dá como exemplo “questões altamente sexuais” (o detalhe destas propostas fica a cargo de cada um). “É uma ferramenta poderosa”, admite o responsável.

UM EMPURRÃOZINHO

É esta capacidade de influenciar, embora a uma escala mais vasta, visando toda a sociedade, que está na base do trabalho de Richard Thaler, Nobel da Economia em 2017. O economista social criou o conceito de nudge, empurrãozinho, que parte da ideia de que é possível influenciar o comportamento das pessoas, de forma positiva, através de medidas simples. Um exemplo clássico é o sistema de doação de órgãos que vigora em Portugal e que tem vindo a ser adotado noutros países europeus. O facto de todos os portugueses serem, à partida, dadores de órgãos – para não o serem é necessário deixarem esta vontade expressa – resulta numa boa taxa de doação. Noutro exemplo mais prático, o Aeroporto de Amesterdão pôs o desenho de uma mosca nos urinóis, para levar os utilizadores a fazer pontaria. Com isto conseguiu-se uma poupança na ordem dos 80% em detergentes.

Inspirado nesta teoria, Diogo Gonçalves, psicólogo e especialista em economia comportamental, criou a empresa Nudge Portugal que, neste momento, trabalha numa campanha com a qual se pretende aumentar o consumo de fruta e legumes, numa determinada cadeia de hipermercados. Sem poder revelar muitos pormenores, o empreendedor conta que a estratégia passará pela alteração dos carrinhos de compras. A ideia desta startup é de que a sua utilização seja pró-social. “Não me imaginaria a participar numa campanha para aumentar a venda de doces a crianças”, refere o responsável.

Porém, pode não ser sempre assim. Aliás, o especialista está a organizar uma conferência em Lisboa, envolvendo decisores políticos e organizações internacionais, na qual se discutirá precisamente os riscos e as potencialidades das aplicações de nudging. “É preciso promover a discussão pública acerca da utilização de aplicações como The Spinner, que promovem influência direcionada e não declarada. Hoje em dia, o espaço digital permite que as empresas saibam mais sobre as pessoas do que elas próprias. Faz falta avaliar a moralidade dos mercados. As políticas públicas têm sido dominadas pelos economistas. Precisamos de ouvir outros cientistas sociais, como os neurocientistas”, acrescenta. Depois deste debate, defende Diogo Gonçalves, “deve haver regulação neste setor de atividade”. Afinal, uma questão deverá estar sempre em cima da mesa: até que ponto queremos que nos entrem pela vida adentro?

À caça de dados

As análises de big data que põem em causa a democracia

Acedendo, sem permissão, a dados pessoais de mais de 50 milhões de pessoas utilizadoras do Facebook, a consultora britânica Cambridge Analytica enviou publicidade personalizada que influenciou o voto a favor de Donald Trump. A estratégia passa essencialmente pelo fabrico de notícias falsas e terá sido usada também na campanha pró--Brexit e, suspeita-se, nas eleições indianas. A fuga de informações pessoais poderá ter chegado a entidades russas, com interesse em condicionar o resultado das eleições norte-americanas de 2016. Depois de uma série de notícias reveladoras, a empresa acabou por abrir falência, atolada em processos judiciais. Quanto ao Facebook, fez o mea culpa, pela boca do seu fundador, Mark Zuckerberg, mas tarde demais. Desde 2015 que os responsáveis da rede social sabiam da fuga, mas nada fizeram para a travar.

Aliás, um relatório recente da Universidade de Oxford, no Reino Unido, identificou iniciativas de “manipulação do debate público”, para influenciar eleições e políticas em 48 países, nos últimos oito anos. Difusão de notícias falsas e contratação de grupos para escreverem nas caixas de comentários são os esquemas mais usados. E as redes sociais são o palco privilegiado para estas manobras que atentam contra a democracia.

Jornalista

fonte: Visão

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