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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Portugal precisa de Personal Trainer

O FMI poderia ser - agora - o nutricionista a receitar uma "dieta de desintoxicação" a Portugal. Um género de personal trainer que daria as corretas indicações de como deveríamos exercitar os "músculos" inertes, flácidos e preguiçosos de todos os agentes (sem exceção) da sociedade portuguesa. Os tempos que vivemos assim o exigem.

Precisamos, seriamente, de "cair na real", como vulgarmente se diz; entrar num jejum, numa espécie de Ramadão para refletirmos verdadeiramente sobre as nossas prioridades, definir as nossas forças motrizes, reposicionar os nossos princípios e valores, planear a estratégia com visão e criação de "valor" e passar à ação.

É preciso abolir o facilitismo (para já não falarmos em corrupção, em burocracia, em (in)justiça...).

Torna-se, a cada dia que passa, mais imperativo encontrar a oportunidade, a porta de saída para esta crise. Portugal tem de começar a respeitar-se a si próprio para ser respeitado pelos outros. A nossa reputação está em causa, cá dentro (cidadãos e instituições) e lá fora (bancos e organismos internacionais... a atual questão do financiamento, da credibilidade internacional que nos atribuem fruto da nossa situação económica) e não nos podemos esquecer que esses sinais têm que ser dados urgentemente!

Nunca a palavra Confiança foi tão verbalizada e "desejada" como agora!

Alguns comentadores dizem que governar o país é como governar a nossa casa e que quem não consegue governar a sua casa ou a sua empresa não consegue governar o país. Concordo com este princípio e são inúmeros os paralelismos que se podem fazer entre estas realidades, distinguindo o que é comunicação interna e comunicação externa nas duas situações.

Não podemos deixar o país, os cidadãos "abandonarem-se" ao descrédito total. Já diz o provérbio popular: "casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão". É, por isso, urgente que haja orientação, indicação de para onde se quer ir, como e porquê. Mas também é importante que se saiba passar a mensagem ao país, com clareza e determinação. Só assim se podem cumprir objetivos! É uma questão de boa gestão de prioridades, objetivos e expectativas.

Só através de uma boa gestão se consegue construir ou reforçar uma boa reputação. Este princípio é válido tanto a nível microeconómico como macroeconómico. Como é que após os "distúrbios alimentares", leia-se, estruturais, dos últimos anos, podemos melhorar o nosso "músculo" económico?!

fonte: Expresso

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