RELÓGIO DO APOCALIPSE

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

FMI: Crise da dívida provoca perdas potenciais de 300 mil milhões nos bancos europeus























FMI alerta que os mercados "começam a duvidar da capacidade" dos líderes políticos "para tomarem as decisões necessárias" com vista a enfrentar o aumento dos riscos na estabilidade financeira.

Na Zona Euro, o FMI nota que as pressões da crise da dívida "ameaçam reiniciar um ciclo adverso entre o sector financeiro e a economia real".

As estimativas do FMI apontam para que o impacto directo da crise de dívida soberana dos países europeus, nos bancos da União Europeia, totalize já 200 mil milhões de euros desde o início da crise em 2010 (ver imagem em baixo).

Esta estimativa de perdas potenciais não contempla as necessidades de reforço de capital, nem a exposição dos bancos a outras entidades financeiras da região. Incluindo as perdas relacionadas com o sector financeiro, as expectativas do FMI apontam para que as perdas potenciais totais somem 300 mil milhões de euros, o equivalente a quase o dobro do PIB nacional.

Deste total de perdas potenciais, devido à expoisção dos bancos a obrigações soberanas, que têm registado quedas acentuadas, 60 mil milhões de euros dizem respeito à dívida soberana da Grécia. Incluindo Portugal e Irlanda, as perdas potenciais avançam para 80 mil milhões de euros, enquanto se for incluída a dívida soberana da Bélgica, Espanha e Itália (países afectados mais tarde pela pressão dos mercados), o impacto directo na banca europeia sobe para 200 mil milhões de euros.

Num capítulo do relatório, com uma análise mais detalhada às perdas potenciais dos bancos europeus com dívida soberana, o FMI discrimina os valores por país. Tendo por base os “spreads” no mercado de CDS, os bancos europeus apresentam uma perda potencial de 17 mil milhões de euro com a exposição que tem a dívida pública portuguesa. 

Tendo em conta a mesma metodologia, as perdas potenciais com dívida grega somam 56 mil milhões, irlandesa 7 mil milhões e belga 9 mil milhões. A exposição à dívida italiana (a mais elevada na Zona Euro em termos absolutos) representa perdas potenciais de 71 mil milhões de euros e à espanhola um total de 44 mil milhões de euros.

A soma de todos estes valores perfazem 204 mil milhões de euros (valor que o FMI arredonda para 200 mil milhões, pois os números iniciais estão todos arredondados a dezena de milhares de milhões de euros). Deste modo, o peso da dívida portuguesa nas perdas potenciais dos bancos com dívida soberana é inferior a 10%.

Os restantes 100 mil milhões de euros (para perfazerem os 300 mil milhões de euros) de impacto directo e indirecto, dizem respeito às perdas potenciais que os bancos da União Europeia apresentam com a exposição às instituições financeiras dos países da região.

"Apesar de estes números serem baseados nas avaliações de mercado do risco de crédito, pelo que podem estar sobrevalorizados, mostram que os problemas são reais", refere o FMI.

Além disso, "aumentam o risco de ocorrer uma desalavancagem mais severa, contracção no crédito e arrastamento económico, a menos que sejam tomadas medidas adequadas para contrariarem as origens do risco soberano", refere o FMI, apelando por isso a estratégias de consolidação orçamental credíveis.

Pede também que sejam tomadas medidas para enfrentar as consequências da crise para o sistema financeiro, através da melhoria da robustez dos bancos.


domingo, 25 de setembro de 2011

História da primeira mulher condenada à morte no seculo XXI


Asia Bibi, uma cristã paquistanesa, é a primeira mulher condenada à morte no século XXI. A jornalista Anne-Isabelle Tollet conta a sua história.

Estava-se em meados de Junho de 2009 e, no Punjab, faziam 45ºC. Asia Bibi trabalhava no campo para sustentar os seus cinco filhos. Fez uma pausa para matar a sede quando algumas mulheres muçulmanas a acusaram de contaminar a água do poço por ser cristã. Insultada, ripostou: «O que fez o vosso profeta para salvar os homens?». Foi o suficiente para desencadear a fúria dos aldeãos.

No dia seguinte Asia foi declarada culpada e presa por blasfémia. Em Novembro de 2010, quando o marido já preparava uma festa para a receber, a setença de pena capital por enforcamento era confirmada.

Dois homens que assumiram a causa de Asia Bibi acabaram mortos pelos radicais: o ministro das minorias Shahbaz Bahtti (dois dias depois de se ter encontrado com Hillary Clinton) e o governador do Punjab, Salman Taseer, assassinado pelo seu próprio guarda-costas com 25 tiros. Asia teve esperança de receber um indulto presidencial, que nunca chegou, e teve uma rara alegria ao saber que o Papa Bento XVI havia chamado a atenção para o seu caso na Praça de S. Pedro do Vaticano.

Anne-Isabelle Tollet é jornalista do canal France 24. Esteve na guerra do Kosovo, no Afeganistão e no Sudeste asiático depois do tsunami de 2004. Foi para o Paquistão como repórter em 2008 e regressou em Junho último. Há dois anos tomou conhecimento da história de Asia Bibi através do amigo Shahbaz Bhatti, entretanto assassinado. Agora decidiu contá-la ao mundo através do livro Blasfémia (Alêtheia). O SOL entrevistou-a em Lisboa.

Por que aceitou o convite para ir trabalhar para um país perigoso como o Paquistão?

Achei que era uma grande oportunidade. Penso que os dois países mais importantes neste momento para os jornalistas são o Paquistão e o Afeganistão.

Como mulher a viver no Paquistão lidou com o tipo de problemas que as mulheres enfrentam nas sociedades muçulmanas?

Na verdade isso facilitou as coisas. Como mulher pude encontrar-me e falar com mulheres paquistanesas, o que é impossível para um homem. E essa é uma perspectiva muito importante para compreender o país. Em segundo lugar, os muçulmanos têm medo das mulheres, em particular das ocidentais. Não queriam ter de lidar comigo. Por vezes era mais fácil para mim passar num posto de controlo. Os militares não queriam falar comigo, por isso fingiam que nem me viam. Outras vezes pude esconder-me debaixo de uma burca ou de um niqab.

Usou-os?

Usei, quando entrava numa área tribal, em Peshawar ou no vale de Swat. Mas era raro. Normalmente punha apenas um shalwar kameez e em Islamabad punha um lenço na cabeça, como Benazir Bhuto.

Segundo o seu livro, as palavras de Asia Bibi foram: «O que fez o vosso profeta para salvar os homens?». Tem a certeza de que ela não disse nada mais grave?

Tenho a certeza. Antes de escrever o livro pedi-lhe, através do marido, que era quem a visitava na prisão, que me dissesse exactamente a verdade. Eles confiaram em mim e contaram-me tudo. Disso tenho a certeza absoluta. Além disso, também entrevistei a mulher muçulmana que a acusou e ela confirmou a história.

Que tribunal decidiu isso?

Um tribunal regional. O juiz foi muito pressionado. Estava lá a aldeia em peso a exigir a pena de morte. Se o juiz não decidisse pela pena de morte seria provavelmente morto. Agora estamos à espera de um novo julgamento em Lahore, no Supremo.

Vai assistir?

Não é boa ideia. Agora eu também sou considerada blasfema. Duas outras pessoas que apoiaram Asia Bibi foram mortas. Não posso voltar ao Paquistão.

Alguma vez se encontrou com Asia Bibi?


Não, foi impossível. Pedi muitas vezes, mas as autoridades não querem que os jornalistas, muito menos uma jornalista estrangeira, falem sobre este caso. Não traz boa publicidade para o Paquistão.

Falava com ela através do marido.

Sim, e ele fazia as minhas perguntas à mulher.

O marido gravava as conversas?

Não, ele não podia ter nada durante a visita, nem mesmo um telefone. Por isso todas as semanas eu ia para a frente da prisão esperar pelas minhas respostas, para ter a certeza de que ele não se esquecia das palavras exactas.

fonte: Sol

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

BICHO DA MADEIRA


Anedotas sobre Jardim invadem redes sociais























Os portugueses têm fama de criativos quando se trata de criar anedotas sobre a actualidade. O buraco da Madeira tem dado origem às mais variadas piadas que correm céleres nas redes sociais.

Eis algumas.

OS COELHINHOS

A "estória" passa-se na Quinta da Vigia, sede da Presidência da Região Autónoma da Madeira. Um assessor informa reverentemente Alberto João Jardim que a coelha de estimação da filha de uma das empregadas tinha acabado de ter 12 coelhinhos, todos eles do PSD/Madeira. O Dr. Alberto João quis felicitar pessoalmente a menina e foi visitar a ninhada de novos militantes cuniculídeos. De imediato, a menina diz-lhe que dois coelhinhos eram do PSD/Madeira. Reacção imediata "Mas olha lá, ó buzica, a mim disseram-me que eram todos do partido". Ao que lhe responde a piquena: "Lá ser até eram sôtor, mas os outros dez já abriram os olhos"...

A JÁ CONHECIDA

Uma madeirense deu à luz um casal de gémeos e para homenagear a sua origem chamou Madeira à menina e Alberto João ao menino. Sabendo da história, o presidente do Governo Regional decidiu visitar a recém mãe. Encontrou-a a amamentar um dos bebés e a embalar o outro. E pouco receptiva ao estilo estriónico de Jardim. "Shiuuu, que se a Madeira acorda, o Alberto João já não mama mais!"

A DIFERENÇA HORÁRIA.

"São dez horas. Menos uma hora nos Açores. Menos uns milhões na Madeira."

OUTROS ÊXITOS DO FACEBOOK

Nas redes sociais não faltam imagens a ironizar com Alberto João Jardim.

Uma das mais recentes é a que pode ver na Foto 1, uma montagem sobre um anúncio de produto contra o "bicho da madeira".

Há também uma fotografia de Jardim numa pequena ilha a falar com Passos Coelho que saiu no "Inimigo Público" (FOTO 2)

E há ainda outras alusões a Alberto João Jardim, como a nova t-shirt da Cão aZul (FOTO 3).

Existe ainda um diálogo fictício no Facebook com Sócrates, Vítor Gaspar, Passos Coelho e Jardim (ver FOTO 4), que para facilitar a leitura aqui transcrevemos:

"Troika para Passos Coelho: Sr. PM, já pensou como é que vai resolver o buraco da Madeira?

"Passos Coelho: Sei lá, pá... aumenta-se os impostos! :P

"Vítor Gaspar: Segundo os meus cálculos, e se vires o powerpoint que te estou a enviar, verás que essa situação não é a mais viável...

"Vítor Gaspar: Pedro??

"Passos Coelho: eh pá, desculpa lá... dormitei um bocado...

"Vítor Gaspar: ???

"Passos Coelho: dás-me sono quando falas, que é que tu queres?!

"Vítor Gaspar: ...

"Alberto João: A cúlpa diste tude é do bastarde do Sócrates!

"Passos Coelho: oi?

"Alberto João: não percebeste, ó penteadinhe?

"Passos Coelho: fdx... tu escreves com sotaque??

"Alberto João: vocês no contenênte têm é inveja por eu ser rique, bonite e um grande presidente!

"Vítor Gaspar: bem, estive agora a fazer contas e, como podem ver no pdf que vos acabo de enviar, os valores de que estamos a falar vão precisar de um esforço por parte da despesa de cerca de

"Passos Coelho: adfdgssssssssssssssssssssssssssssssss

"Vítor Gaspar: Pedro?!?!?

"Alberto João: LOL! Adormeceu e bateu cus cornes no teclade!"

fonte: DN

Anedotas sobre Jardim invadem redes sociais


FOTO 3


FOTO 1


FOTO 2


Os portugueses têm fama de criativos quando se trata de criar anedotas sobre a actualidade. O buraco da Madeira tem dado origem às mais variadas piadas que correm céleres nas redes sociais.

Eis algumas.

A JÁ CONHECIDA


Uma madeirense deu à luz um casal de gémeos e para homenagear a sua origem chamou Madeira à menina e Alberto João ao menino. Sabendo da história, o presidente do Governo Regional decidiu visitar a recém mãe. Encontrou-a a amamentar um dos bebés e a embalar o outro. E pouco receptiva ao estilo estriónico de Jardim. "Shiuuu, que se a Madeira acorda, o Alberto João já não mama mais!"

A DIFERENÇA HORÁRIA.

"São dez horas. Menos uma hora nos Açores. Menos uns milhões na Madeira."

E há ainda outras alusões a Alberto João Jardim, como a nova t-shirt da Cão aZul (ver FOTO1).

E um diálogo fictício no Facebook com Sócrates, Vítor Gaspar, Passos Coelho e Jardim (ver FOTO 2)

Há ainda uma fotografia de Jardim numa pequena ilha a falar com Passos Coelho que saiu no "Inimigo Público" (ver FOTO3)

fonte: DN

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Explosão em central nuclear com perigo de fuga radioactiva


























Um forno explodiu hoje na central nuclear de Marcoule, no sul de França, provocando risco de fuga radioativa, informaram fontes dos bombeiros e da Câmara Municipal. Segundo o jornal francês Le Figaro o incidente fez um morto e três feridos

Um forno explodiu esta segunda-feira numa central nuclear - mais especificamente numa estação de tratamento de resíduos radioactivos da EDF (Electricité de France) - em Marcoule nuclear no sul da França, causando risco de fuga radioactiva, informaram as autoridades francesas e os bombeiros.

"No momento não há nenhuma fuga para o exterior", disse à AFP um porta-voz da Comissão de Energia Atômica (CEA).

Foi criado um perímetro de segurança para evitar o risco de fuga. Para já os bombeiros não foram capazes de fornecer uma qualquer avaliação do incidente. Tão pouco a Câmara Municipal pode neste momento avançar com alguma informação sobre o sucedido.

fonte: DN

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