Os reguladores do sector bancário norte-americano encerraram na sexta-feira três bancos na Flórida, Geórgia e Illinois, elevando para 68 o total de bancos declarados falidos este ano.
A Federal Deposit Insurance, fundo de garantia dos depósitos bancários norte-americanos, assumiu o Lydian Private Bank, com sede em Palm Beach, na Flórida, que detinha 1.700 milhões de dólares em ativos e 1.240 milhões de dólares em depósitos, indica num comunicado.
Os reguladores fecharam ainda duas instituições mais pequenas: a First Southern National Bank na Geórgia e o First Choice Bank no Illinois.
Segundo o canal MSNBC, em 2008, ano em que estalou a crise financeira nos Estados Unidos, 25 bancos declararam falência.
Apesar dos 68 encerramentos este ano, verifica-se uma diminuição face a 2010, atendendo a que no mesmo período do ano passado foram fechados 118 bancos, refere o MSNBC.
Na Internet, toda a gente fala do documentário sobre a crise grega preparado pelos jornalistas Katerina Kitidi e Aris Hatzistefanou e que tem por título "Debtocracy". Rodado com dinheiro próprio e com donativos de alguns amigos, o filme tem exibição gratuita em http://www.debtocracy.gr. Em menos de dez dias, foi visto por 600 mil utilizadores. Todos os dias, defensores e adversários do documentário apresentam os respetivos pontos de vista no Facebook, no Twitter e em blogues.
Os principais atores do documentário (cerca de 200 pessoas) assinam um pedido de criação de uma comissão internacional de auditoria, que teria por missão especificar os motivos da acumulação da dívida soberana e condenar os responsáveis. No caso vertente, a Grécia tem direito a recusar o reembolso da sua "dívida injustificada", ou seja, da dívida criada através de atos de corrupção contra o interesse da sociedade.
"Debtocracy" é uma ação política. Apresenta um ponto de vista sobre a análise dos acontecimentos que arrastaram a Grécia para uma situação preocupante. As opiniões vão todas no mesmo sentido, sem contraponto. Foi essa a opção dos autores, que apresentam a sua maneira de ver as coisas, logo nos primeiros minutos: "Em cerca de 40 anos, dois partidos, três famílias políticas e alguns grandes patrões levaram a Grécia à falência. Deixaram de pagar aos cidadãos para salvar os credores".
Os "cúmplices" da falência perderam o direito à palavra.
Os autores do documentário não dão a palavra àqueles que consideram "cúmplices" da falência. Os primeiros-ministros e ministros das Finanças gregos dos últimos dez anos são apresentados como elos de uma cadeia de cúmplices que arrastaram o país para o abismo.
O diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, que se apresentou aos gregos como o médico do país, é comparado ao ditador Georges Papadopoulos [primeiro-ministro sob o regime dos coronéis, de 1967 a 1974]. O paralelo é estabelecido com uma facilidade notável desde o início do documentário mas não é dado ao personagem relevante (DSK) o direito a usar da palavra.
À pergunta "Porque não fazer intervir as pessoas apontadas a dedo", um dos autores, Kateina Kitidi, responde que se trata de "uma pergunta que deve ser feita a muitos órgãos de comunicação que, nos últimos tempos, difundem permanentemente um único ponto de vista sobre a situação. Nós consideramos que estamos a apresentar uma abordagem diferente, que faz falta há muito tempo". O público garante a independência do filme.
Para o seu colega Aris Hatzistefanou, o que conta é a independência do documentário. "Não tínhamos outra hipótese", explica. "Para evitar as limitações quanto ao conteúdo do filme, que as empresas [de produção], as instituições ou os partidos teriam imposto, apelámos ao público para garantir as despesas de produção. Portanto, o documentário pertence aos nossos 'produtores associados', que fizeram donativos na Internet e é por isso que não há problemas de direitos. De qualquer modo, o nosso objetivo é difundi-lo o mais amplamente possível."
O documentário utiliza os exemplos do Equador e da Argentina para suportar o argumento segundo o qual o relatório de uma comissão de auditoria pode ser utilizado como instrumento de negociação, para eliminar uma parte da dívida e do congelamento dos salários e pensões de reforma.
"Tentamos pegar em exemplos de países como a Argentina e o Equador, que disseram não ao FMI e aos credores estrangeiros que, ainda que parcialmente, puseram de joelhos os cidadãos. Para tal, falámos com as pessoas que realizaram uma auditoria no Equador e provaram que uma grande parte da dívida era ilegal", acrescenta Katerina Kitidi. Contudo, "Debtocracy" evita sublinhar algumas diferenças de peso e evidentes entre o Equador e a Grécia. Entre elas, o facto de o Equador ter petróleo.
A polícia britânica interceptou mensagens enviadas através do Twitter e de telefones Blackberry com vista a ataques em recintos desportivos onde se irão realizar os Jogos Olímpicos de Londres em 2012.
A comissária adjunta da Polícia Metropolitana, Lynne Owens, afirmou hoje na Comissão de Assuntos Internos do Parlamento britânico que foram enviados agentes a diversos recintos depois de terem sido detectadas mensagens de diversos manifestantes.
A responsável da polícia britânica explicou que as autoridades seguiram durante os motins que afectaram Inglaterra na semana passada tanto as mensagens enviadas através do Twitter como as trocadas por possuidores de telemóveis Blackberry, cujo sistema Blackberry Messenger, um 'chat' gratuito, é um dos serviços de telemóvel mais utilizado pelos jovens no Reino Unido exactamente pela sua privacidade.
«Tivemos informação de que o Parque Olímpico e Oxford Street eram objectivos» para ataques, disse a responsável da Scotland Yard, que assinalou ainda que a polícia foi capaz de garantir a segurança nos locais e «evitar qualquer dano».
A menos de um ano dos Jogos Olímpicos de Londres, a maioria dos estádios e recintos desportivos estão terminados ou na sua última fase de construção.
Grandes bancos britânicos, incluindo dois que tiveram de ser resgatados com dinheiro dos contribuintes, estão a investir centenas de milhões de libras em empresas que fabricam bombas de fragmentação, armas cuja produção e comercialização são ilegais, avança o The Independent.
O The Royal Bank of Scotland, o Lloyds TSB, o Barclays e o HSBC investiram fundos avultados em empresas produtoras destas bombas, apesar da pressão internacional para acabar com este tipo de armas que matam indiscriminadamente e que frequentemente mutilam e tiram a vida a civis.
Segundo escreve o jornal, a ironia deste investimento é maior ainda quando se recorda que há um ano o Reino Unido se tornou um dos membros mais activos da Convenção de Munições por Fragmentação, um tratado internacional que bane o uso, produção, armazenamento e comercialização destas armas. Até à data, 108 países assinaram o tratado.
Escreve ainda o The Independent, que até agora não houve qualquer intervenção do Governo britânico para controlar os fundos de investimento dos bancos que continuam a financiar empresas conhecidas para fabricar este tipo de armas.
Aproveitando uma brecha na legislação, as instituições financeiras continuam a sustentar estas fábricas, pois não investem directamente nas armas propriamente ditas. A Amnistia Internacional já lançou uma campanha no país para que o Governo actue contra qualquer tipo de investimento, directo ou indirecto, na produção destas bombas.
"Endgame" é uma investigação sobre a história negra da elite global e uma exposição da sua aspiração, agora pública, de seguir um programa de desumanização, a fim de garantir um monopólio brutal sobre o futuro do planeta. A elite considera que o único futuro sustentável para a manutenção do seu poder é aquele em que a população mundial é reduzida em mais de 80%. Assim eles garantirão que nunca terão de lutar com uma classe média, enfrentar um novo renascimento, ou o renascer de outra classe de elite que poderia derrubá-los. Assim como os romanos salgaram a terra em Cartago garantindo que durante centenas de anos as colheitas não cresciam, ou quando Hannibal e seu povo mantiveram o seu império brutal durante as Guerras Púnicas, os opressores da elite moderna definiram um programa para abafar e degradar o progresso humano exclusivamente para o benefício de seu próprio poder e controle. "Endgame" expõe esse movimento, traçando a história do plano da elite de uma "Nova Ordem Mundial" desde há 250 anos atrás. O filme centra-se na era napoleónica, nos Rothschilds, no surgimento dos bancos centrais, e no controle dos Estados Unidos por instituições da elite, como o Conselho de Relações Exteriores."
O Governo britânico ganhou um novo inimigo. O grupo Anonymous prometeu retaliar, caso David Cameron avance com o bloqueio das redes sociais em novos motins.
A proposta de David Cameron foi anunciada ontem, durante uma sessão de emergência no Parlamento britânico.
Perante os deputados o primeiro-ministro britânico anunciou que no futuro, em casos de motins semelhantes aos que ocorreram esta semana, o Governo do Reino Unido poderá avançar com o bloqueio de redes sociais, para evitar a propagação de mensagens de incentivo à violência.
A proposta recebeu de imediato resposta do Anonymous, numa conta do Twitter associada ao grupo de ciberactivistas, através de uma mensagem dirigida «ao primeiro-ministro do Reino Unido. Se o Cameron desligar as redes sociais, vai ter repercussões severas. Aguardem-nos».
Numa outra mensagem, publicada noutra conta com ligações ao grupo de hackers, o autor escreveu que «o primeiro-ministro do Reino Unido David Cameron defende restrições à utilização de redes sociais (nomeadamente redes sociais). Estamos de olho na situação».
Um porta-voz da Google, em declarações à revista alemã 'WirtschaftsWoche', admitiu esta semana que o gigante da Internet cedeu dados de utilizadores europeus aos serviços secretos americanos, criando um conflito em relação à violação de várias leis de privacidade.
O EUA Patriot Act, uma lei concebida para combater o terrorismo, mas muitas vezes criticada por 'abrir a porta' à violação de direitos do cidadão, requer que as empresas sediadas em território americano entreguem ao governo, se solicitado, os dados que recolheram das suas subsidiárias no estrangeiro. Empresas como a Google, Microsoft ou Amazon não têm grande escolha.
Contrariamente ao que esta lei exige, as normas da União Europeia estabelecem que as empresas que operam sob a sua competência devem proteger as informações pessoais dos seus cidadãos.
Não há, no entanto, nenhum sinal de que os países vão discutir o assunto. Até que o façam, as empresas subsidiárias dos EUA que operem no estrangeiro estão tecnicamente veiculadas a duas leis, o que fará com que as empresas tenham, forçosamente, de violar uma delas.