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domingo, 27 de março de 2011

Coligação de Merkel sofre mais uma humilhante derrota


Pode ser o princípio do fim de Angela Merkel, mas sobretudo da CDU, no poder há 58 anos em Baden-Wurttemberg, estado federado que este domingo perdeu para os Verdes. Das sete eleições regionais que a Alemanha enfrenta este ano, esta era a mais importante.

Baden-Württemberg, um dos estados federados mais importantes e mais ricos da Alemanha (detentor de empresas como a Porsche), era a prova de fogo para a coligação de centro direita liderada pela CDU da chanceler alemã Angela Merkel. Mas a prova não foi superada. Depois de quase seis décadas no poder, a CDU perdeu para a coligação dos Verdes e do Partido Social Democrata (SPD).

Este domingo, ao início da noite, os resultados provisórios indicam que os Verdes e o SPD devem obter, em conjunto, 48,5% dos votos. A CDU) e os liberais democratas (FDP), seus parceiros no governo nacional, devem ficar-se pelos 43%. Jornais como o "Der Spiegel" e o "Die Welt", afirmam que é o princípio do fim de Merkel, que tem vindo a perder pontos em todas as frentes.

De acordo com os analistas, esta derrota significa uma reviravolta ao nível da governação nacional, uma vez que reduzirá o peso da coligação da chanceler alemã no Parlamento, onde Merkel não tem maioria, dificultando a aprovação de legislação. A mudança de rumo na política nuclear anunciada pela chanceler - 70% dos alemães apoia o encerramento definitivo das centrais nucleares mais antigas, mas interpretaram a decisão de Merkel de encerrar sete centrais como uma acção puramente eleitoralista - e a impopularidade do actual primeiro-ministro regional, Stefan Mappus (CDU) são apontados como factores que ajudam a explicar a derrota nas eleições da coligação conservadora-liberal. O conflito na Líbia e a crise da dívida na zona Euro são também apontados como argumentos.

O partido ecologista ganhou muito terreno nos últimos dias e agora confirmou a ascenção. "É um sonho tornado realidade. Até há poucos dias, não imaginávamos que pudéssemos obter este resultado", foi a primeira declaração de Franz Untersteller, porta-voz dos Verdes. Por outro lado, Guido Westerwelle, ministro dos Negócios Estrangeiros e líder da FDP, admitiu que "os resultados foram decepcionantes." Mas acrescentou: "A política energética foi o factor decisivo. Foi uma votação sobre o futuro da energia nuclear. Entendemos isso e vamos discutir o assunto em Berlim".

Já em Fevereiro, antes do desastre ambiental no Japão, a CDU já tinha perdido o governo de Hamburgo para o SDP. E na semana passada, também sentiu dificuldade em vencer as regionais na Saxónia-Anhaltk. Em Renânia-Palatinado, onde este domingo também houve eleições, a CDU manter-se-á na oposição.

fonte: JN

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