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segunda-feira, 7 de março de 2011

"Revolta Facebook" move milhares de jovens contra governo


A Croácia está a confrontar-se com uma vaga de protestos anti-governamentais sem precedentes e que, segundo as autoridades, pode pôr em causa a fase final processo de adesão do país à União Europeia (UE).

Para terça-feira já foi convocada uma nova manifestação para o centro de Zagreb, num movimento quase ininterrupto iniciado há cerca de duas semanas através da rede social Facebook, e que alastrou a diversas cidades do país, que declarou a independência da extinta Jugoslávia em Junho de 1991. Os protestos, difusos e contraditórios mas com a participação de dezenas de milhares de pessoas, sobretudo jovens, têm como alvo o governo da União Democrática Croata (HDZ, conservador) e a primeira-ministra Jadranka Kosor. Os manifestantes têm queimado bandeiras da União Europeia (UE), mas a coerência política da contestação permanece por definir. Palavras de ordem contra "as privatizações, o capitalismo e a UE", a denúncia da HDZ "que está a espoliar a Croácia" ou a "demissão imediata de Jadranka" têm sido as principais exigências dos milhares de jovens que têm ocupado as ruas da principais cidades croatas.

No domingo, o protesto terminou de forma pacífica na Trg Bana Jalacica, a principal praça de Zagreb, no final de uma marcha com sete mil pessoas, segundo os organizadores, que desfilou junto de diversos símbolos do poder, como a televisão estatal ou o ministério do Interior. A demissão imediata do governo e a convocação de eleições imediatas permanecem as principais reivindicações dos manifestantes. Protestos similares ocorreram em várias cidades do país no sábado, e sem incidentes. No entanto, no último fim-de-semana de fevereiro centenas de jovens entraram em confrontos com a polícia, com um balanço de 25 feridos e 60 detenções. O executivo croata, que se encontra numa fase crucial do processo de negociações para a adesão à UE, que pretende concluir até junho, já considerou que os protestos poderão prejudicar as ambições da Croácia em aderir à União.

No entanto, uma sondagem divulgada domingo pela televisão oficial revelou que 70 por cento dos croatas apoiam os protestos, e 62 por cento são favoráveis a eleições antecipadas. As eleições gerais no país estão previstas para o final do ano ou para o início de 2012. Num protesto paralelo a estas manifestações espontâneas de jovens, que exigem emprego (a Croácia tem 335 mil desempregados) e uma nova política, entre 10 a 15 mil veteranos de guerra juntaram-se no último sábado de fevereiro num das principais praças de Zagreb, numa ação que também terminou com tumultos. Os veteranos denunciaram a "perseguição dos defensores croatas da pátria" e pugnaram pela "dignidade da guerra patriótica", numa referência à "guerra da independência" da Croácia (1991-1995). Os manifestantes, que acusam o governo de "trair os interesses nacionais", opõem-se à normalização das relações com a Sérvia, contestam a amnistia decretada aos sérvios da Croácia, e alguns contestam a adesão do país à UE.

fonte: DN

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