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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A gripe é uma arma


Há cinco anos, o H1N1 obrigou ao abate de aves em quase todo o mundo

Cientistas holandeses e americanos conseguiram fazer mutações ao vírus da gripe das aves. O alarme soou forte entre os militares norte-americanos, que querem os estudos em segredo

Pode ser um passo importante para uma vacina. Ou uma perigosa munição para uma arma química terrorista. Não há meio termo. Pelo menos, é o que pensam os alarmados serviços dos conselheiros de biossegurança norte-americanos, perante o anúncio recente saído dos laboratórios do Centro Médico Erasmo, em Roterdão (Holanda).

E que anúncio tão alarmante foi esse? Um grupo de cientistas, liderado por Ron Fouchier, conseguiu fazer mutações ao vírus H5N1, célebre há uns cinco anos por outro nome, mais prosaico, de gripe das aves.

Acontece que estas mutações transformam o H5N1 em algo que ele até agora não foi: rapidamente contagioso. E não é preciso acrescentar ‘mortal’ ao adjectivo anterior. Os receios de pandemia naquela época não se verificaram, mas 60% dos relativamente poucos seres humanos que contraíram esta forma de gripe – 600 pessoas desde 1996, quando o surto foi identificado entre as aves – acabaram por morrer.

Os serviços norte-americanos encararam este estudo como uma ameaça, não dos cientistas, mas de alguém que possa chegar aos segredos da mutação e ‘fabricar’ em laboratório uma poderosa arma química.

Alguns responsáveis ligados ao Governo de Barack Obama confessaram ao jornal britânico The Independent que «o pior cenário neste caso é mesmo o pior que se possa imaginar».

Fouchier, por seu lado, admitiu já em Setembro, numa conferência em Malta, que o seu trabalho é «mesmo, mesmo estúpido», mas que o estudo das mutações de vírus como este em laboratório pode servir também de arma poderosa para se encontrar uma vacina em caso de pandemia (epidemia global). Conhecer é sempre melhor do que ignorar, evidentemente, e é possível perceber como o vírus pode sofrer mutações em caso de alerta.

O problema é que o que se conseguiu em laboratório foi justamente a alteração genética que permite ao H5N1 ser transmitido por via aérea, e já não por um contacto físico muito próximo com quem está infectado.

Os norte-americanos sugerem agora que o trabalho de Fouchier pelo menos não seja publicado na íntegra, para não servir de manual de instruções para terroristas. E avisam um outro grupo de investigação, dividido entre os EUA e o Japão – que chegou aos mesmos resultados em experiências dos dois lados do Pacífico – que deve fazer o mesmo. Os estudos deveriam ter sido feitos em instalações militares, onde a informação é mais filtrada, concluem.

fonte: Sol

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