RELÓGIO DO APOCALIPSE

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Grupo "Anonymous" alerta para o início da terceira guerra mundial


Num vídeo divulgado no Youtube, o grupo cibernauta "Anonymous" alerta para uma possível terceira guerra mundial desencadeada pelo governo norte-americano e pela Coreia do Norte.

"Todos os sinais de uma guerra na península coreana estão a surgir. O conflito será feroz, brutal e rápido. Será devastador tanto para a economia como para o ambiente", ouve-se no início do vídeo narrado por uma voz "computorizada", ao estilo habitual do grupo de "hackers".

Ao longo dos seis minutos da gravação, o narrador insiste que o último míssil balístico intercontinental lançado pelos norte-americanos na semana passada, o Minuteman III, foi um sinal claro de que uma guerra de dimensões globais está prestes a surgir e que os cidadãos serão os últimos a perceber.


O grupo sugere ainda que países como a China e o Japão já se preparam para o pior. "A China já pediu aos seus cidadãos residentes na Coreia do Norte para voltarem para o país", esclarece o grupo cibernauta no vídeo.

A gravação termina com a mensagem habitual do grupo: "nós somos Anonymous. Somos uma legião. Nós não esquecemos. Nós não perdoamos. Esperem por nós."

Recorde-se que em janeiro de 2017, os "Anonymous" deixaram várias mensagens ameaçadoras a Donald Trump, na rede social Twitter.



quarta-feira, 10 de maio de 2017

Há um cheiro a Watergate em Washington, 45 anos depois



Tal como Nixon, Trump afastou o responsável por uma investigação de que é alvo. Em Washington, vem à memória o escândalo do Watergate, que não acabou bem para o Presidente dos EUA.

O director do FBI James B. Comey estava numa reunião em Los Angeles quando uma televisão na sala transmitiu a notícia de que tinha sido despedido esta terça-feira pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Comey, que cumpria o terceiro de dez anos de mandato, soltou uma gargalhada e pensou tratar-se de uma partida. Mas de imediato, membros do seu staff aproximaram-se e pediram a Comey que os acompanhasse a uma sala ao lado, segundo conta o New York Times esta quarta-feira. Instantes depois, o até ontem director do FBI recebia a confirmação do seu despedimento.

A aparente incredulidade de Comey perante a notícia da sua demissão sublinha a surpresa que com que a decisão de Trump foi unanimemente recebida. Oficialmente, e de acordo com cartas prontamente divulgadas pela Casa Branca, o Presidente dos EUA despediu o director do FBI após uma recomendação do procurador-geral Jeff Sessions. O motivo apontado é uma suposta quebra de confiança em Comey pela forma como este geriu a investigação aos e-mails da candidata presidencial democrata Hillary Clinton (primeiro afirmou que a antiga secretária de Estado não deveria ser acusada de crime algum, depois incendiou a campanha eleitoral ao anunciar a reabertura do processo, a 11 dias da votação). No entanto, Trump beneficiou eleitoralmente da polémica gestão desse dossiê, que lesou a imagem da adversária, tendo até elogiado Comey, publicamente e por diversas vezes, pela condução do processo. “O que ele fez recuperou a sua reputação”, elogiava Trump à data. (Na semana passada, Comey defendeu no Senado a decisão de reabrir a investigação ao caso dos e-mails.)

Em Washington, no Congresso e nos jornais, as atenções viram-se antes para outro caso: a investigação do FBI à interferência russa nas eleições de Novembro, onde o cerco a Trump e aos seus associados continua a apertar. Terá o Presidente dos EUA recorrido a uma 'bomba atómica' para travar um processo cada vez mais incómodo?

As declarações públicas do chefe de Estado não ajudam à sua defesa. O despedimento do director do FBI surge um dia depois de Trump ter afirmado que o caso russo não passa de uma “conspiração” e ter questionado quando é que a suposta “charada paga pelos impostos dos contribuintes [iria] parar”. Mas nem é necessário recorrer, uma vez mais, ao Twitter de Trump. Basta ler a carta que o Presidente enviou a Comey na terça-feira, em que este anuncia a sua decisão: “Apesar de agradecer que me tenha informado, em três ocasiões distintas, que não estou sob investigação, não deixo de concordar com a avaliação do Departamento de Justiça de que não está não está apto para liderar de forma eficaz”. A investigação referida é a da interferência russa no processo eleitoral, e sobre o caso dos e-mails de Hillary não há qualquer menção na missiva.

É difícil encontrar precedentes para o que aconteceu ontem em Washingon. Em 1993, Bill Clinton também despediu um director do FBI, William Sessions, mas em causa estava um escândalo de uso indevido de fundos públicos por parte do responsável da agência federal de investigação. 

Há, no entanto, outro caso que é recordado insistentemente desde a noite de terça-feira: o Watergate, que levou à primeira e única demissão de um Presidente norte-americano. A 20 de Outubro de 1973, Richard Nixon afastou Archibald Cox - não o director do FBI (o fact-check é sublinhado pela Biblioteca e Museu Presidencial Nixon), mas antes o procurador especial que conduzia a investigação ao envolvimento do Presidente republicano no assalto aos escritórios do Partido Democrata, e à tentativa de o encobrir. Em todo o caso, estabelece-se o paralelo entre dois Presidentes que tentam travar processos incómodos de que são alvo.


Mas mais importantes do que as referências nas redes sociais, onde o termo "nixonian" viralizou, são as declarações de altos responsáveis democratas e republicanos. 

Mesmo entre colaboradores próximos de Trump surgem referências ao Watergate. "Dick Nixon está a sorrir algures", tweetou Roger Stone, o homem que prepara dossiês para os republicanos sobre os 'esqueletos no armário' dos adversários eleitorais democratas. Ainda no campo republicano, mas na facção crítica de Trump, o antigo candidato presidencial John McCain afirma que "o timing do despedimento [de Comey] é profundamente preocupante". 

"Estou preocupado com o timing e a justificação da demissão do director Comey", declarou ainda o senador republicano Richard Burr, presidente da comissão do Senado para os serviços secretos, que considera o afastamento do director "uma perda para o FBI e para a nação".

É contudo do campo democrata que, sem surpresa, surgem as críticas mais veementes. Para o senador Bernie Sanders, adversário de Hillary nas primárias de 2016, a decisão de despedir o director do FBI neste momento “levanta sérias questões sobre o que está a Administração [Trump] a esconder”. O democrata considera "claro" que o nome que será escolhido por Trump e confirmado pelo Senado "não irá conseguir conduzir objectivamente a investigação à Rússia".

"O despedimento de Comey mostra o quanto a Administração Trump está assustada com a investigação da Rússia", disse por seu turno o senador democrata Tim Kaine, candidato a vice-Presidente em 2016.

Fala-se mesmo em "crise constitucional", como referiu o senador democrata Richard Blumenthal. Ron Wyden, senador do Oregon e outro membro da comissão do Senado para os serviços secretos, já veio exigir uma audição pública sobre o estado da investigação às ligações entre Rússia e Trump à data em que Comey foi despedido.

De Moscovo também surgem críticas. Não do Kremlin, mas de Edward Snowden, o antigo agente da NSA que fugiu dos EUA e revelou a dimensão global da máquina de espionagem electrónica de Washington. O dissidente lembra que Comey tentou, "durante anos", coloca-lo na prisão, mas que ainda assim é contra o seu despedimento. “Se eu me consigo opor ao seu despedimento, vocês também [conseguem]”, argumenta. Noutra mensagem, Snowden afirma que "todos os norte-americanos devem condenar esta interferência política no trabalho da agência".

Entretanto, Trump tem marcado para as 15h30 (hora de Lisboa) desta terça-feira um encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, na Casa Branca.

No editorial desta quarta-feira, e seguindo os apelos de vários senadores como os democratas Chuck Schumer e Blumenthal, o New York Times apela a uma “investigação minunciosa e imparcial à interferência da Rússia nas eleições presidenciais de 2016 em nome de Donald Trump”, em nome da “credibilidade da mais velha democracia do mundo”, agora conduzida por um procurador especial. O diário de referência nova-iorquino também não crê na justificação avançada pela Casa Branca: “Comey merece todas as críticas pela forma como conduziu a investigação [aos e-mails de Hillary], mas essa não é, certamente, a razão pela qual Trump o despediu”.

Por agora, Trump e os seus apoiantes recorrem precisamente às críticas democratas a Comey, e à forma como este conduziu a investigação a Hillary, para justificar o afastamento do director do FBI.

fonte: Público

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Novos computadores podem apagar pensamentos sem o seu conhecimento, alertam especialistas


Novas leis de direitos humanos são necessárias para proteger informações sensíveis na mente de uma pessoa de 'recolha, armazenamento, uso ou até mesmo exclusão não autorizados'

"Você não pode tocar a liberdade de sua mente", escreveu o dramaturgo John Milton em 1634.

Mas, quase 400 anos depois, avanços tecnológicos em máquinas que podem ler nossos pensamentos significam que a privacidade do nosso cérebro está sob ameaça.

Agora, dois éticistas biomédicos estão pedindo a criação de novas leis de direitos humanos para garantir que as pessoas sejam protegidas, incluindo "o direito à liberdade cognitiva" e o "direito à integridade mental".

Os cientistas já desenvolveram dispositivos capazes de dizer se as pessoas são politicamente de direita ou de esquerda. Numa experiência, os pesquisadores conseguiram ler a mente das pessoas para contar com 70% de exactidão se planejar somar ou subtrair dois números. 

Facebook também revelou recentemente que tinha trabalhado secretamente em tecnologia para ler as mentes das pessoas para que elas pudessem digitar apenas o seu pensamento

Médicos pesquisadores conseguiram recolher parte do cérebro de um homem paralisado com um computador para permitir que ele estimule os músculos de seu braço e pudesse movê-lo e se alimentar.

Os eticistas, escrevendo num artigo na revista Life Sciences, Society and Policy, enfatizaram as "oportunidades sem precedentes" que resultariam da "distribuição onipresente de neuro-aplicações mais baratas, escaláveis ​​e fáceis de usar" que tornariam a neurotecnologia " Intrincada em nossa vida quotidiana ".

No entanto, tais dispositivos estão abertos ao abuso num grau assustador, como os académicos deixaram claro.

Eles alertaram que "hackiar o cérebro maliciosamente" e "usos perigosos da neurotecnologia médica" podem exigir uma redefinição da ideia de integridade mental.

"Sugerimos que, em resposta às possibilidades emergentes de neurotecnologia, o direito à integridade mental não deve garantir exclusivamente a protecção contra doenças mentais ou lesões traumáticas, mas também contra intrusões não autorizadas no bem-estar mental de uma pessoa, através do uso de neurotecnologias, especialmente se tais intrusões resultarem em Físico ou mental para o usuário de neurotecnologia ", escreveram os especialistas em ética.

"O direito à privacidade mental é um direito de privacidade neuro-específico que protege as informações confidenciais ou sensíveis na mente de uma pessoa de recolha, armazenamento, uso ou até exclusão não autorizada em formato digital ou de outra forma".

E advertiram que as técnicas eram tão sofisticadas que as mentes das pessoas podiam ser lidas ou interferidas sem o seu conhecimento.

"As intrusões ilícitas na privacidade mental de uma pessoa não necessariamente envolvem coerção, pois poderiam ser realizadas sob o limiar da experiência consciente de uma pessoa", escreveram no artigo.

"O mesmo vale para as acções que envolvem danos à vida mental de uma pessoa ou modificações não autorizadas da continuidade psicológica de uma pessoa, que também são facilitadas pela capacidade das neurotecnologias emergentes para intervir no processamento neural de uma pessoa na ausência da consciência da pessoa".

Propuseram quatro novas leis de direitos humanos: o direito à liberdade cognitiva, o direito à privacidade mental, o direito à integridade mental e o direito à continuidade psicológica.

O professor Roberto Andorno, académico da Faculdade de Direito da Universidade de Zurique e co-autor do artigo, disse: "A tecnologia de imagem cerebral já chegou a um ponto onde há discussão sobre sua legitimidade no tribunal criminal, por exemplo como uma ferramenta para avaliar criminal Responsabilidade ou mesmo o risco de reincidência. 

"As empresas consumidoras estão usando imagens de cérebro para 'neuromarketing' para entender o comportamento do consumidor e obter respostas desejadas dos clientes. 

"Existem também ferramentas como 'descodificadores cerebrais' que podem transformar dados de imagem cerebral em imagens, texto ou som. 

"Tudo isso pode representar uma ameaça à liberdade pessoal que buscamos abordar com o desenvolvimento de quatro novas leis de direitos humanos".

E seu colega Marcello Ienca, do Instituto de Ética Biomédica da Universidade de Basileia, disse: "A mente é considerada o último refúgio da liberdade pessoal e autodeterminação, mas os avanços na engenharia neural, imagens cerebrais e neurotecnologia colocam a liberdade de A mente em risco. 

"Nossas leis propostas dariam às pessoas o direito de recusar a neurotecnologia coercitiva e invasiva, proteger a privacidade dos dados recolhidos pela neurotecnologia e proteger os aspectos físicos e psicológicos da mente de danos causados ​​pelo mau uso da neurotecnologia".

Ele admitiu que tais avanços podem soar como algo fora do mundo da ficção científica.

Mas ele acrescentou: "Neurotechnology caracterizado em histórias famosas, em alguns casos, já se tornou uma realidade, enquanto outros estão cada vez mais perto, ou existem como protótipos militares e comerciais. 

"Precisamos estar preparados para lidar com o impacto que essas tecnologias terão sobre nossa liberdade pessoal".

fonte: Independent

quinta-feira, 13 de abril de 2017

EUA lançam no Afeganistão a maior bomba não nuclear existente


Pentágono assume que utilizou aquela que é conhecida como "mãe de todas as bombas"

As Forças Armadas norte-americanas anunciaram esta quinta-feira que utilizaram no Afeganistão aquela que é a mais potente bomba não nuclear do seu arsenal, numa série de ataques a complexos do ISIS.

O engenho, de 10 toneladas, tem a designação oficial de GBU-43 Massive Ordnance Air Blast Bomb, cuja sigla dá MOAB, que lhe vale a alcunha Mother of All Bombs - "a mãe de todas as bombas".

O porta-voz do Pentágono, Adam Stump, citado pela AP, afirmou que a bomba foi utilizada contra esconderijos em cavernas do Estado Islâmico na província de Nangarhar, próxima da fronteira com o Paquistão.

Esta é a primeira vez que a bomba é utilizada em cenário de guerra. Até agora, só tinha sido detonada em testes controlados.

O líder das forças internacionais no Afeganistão, o general john Nicholson, especificou que a bomba foi usada contra cavernas e bunkers do Estado Islâmico. "Esta é a munição certa para eliminar estes obstáculos e manter o ímpeto da nossa ofensiva contra o ISIS", disse, citado pela Reuters.

Não são conhecidos ainda com exatidão a extensão dos danos realizados por este ataque.


sexta-feira, 10 de março de 2017

Wikileaks: CIA pode controlar iPhone, Android, TV e computador de qualquer pessoa


O WikiLeaks revelou na primeira parte dos seus arquivos sobre a CIA que a Agência Central de Inteligência dos EUA teria desenvolvido um vírus capaz de infectar telefones, telemóveis, televisores inteligentes e computadores para roubar dados dos usuários e controlar os aparelhos à distância.

De acordo com o site, a Divisão de Dispositivos Móveis (MDB) da agência americana já realizou inúmeros ataques para hackear e controlar uma série de modelos de smartphones. Os aparelhos contaminados, sejam estes iPhones ou Androids, estariam recebendo instruções para enviar à CIA informações como geolocalização e comunicações de áudio e texto e até para activar secretamente a câmara e o microfone. 

Através das técnicas empregadas, seria possível contornar os sistemas de segurança de aplicativos como WhatsApp, Telegram, Wiebo, Confide, Cloackman e Signal (aplicativo que havia sido elogiado por Edward Snowden por conta da sua segurança) e roubar as mensagens antes da aplicação da criptografia. 

Além de telefones e TVs, a inteligência americana também teria um interesse muito grande em controlar sistemas operacionais, como Windows, Mac OS X, Solaris e Linux, e também roteadores. 

"Muitos desses esforços de infecção são reunidos pela Divisão de Implante Automatizado (AIB), que desenvolveu vários sistemas de ataque para infestação automatizada e controle de malware da CIA, como 'Assassin' e 'Medusa'", diz o Wikileaks. "Ataques contra a infraestrutura da internet e servidores da Web são desenvolvidos pela Divisão de Dispositivos de Rede (NDB) da CIA".

Todas essas operações, segundo a organização fundada por Julian Assange, não seriam possíveis se as actividades dos hackers da Agência Central de Inteligência ficassem restritas a Langley, na Virgínia (sede). Para isso, a CIA também utilizaria o Consulado dos Estados Unidos em Frankfurt como uma base para seus hackers actuarem na Europa, no Oriente Médio e na África. O local seria conhecido como Centro de Inteligência Cibernética da Europa (CCIE).

fonte: Sputnik News

sexta-feira, 3 de março de 2017

Documentos secretos da CIA podem agora ser lidos no seu computador


O presidente português Costa Gomes (à esq., de frente) recebido pelo presidente americano Gerald Ford, em dezembro de 1974: EUA acompanharam de perto a Revolução do 25 de Abril ARQUIVO DN

Agência americana disponibilizou milhares de ficheiros na internet. E há muito para ler da história recente de Portugal

Não há segredos nos milhares de documentos que a CIA colocou na internet ao alcance de todos, mas no mar de textos disponibilizados podem ainda encontrar-se surpresas. Portugal, o 25 de Abril, os anos quentes que se seguiram e os protagonistas das décadas de 1970 e 1980 estão abundantemente retratados nestes documentos.

Disponibilizados em janeiro (que podem ser vistos no endereço https://www.cia.gov/library/readingroom/), estes ficheiros antes só estavam acessíveis a quem fosse aos Estados Unidos, como recordou ao DN o jornalista Nuno Simas, autor de Portugal Classificado - Documentos Secretos Norte-Americanos (1974-1975), editado pela Alêtheia Editores.

"São milhares de documentos e tínhamos de ir aos EUA para os consultar. Agora estão à distância de um clique e permitem fazer download", explicou Simas, sublinhando a importância desta decisão da agência americana. E que abre "um mar" de páginas e páginas à espera de serem navegadas - são 800 mil documentos, 13 milhões de páginas, entre memorandos, relatórios, recortes de jornais. "É preciso refinar a pesquisa", advertiu o jornalista.

A pesquisa por Portugal devolve-nos 8215 resultados. Entre estes está o "memorando" que Henry A. Kissinger, com o selo da Casa Branca, em que o então secretário de Estado americano dava conta do "coup in Portugal" - o golpe era o do 25 de Abril e já estava nas ruas há quatro dias, quando o governante da administração de Gerald Ford aponta a principal causa para "o golpe praticamente sem derramamento de sangue" como sendo as "políticas de Lisboa para África e as divisões entre os militares".

Mais à frente, Kissinger apontava que os militares "insurrectos", "soberbamente organizados e bem conduzidos", "tomaram o poder de surpresa". E numa nota de alívio o governante sublinhava que, até aquele momento, "o novo governo parece ter o controlo completo". Nuno Simas notou que os americanos não estiveram "muito longe" na parte de África, "foram mais corretos", do que "na avaliação interna" e na perceção do "poder que cada um tinha". "Houve um erro de cálculo. Foram um bocadinho ao lado. Acharam que podiam ter Spínola como aliado", exemplificou.

Irão-Contras em Lisboa

Sem antecipar grandes revelações, há coisas que ainda merecem um olhar atento na pesquisa de filigrana que é necessário fazer. Por exemplo, no caso do Irão-Contras, um escândalo que abalaria nos anos 1980 a administração Reagan, por financiamento dos Contras nicaraguenses, quebrando um embargo de armas ao Irão. "Uma das primeiras notícias", agora disponibilizada pela CIA, "aponta logo para voos com passagem por Lisboa", anotou Simas. "Até que ponto Portugal sabia desta operação", questionou-se o jornalista.

Estes ficheiros foram considerados como "não confidenciais" já nos anos 1990 e então disponibilizados ao público, mas a desclassificação foi parcial - no referido memorando sobre o 25 de Abril está lá a indicação: "Sem objeção para desclassificação em parte."

A sua consulta era difícil, mesmo para americanos. Os documentos só podiam ser vistos e lidos num departamento da CIA, a partir de quatro computadores do edifício dos Arquivos Nacionais, em College Park, no estado do Maryland, mas a pressão de jornalistas, investigadores e da Muckrock - organização não governamental que processou a agência em 2014 para poder ter acesso a estes ficheiros - resultou nesta divulgação em massa.

"O acesso a esta importante coleção histórica já não está limitado pela localização geográfica", admitiu Joseph Lambert, diretor da gestão de informações da CIA, segundo um comunicado citado pela CNN. Nenhum dos documentos disponibilizados nesta base de dados Crest (CIA Records Search Tool - em português, ferramenta de pesquisa dos registos da CIA) deixou de ser secreto recentemente.

A leitura dos analistas da CIA e do Departamento do Estado americano era muito feita a partir de "como é que isso afeta os interesses dos americanos", registou Nuno Simas, como por exemplo numa "análise circunstanciada às eleições de 1986", em que Mário Soares é eleito presidente da República, com o apoio do PCP na segunda volta. Segundo a agência Lusa, a CIA alertou, nesse ano, que a vitória de Mário Soares nas eleições presidenciais não apagava os riscos de instabilidade política em Portugal, e antecipava um conflito, no futuro, com o seu "inimigo político" Cavaco Silva. Pelos vistos, aqui acertaram.


sábado, 11 de fevereiro de 2017

Empresa implanta chips em trabalhadores


Momento da colocação do chip num funcionário

A Newfusion, uma empresa belga de marketing digital, implantou chips subcutâneos do tamanho de um grão de arroz em oito empregados, com o propósito de servir como "chave" de identificação para abrir portas e aceder aos computadores da firma. No entanto, este método radical tem alarmado as organizações de defesa dos direitos humanos, levantando questões relacionadas com a vida privada, a saúde e o risco de vigilância permanente dos trabalhadores.


"Ninguém é obrigado a utilizá-lo. Trata-se de um projeto lúdico. A ideia surgiu de um funcionário que se esquecia muitas vezes do cartão", explicou o diretor da empresa, Vincent Nys, ao canal televisivo belga VRT.

Os oito trabalhadores que receberam os microprocessadores aderiram à ideia de forma voluntária. Houve quem se opusesse terminantemente, tendo os homens sido mais recetivos do que as mulheres. A Newfusion acabou por oferecer uma alternativa: usar um anel que cumpre a mesma função que o chip.

Segundo Vincent Nys, o microprocessador disponibiliza outra função: memória que permite inserir cartões para o utilizador despejar dados de contactos de forma imediata para o smarthphone.

É a primeira vez que se utiliza na Bélgica uma tecnologia deste tipo, prática corrente há muitos anos nos Estados Unidos, principalmente entre funcionários hospitalares, e já ter testada na Suécia. No entanto, Estados norte-americanos como o Wisconsin e a Califórnia decidiram proibir o seu uso. Estima-se que dez mil pessoas carreguem chips deste género.


terça-feira, 20 de setembro de 2016

NÃO DEIXE QUE O GOVERNO DOS EUA HACKEIE NOSSOS COMPUTADORES – PARE AS MUDANÇAS À LEI 41

rule41-vpnmentor

O governo dos EUA quer usar um procedimento obscuro - uma alteração a uma lei federal conhecida como Lei 41- para expandir radicalmente sua autoridade de hackear. As alterações da Lei 41 tornariam mais fácil para eles hackearem nossos computadores, pegar dados e praticarem vigilância remota. Essas alterações poderiam afetar qualquer pessoa que use um computador com acesso à Internet em qualquer lugar do mundo. No entanto, eles vão afetar de forma desproporcional as pessoas que utilizam tecnologias de proteção de privacidade, incluindo Tor e VPNs. O Congresso dos EUA só tem até 1º de dezembro para impedir que as mudanças entrem em vigor. Nós precisamos falar. Compartilhe esse artigo com seus amigos e em seu blog. Conscientize as pessoas para as mudanças na Lei 41!

O que é a Lei 41 e como ela afeta você que vive fora dos EUA?

A Lei 41 autoriza os juízes magistrados federais a emitir mandados policiais de buscas e apreensão. Mas contém uma limitação importante: exige que o governo obtenha um mandado de um juiz na jurisdição onde eles querem realizar a busca, exceto em algumas circunstâncias limitadas. As alterações à Lei 41 acabaria com esta restrição, permitindo que o governo aplique mandados em uma jurisdição para conduzir pesquisas remotas em computadores localizados em outras jurisdições. As alteração seriam aplicadas:

1. Quando alguém usa “meios tecnológicos” para ocultar a localização de seu computador; ou

2. Na investigação de botnets, onde os computadores danificados estão localizados em 5 ou mais distritos.

Cinquenta organizações – incluindo grupos de interesse público, fornecedores de ferramentas de privacidade e empresas de Internet – se uniram para falar contra as alterações da Lei 41. O vpnMentor em coordenação com o noglobalwarrants.org está liderando os esforços globais de revogar as alterações propostas para a Lei 41. Enquanto a noglobalwarrants.org está focada nos cidadãos norte-americanos, encorajando-os a entrar em contato com seus representantes do congresso, há uma grande necessidade de explicar a importante da consciência global sobre essa lei, uma vez que ogoverno dos EUA também será capaz de hackear os usuários globais que usam um navegador VPN ou Tor. É por isso que traduzimos o “apelo à ação” original em 26 idiomas e estamos fazendo todos os esforços para compartilhá-lo globalmente.


O que há de tão errado com as mudanças na Lei 41?

As mudanças da lei poderiam aumentar drasticamente a frequência com que os agentes da lei hackeiam computadores. Isso porque as mudanças autorizariam quase qualquer magistrado federal no país a emitir dos mandados. A aplicação da lei pode comprar fórum, encontrando o magistrado mais voltado para acusação ou tecnicamente pouco sofisticado nos Estados Unidos para assinar esses mandados perigosos.

Com essas mudanças na lei, os juízes em quase todos os distritos dos EUA poderiam autorizar a aplicação da lei para procurar remotamente ou invadir os computadores de pessoas nos casos em que sua tecnologia de proteção de privacidade obscurece a localização de seu computador. Isso significa que aqueles mais preocupados com a privacidade são susceptíveis de serem desproporcionalmente afetados por esta mudança de regra.

Em muitos casos, os juízes magistrados provavelmente assinariam sem saber mandados para computadores localizados em todo o mundo, não apenas nos Estados Unidos, independentemente das proteções legais de outros países.

As mudanças na lei também convidam a aplicação da lei para aplicark um único mandado de busca remotamente para milhares de computadores—violando as proteções da Quarta Emenda da Constituição dos EUA e do direito internacional dos direitos humanos.

Hackear — furtivamente invadir computadores, copiar dados, excluir dados ou executar código — pode ter consequências graves para os usuários e seus dispositivos. Um agente do governo poderia realmente causar mais danos aos computadores de usuários inocentes durante uma investigação botnet do que a própria botnet. Se o Congresso der este passo extremo de autorizar o hackeamento do governo, isso deve ter limitações estritas sobre quando tal ação é permitida e fortes proteções para os usuários em concordância com a Constituição EUA e do Direito Internacional.

Se o Congresso dos EUA não agir, esta nova atualização da lei simplesmente entrará em vigor em 1º de dezembro de 2016. É por isso que temos de falar e repudiar esta mudança da lei. Compartilhe este artigo em redes sociais e em seu blog. 

fonte: VPN Mentor

sábado, 23 de julho de 2016

Brasileiro de 57 anos inova e cria gasolina sem petróleo. O resultado? Ele foi preso!


Um químico de 57 anos conseguiu simplificar o complexo processo de produção da gasolina e criou um genérico do combustível com preço infinitamente mais barato

Gilmar dos Reis, 57 anos, foi preso em flagrante no último dia 14 em Campo Bom, RS.

Ele é acusado de ‘explorar o negócio’ sem autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Gilmar tentou disfarçar e disse que o produto, chamado de Solvex CG, era usado para higiene e limpeza.

Agentes da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) fizeram o teste em uma moto e ficaram impressionados:

“O combustível apresenta elevada eficiência carburante tanto na baixa quanto na alta rotação”, definiu o chefe de Fiscalização.

A gasolina genérica seria uma mistura de metanol e solventes, com um processo de produção ainda desconhecido.

“Impressionante. Chega com o tanque vazio, coloca aquela gasolina e sai andando normalmente. Estávamos diante de um ‘professor pardal’, que conseguiu criar uma fórmula sem o petróleo como matéria-prima”, disse o delegado de polícia que acompanhou a operação.


segunda-feira, 11 de julho de 2016

Clube Bilderberg e Goldman Sachs: O Cherne a subir na vida


Depois de Maria Luís Albuquerque transitar para a Arrows ou de Vítor Gaspar para o FMI, e dois anos depois da contratação de José Luís Arnaut para o Conselho Consultivo da Goldman Sachs, Durão Barroso, novo padrinho do Clube Bilderberg em Portugal, entra também pela porta grande daquele que muitos dizem ser o banco mais poderoso do mundo.

"E isto faz sentido num tempo em que, graças à direita, a política passou a estar ao serviço dos negócios, sejam eles da finança ou da construção. 

Portanto, a longa experiência de Durão Barroso como governante de Portugal, com relevantes serviços prestados à Guerra do Iraque e aos interesses de Bush, e a sua actuação como presidente da Comissão Europeia, onde foi um cãozinho de regaço da Alemanha, perfaz um acervo de informação preciosa para um banco de rapina como o Goldman Sachs. 

Portugal que se cuide. E o Clube de Bilderberg que se regozije." - F.Leitão no blogue Aventar

"Mais que criticar as opções individuais dos Barrosos deste mundo – censuráveis certamente no plano da ética e da probidade -, convirá, contudo, refletir sobre as condições atuais de funcionamento das economias e dos regimes políticos, que permitem que eles sejam úteis aos que os compram ou alugam, sem que existam quadros legais e sancionatórios que tal impeçam." (fonte)

Outros altos responsáveis políticos que saiem e entram na Goldman Sachs

- Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu, ex-Governador do Banco Central de Itália

- Romano Prodi, ex-líder da oposição italiana, ex-primeiro-ministro italiano e ex-Presidente da Comissão Europeia

- Peter Sutherland, ex-Comissário Europeu, Presidente da Organização Mundial do Comércio, “Pai da Globalização”

- Robert Zoellick, ex-presidente do Banco Mundial

- Mark Carney, governador do Banco Central de Inglaterra, ex-Governador do Banco Central do Canadá

- Mario Monti, ex-primeiro-ministro italiano, ex-Comissário Europeu e ex-ministro das Finanças

- Lucas Papademos, ex-primeiro-ministro grego, ex-Governador do Banco Central Grego, actualmente no Banco Central Europeu

- Petros Christodoulos, ex-administrador da Dívida Pública da Grécia

- Carlos Moedas, Comissário Europeu e ex-secretário de Estado responsável pela implementação do programa da troika - João Moreira Rato, ex-administrador da Dívida Pública de Portugal

- Malcolm Turnbull, primeiro-ministro da Austrália

- Ian MacFarlane, ex-governador do Banco Central da Austrália

- Larry Summers, secretário do Tesouro de Bill Clinton

- Robert Rubin, Segundo secretário do Tesouro de Bill Clinton e presidente do Citigroup

- Hank Paulson, secretário do Tesouro de George W. Bush

- Mark Patterson, Chefe de Gabinete do secretário do Tesouro de Obama

- Gary Gensler, administração Obama e actual director financeiro de Hillary Clinton

- Bill Dudley, presidente da Reserva Federal de Nova Iorque

- Duncan Niederauer, presidente da Bolsa de Nova Iorque

- Lord Browne, ex-presidente da BP

- Tito Mboweni, presidente da Reserva Federal da África do Sul

- Ottmar Issing, Banco Central Alemão e Banco Central Europeu

- Olusegun Aganga, ministro do Comércio da Nigéria, ex-ministro das Finanças



O que é a Goldman Sachs ?

"Sou um banqueiro a fazer o trabalho de Deus". É a forma como o presidente do maior banco de investimento do mundo vê a sua missão no comando do Goldman Sachs. Mas na opinião de um número cada vez maior de pessoas, o "trabalho de Deus" do Goldman Sachs é a encarnação do lado negro da força em Wall Street. E há até quem defenda que é este banco que manda no mundo e não os governos.

"Eu concordo com a tese de que os bancos, e especialmente o Goldman Sachs, se tornaram demasiado poderosos na medida em que influenciam a nossa política, a nossa economia e a nossa cultura", referiu o autor de "Money & Power: How Goldman Sachs Came to Rule the World", William D. Cohan, ao Outlook. E o poder do Goldman Sachs nos centros de decisão política até lhe valeu a alcunha, dada por banqueiros concorrentes , de Government Sachs.

Alessio Rastani, um ‘trader' em ‘part-time', defendeu em directo na BBC que não eram os governos que mandavam no mundo, mas sim o Goldman Sachs. Rui Barroso. Alessio Rastani transformou-se num fenómeno. O ‘trader' em ‘part-time' surpreendeu tudo e todos numa entrevista à BBC. Além de vários cenários catastrofistas sobre a crise, Rastani defendeu que "este não é o momento para pensar que os governos irão resolver as coisas. Os governos não mandam no mundo, o Goldman Sachs manda no mundo". Bastaram pouco mais de três minutos para tornar Rastani num fenómeno na Internet. (fonte)

A Goldman Sachs e a crise da dívida grega

A crise da dívida grega põe em evidência uma vez mais os poderes de persuasão e predação de Wall Street – uma peça que permanece invisível na maioria dos relatos sobre a crise do outro lado do mundo. A crise foi agravada anos atrás por uma operação do Goldman Sachs, arquitetado pelo atual diretor-executivo do banco, Lloyd Blankfein. Juntamente com a sua equipa, Blankfein ajudou a Grécia a esconder a verdadeira dimensão da sua dívida e, no processo, fê-la praticamente dobrar de tamanho. Da mesma forma como ocorreu na crise do subprime americano, e que levou à atual situação crítica de muitas cidades americanas, um empréstimo predatório de Wall Street teve um papel importante na crise grega, embora pouco reconhecido.

Em 2001, a Grécia procurava maneiras de mascarar os seus crescentes problemas financeiros. O Tratado de Maastricht exigia que todos os membros da zona do euro mostrassem melhorias nas contas públicas, mas a Grécia ia na direção oposta. Então o Goldman Sachs veio em seu socorro, oferecendo um empréstimo secreto de 2,8 mil milhões de euros, disfarçado de swap cambial não contabilizado – uma operação complicada, em que a dívida da Grécia em moeda estrangeira foi convertida em obrigações em moeda local, utilizando uma taxa de câmbio fictícia.

Como resultado, cerca de 2% da dívida da Grécia magicamente desapareceram das suas contas nacionais. Christoforos Sardelis, então chefe da Agência de Gestão da Dívida Pública da Grécia, mais tarde descreveu o acordo na Bloomberg Business como "uma história muito sexy entre dois pecadores”. Pelos serviços, o Goldman recebeu a soma colossal de 600 milhões de euros (793 milhões de dólares), de acordo com Spyros Papanicolaou, que substituiu Sardelis em 2005. Isso representou quase 12% da receita da gigantesca unidade do Goldman de trading e principal-investments em 2001 – que, aliás, bateu recorde de vendas nesse ano. A unidade era dirigida por Blankfein. (fonte)

Segundo o Financial Times, o banco Goldman Sachs no Reino Unido está sob a mira da justiça em pelo menos dois negócios, um deles envolvendo o fundo soberano da Líbia durante o regime de Khadafi. A Autoridade de Investimento da Líbia (AIL), reclama nos tribunais ingleses 1200 milhões de dólares após perder todo o dinheiro em nove investimentos, nos quais o Goldman Sachs lucrou 200 milhões. Nas primeiras alegações em tribunal, os líbios acusaram o banco de ter pago férias de luxo, jatos privados, reuniões em iates e prostitutas para os dirigentes líbios com quem negociavam. “É um banco de mafiosos”, disse um dos responsáveis da AIL em tribunal.

O outro caso que está sob investigação diz respeito a um negócio com o fundo soberano da Malásia. A emissão de obrigações do fundo, no valor de 3000 milhões de dólares. A quantia, que seria destinada a um grande projeto imobiliário no país, foi depositada pelo Goldman Sachs numa conta do fundo na Suíça e metade do dinheiro desapareceu. Uma parte veio depois a ser localizada na conta bancária do primeiro-ministro da Malásia. (fonte)


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