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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Carlos Costa confirma que o país está em recessão


O Governador do Banco de Portugal confirma que o nosso país já está em recessão. Numa entrevista publicada hoje no Diário Económico, Carlos Costa diz que a recessão não constitui surpresa e é a contrapartida do processo de ajustamento e de emagrecimento orçamental levados a cabo pelo Governo.

“Pode dizer-se que estamos em recessão”, explicou Carlos Costa na entrevista conduzida pela jornalista Maria João Avillez.

O Governador do Banco de Portugal reconhece que a situação não era inesperada: "a dinâmica das variáveis macro-económicas vai produzir aquilo que dissemos e que as instituições internacionais confirmaram: uma recessão económica durante o ano de 2011".

Solução passa pelas exportações

Segundo Carlos Costa, este período de menor crescimento económico "é a contrapartida do processo de ajustamento, de emagrecimento", levados a cabo pelo Governo. O governador do BDP considera que para ultrapassar o problema Portugal terá que exportar mais.

“Quando retiro um dado estímulo á economia tenho de ter uma posologia de compensação e ver onde vou buscar novos estímulos para ela. Nesta situação eles só podem vir das exportações” diz Carlos Costa

O governador reconhece, no entanto, que "há um limite de utilização de capacidade das empresas exportadoras".

“Há um momento em que têm de investir , o que significa que os recursos disponíveis têm de se orientar para o setor dos bens transacionáveis”, diz Carlos Costa.

Execução orçamental deve dar "resultados claros"

Na opinião do responsável do BDP a sustentabilidade das finanças públicas e o cumprimento dos objetivos definidos são determinantes, pelo que considera importante que "houvesse resultados claros de execução orçamental".

Carlos Costa afirma-se convencido de que Teixeira dos Santos têm a força anímica necessária para dar continuidade à política de consolidação orçamental, afirmando: "Admiro francamente a resistência do nosso ministro das Finanças".

Quanto a José Sócrates, o Governador do Banco de Portugal diz trabalhar muito bem com o primeiro-ministro e afirma que este tem respeitando integralmente a independência do BDP, mesmo quando as notícias são desfavoráveis.

"Nem sempre somos os mensageiros que todos gostaríam de ouvir, mas o mensageiro não modifica a mensagem. E se a mensagem é sólida e está tecnicamente fundamentada não se pode ignorá-la", mais tarde ou mais cedo o seu conteúdo atinge-nos”, afirmou o governador.

Questionado sobre se considera que o país já se livrou de uma intervenção do FMI, Carlos Costa responde com uma outra pergunta: “Será que ainda temos a força anímica para convencer os mercados de que faremos aquilo com que nos comprometemos?”

Banca portuguesa é sólida

Na entrevista ao Económico Carlos Costa diz ainda que a banca portuguesa é sólida e afirma-se convencido de que esta ultrapassará com êxito os próximos testes de stress

Segundo diz, “o único calcanhar de Aquiles” do sistema bancário português deriva de haver insuficiente poupança interna no nosso país, pelo que os bancos se vêm obrigados a recorrer ao financiamento externo ficando por isso mais dependentes dos mercados internacionais.

fonte: RTP

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