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terça-feira, 31 de maio de 2011

Preços dos alimentos vão mais que duplicar até 2030


Vastas regiões do planeta poderão entrar numa crise de alimentos profunda se os governos não tomarem medidas urgentes para reformar o actual sistema alimentar mundial. Se estes passos não forem dados, os preços dos alimentos vão mais do que duplicar até 2030.

O alerta é deixado pela organização não governamental britânica (ONG) Oxfam no relatório 'Growing a Better Future'. De acordo com este estudo, citado pelo El Mundo e pelo The Guardian, nas próximas duas décadas o custo médio dos produtos agrícolas básicos vai aumentar entre 120 e 180%.

Um cenário que causará problemas em vastas regiões do planeta, como mostram as consequências dos aumentos de preços dos últimos anos. Um dos motivos que levou às revoltas árabes contra os regimes ditatoriais foi o custo dos alimentos, que em Abril estava 36% acima do valor registado 12 meses antes.

A Oxfam alerta também para a situação na Guatemala, onde o Estado não investiu nos pequenos agricultores e 'ajudou' a que 865 mil pessoas estejam totalmente dependentes da importação de alimentos. Na Índia, cada pessoa despende mais do dobro dos seus rendimentos em comida quando comparada com um britânico. No Azerbeijão, o mau tempo destruiu 33% da produção de trigo no ano passado e o país foi obrigado a comprar cereais à Rússia e Cazaquistão, inflacionando os preços em 20%. No Leste de África é a seca que tem deixado oito milhões de pessoas expostas a escassez crónica de alimentos.

"É preciso reformar o sistema alimentar se queremos superar os desafios cada vez mais acutilantes das alterações climáticas, combater a espiral de preços e a escassez de terra, água e energia", vincou em comunicado a directora executiva da ONG britânica, Barbara Stockman, um fundo especial mundial para ajudar a proteger as populações que venham a ser mais afectadas.

Não são só as alterações climáticas que estão a provocar o aumento dos preços. O mercado internacional de matérias primas e os mercados de futuros dos produtos agrícolas (a bolsa para os alimentos) são também responsáveis pela instabilidade. A Oxfam propõe aos governos que adoptem medidas urgentes para aumentar a transparência destes mercados, aumentem as reservas alimentares, deixem de promover os biocombustíveis e apoiem os pequenos agricultores, em especial as mulheres.

fonte: DN

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