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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Kadhafi não sai: "Prefiro morrer como mártir do que abandonar o meu país"


O líder líbio falou ao país. Entre várias declarações, afirmou que prefere morrer como mártir no seu país a abandonar a Líbia. E responsabilizou os Governos e os media estrangeiros pelo que está a acontecer no seu país.

O Presidente da Líbia, Muammar Kadhafi, garantiu hoje que vai permanecer na Líbia como "chefe da revolução", combater os manifestantes e que está disposto a "morrer na Líbia como um mártir".

O líder líbio apelou aos seus apoiantes para "tomarem a rua aos manifestantes" a partir de quarta-feira e garantiu que irá combater "até à última gota do meu sangue". Kadhafi prometeu que "perante esta situação" não vai sair da Líbia e sublinhou: "Este é o nosso país e o país dos nossos avós. Não vamos deixar que o destruam". Num discurso muito exaltado o dirigente líbio, que subiu ao poder em 1969 após dirigir um golpe de Estado, exprimiu-se em directo pela televisão estatal no início da tarde e pela primeira vez após uma semana de insurreição no seu país. O "líder da revolução verde" escolheu um pódio colocado à entrada de um edifício bombardeado, provavelmente a sua antiga residência de Tripoli bombardeada por aviões norte-americanos em 1986, e que não foi reconstruída para recordar o ataque, no qual morreu uma sua filha adoptiva.

O Presidente da Líbia, Muammar Kadhafi, confrontado com uma revolta popular sem precedentes, ameaçou hoje ainda os manifestantes armados com a "pena de morte", num discurso transmitido pela televisão. O líder líbio acusou ainda os "países árabes e estrangeiros de tentarem destabilizar a Líbia" e afirmou que as cadeias de televisão estrangeiras "estão a trabalhar para o diabo". Kadhafi distinguiu ainda a situação no seu país com as revoltas na Tunísia e Egipto. "Os jovens que protestam não são culpados", afirmou, e a sua atitude é "normal" após o que sucedeu nos países vizinhos. No entanto, acusou as pessoas "más" que distribuem "dinheiro e drogas" aos jovens.

Seguem-se as frases mais importantes do discurso:

"Os jovens que se estão a manifestar estão a ser drogados e movem-se por dinheiro. Eles estão apenas a imitar o que aconteceu na Tunísia e no Egipto."

"Este é o nosso país e dos nossos avós e não vamos deixar que o destruam."

"Os países estrangeiros querem desestabilizar a Líbia. As cadeias de televisão estão a trabalhar para o diabo".

fonte: DN

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