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domingo, 17 de julho de 2011

Pentágono revela que em Março sofreu um dos maiores ciber-ataques da sua história


Muitos dos ciber-ataques infligidos aos EUA no passado foram atribuídos a países como a China e a Rússia

O Pentágono anunciou que sofreu um dos maiores ciber-ataques da sua história em Março passado, quando perdeu 24 mil ficheiros contendo dados confidenciais. O ataque terá tido origem num “governo estrangeiro” não identificado.

O anúncio foi feito pelo vice-secretário da Defesa, William Lynn, que especificou que os dados foram retirados de computadores de uma empresa contratual (não identificada) que serve a secretaria da Defesa norte-americana.

Lynn disse que o governo americano tem “uma ideia muito aproximada” de quem possa estar por detrás destes ataques, mas preferiu não entrar em detalhes.

Muitos dos ciber-ataques infligidos aos EUA no passado foram atribuídos a países como a China e a Rússia, e um dos temores do Pentágono é que dados confidenciais possam cair nas mãos de terroristas.

William Lynn falou do ataque de Março durante um discurso na National Defense University, em Washington, durante o qual sublinhou a importância de uma nova estratégia no domínio da ciber-segurança, afirmando que o ciber-espaço deverá ser encarado como mais uma fronteira de defesa, tal como o ar, o mar e a terra.

Há muito que o Pentágono se preocupa com a vulnerabilidade dos seus sistemas informáticos e com redes que estão ligadas à sua e que poderão ter sistemas defensivos menos poderosos.

Lynn indicou ainda que algumas das intrusões nos sistemas de defesa americanos durante os últimos anos comprometeram alguns dos sistemas mais sensíveis do Pentágono, incluindo nas áreas das tecnologias de vigilância e dos sistemas de comunicação por satélite.

No mês passado, numa audiência no Senado, o novo secretário da Defesa, Leon Panetta, disse que há “uma forte probabilidade de o novo Pearl Harbor” acontecer sob a forma de um ciber-ataque que incapacite a rede eléctrica norte-americana ou os sistemas financeiros e governamentais.

Alguns membros da cúpula militar norte-americana, bem como o próprio William Lynn, consideram que os EUA deverão tomar medidas mais ofensivas (e não tanto defensivas) neste domínio.

No início deste ano, o Presidente Barack Obama assinou leis que especificam até que ponto poderão os comandos militares americanos em todo o globo usar ciber-ataques e outras operações informáticas contra inimigos.

fonte: Público

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