RELÓGIO DO APOCALIPSE

sábado, 6 de abril de 2019

Maçonaria abre as portas ao público. Há visitas guiadas e uma Feira do Livro


A iniciativa é promovida pelo GOL neste fim de semana

“Maçonaria de Portas Abertas” é uma iniciativa do Grande Oriente Lusitano (GOL) que vai realizar-se durante este fim de semana no Museu Maçónico Português, em Lisboa.

A iniciativa prevê a realização de uma Feira do Livro, uma exposição sobre o património cultural do GOL e um evento chamado “Cápsula do Tempo” que visa reproduzir momentos históricos relacionados com a maçonaria.

Durante os dois dias há ainda tempo para discutir o papel da maçonaria. José Manuel Anes, ex-grão-mestre da Grande Loja Regular de Portugal, vai dar uma conferência sobre esoterismo e António Ventura, historiador a autor do livro sobre a história da maçonaria em Portugal, vai falar sobre a maçonaria. Há ainda uma visita guiada com o antigo diretor do Museu Maçónico, António Lopes.

Todas as iniciativas são abertas ao público em geral.

fonte: Sol

terça-feira, 2 de abril de 2019

Ciber(in)segurança em Portugal: “Posso deitar abaixo o Governo em 15 dias”


O professor e engenheiro informático José Tribolet alerta que “a fragilidade” dos “sistemas vitais é assustadora” em Portugal e ironiza que “com 100 mil euros e uma pequena equipa” deitava “abaixo um governo em 15 dias”.

Em termos de cibersegurança, “a fragilidade dos nossos sistemas vitais, os sistemas críticos que fazem a sociedade funcionar, é assustadora”, afirmou o presidente do Departamento de Engenharia Informática do IST de Lisboa, em entrevista à agência Lusa, citada pela TSF nesta terça-feira.

Para “quem saiba criar perturbações”, se “em vez de criar uma perturbação, criar quatro, cinco, seis ou sete e a repetir massivamente durante uma semana, não há nenhum governo que resista”, afirmou, evitando dar exemplos práticos por que “não é apropriado”. Sublinhou, porém, que as forças de segurança em Portugal conhecem estes riscos.

“É evidente que não há nenhuma medida de proteção tipo milagre de Fátima” nem para Portugal nem para os restantes países, acrescentou o fundador do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Investigação e Desenvolvimento (INESC).

Sendo certo que este tipo de “ataques” cibernéticos “não tem nada a ver com grandes potências nem exige muito dinheiro”, pode ser feito por pequenos grupos de pessoas, o que justifica a sua frase: “Eu, com 100 mil euros e uma pequena equipa, deito abaixo o governo deste país em 15 dias.”

Para o professor universitário, que foi investigador no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, Portugal sofre de uma “falta de pensamento”na cibersegurança.

José Tribolet dá vários exemplos, a começar na administração pública, onde “não há um inventário” dos sistemas, de equipamentos, das instalações ou até dos técnicos. A informação das conservatórias dos registos “tem de estar protegida” e, na administração pública, hoje está “tudo desconjuntado”.

“Hoje em dia, essa informação está guardada em bancos de dados que não estão ligados a nada. Têm de estar numa cave, algures numa gruta, bem protegidos fisicamente”, disse.

Depois, numa lógica quase militar nesta guerra de defesa cibernética, faltam, segundo o professor que foi aluno do Colégio Militar, “oficiais de combate”, “comandos” para defenderem as estruturas vitais do país, como a distribuição de eletricidade, água ou telecomunicações.

O professor e fundador do INESC tem um plano, desde 2016, para fazer formação nesta área da segurança, mas não tem tido candidatos e a razão é simples: os alunos que saem das universidades portuguesas em áreas como engenharia informática ou engenharia de redes ou sistemas e computadores não têm falta de emprego.

A solução passa por envolver, num curso pago, as cerca de 40 empresas, públicas e privadas, que operam sistemas sob concessão, nas águas, gás, eletricidade, transporte.

“Se cada um desses operadores se comprometer a recrutar” a formação de um técnico, por semestre, num curso do Instituto Superior Técnico (IST), então, durante quatro anos serão 320 os técnicos formados nesta área da cibersegurança. Não são “precisos acordos ou criar institutos” e “o Estado não precisa de meter dinheiro nisto”, afirmou.

Prestes a fazer 70 anos e a reformar-se, José Tribolet faz uma definição “sui generis” da sua ideia e do curso: “Isto é o trivial, é necessário e não há tempo a perder. É uma daquelas ideias à Tribolet. Na minha vida, felizmente que vou fazer 70 anos e vou-me reformar da universidade este ano, metade das ideias estúpidas que tive cumpriram-se e tiveram sucesso. Sou um homem feliz”, concluiu.

fonte: ZAP

sexta-feira, 29 de março de 2019

Monsanto condenada a pagar mais de 70 milhões de euros por cancro ligado a herbicida

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Herbicida Roundup que contêm glifosato STEFFEN SCHMIDT/LUSA

Tribunal federal norte-americano considera que a exposição ao herbicida Roundup, que contêm glifosato, contribuiu para o desenvolvimento de um linfoma não-Hodgkin a um doente. Esta já é a segunda vez que a empresa alemã é condenada, mas vai recorrer da decisão.

A empresa agro-química Monsanto foi condenada esta quarta-feira pelo tribunal federal de São Francisco (Estados Unidos da América) a pagar 71,8 milhões de euros (81 milhões de dólares) a um cidadão norte-americano com um linfoma não-Hodgkin. A empresa adquirida pela alemã Bayer no ano passado foi acusada de não ter informado o cliente do risco potencialmente cancerígeno do herbicida Roundup, que contém glifosato. A Bayer anunciou que vai recorrer da sentença, mas os efeitos desta decisão judicial já foram sentidos: as acções da empresa afundaram mais de 10%, atingindo o seu nível mais baixo em mais de seis anos.

Edwin Hardeman, de 70 anos, utilizava o herbicida Roundup há mais de três décadas na sua propriedade no condado de Sonoma, na Califórnia. Em 2015 foi diagnosticado com um linfoma não-Hodgkin, um tipo de cancro que se desenvolve no sistema linfático e pode afectar várias partes do organismo. O tribunal federal norte-americano considerou que a exposição a este herbicida foi um “factor substancial” no desenvolvimento do cancro deste doente, refere o jornal Le Monde. Esta não é a primeira vez que a empresa alemã é obrigada a pagar uma indemnização: em Agosto de 2018 a Bayer foi condenada a pagar 251 milhões de euros a um jardineiro a quem também foi diagnosticado um linfoma não-Hodgkin, nessa altura a empresa também recorreu da sentença.

A agro-química continua a defender o seu produto e a negar que o glifosato possa ser perigoso para a saúde humana. A Bayer afirmou ainda que “o veredicto não muda o peso de mais de 40 anos de ciência, nem os resultados dos reguladores em todo o mundo que argumentam que os herbicidas com glifosato são seguros e não-cancerígenos”, citado pela Agência Reuters.

Apesar da idade avançada e do historial de hepatite C (uma condição que pode aumentar o risco de desenvolver este tipo de cancro) a gigante alemã foi considerada culpada. A decisão do tribunal federal norte-americano foi também influenciada pelo facto de existirem também cerca de 700 queixas semelhantes pendentes no mesmo tribunal e 11.000 casos idênticos já em andamento nos Estados Unidos da América. No entanto, a empresa alemã acredita que esta condenação não vai afectar o rumo dos casos ainda por julgar, alegando que “cada um é marcado pelas suas próprias circunstâncias, legais e factuais”, afirmou ao Le Monde.

O glifosato é um dos herbicidas mais utilizados em Portugal e no mundo por ser um produto de baixo custo e eficiente no combate às ervas daninhas. A autorização de comercialização na União Europeia deste herbicida está em vigor até 2022. Apesar do sucesso de vendas, o glifosato já foi alvo de várias polémicas e os seus efeitos para a saúde humana e para o ambiente continuam a ser discutidos.

Em Março de 2015, a Agência Internacional para a Investigação do Cancro da Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou que o herbicida era genotóxico e “provavelmente” um carcinogénico, levando a preocupações a nível mundial sobre o perigo desta substância para a saúde humana. Porém, em 2017, os Estados-membros aprovaram a proposta da Comissão Europeia para a renovação da licença de uso do glifosato por mais cinco anos, até 15 de Dezembro de 2022. Segundo um outro estudo publicado à data na revista Science of the Total Environment e citado por associações ambientalistas, Portugal é o país europeu mais contaminado por este herbicida. 

Já em Janeiro deste ano, veio a público que o relatório encomendado pela União Europeia sobre os riscos da utilização de glifosato (e que foi decisivo para a tomada de decisão que autorizou o herbicida na Europa em 2017) foi copiado de um documento que a Monsanto e os seus parceiros industriais, produtores da substância, entregaram às autoridades europeias.

O linfoma não-Hodgkin (LNH) afecta sobretudo pessoas com idades avançadas e é mais predominante em homens do que mulheres, representando mais de 80% dos casos de linfoma. Ao longo dos últimos anos, a incidência deste tipo de cancro na população tem vindo a aumentar.

fonte: Público

sábado, 16 de março de 2019

Sistema de reconhecimento facial utiliza fotos retiradas da internet sem permissão


A tecnologia tem vindo a evoluir rapidamente, mas especialistas afirmam que esta se tem servido de milhões de fotos disponíveis na internet sem qualquer conhecimento de quem as publicou.

O sistema de reconhecimento facial é uma tecnologia que se baseia em algoritmos que estudam os traços distintivos de rostos humanos. Através dela é possível identificar uma pessoa através de uma imagem digital ou mesmo de um frame de vídeo, comparando esses traços com aqueles de que dispõe na sua base de dados.

Esta tecnologia é utilizada para os mais variados fins. As suas principais aplicações relacionam-se com questões de segurança, embora também possa ser usada, por exemplo, como método de autenticação em bancos, ou até como forma de desbloqueio do telemóvel.

De modo a permitir e aperfeiçoar o seu funcionamento, é necessário o recurso a centenas de milhares de fotos. Sendo assim, a internet apresenta-se cada vez mais como um banco de dados apetecível para o desenvolvimento desta tecnologia. É possível encontrar facilmente na rede imagens categorizadas por idade, género ou tom de pele, entre outras características.

De acordo com a NBC News, é precisamente com o recurso à internet que empresas como a IBM têm vindo a desenvolver a sua pesquisa de reconhecimento facial. No passado mês de janeiro, a empresa americana disponibilizou um milhão de imagens retiradas do site Flickr e codificou-as para categorizar a aparência dos fotografados.

No entanto, quando contactados pela NBC, os fotógrafos responsáveis pelas imagens reagiram com surpresa ao tomar conhecimento de que as suas fotos estariam a ser utilizadas para o desenvolvimento de algoritmos de reconhecimento facial. Greg Peverill-Conti, autor de mais de 700 dessas fotos, afirmou mesmo que nenhuma das pessoas que fotografou faria a mínima ideia de que a sua imagem estaria a ser usada para esses fins.

Apesar das garantias da IBM de que os utilizadores podem sair da base de dados a qualquer momento, a questão não é tão simples. A empresa pede que os fotógrafos enviem por email os links das fotos que pretendem que sejam removidas, mas não divulgou publicamente a lista de utilizadores e fotos do Flickr que incluiu. Sendo assim, é difícil descobrir quais as fotos que estão a ser utilizadas.

De acordo com Jason Schultz, professor da faculdade de direito da NYU, este tipo de prática é recorrente por parte de equipas de pesquisa de Inteligência Artificial, afirmando que as mesmas “pegam em quaisquer imagens que estejam disponíveis”. Para além do Flickr, também Facebook, Wikipedia, Google Images ou YouTube têm sido usados de forma crescente como fonte de imagens e vídeos no desenvolvimento do sistema de reconhecimento facial.

fonte: SapoTek

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

“Bilderberg nunca teve tanto poder em Portugal”

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O jornalista Frederico Duarte Carvalho afirma que Portugal é “uma pequena reserva de políticos” à disposição de Bilderberg quando não há mais alternativas.


Frederico Duarte Carvalho

Jornalista de profissão, há muito que Frederico Duarte Carvalho se interessa pelo Grupo Bilderberg e como este influencia a política e a economia no mundo. Anos de interesse resultaram finalmente no livro “O Governo Bilderberg – Do Estado Novo aos nossos dias”, sobre um grupo a que chama os “senhores do mundo”, alertando que “nunca teve tanto poder em Portugal”. “A maior prova disso tudo é quem está hoje a liderar Portugal, a oposição e a Presidência da República: são tudo pessoas escolhidas por Balsemão”, disse Duarte Carvalho, apontando o dono da Impresa como o homem forte de Bilderberg em Portugal.

De que forma a história de Portugal se entrelaça com a do Grupo Bilderberg?

Este pequeno país consegue ser importante para os senhores do mundo. A partir da ii Guerra Mundial, o mais importante para o grupo era a união europeia, a unificação política e económica da Europa, e para isso era necessária a unificação da Alemanha, criarem-se as condições para que não parecesse uma vitória nem de um lado nem do outro [da Guerra Fria], e começou-se de fora para dentro, ou seja, pelos países do sul e à volta da Alemanha para que isso se tornasse uma inevitabilidade política. Portugal e Espanha nunca podiam entrar [no plano] se fossem ditaduras e, portanto, o Grupo Bilderberg procurou desde o início controlar a História. E Portugal, como potência colonial, era muito apetecível e tinha sido membro fundador da NATO, apesar de ser uma ditadura. Bilderberg é o braço político da NATO.

Quais foram os principais momentos dessas intervenções?

Durante o período de Salazar, Bilderberg esteve mais ou menos controlado. Não há grandes momentos, é um bocado linear, é um percurso. Mas há momentos decisivos, como quando convidam o ministro [dos Negócios Estrangeiros de Salazar] Franco Nogueira, em 1967, e ele traz um documento de Cambridge sobre o futuro da NATO onde é dito o que se está a passar hoje: com o fim da URSS, atrair os países satélites para o seio da NATO. Quando falo do grupo, não estou a falar de um senhor que controla com um computador o que se passa: há uma conjugação de interesses que ocorrem de forma natural, orgânica e harmoniosa. Depois, quando Vítor Constâncio vai [à reunião], em 1978, é a primeira vez que Bilderberg sai da alçada dos negócios estrangeiros e entra finalmente no campo da economia. E, por fim, quando Balsemão se torna, em 1981, convidado e acaba membro permanente até 2015.

Qual a importância de Portugal depois da adesão à CEE?

Entrámos na CEE em 1986 e três anos depois cai o Muro de Berlim. O grande objetivo político é alcançado e é preciso tratar da construção económica com a moeda única. Portugal acaba por ser muito importante – ao darmos o passo para a moeda única, estamos a mostrar que até um pequeno país do sul da Europa pode ter a mesma moeda que a Alemanha; simbolicamente, fomos muito importantes –, mas sobretudo pela criação de políticos que podem ser usados quando a Europa está complicada. Portugal, país pequeno e simpático, é sempre uma pequena reserva. Quando os outros não se entendem, um político português pode sempre funcionar muito bem, como Barroso e António Guterres.

No livro refere o anticomunismo do grupo e deixa no ar a ideia de o caso Casa Pia ter sido contra Ferro Rodrigues.

Quem diz isso é Daniel Estulin. Limito--me a constatar um encontro entre Durão Barroso e Ferro Rodrigues em Paris, dias antes de Paulo Pedroso ser detido. Balsemão era primeiro-ministro em 1982, quando o caso Casa Pia começou, e Teresa Costa Macedo tinha os relatórios, isso são factos. Estulin faz a ligação e diz que muitas vezes são usadas acusações de pedofilia para controlar políticos. Para mim, é uma coisa de Bilderberg ou feita por elementos do grupo. As reuniões anuais deles são como de CEO’s a decidirem sobre a sua empresa, neste caso o mundo, nomeadamente os EUA e a Europa. Não vou dizer que a Casa Pia partiu de Bilderberg, mas envolveu pessoas de lá, isso é óbvio.

Diz que tudo aconteceu por Ferro Rodrigues ponderar uma aliança com o PCP.

Na altura falou-se nisso e ainda era visto como contranatura, isso sim. Se calhar, Ferro Rodrigues esticou demasiado a corda e pode ter pago desproporcionadamente. Que houve muita proteção a Barroso, houve. Wilfried Martens [então presidente do Partido Popular Europeu] veio cá almoçar e Barroso disse-lhe que, se não encontrassem ninguém, estava disposto a sair a meio do mandato para a Comissão Europeia. Já estava a preparar o caminho e vê-se que estava muito coordenado com Balsemão. Em 2015 tornou-se sucessor em Bilderberg. Os convites de Balsemão foram sempre democráticos na polarização: convidava alguém do PS e outro do PSD, jogando sempre nos dois tabuleiros do xadrez. Se alguém sai da linha, Bilderberg atua.

Qual a real influência de Balsemão?

É a comunicação social e é o número 1 no PSD. A televisão dele é quem põe e dispõe as pessoas que devem ser ouvidas e, por muita independência dos jornalistas, tem sempre a última palavra a dizer – é ele quem assina os cheques. Se não é respeitado por quem escolhe para ir a Bilderberg, há toda uma conjugação. A maior prova disso tudo é quem está hoje a liderar Portugal, a oposição e na Presidência da República: são tudo pessoas escolhidas por Balsemão. Ao chegar ao governo com um acordo com PCP e BE, António Costa conseguiu domar a esquerda, o que é extraordinário, e Bilderberg está-lhe agradecido. Bilderberg nunca teve tanto poder em Portugal.

Até que ponto a ida de uma pessoa a uma reunião faz com que pertença ao grupo?

Quando se vai a uma reunião de Bilderberg é como ir a uma espécie de entrevista de emprego. Vai por já ter feito coisas e por poder fazer coisas; vai para ser integrada entre amigos. Uma pessoa fica num ambiente de mosteiro com as personalidades mais influentes do mundo, fica-se com uma ótima rede de networking. Sabe que fez um caminho e que, se continuar, vai ser protegido. Volte ou não, terá um número de telefone do representante de cá [Portugal] que, por sua vez, pode ligar a duas ou três personalidades-chave no mundo. Isso é um poder extraordinário. Também se beneficia dos relatórios que todos os anos fazem. Ir a uma reunião não faz uma pessoa ser a mais importante e que fique logo no topo. O Santana Lopes foi a uma reunião e só se tem lixado. Se calhar, por não ter respondido a Bilderberg como gostariam; foi usado na transição entre Barroso e Sócrates. Se se alinhar com os rapazes, ser-se-á protegido pelos rapazes enquanto for útil.

Quais as consequências das ações de Bilderberg para a democracia portuguesa?

Estamos subjugados ao poder orçamental de Bruxelas. A democracia é um bem demasiado precioso e temos de cuidar dela todos os dias, mesmo que ameaçada e controlada há muito tempo. Salazar respeitava a democracia, por isso é que a punia e não a queria. Bilderberg não a respeita e por isso não quer saber o que pode decidir.

fonte: i online

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Artigo 13: maioria da UE aceita reforma dos direitos de autor

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Apenas as plataformas com menos de cinco milhões de visitantes por mês ou com um volume de negócios anual abaixo dos dez milhões de euros têm possibilidade de escapar ao artigo 13

Uma maioria de países da União Europeia (UE) aceitou na noite de sexta-feira o compromisso franco-alemão sobre a controversa reforma europeia dos direitos de autor. O vice-presidente da Comissão Europeia com o pelouro do Mercado Digital, Andrus Ansip, saudou o acordo: "Feliz por ver os países da UE encontrarem mais uma vez uma voz comum sobre a reforma dos direitos de autor. Espero um acordo final na próxima semana. Os europeus merecem regras do direito de autor adaptadas à era digital: é bom para os criadores, as plataformas e os utilizadores regulares da internet", declarou, em mensagem distribuída através da rede social Twitter.

O Conselho da União Europeia chegou a acordo mas agora é preciso retomar as negociações com o Parlamento Europeu e a Comissão Europeia para chegar a um texto definitivo ainda em fevereiro.

"O texto manteve-se quase todo, com apenas um pequena adaptação técnica", disse uma fonte à AFP. Alemanha e França tinham chegado a acordo na segunda-feira sobre o artigo 13.º, quando a sua discórdia ameaçava bloquear o projeto de diretiva europeia. Este artigo prevê incitar as plataformas, como YouTube, a pagar melhor aos criadores e obrigá-las a retirar conteúdos que tenham sido objeto de acordo de licenciamento entre o artista e a plataforma.

O documento discutido na sexta-feira à noite passou a prever então que o artigo 13.º se aplique a todas as plataformas 'online', incluindo as sem fins lucrativos, fazendo com que tenham de instalar um sistema para controlar o material que é carregado pelos utilizadores. Criaram-se, contudo, exceções para plataformas que tenham um volume de negócios anual abaixo dos dez milhões de euros (consideradas no documento como micro e pequenas empresas), menos de cinco milhões de visitantes por mês e estejam 'online' há menos de três anos.

Além destes limites, as empresas devem impedir o reaparecimento dos conteúdos suprimidos e filtrar as colocações em linha em função de listas fornecidas pelos titulares de direitos.

A reforma do direito de autor prevê também a criação de um 'direito vizinho' do direito de autor para os editores da comunicação social, que permitam aos jornais, às revistas e às agências noticiosas serem remuneradas pela reutilização na internet da sua produção por agregadores de informação.

Os artigos da polémica

Esta reforma, asperamente discutida desde a sua apresentação em setembro de 2016 pelo Executivo europeu, tem por objetivo principal modernizar os direitos de autor na idade do digital. O texto da proposta da diretiva, alvo de intensa polémica, tem vindo a ser discutido e alterado ao longo dos anos, sendo que só no final do ano passado o Conselho da UE e o Parlamento Europeu apresentaram as respetivas versões para negociarem o documento.

A discussão tem sido forte, por intermédio de vários lobistas, entre os meios de comunicação e os criadores, por um lado, que querem ser mais bem pagos, e as grandes empresas do digital, que defendem o seu modelo de negócio, reforçados, de maneira inesperada, pelos defensores da liberdade na internet. Os artigos polémicos são o 11.º e o 13.º: enquanto o artigo 11.º diz respeito à proteção de publicações de imprensa para utilizações digitais, prevendo um pagamento a essa mesma publicação na partilha de 'links' ou de referências, o artigo 13.º prevê a criação de um mecanismo para controlar o material que é carregado nas plataformas por parte dos utilizadores, sistema este que tem sido muito criticado por não conseguir distinguir um uso legal (como a citação) de uma utilização ilegal.

As discussões vão continuar na próxima semana entre os representantes das três instituições europeias -- o Conselho, o Parlamento e a Comissão -, o que se designa no jargão comunitário por triálogo, para procurar chegar a um texto comum. "Falta definir o dia do triálogo: 11, 12 ou 13 de fevereiro", disse uma das fontes à AFP.

O objetivo era haver uma discussão final desta diretiva no Parlamento Europeu até abril, já que para final de maio estão marcadas eleições europeias, mas não há para já certezas quanto a prazos.

fonte: Diário de Noticias

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Erdogan: "Eu não consigo entender o silêncio dos EUA sobre o terrível assassinato de Khashoggi"


O presidente turco disse que os culpados "devem ser levados à justiça".

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, descreveu neste domingo como "horrível" o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi e afirmou que não consegue entender a falta de reacção por parte dos Estados Unidos. sobre isto.

Eu não consigo entender o silêncio dos EUA sobre o assassinato horrível" de Khashoggi, o presidente turco indicou.

Erdogan disse que os culpados "devem ser levados à justiça ".

O jornalista saudita, residente nos EUA e colunista do The Washington Post, desapareceu a 2 de outubro depois de entrar no consulado da Arábia Saudita em Istambul (Turquia).

Depois de várias explicações contraditórias, Riyadh admitiu que Khashoggi foi morto no consulado, mas nega o envolvimento do governo. 

As autoridades sauditas dizem que os agentes que assassinaram o jornalista ultrapassaram sua autoridade e que já prenderam 21 pessoas relacionadas ao caso, cinco das quais poderiam enfrentar a pena de morte.


fonte: RT

Planos secretos vazaram para evacuar a rainha Elizabeth II de Londres em caso de agitação por um Brexit sem acordo


Foram desenvolvidos durante a Guerra Fria e foram actualizados nas últimas semanas.

A Rainha Elizabeth II e outros membros da família real serão evacuados de sua residência em Londres se ocorrerem tumultos na capital britânica após um Brexit sem acordo, segundo planos secretos revelados por uma fonte anónima ao jornal Sunday Times.

De acordo com um artigo, publicado a 3 de fevereiro, o monarca e o príncipe Philip, duque de Edimburgo, serão transferidos para uma cidade, que não foi divulgada.

Também é indicado que os planos directores do plano foram concebidos durante a Guerra Fria e foram actualizados nas últimas semanas, em preparação para uma possível "desordem civil".

Nesse contexto, Dai Davies, que afirmava estar encarregado da protecção da realeza, afirmou que "se houvesse problemas em Londres, isso claramente tiraria a família real dos lugares-chave".

Anteriormente, também havia vazado que o Ministério da Defesa britânico começou a elaborar um plano de contingência que prevê o envio de tropas às ruas para responder a possíveis distúrbios caso o acordo sobre a saída do Reino Unido da UE fosse frustrado. .

O plano prevê o reforço das patrulhas policiais pelos militares: a partir do primeiro dia de sua possível implementação, o Ministério da Defesa está pronto para enviar 1200 soldados em auxílio da Polícia, e esse número pode ser aumentado para 10 mil .

fonte: RT

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Relógio do Juízo Final volta a marcar dois minutos para o apocalipse

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A hora do relógio do Juízo Final, um simbolismo que reflete como está a perigosidade do mundo, foi atualizada esta quinta-feira em Washington, nos Estados Unidos: estamos a dois minutos da meia-noite, a hora que representa o apocalipse. Exatamente a mesma posição em que os ponteiros estavam no ano passado, marcando, pela terceira vez, a maior aproximação feita à meia-noite desde que o relógio existe.

Todos os anos o relógio é atualizado pelo Boletim de Cientistas Atómicos. "Este novo anormal é simplesmente muito volátil e perigo demais para ser aceite", alertou a presidente do grupo, Rachel Bronson, durante a apresentação do relógio de 2019.

"Apesar de se manter inalterado desde 2018, este cenário deve ser tido não como um cenário de estabilidade, mas como um aviso para os líderes e cidadãos do mundo inteiro", continuo a presidente.

Durante a revelação do relógio, os cientistas referiram a melhoria da relação entre os Estados Unidos e a Coreia do norte e criticaram o aumento das alterações climáticas e as crises diplomáticas no mundo. Foram ainda abordadas as "notícias falsas" como um dos elementos mais preocupantes neste momento.

Quem coloca os ponteiros no relógio todos os anos é um grupo de cientistas da Universidade de Chicago, criado em 1945, responsável pelas primeiras armas atómicas. Autointitularam-se Boletim de Cientistas Atómicos e dois anos depois começaram com o relógio do "Juízo Final", que inicialmente marcava 7 minutos para a meia-noite.

Nos últimos anos, o ponteiro grande tem-se vindo a aproximar cada vez mais da meia-noite, metáfora para o aumento da probabilidade de acontecer uma catástrofe global.

O relógio atingiu a sua proximidade máxima do "apocalipse" nos últimos dois anos e em 1953, quando a Harry Truman anunciou, a 7 de janeiro, ao Congresso que os Estados Unidos tinham desenvolvido uma bomba de hidrogénio. Pelo contrário, o ano em que o relógio esteve mais distante do Juízo Final (17 minutos para a meia-noite) foi em 1991, depois da guerra fria e da queda do muro de Berlim, quando os Estados Unidos e e a URSS assinaram o Tratado de Redução de Armas Estratégicas.


sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

«Partidos pagam a pessoas para comentar na Internet a seu favor»

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«EXISTEM DOIS PAÍSES. O NOSSO, DOS PORTUGUESES, E O DOS PARTIDOS»

Há na Internet comentadores ao serviço de partidos para combater opiniões desfavoráveis. Elisabete Tavares, jornalista do Expresso, afirma que estes partidos servem a banca e sociedades secretas: "Estas coisas têm que ser ditas. 

Estamos todos à espera que os partidos mudem. Os partidos não mudam, e se há uma coisa que ficou provado é que os partidos não existem para nos servir, nem para servir a economia nem o País. Já não basta só criticar".
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