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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Maioria de norte-americanos e europeus contra vigilância

Maioria de norte-americanos e europeus contra vigilância

Estudo feito por organização dos EUA

A maioria dos norte-americanos e europeus é contra a existência de programas governamentais de vigilância que visam os cidadãos dos seus países, mas também os cidadãos de Estados aliados.

O inquérito online, da responsabilidade da organização German Marshall Fund (GMF) dos Estados Unidos, em parceria com a empresa TNS Opinion, envolveu cidadãos norte-americanos, mas também de França, Alemanha, Suécia e do Reino Unido.

A maioria dos inquiridos, nos dois lados do Atlântico, considerou como "não justificada" a prática dos governos de recolherem dados (comunicações online e telefónicas) dos seus cidadãos como parte dos esforços para proteger a segurança nacional.

Os alemães registaram o maior nível de reprovação: 70% indicaram que estes métodos não são justificados e que vão longe de mais ao nível da privacidade dos cidadãos.

Mais de metade dos inquiridos norte-americanos (54%) afirmou que estas práticas governamentais não são justificáveis, enquanto 28% acreditam que estes programas de vigilância interna têm um fim fundamentado, segundo o mesmo estudo, divulgado esta terça-feira.

A maioria dos entrevistados em França, Suécia e no Reino Unido também afirmaram que estas práticas não são justificáveis (52%, 52% e 44%, respetivamente).

No entanto, também existiram vários inquiridos franceses, suecos e britânicos que admitiram que a vigilância interna é justificada (35%, 34% e 33%, respetivamente).

Os entrevistados também foram questionados sobre a aplicação destes programas de vigilância aos cidadãos de países aliados.

Em resposta, os alemães manifestaram, mais uma vez, uma forte oposição. Cerca de 72% dos inquiridos na Alemanha afirmaram que esta situação não pode ser justificável.

Do lado dos norte-americanos, 44% disseram que estas medidas não têm justificação, enquanto 33% acreditam que vigiar os países aliados é uma prática justificável.

Os franceses e os britânicos foram, depois dos entrevistados norte-americanos, os mais propensos a afirmar que a vigilância a cidadãos estrangeiros é uma prática fundamentada (30% nos dois países). Na Suécia, apenas 27% dos inquiridos admitiram ser favoráveis.

O inquérito também abordou a parceria entre os Estados Unidos e a União Europeia (UE) em matéria de segurança e diplomacia. Cerca de 24% dos inquiridos norte-americanos defenderam que a parceria deve ser reforçada, enquanto 23% admitiram preferir uma abordagem mais independente.

Na Alemanha, a maioria (44%) afirmou acreditar numa abordagem mais independente. Perto de 34% dos participantes alemães defenderam que os termos da parceria transatlântica devem permanecer iguais, uma opinião partilhada por 35% dos inquiridos britânicos, 23% dos franceses e 26% dos suecos.

O estudo foi desenvolvido entre 6 e 9 de setembro e envolveu uma amostra de cerca de mil pessoas em cada país. A idade dos inquiridos variou entre os 16 e os 64 anos.

Criado em 1972, o German Marshall Fund é um organismo norte-americano apartidário, sem fins lucrativos, que pretende reforçar a cooperação transatlântica.


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