domingo, 14 de junho de 2015
sábado, 13 de junho de 2015
Vídeo Único: Nas entranhas do Clube Bilderberg

Esta semana realizou-se na cidade austríaca de Telfs a reunião anual do exclusivo clube de Bilderberg. Enquanto os organizadores querem manter em segredo os detalhes do evento, os jornalistas da organização We Are Change ("nós somos mudança ') conseguiram mostrar o local da reunião alguns dias antes que teve lugar.
Embora sem transcender a lista dos participantes da reunião e discutir as principais questões, as conclusões deste Fórum nunca são tornadas públicas. Da mesma forma, os jornalistas não têm acesso ao local onde a reunião tem lugar Clube Bilderberg.
No entanto, um membro da organização nós somos mudança , Luke Rudkowski, conseguiu passar alguns dias no hotel que será o cenário do evento. Uma vez lá dentro, ele gravou um vídeo mostrando o ambiente em que o fórum vai passar: os quartos luxuosos, salas para fumadores ou o território do hotel, rodeado por um grande número de policias. O jornalista também revela outros detalhes.
O Clube Bilderberg utiliza alta tecnologia para impedir a cobertura da sua reunião na Áustria

O Clube Bilderberg implantou um sistema de interferência de alta tecnologia, a fim de cortar as comunicações e evitar a cobertura da mídia sobre a reunião dos membros do grupo secreto realizada quinta-feira num hotel de luxo na Áustria.
Depois de visitar um lugar próximo ao hotel Interalpen que permanece acessível à equipe Infowars conseguiu captar um caminhão propriedade do Ministério Federal de Comunicações dos Transportes e Tecnologia austríaco. Também pode ser visto no topo do hotel várias antenas de grandes dimensões, e um mastro gigante recentemente construído complexo próximo da floresta. O Infowars disse a cobertura móvel local, na área ao redor do hotel desapareceu assim como a torre que foi erguida.
Infowars considera que todos estes dispositivos estão a ser utilizados como bloqueadores que impedem o telemóvel receber sinais de estações de base. Ressalta-se que este tipo de tecnologia é tecnicamente ilegal nos países da UE .Somente a presença de bloqueadores explica a razão "repórteres do Infowars Rob Orvalho e Josh Owens não têm sido capazes de transmitir ao vivo via Skype a partir de qualquer área que circunda o hotel Interalpen".
"Aparentemente, Bilderberg tem tanto medo da cobertura dos meios de comunicação que até mesmo a polícia tem checkpoints localizados a vários quilómetros de distância são suficientes, e agora têm recorrido à instalação de dispositivos de comunicação caros que bloqueiam, provavelmente às custas do contribuinte ", diz o artigo.
Os bloqueadores poderiam ser usados "para restringir as comunicações entre manifestantes contra os Bilderbergers, e dificultar as transmissões ao vivo que os membros do [o Clube] Bilderberg que chegam e partem [do Hotel] ", acrescenta.
A polícia informou que qualquer pessoa surpreendida dentro do perímetro de segurança ao redor do hotel Interalpen enfrenta uma multa de 500 euros e duas semanas preso.
'Espiões' ganham poderes

Os agentes poderão ainda pedir o acesso à localização de um telemóvel ou à lista de telefonemas que determinada pessoa fez e recebeu
Os agentes dos serviços de informações estão em vias de serem autorizados a fazer acções de acompanhamento e vigilância “em espaço público ou privado de acesso público” e a dispor de identidades falsas, com direito à emissão de “documentos legais de identidade alternativa”. Poderão ainda aceder a informação bancária, dados fiscais e ficheiros da Administração Pública, como os registos comerciais, de identificação civil, criminais ou das Finanças.
Jorge Lacão confirmou ao SOL terem existido contactos prévios do Governo com o principal partido da oposição para reforçar a capacidade operacional dos serviços de informações.
Mas estas não são as únicas novidades da proposta de lei, que terá de ser aprovada na Assembleia da República e a que o SOL teve acesso. Os agentes poderão ainda pedir o acesso à localização de um telemóvel ou à lista de telefonemas que determinada pessoa fez e recebeu. Ao contrário do que avançou Marques Guedes, ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, no final do Conselho de Ministros em que a proposta foi aprovada, na semana passada, esse acesso será possível não apenas em casos de terrorismo, mas em praticamente todas as áreas em que os serviços de informações actuam. O preâmbulo do diploma refere terrorismo, sabotagem, criminalidade altamente organizada e espionagem clássica e económica. O artigo que clarifica o acesso aos dados é ainda mais aberto: “Sempre que sejam necessários, adequados e proporcionais (...) para o cumprimento das atribuições legais dos serviços de informações”.
PS disponível para aprovar
Muitas destas práticas não estavam previstas no regime legal em vigor mas integravam o manual de procedimentos que definia as regras dos agentes das 'secretas'. Agora, os partidos da maioria e o PS estão disponíveis para chegarem a um consenso e mudarem as regras dos serviços de informações, impedindo que os 'espiões' continuem a trabalhar fora da lei.
O deputado socialista Jorge Lacão confirmou ao SOL terem existido contactos prévios do Governo com o principal partido da oposição para reforçar a capacidade operacional dos serviços de informações. Lacão e Vitalino Canas foram os interlocutores do lado socialista. “Houve da parte do Governo disponibilidade para aceitar as nossas observações. Reservámos sempre uma apreciação de especialidade para os trabalhos parlamentares, mas sem embargo de que haverá da nossa parte uma atitude muito disponível para chegarmos a um consenso” - explica Lacão, adiantando que a discussão do diploma deverá ser agendada para o início de Julho. Não ser aprovado até ao fim da legislatura nem é visto como possibilidade: “Obviamente, esta iniciativa faz-se num quadro de disponibilidade de a concretizarmos até ao fim da legislatura. Nem faria sentido de outra maneira “.
As mudanças implicam o acesso aos chamados metadados, conservados pelas operadoras de telecomunicações. Os oficiais de informações do Serviço de Informações de Segurança (SIS) e do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) poderão saber a fonte e o destino das comunicações telefónicas, a data e a hora a que foram feitas, quanto tempo duraram, pedir a identificação do equipamento e a sua localização.
Sempre que o acesso seja susceptível de colidir com a reserva da intimidade da vida privada, este só será permitido depois da concordância da Comissão de Controlo Prévio, composta por três juízes-conselheiros em funções no Supremo Tribunal de Justiça há pelo menos três anos e que serão designados pelo Conselho Superior da Magistratura. O pedido deve ser feito pelo director do SIS ou do SIED, identificar os visados e ter a “indicação concreta da acção operacional” em causa e dos objectivos.
A decisão caberá ao juiz a quem tenha sido distribuído o pedido. Só em matérias de particular complexidade a decisão passará a ser não de um juiz, mas do colectivo. A partir do momento em que recebe o pedido, o magistrado terá 72 horas para deliberar; em situações de urgência, o prazo será reduzido a 24 horas.
Escutas continuam vedadas
Esta Comissão de Controlo Prévio será também a responsável por decidir se os oficiais de informações do SIS e do SIED devem ou não ser autorizados a aceder a informação bancária e fiscal. Já a decisão sobre se devem ter acesso a ficheiros de entidades públicas e “relevantes para a prossecução das suas competências” passa para a Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD). Neste caso, estas informações só poderão ser solicitadas pelos dirigentes superiores.
Apesar de o manual de procedimentos do SIS prever escutas ambientais (feitas por intermédio de microfones ou de dispositivos instalados nos telemóveis) e a intercepção de dados através de meios electrónicos, as escutas telefónicas manter-se-ão barradas aos serviços de informações.
As mudanças prevêem o acesso ao rasto das telecomunicações, mas não ao seu conteúdo. Segundo a proposta, pretende-se “não um acesso a conteúdos de comunicações (escritas ou de voz), por intrusão ou ingerência nas comunicações, mas o acesso autorizado a dados (de base, de localização e de tráfego) que serão solicitados às entidades legitimamente responsáveis pelo seu tratamento” e fornecidos após consentimento dos juízes.
O acesso dos agentes das 'secretas' a dados que até agora lhes eram vedados pela lei motivou de imediato críticas da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) e da CNPD. Ambos entendem que a matéria deve ser alvo de amplo debate público, pois estão em causa dados sensíveis e o acesso aos mesmos pode pôr em causa o princípio constitucional da reserva da vida privada.
Mas nem todos são contra a proposta de lei que quer reforçar os poderes legais do Serviço de Informações da República Portuguesa (SIRP). António Martins, ex-presidente da ASJP, há anos que defende não fazer sentido que as 'secretas' portuguesas sejam as únicos na Europa sem acesso legal a determinadas informações. “Sabemos que existe uma realidade que vai para além daquela que são as circunstâncias legais deste serviço. É preferível que as coisas sejam claras, que haja responsabilização do cumprimento de regras claras e que estas permitam que o sistema funcione com controlo judicial, e não em roda livre”, explica ao SOL António Martins. O magistrado nem sequer é contra a possibilidade de se fazerem escutas, desde que com controlo judicial. “Enquanto cidadão, prefiro estar num país em que o funcionamento destes serviços tem regras”.
O diploma do Governo revê também o enquadramento legal do estatuto de pessoal e remuneratório. O objectivo é derrubar um estatuto em vigor desde 1991 e aprovar um novo em que os salários e a progressão na carreira se aproximarão mais dos que já vigoram na Polícia Judiciária e no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. Além do salário, os 'espiões' terão direito a um suplemento que integrará a remuneração de base e será pago 14 vezes por ano.
Perda de direitos em caso de acusação criminal
Para evitar situações como a de Silva Carvalho - o ex-director do SIED acusado de passar informações secretas a uma empresa privada e que paralelamente reivindica nos tribunais o direito a ser reintegrado na Presidência de Conselho de Ministros -, o diploma prevê que, quando for movida uma acusação contra um agente por crime sujeito a pena superior a três anos, esse direito à integração perde-se automaticamente.
fonte: Sol
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segunda-feira, 8 de junho de 2015
O novo senhor Bilderberg

Durão Barroso vai ocupar o lugar de Francisco Pinto Balsemão no comité de diretores de um dos clubes mais influentes e secretos do mundo: o Bilderberg. Mas o ex-líder da Comissão Europeia é um homem da casa.
No dia 11 de junho, quando entrar na sala do Hotel Interalpen, nos Alpes austríacos, para participar na 63.ª reunião do Clube Bilderberg, José Manuel Durão Barroso não será um desconhecido nem para os convidados, que seguiram o seu percurso na presidência da Comissão Europeia, nem para o conselho de diretores (steering committee) do grupo, que chegaram a escolhê-lo para orador. Na verdade, esta será a quinta ou sexta presença (há informações dúbias sobre o ano de 2007) do antigo primeiro-ministro naquele fórum, lado a lado com alguns dos homens e mulheres mais influentes do mundo. A primeira de todas foi em 1994, ainda como ministro dos Negócios Estrangeiros. Tinha 38 anos.
Francisco Pinto Balsemão tomou a decisão de abandonar a direção do clube aos 77 anos, 33 reuniões e mais de 30 anos depois de ter iniciado funções, e escolheu Durão Barroso, de 59, para seu sucessor. "Achei que era altura de dar lugar a outro português", disse, sem mais explicações, o militante número 1 do PSD, que cumpriu oito mandatos de quatro anos, tornando-se um dos membros mais antigos do comité.
A passagem de testemunho era fácil de prever. "Eles têm uma relação próxima, fruto de admiração mútua. Por isso, para mim, faz todo o sentido. Não haveria outro português melhor para ser escolhido", reflete Nuno Morais Sarmento, ex-ministro da Presidência e ele próprio um 'bilderberger'. Acresce que de acordo com listas oficiosas de participantes, nenhum outro 'bilderberger' português, à exceção do próprio patrão da Impresa, participou em tantas reuniões como Durão.
Vítor Constâncio foi três vezes convidado (duas delas antes do consulado Balsemão, 1978 e 1979). E só outros sete portugueses é que repetiram a proeza, entre eles Medeiros Ferreira (1977, 1980 e 1981), António Guterres (1990 e 2005) e Ricardo Salgado (1997 e 1999).
No livro O Último Banqueiro lê-se que o fundador destes encontros, Bernardo da Holanda, era "visita assídua em casa de Manuel Espírito Santo, o tio-avô de Ricardo Salgado, que liderou o BES até 1973". Manuel foi, aliás, um dos únicos três portugueses que, antes de 1974, participou nestas reuniões.
A origem do grupo
As cimeiras deste clube de poderosos a quem já chamaram um "governo-sombra mundial" começaram na Holanda, em 1954, no Hotel Bilderberg (é daí que vem o nome). Na página oficial do grupo na internet lê-se que "Bilderberg é uma conferência anual de três dias que fomenta o diálogo entre a América do Norte e a Europa".
Ano após ano, uma média entre 120 ou 150 chefes de Estado, governantes, militares, empresários, banqueiros, jornalistas e até ambientalistas juntam-se neste fórum para discutirem temas atuais, "de dimensão internacional", como diz Morais Sarmento. Sempre com um grau de interesse superior. "O nível de informação de cada um dos presentes é a garantia de que qualquer tema ali discutido vai ter interesse, dimensão e novidade."
As reuniões são restritas, não implicam votações ou quaisquer resoluções políticas e o seu conteúdo é secreto. A regra de sigilo que se aplica a Bilderberg chama-se ?Clatham House Rule e diz que "os participantes são livres para usar a informação recebida, sem revelar a identidade do orador ou de qualquer outro participante".
Em fevereiro de 2010, foram divulgadas as listas, ano a ano, com os nomes de todos os participantes nos encontros, desde sempre, e respetivos locais das reuniões. A recolha da informação foi feita por investigadores de um site chamado Public Intelligence. Os nomes são imponentes: Christinne Lagarde, Jean Claude-Trichet, Mario Draghi, Bill Clinton, Tony Blair, Paul Wolfowitz, Bill Gates, Margaret Thatcher, David Cameron, Gerard, Schröeder, John Kerry, Angela Merkel, entre muitos outros. E alguns são repetentes.
Durante muitos anos, as reuniões de Bilderberg eram secretas, mas atualmente já são divulgados os pontos de ordem dos encontros.
A reunião portuguesa
Foi só a meio dos seus mandatos que Francisco Pinto Balsemão conseguiu trazer os 'bilderbergers' a Portugal. O encontro realizou-se de 3 a 6 de junho de 1999, no Hotel Penha Longa (Sintra). Ao todo, foram dez os portugueses a participar na cimeira. Como sempre, o autor dos convites [Balsemão], esforçou-se por ter personalidades do arco da governação e dos setores mais proeminentes da sociedade, em equilíbrio.
Daniel Estulin, um jornalista espanhol que editou um livro com as suas teorias da conspiração sobre o clube, diz que o militante número um do PSD é "o mais importante 'bilderberger' português" e um "membro-chave do comité de decisão" do clube. "Presidentes e primeiros-ministros vão e vêm, mas Balsemão permanece", disse Estulin em entrevista ao jornal Semanário, em 2006.
Morais Sarmento conta que Durão Barroso costumava dizer, ainda antes de chegar à Comissão Europeia, que havia alguns portugueses importantes na cena internacional por circunstâncias políticas, outros económicas, mas que nenhum existia, lá fora, como Balsemão.
'O senhor Bilderberg' português não costuma falar sobre o assunto. Mas em 2013, no programa da SIC Quem Diria, explicou os critérios subjacentes à escolha dos convidados. "Cada membro do comité diretor tem os critérios. Procuramos convidar pessoas que ou já têm influência ou que nós entendemos que poderão vir a ter relevância política, social, cultural", justificou.
A verdade é que todos os que, em Portugal, foram, são ou têm perspetivas para virem a ser alguém relevante passaram por uma reunião do Clube Bilderberg. É preciso muito faro para escolher os convidados. "Estou certo de que Durão Barroso também vai ter a sensibilidade para saber fazer essa leitura", antecipa Nuno Morais Sarmento.
Ausências notadas
Ainda na SIC, Balsemão confidenciou que o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho já foi convidado para uma reunião, mas "não pôde ir". O mesmo confirma o ex-líder da JSD na sua mais recente biografia consentida 'Somos o que escolhemos ser', da autoria de Sofia Aureliano.
Desde 1983, altura em que o patrão da Impresa entrou para o clube, só outros dois primeiros-ministros (além de Passos) não foram a Bilderberg: Mário Soares e ?Cavaco Silva. O que não deixa de ser estranho, já que vários ministros dos seus governos passaram por lá.
Carlos Pimenta, ex-eurodeputado e antigo secretário de Estado do Ambiente, foi um dos governantes cavaquistas a ir a uma reunião, em 1991, em Baden Baden, na Alemanha. "Participei numa reunião há 25 anos. O mundo mudou tanto (ainda existia União Soviética nessa altura) que as minhas memórias já são só isso mesmo, memórias", disse à VISÃO, que lhe pediu um testemunho sobre o novo senhor Bilderberg.
Sobre Balsemão, Carlos Pimenta ainda acrescentou que é "das figuras públicas" que mais admira em Portugal, como tem dito em várias ocasiões. E escusou-se a qualquer outro comentário. "Mais não gostaria de dizer, pois entraríamos num campo meramente subjetivo."
Considerações sobre o clube
Outro português 'bilderberger', Marcelo Rebelo de Sousa, falou sobre o clube em 2011, respondendo a questões dos telespetadores do canal TVI24. "Fui convidado, tal como dois gestores portugueses, quando era presidente do PSD. Sei que antes de mim tinha sido convidado António Guterres e sei que líderes da oposição, primeiros-ministros e figuras da vida económica e empresarial também têm sido convidadas".
Sobre os objetivos das reuniões, Marcelo disse apenas que a ideia é conhecer melhor quem tem protagonismo em cada país e permitir-lhe participar em debates interessantes sobre a atualidade. "Perguntam: há qualquer coisa de especial, de patológico, que se passe? Eu não notei. Fica algum vínculo de rede americana? Também não notei."
A contrariar a ideia de que há uma rede viva a ligar os 'bilderbergers', António Nogueira Leite, que participou no encontro de 2011, assume à VISÃO que ainda "não fazia ideia da saída do dr. Balsemão". Sobre o sucessor, não tem reservas. "De qualquer modo, a indicação do dr. Barroso parece-me particularmente acertada, em função do seu vasto curriculum na cena internacional."
O novo 'senhor bilderberg' português toma posse na próxima reunião do clube, de 11 a 14 de junho, nos Alpes.
É um 'bilderberger'? Confirme aqui
Lista de todos os portugueses que participaram nas reuniões do clube desde 1983: Só Balsemão esteve em todas. A informação, oficiosa, é do site Public Intelligence
1983: Bernardino Gomes, Rogério Martins e José Luiz Gomes
1984: André Gonçalves Pereira e Rui Vilar
1985: Torres Couto e Ernâni Lopes
1986: Leonardo Mathias e Artur S. Silva
1987: José Eduardo Moniz e Faria de Oliveira
1988: Vítor Constâncio e Lucas Pires
1989: Rui Machete e Jorge Sampaio
1990: João de Deus Pinheiro e António Guterres
1991: Carlos Monjardino e Carlos Pimenta
1992: António Barreto e Roberto Carneiro
1993: Nuno Brederode Santos e Faria de Oliveira
1994: Durão Barroso e Miguel Veiga
1995: Mira Amaral e Maria Carrilho
1996: Margarida Marante e António Vitorino
1997: António Borges e Galvão Teles
1998: Vasco Pereira Coutinho, Marcelo Rebelo de Sousa e Miguel Horta e Costa
1999: Ferreira do Amaral, João Cravinho, Marçal Grilo, Vasco de Mello, Murteira Nabo, Ricardo Salgado, Jorge Sampaio, Artur S. Silva e Nicolau Santos
2000: Teresa Patrício Gouveia
2001: Guilherme d'Oliveira Martins e Vasco Graça Moura
2002: António Borges e Elisa Ferreira
2003: Durão Barroso e Ferro Rodrigues
2004: P. Santana Lopes e José Sócrates
2005: Nuno Morais Sarmento, António Guterres e Durão Barroso
2006: Aguiar Branco e Augusto Santos Silva
2007: Leonor Beleza e Durão Barroso (não confirmado)
2008: Rui Rio e António Costa
2009: Manuela Ferreira Leite e Manuel Pinho
2010: Paulo Rangel e Teixeira dos Santos
2011: António Nogueira Leite e Clara Ferreira Alves
2012: Luís Amado e Jorge Moreira da Silva
2013: Paulo Portas e António José Seguro
2014: Paulo Macedo e Inês de Medeiros
fonte: Visão
quinta-feira, 4 de junho de 2015
FBI está a usar aviões para espiar americanos

Segundo a Associated Press, o FBI está a usar uma frota de pequenos aviões capazes de voar a baixas altitudes, com tecnologia de vigilância. A operação decorre com recurso a várias empresas fictícias
Fontes das autoridades norte-americanas confirmaram, pela primeira vez, o uso de aviões com equipamento de vigilância. Em 30 dias, o FBI vigiou mais de 30 cidades em 11 estados, segundo a Associated Press.
"O programa de aviação do FBI não é secreto", reagiu o porta-voz Christopher Allen, em comunicado. "Aviões específicos e as suas capacidades são protegidos por razões de segurança operacional", acrescentou, sublinhando que os aparelhos "não foram equipados, concebidos ou usados para vigilância de massas",
De acordo com a agência noticiosa, por detrás dos aviões estão, pelo menos, 13 empresas falsas, como a FVX Research, a KQM Aviation, a NBR Aviation e a PXW Services, mas as fontes do FBI pediram que não fossem revelados os nomes das companhias, sob pena de sobrecarregar os contribuintes com o custo de criar novas empresas fictícias para encobrir o envolvimento do Governo e de colocar em risco os próprios aviões. A AP, no entanto, recusou o pedido, alegando que os nomes estão listados em documentos públicos e bases de dados governamentais.
Alguns dos aviões podem também ter tecnologia capaz de identificar milhares de pessoas através dos seus telemóveis, mesmo que não estejam a fazer a uma chamada e mesmo sem estarem em público.
A AP identificou pelo menos 50 aparelhos e mais de 100 voos desde o final de abril, tanto em grandes cidades como em zonas rurais.
Ainda segundo a agência, o secretismo em torno deste programa de vigilância é de tal ordem que os procuradores são encorajados a desistirem dos casos em vez de revelarem abertamente o uso da tecnologia para a obtenção de provas.
fonte: Visão
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segunda-feira, 1 de junho de 2015
NSA quer identificar pessoas através dos toques nos ecrãs de telemóveis
O swipe é uma popular forma de desbloqueio do smartphone. A NSA tem em marcha o desenvolvimento de tecnologias que permitam associar cada gesto a um utilizador.
A NSA está a colaborar com a Lockheed IT and Security Solutions para desenvolver uma tecnologia de reconhecimento de gestos, como o swipe ou a escrita no ecrã tátil. A agência de espionagem pretende que este método seja usado para identificar os utilizadores, noticia o Hacker News.
O desenvolvimento da tecnologia foi confirmado por executivos da Lockheed que adiantaram o nome de código do projeto, Mandrake. «Ninguém tem o mesmo toque. É possível forjar a escrita de uma pessoa em duas dimensões, mas não é possível fazê-lo em três ou quatro dimensões», disse John Mears.
A terceira dimensão é a pressão exercida sobre o ecrã e a quarta dimensão é o tempo. Será difícil, se não impossível, forjar o swipe de um utilizador, se estas quatro dimensões estiverem a ser analisadas.
Mears explica que a tecnologia está pronta a ser colocada no mercado e que até pode já estar a ser usada pela NSA como parte do programa de vigilância e de recolha de dados.
Ainda não há confirmações oficiais por parte da NSA ou de agências como o FBI sobre se este tipo de tecnologias já existe e se está a ser usado na vida real.
fonte: EI
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quinta-feira, 28 de maio de 2015
Balsemão escolhe Durão Barroso para lhe suceder em Bilderberg

Patrão da Impresa deixa o poderoso clube internacional ao fim de 32 anos. "É altura de dar lugar a outro português", afirmou ao PÚBLICO.
Ao fim de 32 anos, Francisco Pinto Balsemão vai deixar o restrito clube de Bilderberg e já escolheu o seu sucessor no steering committee, o conselho director que organiza os encontros anuais. Será José Manuel Durão Barroso, o ex-presidente da Comissão Europeia e antigo primeiro-ministro português entre 2002 e 2005, que o irá substituir, apurou o PÚBLICO.
O novo nome português do steering committee, escolhido pelo patrão da Impresa, terá ainda de ser aprovado pelos restantes membros. Espera-se que Durão Barroso assuma o cargo depois da reunião anual do clube Bilderberg, marcada para os Alpes austríacos para daqui a duas semanas – poucos dias depois e a alguns quilómetros do local do encontro do G7, na Alemanha.
Ao PÚBLICO Francisco Pinto Balsemão confirmou a sua decisão de abandonar o steering committee de Bilderberg, assim como a escolha de Durão Barroso. “Achei que era a altura de dar lugar a outro português”, limitou-se a justificar o também fundador do PSD, que poderá continuar a ser convidado para participar em conferências anuais daquele clube restrito.
Durão Barroso já conhece os cantos à casa: foi convidado em 2003 e 2005 e manteve uma ligação como consultor. Há dez anos que ninguém repete o convite.
Balsemão parece gostar de escolher os seus sucessores – fê-lo no grupo de media que fundou, a Impresa, ao passar o poder executivo para Pedro Norton há dois anos, e agora decide abandonar o palco internacional nomeando quem fica no seu lugar. Francisco Pinto Balsemão é membro do steering committeehá 32 anos – fez oito mandatos de quatro anos, quando o habitual é metade –, sendo, por isso, dos mais antigos membros daquele conselho director. Em 1999 organizou na Penha Longa, em Sintra, a única reunião em Portugal.
Quase tudo é decidido e discutido em segredo neste clube. O local da reunião anual costuma ser anunciado com poucos dias de antecedência, assim como os nomes dos convidados, e os temas abordados são divulgados sob a forma de tópicos no site da organização. Os participantes não podem divulgar o conteúdo das reuniões e impera o princípio da Chatham House Rule – podem usar a informação discutida, mas sem atribuir a sua origem. Normalmente acabam mesmo por não comentar os encontros.
Clube de poderosos
O steering committee é um órgão intermédio daquela organização. Trata-se do conselho director das reuniões de Bilderberg, que realiza habitualmente duas reuniões por ano, e que escolhe os grandes temas e oradores da conferência anual. É para esta conferência que os conselheiros levam convidados do seu país de origem.
Na estrutura do clube, e abaixo deste conselho director, existe um outro nível de ligação a Bilderberg, constituído por personalidades que prestam algum tipo de consultoria ao steering committee, e que podem já ter passado (ou não) pelas reuniões anuais. Acima está o steering: é constituído por 33 filiados no clube, entre os quais Balsemão, é presidido por Henri de Castries, o presidente executivo do grupo Axa, e tem o magnata norte-americano David Rockfeller como conselheiro.
Os nomes e as referências profissionais disponíveis no site oficial – são políticos, académicos de renome, empresários e gestores de topo e de empresas de peso internacional – mostram a importância daquele órgão. São os membros do steering committee que fazem os convites aos participantes que vão mudando todos os anos.
Acima deste conselho estará ainda um restrito advisory group, com apenas nove membros e que Rockfeller também integra.
Convidados portugueses de peso
Balsemão, que entrou em Bilderberg em 1983 (acredita-se que por alguma influência de Medeiros Ferreira, que fora ministro dos Negócios Estrangeiros), costuma convidar uma personalidade mais à esquerda e outra à direita. Ainda não se conhecem as duas personalidades deste ano, mas o social-democrata tem tido dedo para a escolha de nomes que acabam por ganhar depois relevância política na vida nacional.
Pela sua mão já ali passaram todos os antigos primeiros-ministros (alguns antes de o serem, como foi o caso de Pedro Santana Lopes e José Sócrates, ambos em 2004), assim como praticamente todos os líderes do PS e do PSD – excepto Passos, que foi convidado, mas acabou por não ir.
Mas também gestores como Ricardo Salgado, António Borges, Vasco de Mello, Murteira Nabo, Artur Santos Silva, Vasco Pereira Coutinho ou Miguel Horta e Costa. Jornalistas como Clara Ferreira Alves, Nicolau Santos, Margarida Marante ou José Eduardo Moniz. E políticos, muitos políticos – António Guterres, Jorge Sampaio, Rui Machete, Deus Pinheiro, António Vitorino, Ferro Rodrigues, Paulo Portas, Leonor Beleza, Rui Rio, António Costa, Manuela Ferreira Leite, Teixeira dos Santos, Paulo Rangel, Nogueira Leite, Luís Amado ou Jorge Moreira da Silva.
fonte: Público
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Espionagem alemã forneceu enormes quantidades de informações à NSA norte-americana

O Serviço federal de informação (BND) alemão Fotografia © EPA/DIETHER ENDLICHER
A espionagem alemã entregava com regularidades enormes quantidades de metadados, informação sobre chamadas telefónicas, mensagens de texto e correios eletrónicos, aos seus homólogos dos Estados Unidos, referiu hoje a edição digital do diário Zeit.
De acordo com as atas secretas consultadas pela publicação, o Serviço federal de informação (BND) alemão, responsável pela espionagem externa, chegou a entregar 1.300 milhões de metadados por mês à Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos.
O BND recolhia uma enorme quantidade de metadados, eliminava os que respeitavam a alemães -- presumivelmente para cumprir a legislação germânica - e enviava os restantes dados para os serviços de informações norte-americanos, refere o jornal.
A informação coincide com o denunciado há dois anos pelo ex-analista da CIA Edward Snowden, quando revelou os numerosos programas de espionagem dos Estados Unidos à escala global, e ainda as escutas dirigidas a líderes internacionais, incluindo a chanceler alemã Angela Merkel.
Snowden referiu que em dezembro de 2012 o BND entregou à NSA 500 milhões de metadados, com a informação do Zeit a confirmar a regularidade do envio das informações.
Esta foi a última revelação relacionada com a componente alemã da espionagem norte-americana, um escândalo que foi reativado recentemente com novas informações que estão a colocar sobre pressão a própria Merkel e alguns dos seus ministros, incluindo o atual titular do Interior, Thomas de Maizière, que terá assegurado que o Executivo não tinha conhecimento da espionagem industrial dos EUA na Alemanha, quando depois publicou indícios do contrário.
Merkel referiu-se segunda-feira a esta polémica, reiterando a estratégia que Berlim manteve até ao momento: recordar que se tratam se assuntos classificados sobre os quais não se podem pronunciar, e assegurar que o seu Executivo nunca mentiu.
A chefe do Governo alemão mostrou-se disposta a comparecer perante uma comissão parlamentar que investiga a espionagem dos EUA em território alemão, apesar de o presidente da comissão sobre os segredos oficiais ter antes sugerido a sua comparência perante o Bundestag (câmara baixa do parlamento).
fonte: Diário de Noticias
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