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terça-feira, 10 de março de 2015

CIA tenta espiar utilizadores da Apple há quase uma década


Fotografia © REUTERS/Chance Chan

Os serviços secretos norte-americanos começaram à procura de formas de espiar utilizadores da Apple antes do lançamento do primeiro iPhone.

A CIA está há quase uma década a trabalhar para quebrar os sistemas de segurança dos telemóveis e tablets da Apple, para poder espiar as comunicações dos seus utilizadores, segundo o The Intercept O site divulgou esta terça-feira documentos obtidos por Edward Snowden , o informador que denunciou as táticas de vigilância da internet da Agência de Segurança Nacional (NSA) norte-americana em 2013.

O relatório cita documentos secretos norte-americanos que sugerem que investigadores do governo dos EUA criaram uma versão de XCode, a ferramenta de desenvolvimento de softwareda Apple, para criar entradas secretas nos programas distribuídos na App Store.

O Intercept publicou no passado várias notícias a partir de documentos revelados por Snowden. Dois dos três editores da página são Glenn Greenwald e Laura Poitras, que ganharam um prémio Pulitzer pelo seu trabalho no caso Snowden,  na altura noGuardian e Washington Post. Poitras é também a realizadora do documentário Citizen Four, sobre Snowden, que ganhou que ganhou um Óscar.

Segundo o site, os documentos, que cobrem um período entre 2006 e 2013, não permitem perceber se os investigadores da CIA conseguiram quebrar a encriptação da Apple, que serve para proteger os dados e comunicações dos utilizadores.

Os esforços para quebrar as barreiras de segurança dos produtos da Apple começaram logo em 2006, um ano antes da Apple introduzir o primeiro iPhone, e continuaram até 2010 e depois.

Quebrar a segurança da Apple era um dos objetivos de um programa secreto do governo norte-americano, com a ajuda dos serviços secretos britânicos, para intercetar "comunicações seguras, tanto domésticas como estrangeiras", um programa que incluía também os telemóveis Android da Google, diz o site.

As empresas tecnológicas de Silicon Valley tentaram nos últimos meses restabelecer os laços de confiança com consumidores de todo o mundo, assegurando que os seus produtos não foram ferramentas para vigilância.

Em s etembro, a Apple reforçou os métodos de encriptação de dados no iPhone, garantindo que a mudança significa que a companhia deixava de poder extrair informação dos aparelhos, mesmo que o governo o ordenasse, com um mandato. A Google afirmou pouco depois que também planeava utilizar ferramentas de encriptação mais fortes.

Ambas as empresas afirmam que as medidas visam proteger a privacidade dos utilizadores dos seus produtos e que isto foi em parte uma resposta ao programa vigilância da internet do governo norte-americano revelado por Snowden em 2013.

Um porta-voz da Apple remeteu para declarações públicas do presidente da empresa sobre privacidade, mas não quis fazer mais comentários. "Quero que fique claro que nunca trabalhámos com nenhuma agência governamental de nenhum país para criar portas secretas em nenhum dos nossos produtos ou serviços", escreveu Tim Cook num comunicado sobre privacidade e segurança publicado no ano passado.

Líderes mundiais como o presidente norte-americano Barack Obama e o primeiro-ministro britânico David Cameron já afirmaram publicamente que temem que estas ferramentas, para proteger a privacidade dos cidadãos, impeçam governos de monitorizar extremistas.

A Reuters não conseguiu obter uma resposta da CIA.


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