RELÓGIO DO APOCALIPSE

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Artigo 13: maioria da UE aceita reforma dos direitos de autor

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Apenas as plataformas com menos de cinco milhões de visitantes por mês ou com um volume de negócios anual abaixo dos dez milhões de euros têm possibilidade de escapar ao artigo 13

Uma maioria de países da União Europeia (UE) aceitou na noite de sexta-feira o compromisso franco-alemão sobre a controversa reforma europeia dos direitos de autor. O vice-presidente da Comissão Europeia com o pelouro do Mercado Digital, Andrus Ansip, saudou o acordo: "Feliz por ver os países da UE encontrarem mais uma vez uma voz comum sobre a reforma dos direitos de autor. Espero um acordo final na próxima semana. Os europeus merecem regras do direito de autor adaptadas à era digital: é bom para os criadores, as plataformas e os utilizadores regulares da internet", declarou, em mensagem distribuída através da rede social Twitter.

O Conselho da União Europeia chegou a acordo mas agora é preciso retomar as negociações com o Parlamento Europeu e a Comissão Europeia para chegar a um texto definitivo ainda em fevereiro.

"O texto manteve-se quase todo, com apenas um pequena adaptação técnica", disse uma fonte à AFP. Alemanha e França tinham chegado a acordo na segunda-feira sobre o artigo 13.º, quando a sua discórdia ameaçava bloquear o projeto de diretiva europeia. Este artigo prevê incitar as plataformas, como YouTube, a pagar melhor aos criadores e obrigá-las a retirar conteúdos que tenham sido objeto de acordo de licenciamento entre o artista e a plataforma.

O documento discutido na sexta-feira à noite passou a prever então que o artigo 13.º se aplique a todas as plataformas 'online', incluindo as sem fins lucrativos, fazendo com que tenham de instalar um sistema para controlar o material que é carregado pelos utilizadores. Criaram-se, contudo, exceções para plataformas que tenham um volume de negócios anual abaixo dos dez milhões de euros (consideradas no documento como micro e pequenas empresas), menos de cinco milhões de visitantes por mês e estejam 'online' há menos de três anos.

Além destes limites, as empresas devem impedir o reaparecimento dos conteúdos suprimidos e filtrar as colocações em linha em função de listas fornecidas pelos titulares de direitos.

A reforma do direito de autor prevê também a criação de um 'direito vizinho' do direito de autor para os editores da comunicação social, que permitam aos jornais, às revistas e às agências noticiosas serem remuneradas pela reutilização na internet da sua produção por agregadores de informação.

Os artigos da polémica

Esta reforma, asperamente discutida desde a sua apresentação em setembro de 2016 pelo Executivo europeu, tem por objetivo principal modernizar os direitos de autor na idade do digital. O texto da proposta da diretiva, alvo de intensa polémica, tem vindo a ser discutido e alterado ao longo dos anos, sendo que só no final do ano passado o Conselho da UE e o Parlamento Europeu apresentaram as respetivas versões para negociarem o documento.

A discussão tem sido forte, por intermédio de vários lobistas, entre os meios de comunicação e os criadores, por um lado, que querem ser mais bem pagos, e as grandes empresas do digital, que defendem o seu modelo de negócio, reforçados, de maneira inesperada, pelos defensores da liberdade na internet. Os artigos polémicos são o 11.º e o 13.º: enquanto o artigo 11.º diz respeito à proteção de publicações de imprensa para utilizações digitais, prevendo um pagamento a essa mesma publicação na partilha de 'links' ou de referências, o artigo 13.º prevê a criação de um mecanismo para controlar o material que é carregado nas plataformas por parte dos utilizadores, sistema este que tem sido muito criticado por não conseguir distinguir um uso legal (como a citação) de uma utilização ilegal.

As discussões vão continuar na próxima semana entre os representantes das três instituições europeias -- o Conselho, o Parlamento e a Comissão -, o que se designa no jargão comunitário por triálogo, para procurar chegar a um texto comum. "Falta definir o dia do triálogo: 11, 12 ou 13 de fevereiro", disse uma das fontes à AFP.

O objetivo era haver uma discussão final desta diretiva no Parlamento Europeu até abril, já que para final de maio estão marcadas eleições europeias, mas não há para já certezas quanto a prazos.

fonte: Diário de Noticias

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Erdogan: "Eu não consigo entender o silêncio dos EUA sobre o terrível assassinato de Khashoggi"


O presidente turco disse que os culpados "devem ser levados à justiça".

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, descreveu neste domingo como "horrível" o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi e afirmou que não consegue entender a falta de reacção por parte dos Estados Unidos. sobre isto.

Eu não consigo entender o silêncio dos EUA sobre o assassinato horrível" de Khashoggi, o presidente turco indicou.

Erdogan disse que os culpados "devem ser levados à justiça ".

O jornalista saudita, residente nos EUA e colunista do The Washington Post, desapareceu a 2 de outubro depois de entrar no consulado da Arábia Saudita em Istambul (Turquia).

Depois de várias explicações contraditórias, Riyadh admitiu que Khashoggi foi morto no consulado, mas nega o envolvimento do governo. 

As autoridades sauditas dizem que os agentes que assassinaram o jornalista ultrapassaram sua autoridade e que já prenderam 21 pessoas relacionadas ao caso, cinco das quais poderiam enfrentar a pena de morte.


fonte: RT

Planos secretos vazaram para evacuar a rainha Elizabeth II de Londres em caso de agitação por um Brexit sem acordo


Foram desenvolvidos durante a Guerra Fria e foram actualizados nas últimas semanas.

A Rainha Elizabeth II e outros membros da família real serão evacuados de sua residência em Londres se ocorrerem tumultos na capital britânica após um Brexit sem acordo, segundo planos secretos revelados por uma fonte anónima ao jornal Sunday Times.

De acordo com um artigo, publicado a 3 de fevereiro, o monarca e o príncipe Philip, duque de Edimburgo, serão transferidos para uma cidade, que não foi divulgada.

Também é indicado que os planos directores do plano foram concebidos durante a Guerra Fria e foram actualizados nas últimas semanas, em preparação para uma possível "desordem civil".

Nesse contexto, Dai Davies, que afirmava estar encarregado da protecção da realeza, afirmou que "se houvesse problemas em Londres, isso claramente tiraria a família real dos lugares-chave".

Anteriormente, também havia vazado que o Ministério da Defesa britânico começou a elaborar um plano de contingência que prevê o envio de tropas às ruas para responder a possíveis distúrbios caso o acordo sobre a saída do Reino Unido da UE fosse frustrado. .

O plano prevê o reforço das patrulhas policiais pelos militares: a partir do primeiro dia de sua possível implementação, o Ministério da Defesa está pronto para enviar 1200 soldados em auxílio da Polícia, e esse número pode ser aumentado para 10 mil .

fonte: RT

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Relógio do Juízo Final volta a marcar dois minutos para o apocalipse

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A hora do relógio do Juízo Final, um simbolismo que reflete como está a perigosidade do mundo, foi atualizada esta quinta-feira em Washington, nos Estados Unidos: estamos a dois minutos da meia-noite, a hora que representa o apocalipse. Exatamente a mesma posição em que os ponteiros estavam no ano passado, marcando, pela terceira vez, a maior aproximação feita à meia-noite desde que o relógio existe.

Todos os anos o relógio é atualizado pelo Boletim de Cientistas Atómicos. "Este novo anormal é simplesmente muito volátil e perigo demais para ser aceite", alertou a presidente do grupo, Rachel Bronson, durante a apresentação do relógio de 2019.

"Apesar de se manter inalterado desde 2018, este cenário deve ser tido não como um cenário de estabilidade, mas como um aviso para os líderes e cidadãos do mundo inteiro", continuo a presidente.

Durante a revelação do relógio, os cientistas referiram a melhoria da relação entre os Estados Unidos e a Coreia do norte e criticaram o aumento das alterações climáticas e as crises diplomáticas no mundo. Foram ainda abordadas as "notícias falsas" como um dos elementos mais preocupantes neste momento.

Quem coloca os ponteiros no relógio todos os anos é um grupo de cientistas da Universidade de Chicago, criado em 1945, responsável pelas primeiras armas atómicas. Autointitularam-se Boletim de Cientistas Atómicos e dois anos depois começaram com o relógio do "Juízo Final", que inicialmente marcava 7 minutos para a meia-noite.

Nos últimos anos, o ponteiro grande tem-se vindo a aproximar cada vez mais da meia-noite, metáfora para o aumento da probabilidade de acontecer uma catástrofe global.

O relógio atingiu a sua proximidade máxima do "apocalipse" nos últimos dois anos e em 1953, quando a Harry Truman anunciou, a 7 de janeiro, ao Congresso que os Estados Unidos tinham desenvolvido uma bomba de hidrogénio. Pelo contrário, o ano em que o relógio esteve mais distante do Juízo Final (17 minutos para a meia-noite) foi em 1991, depois da guerra fria e da queda do muro de Berlim, quando os Estados Unidos e e a URSS assinaram o Tratado de Redução de Armas Estratégicas.


sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

«Partidos pagam a pessoas para comentar na Internet a seu favor»

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«EXISTEM DOIS PAÍSES. O NOSSO, DOS PORTUGUESES, E O DOS PARTIDOS»

Há na Internet comentadores ao serviço de partidos para combater opiniões desfavoráveis. Elisabete Tavares, jornalista do Expresso, afirma que estes partidos servem a banca e sociedades secretas: "Estas coisas têm que ser ditas. 

Estamos todos à espera que os partidos mudem. Os partidos não mudam, e se há uma coisa que ficou provado é que os partidos não existem para nos servir, nem para servir a economia nem o País. Já não basta só criticar".

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Wuant junta-se a movimento contra proposta da UE sobre direitos de autor


Há uma proposta da União Europeia (UE) para encontrar formas eficazes de os detentores de direitos de autor protegerem o respetivo conteúdo online. À partida seria algo bom para os Youtubers, mas estes discordam. Wuant e outros portugueses já se juntaram ao movimento "#SaveyourInternet" ("salva a tua Internet").

O objetivo é evitar que o "Artigo 13" da dita proposta seja colocado em prática. Caso se torne lei, ​​plataformas como o YouTube, Facebook ou Instagram serão responsabilizadas por qualquer violação de direitos de autor. Mas uma vez que nem todos os conteúdos são protegidos e os que são não têm uma lei bem definida, acaba por não haver um consenso sobre quem detém esses direitos e que conteúdos devem ser protegidos.

Na dúvida, as plataformas digitais bloqueiam os conteúdos para não serem prejudicadas. Nesse sentido, ao ser aprovada a proposta da UE, vídeos como "covers" musicais, montagens ou paródias podem passar a ser mais facilmente censurados.

A versão final do "Artigo 13" ainda está a ser avaliada e pode sofrer alterações. Entretanto, vários Youtubers de todo o Mundo juntaram-se ao movimento que pretende parar a proposta para evitar que conteúdos sejam bloqueados e que contas de utilizadores sejam eliminadas.


Os portugueses "wuant" e "Tiagovski" são alguns dos Youtubers que reagiram a esta proposta da UE e decidiram associar-se ao movimento. Num vídeo publicado com o título "O meu canal vai ser apagado", wuant fala sobre o tema e apela a que mais pessoas se juntem ao "#SaveyourInternet". Por sua vez, Tiagovski questiona se "após nova lei será o fim do Youtube?".


Uma petição internacional está a circular pela Internet e já conta com mais de três milhões de assinaturas. "Stop the censorship-machinery! Save the Internet!" (Pára a máquina da censura! Salva a Internet!") é o nome da petição, com a mensagem de que a Internet está a ser "ameaçada" pelo "Artigo 13".

No movimento, circula ainda uma mensagem a apelar aos Youtubers que criem um vídeo a falar da proposta até ao final de novembro. Além disso, é pedido que partilhem textos no Twitter com a "hashtag" #SaveYourInternet, adiram ao movimento na página de Youtube, assinem a petição e que peçam aos seguidores fazer exatamente o mesmo.

A votação a favor do "Artigo 13" ocorreu em setembro, mas a proposta terá de passar por um último escrutínio em janeiro de 2019, no Parlamento Europeu.


terça-feira, 13 de novembro de 2018

Empresas britânicas querem implantar microchips nos funcionários


Empresas do Reino Unido estão a estudar a hipótese de implementarem chips nos funcionários. Chips podem ser usados para patrões controlarem a vida dos trabalhadores, defendem sindicatos.

Alguns dos maiores empregadores do Reino Unido estão a estudar a hipótese de implementar uma medida que fez soar muitos alarmes depois de sugerir a hipótese de as empresas britânicas implantarem microchips nos seus trabalhadores, sob a justificação de melhorarem a segurança dos empregados.

O CBI, que representa 190.000 negócios no Reino Unido, já mostrou preocupações com a hipótese de os trabalhadores serem sujeitos a esta inovação, afirmando que as empresas se devem preocupar mais com "prioridades mais imediatas e em satisfazer as necessidades dos seus trabalhadores".

A empresa britânica BioTeq, que cria e vende esses dipositivos a empresas e privados, já implantou 150 chips no Reino Unido, embora maior parte dos mesmos tenham sido a particulares individuais. Os dispositivos em causa são implantados na área muscular entre o indicador e o polegar de uma das mãos e permitem às pessoas abrir a porta da frente, ligar a ignição do carro ou até dar informações pessoais no médico ou noutra situação que tal.

Uma das empresas que cria esses dispositivos, a sueca Biohax, contou ao Sunday Telegraph que está a discutir com várias empresas britânicas a possibilidade de implementar os chips nos trabalhadores das mesmas. Segundo os suecos, estão mesmo em negociações com empresas com milhares de trabalhadores.

O representante dos direitos dos trabalhadores da TUC mostrou preocupações com a possibilidade de as empresas obrigarem os seus trabalhadores a se submeterem à implementação destes dispositivos, dizendo: "Microchippar vai dar mais poder aos patrões e dar um controlo ainda maior sobre o trabalho dos empregados". "Os empregadores não devem deixar de lado os riscos envolvidos ou pressionar o seu pessoal a serem chipados."

Os chips da BioTeq custam entre os 80 e os 300 euros (70 a 260 libras) por pessoa. O director da empresa e todos os membros da direcção têm chips já implantados.


sábado, 10 de novembro de 2018

O sistema de vigilância da China já identifica pessoas pela forma de andar


A empresa tecnológica chinesa Watrix desenvolveu um sistema de câmaras inteligentes, capaz de identificar uma pessoa com precisão apenas pela forma como ela caminha, além de avaliar o formato do corpo.

Este é mais um método de vigilância do cidadão empregado pelo governo chinês que tem vindo a causar preocupações em relação à privacidade dos habitantes do país. Até à data, as autoridades começaram a implementar o sistema nas cidades de Pequim e Xangai.

Segundo Huang Yongzhen, CEO da Watrix, o sistema é capaz de fazer a devida identificação de uma pessoa a até 50 metros de distância, eliminando a necessidade de fazer zoom no rosto.

Além disso, as câmaras funcionam com a mesma precisão até quando a pessoa filmada está de costas ou com o rosto tapado. A garantia da empresa chinesa é: se há movimento, a câmara vai saber quem é.

O software da Watrix, explica a AP News, extrai a silhueta de uma pessoa do vídeo e analisa o seu movimento para criar um modelo da forma como caminha. Mas ainda não é capaz de identificar pessoas em tempo real. O vídeo tem que ser carregado no programa, demorando cerca de 10 minutos para pesquisar uma hora de vídeo.

“Não precisamos da cooperação da pessoa para saber a sua identidade. A análise de caminhada não pode ser enganada por simplesmente fingir um passo manco, andar com um tornozelo torcido ou com os ombros baixos e debruçados, uma vez que estamos a analisar traços do corpo inteiro”, explicou Yongzhen.

A implementação tem sido testada na prevenção de pequenos crimes, como atravessar uma rua com sinal vermelho para pedestres ou identificação de fugitivos no meio de uma multidão. Além da vigilância, o reconhecimento do andar também pode ser usado para identificar pessoas em perigo, como idosos que caíram.

O governo chinês é conhecido — e criticado por entidades internacionais — por usar tecnologias de ponta para a vigilância dos seus cidadãos. As câmaras da Watrix vêm agora complementar um outro sistema de reconhecimento facial já utilizado pelas autoridades. Com a adoção da tecnologia pelo governo, a empresa já conseguiu angariar cerca de 12,7 milhões de euros.

De acordo com Yongzhen, embora o software não seja tão bom como o reconhecimento facial, a taxa de precisão de 94% é suficiente para uso comercial.

A tecnologia em si não é nova. Investigadores do Japão, Reino Unido e Estados Unidos já têm estudado os sistemas de reconhecimento do andar por mais de uma década, mas poucos tentaram comercializá-la.


fonte: ZAP

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Junta 11 banqueiros, milionários e empresários. Balsemão vai criar Clube Bilderberg à portuguesa


De Paula Amorim a Vasco de Mello, do presidente do Novo Banco ao da Galp, sem esquecer as líderes das Fundações Gulbenkian e Champalimaud. O grupo vai seguir as mesmas regras que o Clube Bilderberg.

Francisco Pinto Balsemão, antigo primeiro ministro e fundador do grupo Impresa, vai criar em Portugal um grupo semelhante ao Clube Bilderberg, noticia esta sexta-feira o Público. O grupo vai chamar-se “Encontros em Cascais” e arrancará ainda este mês na presença de 50 pessoas. A direção vai ser constituída por 11 pessoas, entre as quais ele e o filho, além de Paula Amorim, Leonor Beleza, Carlos Carreiras e António Ramalho. A missão será encontrar soluções para os problemas de Portugal e da Europa, explica o jornal.

O grupo vai seguir as mesmas regras que o Clube Bilderberg, uma conferência anual privada que acontece desde 1954 num hotel homónimo na Holanda e que reúne parte da elite política e económica do mundo ocidental. Nenhum jornalista vai poder assistir aos encontros. E todos os membros têm de obedecer às chamadas Chatham House Rule, uma norma segundo a qual quem assistir aos encontros pode falar das ideias partilhadas nas reuniões, desde que não desvende quem é que as expressou.

Segundo o Público, a lista completa de empresários na direção do grupo é composta por Francisco Pinto Balsemão, que esteve mais de 30 anos no conselho diretor de Bilderberg; o filho, Francisco Pedro, que lidera a Impresa; Paula Amorim, presidente do Grupo Amorim; Isabel Mota, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian; Leonor Beleza, presidente da Fundação Champalimaud; o autarca Carlos Carreiras, à frente da Câmara de Cascais; António Lagartixo, do comité executivo na Deloitte Portugal & Angola; Vasco de Mello, presidente do Grupo José de Mello; Pedro Penalva, presidente da AON; António Ramalho, presidente do Novo Banco; e Carlos Gomes da Silva, presidente da comissão executiva da Galp Energia.

Carlos Carreiras é o único político no ativo a integrar a direção dos Encontros em Cascais. Todos os outros são empresários e executivos nas áreas das finanças, social e educação. Juntos vão funcionar de forma semelhante ao comité diretor de Bilderberg, onde Francisco Pinto Balsemão se assumiu como um dos membros mais célebres durante 32 anos. Cada um dos membros pode permanecer na direção do grupo durante um mandato de três anos, que só pode ser renovado uma vez. E vai convidar quatro pessoas, portuguesas ou não, para assistir às reuniões.

fonte: Observador

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Bayer afunda em bolsa após tribunal nos EUA validar que glifosato causou cancro

Bayer afunda em bolsa após tribunal nos EUA validar que glifosato causou cancro

Na segunda-feira à noite, um juiz dos Estados Unidos reduziu a indemnização paga à Monsanto em mais de 200 milhões de dólares, para 78 milhões, mas confirmou a fundamentação da sentença lida no verão em São Francisco.

Os títulos da gigante química alemã Bayer estão em forte queda na bolsa alemã, após a confirmação, nos Estados Unidos, da condenação de sua subsidiária Monsanto por esconder a perigosidade do Roundup, o seu herbicida com glifosato.

As acções da Bayer descem 7,25% para 70,99 euros na Bolsa de Frankfurt, elevando as suas perdas para mais de 30% desde o início do ano. Na sessão de hoje os títulos já estiveram a cair 8,52%.

Na segunda-feira à noite, um juiz dos Estados Unidos reduziu a indemnização paga à Monsanto em mais de 200 milhões de dólares, para 78 milhões, mas confirmou a fundamentação da sentença lida no verão em São Francisco.

Os investidores vêem a sentença como "uma surpreendente derrota para a Bayer", de acordo com o jornal Süddeutsche Zeitung, já que a decisão provavelmente influenciará as mais de oito mil acções em andamento nos tribunais nos Estados Unidos por causa dos produtos de glifosato da Monsanto.

Depois de um processo retumbante, um júri popular de São Francisco concluiu em 10 de Agosto que a Monsanto, que em breve seria absorvida pela Bayer, agiu de forma "maliciosa" ao esconder a natureza potencialmente cancerígena do glifosato.

De acordo com esse julgamento, que já havia provocado a queda da Bayer no mercado de acções, os herbicidas Roundup e a RangerPro contribuíram "significativamente" para o cancro de Dewayne Johnson, de 46 anos, um jardineiro que tem a doença em estado terminal.

Após a nova decisão na segunda-feira, a Bayer disse que a redução acentuada na indemnização a pagar foi "um passo na direcção certa", mas continua a contestar fundamentalmente a perigosidade do glifosato e pretende recorrer.

A gigante alemã, que aposta a médio prazo no papel crescente da química para alimentar o planeta, teve que desembolsar 63 biliões de dólares (54 biliões de euros) para adquirir a Monsanto, ao mesmo tempo que entregou 7,6 biliões de euros em activos à sua compatriota BASF.


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