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sábado, 11 de fevereiro de 2012

FBI divulga ficheiro secreto sobre Steve Jobs


O co-fundador da Apple, Steve Jobs, era um “indivíduo enganador” mas ao mesmo tempo tinha “um grande carácter moral e integridade”, segundo consta nos ficheiros da polícia norte-americana FBI, agora divulgados, sobre o ícone da tecnologia. 

O ficheiro foi compilado pelo FBI quando o nome de Steve Jobs estava em cima da mesa para assumir o cargo no conselho de exportação do presidente dos Estados Unidos, George Bush.

No documento, Steve Jobs é retratado como um pai negligente que “distorcia a verdade e a realidade de forma a alcançar os seus objectivos”. Mas de todas as entrevistas ninguém questionou as capacidades para Jobs fazer negócio.


O FBI entrevistou o co-fundador da Apple entre outras 29 pessoas que o conheciam. As investigações tiveram lugar nos anos 90, depois de Jobs ter sido despedido da marca da maçã e antes de regressar triunfantemente à empresa, segundo o The Guardian.

“Alguns indivíduos questionaram a honestidade do senhor Jobs. Também comentaram que, no passado, Jobs não apoiava a [censurado] e a sua filha; de qualquer forma, recentemente começou a apoiá-las”, pode-se ler nos documentos. Outra fonte caracterizou Jobs como um “indivíduo enganador que não é completamente franco e honesto”.

Um homem de contradições

Os ficheiros pintam um retrato de um homem complicado, cheio de contradições. Uma pessoa entrevistada pelo FBI, que se identifica como um prévio “bom amigo”de Jobs, disse que enquanto o chefe da Apple era “basicamente uma pessoa honesta e de confiança, ele é um indivíduo muito complexo e o seu carácter moral é suspeito”. Esta fonte também revelou que Jobs “afastou um grande número de pessoas na Apple como resultado da sua ambição”.

Outras duas testemunhas retrataram Jobs como tendo “muita força de vontade, teimoso, muito trabalhador e orientado, que são as razões pelas quais acreditam que ele é tão bem sucedido”. Ele foi um homem de “energia infatigável” e “visão” de acordo com outros entrevistados e iria dar “uma contribuição positiva a nível nacional”.

Outra fonte disse que Jobs “tem o que é necessário para assumir uma posição de alto nível político dentro do governo, o que na sua opinião, honestidade e integridade não são pré-requisitos para assumir uma posição destas”.

O homem que revolucionou o mundo da tecnologia também foi entrevistado pelo FBI, e disse que não usava drogas ilegais há cinco anos, tendo afirmado que tinha consumido marijuana, haxixe e LSD entre 1970 e 1974.

Jobs disse também que não era membro do partido comunista ou de qualquer organização que pretendesse derrubar o governo. As únicas organizações a que revelou pertencer eram o New York Athletic Club, um ginásio exclusivo de Manhattan, mas nunca tinha lá estado.

Ameaça de bomba

O documento contém também memorandos sobre uma ameaça de bomba que foi feita contra a Apple a 7 de Fevereiro de 1985, vários meses antes de Jobs ser despedido. “Um indivíduo do sexo masculino não identificado fez uma série de chamadas telefónicas para [censurado] da Apple […] e avisou que os “aparelhos” tinham sido colocados nas casas de vários indivíduos [censurado] e tem de ser pago um milhão de dólares”. 

O indivíduo disse que tinha deixado instruções sobre como desactivar as bombas debaixo de uma mesa “próxima de uma máquina de doces” no Hotel Hilton em São Francisco. Nenhumas bombas ou instruções foram encontradas.

Uma vida espartana 

De acordo com uma fonte, as inclinações religiosos de Jobs levaram-no a viver uma “vida mais espartana e por vezes uma existência monástica” que tinha “aparentemente influenciado a sua vida pessoal para melhor”.

Jobs viajou para a Índia nos anos 70 e ficou fascinado com o Budismo Zen, tendo praticado meditação até ao fim da sua vida. Uma fonte do FBI disse que Jobs “tinha alterado a sua filosofia ao participar à religião e misticismo oriental e/ou indiano. Esta mudança aparentemente influenciou a sua vida pessoal” de uma forma positiva.

O FBI pode revelar ficheiros pessoais após a morte de uma pessoa. Jobs morreu em Outubro depois de uma longa batalha contra uma forma rara de cancro.

A Apple é agora a empresa mais valiosa do mundo. Depois da morte de Jobs, os fãs dirigiram-se em massa às lojas Apple à volta do mundo, deixando “iAltares” ao seu herói.


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