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sábado, 8 de junho de 2013

NSA está a gravar milhões de telefonemas de cidadãos

Espionagem do governo dos EUA na internet, a rede mundial de computadores tem o fluxo de dados rastreada pelo governo americano, dados das redes sociais e emails violados.

Pela primeira vez, a Agência de Segurança Nacional (NSA) está a gravar indiscriminadamente milhões de telefonemas de cidadãos norte-americanos, sejam ou não suspeitos de alguma coisa.

A Agência de Segurança Nacional (NSA) está a gravar milhões de telefonemas de clientes da Verizon, uma das maiores operadoras de telecomunicações dos Estados Unidos, devido a uma decisão secreta dos tribunais tomada em abril.

Segundo o jornal britânico "The Guardian", a ordem foi dada para os serviços secretos norte-americanos acederem à base de dados da Verizon, de forma a que a NSA possa recolher informações sobre todos os telefonemas que se fazem dentro dos Estados Unidos, bem como para países estrangeiros. O documento, ao qual o jornal teve acesso, revela pela primeira vez, durante a administração Obama, que milhões de telefonemas efetuados pelos norte-americanos estão a ser gravados e recolhidos de forma indiscriminada, independentemente de os visados serem ou não suspeitos de algo.

A ordem, assinada pelo juíz Roger Vinson, concede ao governo dos Estados Unidos uma "autoridade ilimitada" para aceder aos dados que considerar necessários durante um período de três meses, que termina a 19 de julho deste ano.

Conforme os termos da decisão, serão registados os números de telefone, tanto de quem fez a chamada como do destinatário, as suas localizações, a duração da chamada, a identificação dos intervenientes e os dias e horas em que as chamadas foram efetuadas. O conteúdo privado das conversas telefónicas também não estará protegido.

A medida não é comum nos Estados Unidos, uma vez que a NSA só costuma ter autorizações do género quando existe um suspeito específico ou a probabilidade de alguma ameaça para a segurança do país.

O "Guardian" contactou a NSA, a Casa Branca e o Departamento da Justiça para tentar perceber a razão da medida mas todos recusaram comentar. Um porta-voz da sede da Version em Washington também recusou fazer qualquer comentário para o jornal britânico.


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