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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Pyongyang não quer que população saiba da revolta árabe

Cerca de 200 norte-coreanos continuam a trabalhar na Líbia ao fim de cerca de seis meses de conflito, uma decisão de Pyongyang para evitar que divulguem notícias sobre as revoltas árabes na Coreia do Norte, noticiou a Yonhap.

Os norte-coreanos trabalham na Líbia como médicos, enfermeiros ou no sector da construção e aparentemente continuam naquele país devido ao receio de Pyongyang de que, se voltarem, falem na Coreia do Norte sobre as revoltas da "primavera árabe".

Os mais de seis meses de conflito na Líbia para derrubar o regime de Muammar Kadhafi e os protestos que fizeram cair governos autoritários como os da Tunísia e Egito são vistos com receio pelo regime de Kim Jong Il, escreve a agência de notícias sul-coreana.

A imprensa da Coreia do Sul noticiou em várias ocasiões que Pyongyang ordenou aos seus nacionais que não regressassem a casa, alegadamente para não divulgarem notícias sobre as revoltas no mundo árabe.

A maioria dos norte-coreanos na Líbia trabalha no deserto e em zonas rurais remotas, pelo que não deverá estar a ser afectada directamente pelo conflito armado, segundo a norte-americana Radio Free Asia, que cita diplomatas sul-coreanos em Tunes.

A Coreia do Norte estabeleceu relações diplomáticas com a Líbia em 1974, antes da Coreia do Sul, e em 1982 Kadhafi visitou Pyongyang, onde assinou um acordo de cooperação.

Várias fontes citadas pela Yonhap indicam que a Coreia do Norte mantém um grande controlo sobre as notícias provenientes do exterior, designadamente as que se referem aos países árabes, e a televisão estatal não informou das mudanças no Egito e na Tunísia.

fonte: DN

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