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sexta-feira, 20 de julho de 2012

WikiLeaks pede ajuda financeira aos internautas

A organização fundada por Julian Assange diz que quer continuar a fazer o seu trabalho

A organização fundada por Julian Assange diz que quer continuar a fazer o seu trabalho

Depois do bloqueio levado a cabo pelos gigantes Visa e MasterCard, que secaram os recursos da organização, a WikiLeaks decidiu contra-atacar: a organização fundada por Julian Assange lançou um novo site de recolha de fundos onde os apoiantes da causa poderão depositar o seu dinheiro.

Uma associação francesa sem fins lucrativos denominada FFDN (Fund for the Defense of Net Neutrality) abriu para a WikiLeaks uma conta Carte Bleue (um sistema gaulês de cartões de crédito) para que os apoiantes possam aqui depositar as suas doações.

Os interessados poderão fazê-lo através deste link.

Um relatório financeiro sobre a WikiLeaks publicado esta quarta-feira revela que actualmente as receitas não cobrem as despesas. Em 18 meses as receitas do site caíram para 21% dos custos operacionais. Se as coisas continuarem como estão, o WikiLeaks ficará sem dinheiro nos próximos meses.

“Para prosseguir com as suas missões a WikiLeaks deve dispor no mínimo de um milhão de euros imediatamente”, indica o comunicado da Sunshine Press, agência de comunicação do site.

É precisamente para poder continuar a fazer o seu trabalho que a Wikileaks pede a ajuda de todos.

A organização está em dificuldades financeiras desde que uma dúzia de entidades bancárias americanas, incluindo a Visa e a MasterCard, tomaram a polémica decisão de suspender o financiamento à organização após a publicação de cerca de 250 mil documentos secretos do Departamento de Estado americano, em Dezembro de 2010. Os gigantes financeiros americanos tomaram esta decisão contra a WikiLeaks depois das autoridades americanas terem afirmado que as informações publicadas teriam consequências desastrosas para os diplomatas americanos e para os informadores do governo dos EUA. Alguns críticos chegaram a apelidar a WikiLeaks de “organização terrorista” após a publicação destes documentos.

Para já ainda se desconhece se esta acção via França será tolerada pelo gigante Visa, que já em 2011 tinha fechado uma outra via de financiamento da WikiLeaks, através do processador islandês DataCell.

Julian Assange - que continua na embaixada do Equador, em Londres, em busca de asilo - desafiou entretanto o sistema Visa a impedir este mais recente esquema francês: “Eles que fechem esta via”, disse Assange em comunicado, citado pela AP, acrescentando os gigantes americanos de serem uma “pandilha corrupta”. “Os nossos advogados ficarão à espera”, acrescentou ainda Assange.

Assange está a lutar contra uma extradição para a Suécia, onde é acusado de ter praticado delitos sexuais. Desde que foi preso no Reino Unido, em finais de 2010, Assange - que nega todas as alegações de delitos sexuais - tem lutado contra a extradição para a Suécia.

fonte: Público

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