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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Hackers querem ataques colectivos a partir de 1 de Dezembro


























O texto incita a uma "desobediência civil" na Internet

O grupo LulzSec Portugal, responsável pela divulgação de dados de agentes da PSP, está a convidar hackers portugueses a juntarem-se em acções de ataques informáticos e de divulgação de dados, numa operação para arrancar a 1 de Dezembro.

Num texto publicado hoje, o LulzSec Portugal afirma que vai juntar-se ao Anonymous Portugal (ambos inspirados nos grupos internacionais homónimos), para dar início ao que chamam a operação #AntiSecPT (mais uma vez, inspirada numa operação semelhante a nível internacional).

Os autores do texto incitam os “auto-didatas, e hackers a espalharem pelo nosso país, assinando anonimamente em nome do movimento #AntiSecPT, em defacements [alterações a sites], ataques DDOS [ataques que visam tornar um site inacessível] e leaks [fugas de informação], que exponham online a corrupção”. 

A mensagem encoraja ainda acções fora da Internet: “Apelamos que seja espalhado em graffitis pelas paredes, pela música, por vídeos e textos o combate à corrupção em nome do movimento #AntiSecPT”. Os autores, porém, fazem um apelo ao afastamento das acções de rua: “Convidamos os Anonymous com conhecimentos de informática a afastarem se das manifestações e a juntarem se a nós para uma ‘desobediência civil’ online”.

O texto foi publicado no site TugaLeaks, que tem vindo a divulgar informação sobre este género de acções em Portugal.

De acordo com a mensagem, o principal motivo da operação agendada para o próximo mês parecem ser os incidentes com a polícia ocorridos durante o dia da greve geral. “Houve denúncias e houve testemunhas que presenciaram agentes policiais à paisana a agredir e a prender injustamente um jovem, mas as inter-redes não ficaram em silêncio. Iremos denunciar os chefes policiais que obrigam a polícia no terreno a agredir os seus irmãos e irmãs que protestam pacificamente.”

Contactados por email, os responsáveis pelo texto não responderam até à hora de publicação deste artigo. Na sexta-feira passada, os LulzSec escusaram-se a responder a questões do PÚBLICO, “Neste momento não estamos dispostos a dar entrevistas”, disseram.

Ao PÚBLICO, o advogado Manuel Lopes Rocha, especializado na área das tecnologias de informação, explicou que os ataques registados recentemente aos sites portugueses, e que são do mesmo género daqueles a que os LulzSec agora incitam, podem ser punidos ao abrigo da Lei do Cibercrime, que, entre outros, prevê crimes de sabotagem informática, dano de sistemas informáticos e de acesso ilegítimo. Nos casos mais graves, a pena pode ir até aos dez anos de prisão.

fonte: Público

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