RELÓGIO DO APOCALIPSE

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Responsáveis de Fukushima ignoraram relatório que alertava para os perigos em caso de tsunami















Os responsáveis pela gestão da central nuclear de Fukushima ignoraram um relatório, emitido em 2008, que alertava para os possíveis riscos e danos no caso de um tsunami atingir a região. A Tepco, empresa encarregue de gerir a central, recebeu um relatório interno que alertava para os efeitos de um tsunami de dimensões semelhantes ao que assolou o Japão, em Março.

O relatório, datado de 2008, informava os responsáveis da Tepco que a central de Fukushima não estava devidamente preparar para resistir aos efeitos de um tsunami que produzisse ondas que rondassem os 10 metros de altura. Assim, a empresa terá ignorado o relatório que alertava para os perigos colocados à central nuclear caso ocorresse um tsunami.

Em Março, o sismo e subsequente tsunami ergueram ondas com mais de 14 metros que acabariam por causar danos severos à estrutura da central de Fukushima, que não conseguiu impedir as fugas radioactivas que obrigaram o governo japonês a evacuar a região num raio de 30 quilómetros.

De acordo com o The Guardian, na altura os responsáveis consideraram que o relatório continha estimativas «irrealistas», desconsiderando as medidas que evocava. Hoje, o diário britânico revela que Masao Yoshida, director da central desde 2008, vai começar a ser tratado a uma «doença não especificada».

A Tepco já clarificou que a doença de Yoshida não está relacionada com a central de Fukushima, mas vários rumores têm apontado que o gestor estará a lutar contra os efeitos da exposição à radiação nuclear.

Apesar de Masao Yoshida ser o responsável pela gestão da central desde a altura em que o relatório foi alegadamente ignorado, o dirigente tem recebido elogios pela forma como lidou com a catástrofe em Fukushima.

Nos dias e semanas que sucederam o tsunami, foi Yoshida quem ordenou que fosse utilizada água do mar para arrefecer os reactores da central, face aos danos que tinham sido causados nos sistemas de arrefecimento.

fonte: Sol

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Operação #AntiSecPT: dia 1 de Dezembro começa uma nova revolução


fonte: Tugaleaks

Hackers querem ataques colectivos a partir de 1 de Dezembro


























O texto incita a uma "desobediência civil" na Internet

O grupo LulzSec Portugal, responsável pela divulgação de dados de agentes da PSP, está a convidar hackers portugueses a juntarem-se em acções de ataques informáticos e de divulgação de dados, numa operação para arrancar a 1 de Dezembro.

Num texto publicado hoje, o LulzSec Portugal afirma que vai juntar-se ao Anonymous Portugal (ambos inspirados nos grupos internacionais homónimos), para dar início ao que chamam a operação #AntiSecPT (mais uma vez, inspirada numa operação semelhante a nível internacional).

Os autores do texto incitam os “auto-didatas, e hackers a espalharem pelo nosso país, assinando anonimamente em nome do movimento #AntiSecPT, em defacements [alterações a sites], ataques DDOS [ataques que visam tornar um site inacessível] e leaks [fugas de informação], que exponham online a corrupção”. 

A mensagem encoraja ainda acções fora da Internet: “Apelamos que seja espalhado em graffitis pelas paredes, pela música, por vídeos e textos o combate à corrupção em nome do movimento #AntiSecPT”. Os autores, porém, fazem um apelo ao afastamento das acções de rua: “Convidamos os Anonymous com conhecimentos de informática a afastarem se das manifestações e a juntarem se a nós para uma ‘desobediência civil’ online”.

O texto foi publicado no site TugaLeaks, que tem vindo a divulgar informação sobre este género de acções em Portugal.

De acordo com a mensagem, o principal motivo da operação agendada para o próximo mês parecem ser os incidentes com a polícia ocorridos durante o dia da greve geral. “Houve denúncias e houve testemunhas que presenciaram agentes policiais à paisana a agredir e a prender injustamente um jovem, mas as inter-redes não ficaram em silêncio. Iremos denunciar os chefes policiais que obrigam a polícia no terreno a agredir os seus irmãos e irmãs que protestam pacificamente.”

Contactados por email, os responsáveis pelo texto não responderam até à hora de publicação deste artigo. Na sexta-feira passada, os LulzSec escusaram-se a responder a questões do PÚBLICO, “Neste momento não estamos dispostos a dar entrevistas”, disseram.

Ao PÚBLICO, o advogado Manuel Lopes Rocha, especializado na área das tecnologias de informação, explicou que os ataques registados recentemente aos sites portugueses, e que são do mesmo género daqueles a que os LulzSec agora incitam, podem ser punidos ao abrigo da Lei do Cibercrime, que, entre outros, prevê crimes de sabotagem informática, dano de sistemas informáticos e de acesso ilegítimo. Nos casos mais graves, a pena pode ir até aos dez anos de prisão.

fonte: Público

Lulzsec Portugal revela dados de 107 agentes da PSP
































O grupo de hackers Lulzsec ameaça revelar "os dados de todos os agentes da PSP, esquadra a esquadra, indivíduo a indivíduo, a começar pela esquadra de Chelas".

A delegação portuguesa do grupo hactivista Lulzsec revelou, no passado domingo, os nomes, postos, números de identificação, locais de trabalho e cargos desempenhados, números de telefone e contactos de e-mail de 107 polícias da esquadra de Chelas, Lisboa.

De acordo com o Público, os dados foram obtidos após um ataque à Rede Nacional de Segurança de Segurança Interna, que integra os dados de todas as corporações de segurança e proteção civil que são tuteladas pelo Ministério da Administração Interna (MAI).

O ataque e consequente fuga de informação na Net surgiram como retaliação dos confrontos registados entre polícias e manifestantes na escadaria da Assembleia da República, no dia da greve geral (24 de novembro).

O ataque foi reivindicado com um pequeno texto e a publicação de um link que encaminha os internautas para os dados pessoais dos 107 policiais. No texto, o Lulzsec Portugal promete dar seguimento ao ataque anunciado ontem até publicar os dados pessoais "de todos os agentes da PSP, esquadra a esquadra, indivíduo a indivíduo, a começar pela esquadra de Chelas".

A maioria dos sindicatos de polícias desconhecia o caso - mas houve quem admitisse solicitar explicações à Direção Nacional da PSP.

Por sua vez, a Direção Nacional da PSP ainda não comentou o sucedido.


Breivik é inimputável e não pode ser preso




















A avaliação psiquiátrica de Anders Behring Breivik, o autor confesso do massacre de Utoya, foi tornada pública. O Tribunal de Oslo declara Breivik demente e inimputável, o que significa que o autor do pior massacre de sempre na Noruega não vai passar um único dia na prisão.

Tarjei Rygnestad, o médico que esteve a liderar a equipa forense responsável pelo caso Breivik, disse, logo a seguir aos ataques, que era pouco provável que o homicida fosse legalmente dado como demente devido à forma cuidadosa como planeou e executou os ataques.

As conclusões que agora são tornadas públicas contradizem esta teoria inicial. De acordo com o procurador Svein Holden, os «peritos forenses concluíram que Anders Behring Breivik estava doente quando matou 77 pessoas».

Na Noruega, quando alguém é considerado como agindo dentro de um estado de psicose em que não tem contacto com a realidade e perdeu o controlo das suas próprias acções, essa pessoa é inimputável e não pode ser presa.

«Se a conclusão final for a de que Behring Breivik era irresponsável, pediremos ao tribunal, no final do julgamento, que receba tratamento mental obrigatório», declarou a procuradora Inga Bejer Engh. De acordo com a mesma, o tratamento psiquiátrico pode prolongar-se por toda a vida.

fonte: Sol

Absolvido director de jornal que comparou Jardim a Hitler


Capa do jornal que motivou a queixa em tribunal

O tribunal Judicial do Funchal absolveu esta tarde Eduardo Welsh do crime de difamação por abuso de liberdade de imprensa, de que era acusado pelo Ministério Público, por ter publicado uma fotomontagem do presidente do governo regional da Madeira, Alberto João Jardim, com as vestes de Hitler, na capa do quinzenário “Garajau”, de que era director.

A sentença lida pelo juiz Jorge Alexandre da Silva, considerou improcedente a acusação do MP e absolveu também o acusado do pedido de indemnização civil de 5.000 euros que tinha sido formulado por Jardim.

O juiz citou jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) na interpretação extensiva do direito constitucional de liberdade de expressão quando tal direito 'colide' com o também constitucional direito à honra, ao bom nome e à imagem.

E concluiu que a personalidade de Jardim não tinha sido atingida com a caricatura que visava criticar seus actos de “intolerância” e “incitamento `a violência”, com a sua recorrente linguagem "subliminarmente agressiva" contra os adversários políticos.

Neste processo Jardim foi condenado no pagamento da taxa de justiça (510 euros).

fonte: Público

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Apple e Facebook usadas em campanha de «phishing»















Foi detectada uma nova campanha de «phishing» que usa o nome da Apple, mais concretamente do iTunes, e do Facebook para conseguir dados dos utilizadores destas plataformas online

Na campanha agora detectada os cibecriminosos usam duas formas de actuação, sendo que em ambos os casos recorrem ao envio de e-mails.

Numa das campanhas, a que usa o nome do Facebook, é enviada uma página de registo falsa ao utilizador, acompanhada da mensagem de que a sua conta será fechada no prazo de 24 horas devido a denúncias por parte de outros utilizadores. E para que tal não aconteça o solicitado o preenchimento de página de registo falsa, ficando assim os piratas na posse dos dados pessoais e dos cartões de crédito.

No caso do iTunes, é enviado um e-mail a dizer que o utilizador tem direito a 50 euros de compras nesta loja online. Mas o ficheiro ZIP que segue no e-mail contém um programa malicioso que irá dar aos piratas o acesso ao computador infectado.

Neste último caso é usada como estratégia para levar os utilizadores a abrir o ficheiro o Black Friday nos EUA, dia conhecido pelas campanhas de descontos e ofertas realizadas por várias lojas.

fonte: Sol

Indiana está há onze anos em greve de fome
















Um recorde sem paralelo no mundo, nem mesmo no país de Mahatma Gandhi. A activista indiana Irom Sharmila cumpriu no início do mês 11 anos sem comer nem beber água.

Desde 5 de Novembro de 2000 que a poetisa, hoje com 39 anos, vive numa ala de alta segurança do principal hospital do estado de Manipur. Magra, pálida, fraca, de cabelo desgrenhado, Irom encontra-se detida pelo crime de tentativa de suicídio, ali considerado um delito. 

É alimentada à força por uma sonda enfiada no nariz que lhe fornece apenas os nutrientes básicos. Cumpre sucessivas penas de um ano de prisão, o castigo máximo, porque nunca interrompeu o protesto. A cada 15 dias, e por imposição legal, é interrogada por um juiz que lhe pergunta se está disposta a comer. Responde sempre que se alimentará no dia em que for revogada uma lei que garante imunidade às forças de segurança indiana em Manipur. 

Uma guerra esquecida 

O artigo de excepção foi publicado em 1980 e teria inicialmente um carácter temporário, para permitir a acção do exército e da Polícia naquele canto do Nordeste indiano, geográfica e culturalmente mais próximo da Indochina, onde pelo menos 23 grupos separatistas e uma miríade de gangues e milícias combatem entre si e contra o Estado central. A lei mantém-se em vigor 31 anos depois e, acusam oposição e movimentos de defesa dos direitos humanos, tem encoberto um número indeterminado de casos de homicídio, tortura, violação, roubo e corrupção cometidos por militares e agentes da Polícia. 

Tal como o conflito de Manipur permanece largamente ignorado pela imprensa internacional, onde as parangonas provenientes da Índia dão sobretudo conta do milagre económico da potência emergente, a luta de Irom é eclipsada por protestos mais mediáticos como o de Anna Hazare, activista anticorrupção que esteve 12 dias em greve de fome em Nova Deli. Mas Irom conta com o apoio de um séquito de activistas locais. E com dois grandes obstáculos. Desde a primeira hora que a mãe implora pelo fim do protesto. «Só consigo chorar. Queria tanto que ela viesse para casa e que partilhássemos uma refeição», diz Shakhi Devi, de 78 anos, ao Los Angeles Times. 

Surge agora um segundo desafio. O activista goês Desmond Coutinho pediu Irom em casamento depois de a ter visto por breves instantes numa das recorrentes idas a tribunal. Para pânico dos seus apoiantes, que consideram Coutinho um «espião sexual de Nova Deli», a poetisa mostra-se entusiasmada. «Sou um ser humano normal, não sou nenhum modelo de comportamento», afirmou Irom. Por agora, a luta continua.

fonte: Sol

GOL: 47 irmãos mudam de maçonaria
















José Lamego e Fernando Pereira estão entre os que saíram do Grande Oriente Lusitano para a Grande Loja Legal

A Grande Loja Legal de Portugal (GLLP) – a maçonaria regular que muitos dizem estar ligada ao PSD – está neste momento a integrar 47 irmãos que saíram do Grande Oriente Lusitano (GOL), a outra maçonaria, mais associada ao PS. Segundo o SOL apurou junto de fontes maçónicas, há quem não se reveja na actual liderança do GOL, apesar de o novo grão-mestre – Fernando Lima, que tomou posse este Verão – ter ganho por larga maioria. 

Entre aquele grupo de 47 maçons estão algumas figuras públicas, sabe o SOL, como o cantor Fernando Pereira e o socialista José Lamego. Figuras que se juntam, na GLLP, a outros nomes conhecidos – nomeadamente, elementos do actual Executivo, como o secretário de Estado da Segurança Social, Marco António Costa, e o secretário de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território, Pedro Afonso de Paulo, que em tempos foi adjunto de Isaltino Morais (também ele maçon) no Ministério do Ambiente. 

José Moreno, grão-mestre da GLLP, admite ao SOL que neste momento estão a ser feitas «algumas regularizações a pessoas de outras obediências» – ritual que é cumprido por todos aqueles que saem de outras maçonarias –, mas recusa confirmar nomes ou prestar mais esclarecimentos. 

Os rituais que estão a ser seguidos pelos 47 irmãos passam por um juramento sobre um livro sagrado (no caso, a Bíblia), não necessitando já de uma cerimónia de iniciação, como sucede com os que entram pela primeira vez. Ao mesmo tempo, os que estão a vir do GOL irão passar pelas diversas etapas (aprendiz, companheiro e mestre) num prazo muito mais curto. «Em vez de estarem um ano em cada etapa, estão um mês», explica um maçon. 

Além de receber os elementos que estão a sair do GOL, a Grande Loja Legal prepara-se também para integrar os irmãos que pertenciam à Loja do Sino (envolvida no caso Moderna) e que está em processo de extinção. 

O caso levou mesmo à demissão do mestre da Loja do Sino, Libânio Reis, que não concordou com o processo, nem terá gostado da forma como depois decorreu. «Confirmo ter renunciado no passado dia 18 de Outubro, fazendo simultaneamente o ‘quite’ da associação, tendo então explicado aos obreiros as minhas razões. Por ser um assunto interno e por já não pertencer à associação, é para mim um assunto encerrado» – disse Libânio Reis ao SOL, recusando dar mais esclarecimentos por não querer reabrir o assunto «na praça pública». Os restantes elementos (cerca de 200) serão espalhados pelas várias lojas existentes na GLLP, mas não terão por agora lugares de topo na hierarquia. 

À procura de nova sede 

O aumento do número de maçons da GLLP – que segundo José Moreno tem 78 lojas activas – está a tornar pequena a sua actual sede, no bairro de Alvalade. «Estamos a crescer. E já não temos capacidade. Por isso, estamos à procura de edifícios em Lisboa e no Porto», adianta José Moreno, esclarecendo que está em negociações com a Câmara de Lisboa, com vista à cedência de um prédio devoluto. «Nós damos lhe vida, reabilitamo-lo», explica o grão-mestre, que ainda não gostou de nenhum dos prédios e palacetes que viu – ou por estarem muito degradados ou por envolverem obras de mais de um milhão de euros. 

Na audiência que teve com António Costa, o grão-mestre explicou que o objectivo é não só ter uma sede «com dignidade», como também abrir uma biblioteca e um museu da maçonaria.

fonte: Sol

"A austeridade é uma receita para o suicídio"

























O prémio Nobel da Economia alerta que as políticas de austeridade são uma receita para "menos crescimento e mais desemprego".

Stiglitz, que também foi vice-presidente do Banco Mundial, afirmou na quinta-feira que a adopção dessas políticas "correspondem a um suicídio" económico.

"É preciso perceber-se que a austeridade por si só não vai resolver os problemas porque não vai estimular o crescimento", afirmou Stiglitz, num encontro com jornalistas na Corunha, em Espanha, onde proferiu a conferência "Pode o capitalismo salvar-se de si mesmo?", noticia a Efe.

O economista sugeriu ao novo governo espanhol que vá "além da austeridade" e que proceda a uma reestruturação das despesas e da fiscalidade como medida básica para criar emprego.

Recomendou em particular uma fiscalidade progressiva e um apoio ao investimento das empresas.

"Temo que se centrem na austeridade, que é uma receita para um crescimento menor, para uma recessão e para mais desemprego. A austeridade é uma receita para o suicídio", afirmou.

Para o Nobel da Economia de 2001, "a menos que Espanha não cometa nenhum erro, acerte a cem por cento e aplique as medidas para suavizar a política de austeridade, vai levar anos e anos" a sair da crise.

O antigo vice-presidente do Banco Mundial disse que as reformas estruturais europeias "foram desenhadas para melhorar a economia do lado da oferta e não do lado da procura", quando o problema real é a falta de procura.

Por isso, rejeitou as propostas a favor de mais flexibilidade laboral: "Se baixamos os salários, vai piorar a procura e a recessão", alertou Stiglitz, defendendo que "é necessário" que a flexibilidade seja acompanhada por "compensações do lado da segurança" para os trabalhadores.

"Em economia, há um princípio elementar a que se chama efeito multiplicador do orçamento equilibrado: se o governo sobe os impostos mas, ao mesmo tempo, gasta o dinheiro que recebe dos impostos, isto tem um efeito multiplicador sobre a economia", explicou, apresentando a sua receita para sair da crise.

fonte: Económico

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