RELÓGIO DO APOCALIPSE

domingo, 11 de setembro de 2011

11 de Setembro: teorias da conspiração ou realidade?























Uma das teorias da conspiração defende que teriam sido colocados explosivos nas torres do World Trade Center

Explosivos colocados nas torres, a encenação do voo 93 e os supostos quatro mil judeus que não foram trabalhar no dia do ataque são algumas das teorias da conspiração existentes.

Quando a realidade ultrapassa a ficção, como nos atentados de 11 de Setembro de 2001 em Nova Iorque, as explicações nunca são simples e as teorias da conspiração encontram terreno fértil.

A mão da administração de George W. Bush nos atentados, para justificar restrições draconianas às liberdades individuais e intervenções em países islâmicos, os atentados terem sido obra dos serviços secretos israelitas, ou o colapso das torres do World Trade Center ter sido provocado por explosivos e não pelo impacto de aviões sequestrados, estão entre as teorias da conspiração mais difundidas e persistentes sobre os ataques de há 10 anos.

A magnitude da catástrofe e o sentimento de vulnerabilidade que provocou parecem ter exigido outras explicações, mais obscuras e sinistras, para além de que uma organização terrorista, criada por um milionário saudita radical empenhado numa "guerra santa" contra o ocidente, tenha conseguido um golpe sem precedentes no coração da maior potência mundial parece não ser suficiente.

Drama do voo 93 seria encenado

Os factos apurados sobre os atentados indicam que a 11 de setembro de 2001 dois aviões pilotados por membros da Al-Qaida embateram nas torres gémeas, fazendo ruir os edifícios e matando 2753 pessoas. Um terceiro aparelho chocou com o Pentágono, em Washington, causando 184 mortes, e um quarto avião despenhou-se na Pensilvânia, matando mais 40 pessoas.

Uma das teorias da conspiração mais elaboradas defende que o drama do voo 93 - o quarto avião sequestrado, que se despenhou num campo depois de os passageiros terem lutado com os sequestradores - foi encenado.

A teoria da conspiração alega que o avião aterrou em segurança e que um outro avião, vazio, foi propositadamente despenhado. Os passageiros do voo 93 terão sido assassinados ou receberam novas identidades e foram enviados para outros países.

Factos oficiais vs "truthers" pela verdade

A exposição da vulnerabilidade dos Estados Unidos e da incapacidade de reação de alguns serviços foi dolorosa para uma população habituada à supremacia e as teorias da conspiração proliferaram e nasceram os grupos que se tornaram conhecidos como "truthers" ("pela verdade").

Grupos como o "Texanos do Norte pela Verdade de 9/11" - que reclama 50 membros oficiais e uma lista de pelo menos 200 pessoas que recebem um boletim informativo - continuam a realizar reuniões regulares para discutirem o colapso das torres gémeas.

Outros grupos ativos de "truthers" incluem o "Arquitetos pela Verdade de 9/11" e o "Académicos pela Verdade de 9/11".

Os valores da liberdade individual e do ceticismo e desconfiança em relação ao aparelho do Estado, fazem parte da genética dos Estados Unidos e em 2009 uma petição apelando para um inquérito independente às "verdadeiras causas" do colapso das torres do World Trade Center recolheu 80 mil assinaturas.

Apesar de refutadas, teorias da conspiração persistem

Ao contrário das teses da morte de Kennedy, que se desenvolveram ao longo de anos, as teorias sobre os atentados de 11 de setembro disseminaram-se quase instantaneamente através da Internet, alimentadas pela repetição das imagens traumáticas das torres a desmoronarem-se. E parecem ter longevidade garantida, apesar de terem sido desmanteladas por factos verificáveis.

Um dos "factos" que justificaria a tese de uma conspiração israelita seria o de que os 4000 judeus que trabalhavam nas torres gémeas tiraram folga no dia dos atentados.

Mas entre as vítimas mortais contaram-se 300 judeus e 100 muçulmanos. O número de 4000 judeus constava de uma lista do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel sobre o paradeiro de cidadãos israelitas que se encontravam na área na altura dos atentados.

Apesar de a realidade poder ultrapassar a ficção e de as teorias da conspiração serem sistematicamente invalidadas, estas perduram e perpetuam-se. Como todos os teóricos da conspiração insistirão sempre, "a completa falta de provas é a prova mais segura de que a conspiração existe e está a funcionar".

fonte: Expresso

Os dez anos do 11 de Setembro serão usados para ciberataques























Com o aproximar do dia 11 de Setembro e da passagem dos dez anos sobre o ataque ao World Trade Center é expectável o crescimento de ciberataques com a alusão a esta data

Segundo a empresa de segurança informática BitDefender esta data irá ser aproveitada para o lançamento de ataques informáticos em larga escala, com o recurso a várias plataformas, desde site Web às redes sociais, passando por mensagens de e-mail fraudulentas.

«Com os desenvolvimentos das tecnologias de hacking e spamming da última década, juntamente com o significado do aniversário e aumento da cobertura mediática, o 11 de Setembro deste ano pode bem ser catastrófico no que diz respeito ao malware», reconhece Catalin Cosoi, Chefe dos Laboratórios de Ameaças Online da BitDefender.

Para a empresa as formas de conseguir infectar os computadores irão passar por várias estratégias, desde a criação de sites maliciosos, ao envio de spam com supostas imagens inéditas dos ataques e até mesmo recorrendo a pedidos de ajuda para instituições de caridade, que se revelam fraudulentos.

fonte: Sol

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Preço do pão pode subir
















O secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, admitiu hoje a possibilidade de um aumento do custo do pão, consequência do preço dos cereais que disparou 76 por cento no último ano e deve continuar a subir.

«Claro que se os preços (dos cereais) persistirem, é possível que haja um impacto (no pão)», considerou, em Mirandela, à margem de uma reunião com uma associação local de agricultores.

O governante referiu que como «o pão é um produto transformado, o impacto da subida de cereais não se sente tão imediatamente», mas não excluiu essa possibilidade.

Portugal importa 75 por cento dos cerais que consome e o secretário de Estado acredita que é possível diminuir a dependência do exterior nesta e outras áreas responsáveis por um défice de quatro mil milhões de euros na balança comercial agrícola portuguesa.

Segundo defendeu, o país pode também aumentar a produção interna com a conversão das explorações de sequeiro para regadio, além da investigação de variedades que tenham maiores produtividades em zonas difíceis e com climas secos.

José Diogo Albuquerque entende que essa solução não necessitará de novos investimentos, mas a rentabilização dos já existentes, como é o caso do projeto de 100 mil hectares de regadio do Alqueva, no Alentejo.

«Já houve bastante investimento no regadio, falta averiguar e perceber porque é que não há mais aumento e conversão dos produtores de cereais para regadio. Nós temos um projecto com à volta de 100 mil hectares para área de regadio, estão 50 mil feitos, mas só 10 mil a funcionar», disse.

Para o secretário de Estado, «é importante esta reconversão». Porém, deixou um alerta aos agricultores «porque, muitas vezes, quando há aumentos de preços há uma adesão de moda a um certo tipo de cultura, mas os preços sobem e depois voltam a descer».

«Nós vimos isso no leite, em 2007. Houve uma euforia com os preços altos e depois os preços desceram e entrámos numa crise do leite. Portanto, aqui há que ter sempre muita calma e ponderação. Cabe-nos também dar esses dados e fazer as previsões», afirmou.

O secretário de Estado comentou ainda a proposta do Bloco de Esquerda para a criação de um «banco de terras», adiantando que é um assunto que o Governo «está a estudar».

«É óbvio que um sistema de emparcelamento mais positivo que permita aos agricultores irem buscar terras quando as necessitem é fundamental. Portanto, em termos de ideologia, estamos em convergência. Em termos de como chegar lá, nós estamos a analisar e queremos propor algo que seja funcional», declarou.

fonte: Sol

Ataque com certificados digitais falsos afecta CIA e Mossad
















O ataque informático, conhecido esta semana, que recorre a certificados digitais falsos está a causar mais danos do que inicialmente previsto. No início apenas se conhecia o ataque levado a cabo contra os utilizadores iranianos de Internet através dos certificados digitais da Google mas o caso mudou de figura

O governo holandês veio reconhecer que também foram roubados e falsificados certificados digitais da empresa DigiNotar, pelo que, no seu caso, já revogou todos os certificados emitidos por esta empresa.

E um relatório da empresa de segurança informática Fox-IT refere que para além da DigiNotar e da Google, também a CIA, a Mossad , a Yahoo, a Microsoft e mesmo o Skype e o Facebook foram afectados por este ataque.

De acordo com a BBC está em causa o roubo e a falsificação de cerca de 500 certificados digitais.

A Fox-IT não identificou quem está por detrás da falsificação mas aponta como origem dos ataques o território iraniano.

fonte: Sol

domingo, 4 de setembro de 2011

Mais de 100 pessoas hospitalizadas na Rússia por intoxicação com brómio


Uma fuga de brómio na Rússia obrigou ao internamento de pelo menos uma centena de pessoas. Aconteceu na cidade de Cheliábinsk. O químico estava a ser transportado num vagão de carga que estava parado numa estação ferroviária. O cheiro deu o alerta. As autoridades isolaram o vagão.

fonte: RTP

Em sintonia


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

WikiLeaks divulga ficheiro misterioso
























O WikiLeaks difundiu esta noite de quarta-feira um ficheiro misterioso, encriptado, depois de ter avisado os seus seguidores no Twitter para se prepararem para receber "um anúncio importante".

O famoso site especializado na divulgação de documentos confidenciais não informou o que contém o ficheiro, de 571 megabytes, que necessita de uma chave para ser aberto. Apenas anunciou que esta seria divulgada "no momento oportuno", noticia a AFP.

A mesma fonte lembra que, em Julho, o WikiLeaks também divulgou um ficheiro encriptado, de 1,4 gigabytes, afirmando que o seu conteúdo seria tornado público caso algo acontecesse ao fundador do site, Julian Assange.

Assange continua no Reino Unido, lutando na justiça contra a extradição para a Suécia onde é acusado de violação de uma colaboradora.

Há poucos dias, o WikiLeaks divulgou mais de 130 mil 'telegramas' de embaixadas norte-americanas, parte do que afirma ser um consjunto de 251 mil documentos do género.

fonte: DN

Provados voos secretos da CIA com suspeitos de terrorismo























Um litígio que envolve uma empresa privada de transporte aéreo revelou provas de que foram realizados voos clandestinos pela CIA para transportar suspeitos detidos na "guerra contra o terrorismo", após o 11 de Setembro de 2001.

Segundo o jornal Washington Post, dezenas desses voos, a maioria para Bucareste, Baku, Cairo, Djibouti, Islamabad e Tripoli, foram organizados pela empresa Sportflight, com sede em Long Island (Nova Iorque), através do aluguer de um avião à Richmor Aviation, que processou a primeira alegando quebra de contrato.

Os planos de voos e as listas de chamadas, incluindo responsáveis da CIA ou a sede da agência de informações, foram apresentados como provas no julgamento em Nova Iorque, de acordo com o mesmo jornal, que foi alertado para a disputa judicial pela organização não governamental britânica Reprieve, especializada nos direitos dos prisioneiros, designadamente de detidos pelos EUA em Guantánamo, na ilha de Cuba.

A Richmor cobrava 4.900 dólares (cerca de 3.400 euros) por cada hora de utilização de um Gulfstream IV e ganhou cerca de seis milhões de dólares (mais de quatro milhões de euros) em três anos com o contrato que tinha com a Sportflight, segundo os documentos apresentados ao tribunal.

De acordo com o jornal britânico The Guardian, também alertado para este processo pela Reprieve, a Sportflight avisou a Richmor de que o "cliente disse que iria estar muito, muito ocupado".

Os documentos apresentados em tribunal pelo presidente da Richmor, Mahlon Richards, explicam que seria transportado "pessoal governamental e os seus convidados".

O Washington Post descreve um desses voos, operado a 12 de Agosto de 2003 por um Gulfstream IV, que partiu do aeroporto Dulles, de Washington, com seis passageiros a bordo em direção a Banguecoque. Antes do seu regresso quatro dias depois, o aparelho aterrou no Afeganistão, Sri Lanka, Emirados Árabes Unidos e Irlanda.

O voo, que custou 339.228,05 dólares, parece coincidir com a detenção, a 14 de Agosto de 2003, na Tailândia, do indonésio Riduan Isamuddin, suspeito de ser um dos responsáveis pelos atentados de Bali que causaram 202 mortos em 2002. Isamuddin esteve detido três anos nas prisões secretas da CIA antes de ter sido transferido para Guantánamo, em setembro de 2006.

De acordo com o Guardian, o aparelho alugado pelo Sportflight poderá ter sido também utilizado aquando da detenção de Khalid Cheikh Mohammed, suspeito de estar por detrás dos atentados do 11 de Setembro de 2001. Mohammed foi alegadamente submetido a interrogatórios com recurso à tortura, como a simulação de afogamento, que terá sido utilizada 183 vezes num mês.

O Gulfstream IV da Sportflight foi identificado como tendo sido ainda sido utilizado no sequestro em Milão do imã egípcio Abou Omar, cujo verdadeiro nome é Osama Hassan Nasr, membro da oposição islamita radical que beneficiava de asilo político em Itália.

Omar terá sido sequestrado numa rua de Milão a 17 de Fevereiro de 2003, durante uma operação coordenada entre os serviços secretos italianos e a CIA, e depois transferido para o Egito, onde os seus advogados alegaram ter sido torturado. No final de 2010, 23 agentes da CIA foram condenados com penas de sete a nove anos de prisão por este sequestro.

No quadro da "guerra contra o terrorismo" lançada pela administração do Presidente George W. Bush após os atentados de 11 de Setembro, a CIA foi acusada de ter realizado várias detenções, sequestros e transferências secretas de suspeitos de terrorismo para países conhecidos por praticarem tortura.

fonte: DN

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Casa Branca estabelece normas para as cerimónias do 11 de Setembro























Nova Iorque prepara-se para assinalar os ataques

A poucos dias do décimo aniversário dos atentados de 11 de Setembro, a Casa Branca enviou dois documentos normativos, um interno e outro destinado aos aliados estrangeiros, nos quais detalha a forma como deverão ser conduzidas as cerimónias em memória dos atentados que mudaram a face da América, em 2001.

Estes documentos têm como objectivo uma adopção uniforme do tom correcto a imprimir a todos os actos oficiais que terão lugar por altura das cerimónias de homenagem às vítimas dos atentados.

Para que as coisas corram da melhor forma, a Casa Branca decidiu criar dois tipos de regras normativas, para dois públicos diferentes: um interno e outro externo. 

Para o auditório interno o documento de uma página já foi enviado para todas as agências federais, de acordo com o “The New York Times”, que teve acesso ao memorando. “O tema mais importante é mostrar ao mundo que percebemos que o 11 de Setembro - os ataques e, genericamente, o extremismo violento - não é apenas ‘sobre nós’”, disse um dos funcionários de uma agência federal, sob anonimato, descrevendo o documento interno emitido pela Casa Branca e que se intitula “9/11 Anniversary Planning”.

O documento explica ainda que as cerimónias irão homenagear os americanos mortos no 11 de Setembro, mas igualmente “todas as vítimas de terrorismo, incluindo aquelas que foram alvejadas pela al-Qaeda e por grupos do género em todo mundo”.

Nas linhas orientadoras conta-se ainda que é esperado que os americanos queiram ouvir dos líderes governamentais que medidas estão a tomar para prevenirem ataques semelhantes. 

O documento refere ainda: “Centrar-nos-emos igualmente no espírito de unidade que prevaleceu logo após os atentados”.

No outro documento, dirigido aos aliados estrangeiros e cidadãos destes países e que foi enviado para as embaixadas e consulados americanos em todo o mundo, o objectivo é apresentar uma “narrativa positiva, a olhar para o futuro”, escreve o “The New York Times”.

Este documento indica que, o facto de al-Qaeda não ter tido um papel significante na chamada “Primavera Árabe”, revela que a rede terrorista está ultrapassada é uma coisa do passado, ao passo que as manifestações pacíficas no norte de África e Médio Oriente “representam o futuro”. 

Fica por abordar a questão de muitos dos líderes depostos terem sido aliados e parceiros dos EUA em operações antiterroristas. 

O facto de Osama bin Laden ter sido morto pelos serviços secretos norte-americanos é igualmente nomeado no documento como prova de que a rede terrorista se tem tornado cada vez mais “irrelevante”.

O documento encoraja ainda os funcionários públicos americanos a saudarem os esforços dos parceiros estrangeiros na luta contra o extremismo violento.

“Numa altura em que nos lembramos dos cidadãos de 90 países que morreram nos ataques de 11 de Setembro, homenageamos todas as vítimas de terrorismo, em cada nação do mundo”, indica o documento enviado para as embaixadas.

“Honramos e celebramos a resiliência de indivíduos, famílias e comunidades em cada continente, quer seja em Nova Iorque, Nairobi, Bali, Belfast, Bombaim ou Manila, Lahore ou Londres”, indica o documento.

Pontos comuns aos dois documentos: a “resiliência” dos americanos e o facto de não estar afastada a hipótese de poder haver um segundo atentado. “A resiliência toma muitas formas, incluindo a dedicação e a coragem de seguir em frente [...] Ao passo que nunca nos poderemos esquecer daqueles que perdemos, teremos que fazer mais do que simplesmente nos lembrarmos deles - teremos de suster a nossa resiliência e continuarmos unidos a fim de prevenirmos novos ataques e novas vítimas”.

Numa altura em que a Casa Branca afina as mensagens para as homenagens, as autoridades fazem saber igualmente que estão a redobrar os esforços para detectarem indícios de planos terroristas, internos ou externos, por altura do aniversário. Até ao momento não foram detectados complots nem aumentaram as ameaças, garantiram as mesmas autoridades. 

Durante as celebrações de homenagem ao décimo aniversário do 11 de Setembro, o Presidente Barack Obama irá começar a fazer algumas aparições relacionadas com a tragédia quando faltarem escassos dias para o dia D. No passado sábado, Obama indicou que o aniversário deste ano será de “homenagem e lembrança”. Alguns especialistas envolvidos nas discussões pré-décimo aniversário do 11 de Setembro estimam que os EUA deveriam reconhecer, nos seus actos públicos, que as medidas adoptadas pelos EUA no rescaldo dos ataques originaram fúria em diversos países, por causa de decisões como a invasão do Iraque, detenções ilegais e interrogatórios com uso de técnicas que violavam os direitos humanos.

fonte: Público

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Leyen defende criação dos "Estados Unidos da Europa"
























A ministra do Trabalho alemã, a cristã-democrata Ursula von der Leyen, considera que a crise da zona euro só pode ser superada fortalecendo a união política do continente com a criação dos "Estados Unidos da Europa".

"O meu objectivo são os Estados Unidos da Europa, seguindo o exemplo de outros estados federais como a Suíça, Alemanha ou os Estados Unidos de América", afirma Ursula von der Leyen na edição de hoje da revista alemã Der Spiegel.

Uma união política permitiria, segundo a governante, unificar questões importantes em matéria de política financeira, fiscal e económica, "aproveitando as vantagens da dimensão da Europa".

No entender da ministra do Trabalho alemã e vice-presidente do partido da chanceler Angela Merkel, a União Democrata Cristã (CDU), a moeda única europeia não é suficiente para fazer face à competição global.

Ursula von der Leyen também defendeu esta semana a exigência da Finlândia de que os países que beneficiam da ajuda do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) apresentem como caução desses empréstimos as reservas de ouro que possuam ou as participações que detenham em empresas estatais.

Em declarações à televisão pública ARD, a governante - que é apontada pela imprensa alemã como uma possivel sucessora de Angela Merkel - argumentou que só assim esses Estados "continuarão a envidar esforços para consolidar as finanças públicas".

fonte: DN

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