«Licenciado» ou «detentor de diploma de licenciatura»? As habilitações de José Sócrates estão a gerar polémica na Wikipedia, que acaba de bloquear a página do governante português.
A “entrada” relativa à biografia do primeiro-ministro português tem sido alvo de várias alterações na enciclopédia on-line, depois de conhecido o caso sobre a conclusão da licenciatura de engenharia civil na Universidade Independente. De acordo com o Público, o artigo correspondente a José Sócrates teve 70 versões durante as últimas duas semanas. Apesar da proliferação de versões, não foi possível chegar a um consenso: há quem advogue que o primeiro-ministro é «detentor de diploma de licenciatura» e outros que afirmam que é «licenciado». Esta última versão acabou por vingar, remetendo para notas de rodapé o imbróglio em torno de uma licenciatura obtida numa instituição onde recaem suspeitas de actos ilícitos (Universidade Independente). Para evitar mais polémicas, os editores da Wikipedia decidiram bloquear a página de José Sócrates, impedindo qualquer alteração. Justificaram esta decisão com o facto de a página ser alvo frequente de actos de “vandalismo” e inserção de “dados incorrectos”. Actualmente, a versão portuguesa da Wikipedia contém mais de 250 mil artigos. Cerca de 450 estão bloqueados e não podem ser alterados pela comunidade virtual.
A administração dos Estados Unidos da América terá apoiado secretamente grupos de oposição sírios, ajudando a criar um canal de televisão, o Barada TV, contra o regime de Bashar al-Assad. Desde 2006, terão sido transferidos cerca de 4,2 milhões de euros.
A informação foi avançada pelo diário norte-americano The Washington Post, que se baseia em relatórios divulgados pelo site do Wikileaks.
A transferência de fundos teria como objectivo financiar o Barada TV e as actividades de grupos de oposição ao regime na Síria, com o intuito de retirar o presidente Bashar al-Assad do poder que ocupa desde 2000.
Os fundos norte-americanos começaram a ser transferidos em 2006 ainda durante a presidência de George W. Bush, que em 2005 havia congelado as relações diplomatas com a Síria.
O apoio financeiro prosseguiu ainda sob a administração de Barack Obama, apesar dos esforços que têm sido incutidos para reatar das relações políticas com o regime de Bashar al-Assad.
Os relatórios do Wikileaks referem igualmente que em 2009 vários responsáveis norte-americanos preocuparam-se com a possibilidade dos serviços secretos sírios descobrirem a transferência de fundos.
Segundo os relatórios, os diplomatas dos EUA sabiam que as autoridades sírias «considerariam, sem margem para dúvidas, quaisquer fundos norte-americanos destinados a grupos políticos ilegais como o equivalente a apoiar uma queda do governo».
O Barada TV, sediado em Londres, começou a sua transmissão em 2009, e tem sido um dos principais canais televisivos que tem feito a cobertura dos protestos em massa que espoletaram no país no início de Março.
Desde que os protestos e manifestações começaram a encher as ruas na Síria, a administração de Barack Obama ainda não emitiu qualquer parecer sobre o futuro político do país, pronunciando apenas declarações públicas onde condena as mortes que têm ocorrido no país.
A crise tem sido rigorosa e fatal para muitos, afetando a todos, até mesmo aqueles que pensavam ser imunes a este cenário. No entanto, existem algumas áreas em que a crise não se tem feito notar tanto, como, por exemplo, no negócio da compra e venda de armas. Foi esta a conclusão do último relatório do Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI) sobre esta indústria. Relatório este que calculou que, desde 2002, as 100 maiores empresas aumentaram as suas vendas em 59%, dados que resultam da medição das vendas diretas de bens e serviços militares a consumidores militares (forças armadas dos países). Segundo o mesmo documento, não existe uma relação causal entre a venda de armas e a emergência de conflitos. Mas, por outro lado, existem especialistas que sugerem que a aquisição de quantidades significativas de armas poderá, de alguma forma, potenciar o recurso às forças armadas, como forma de resolver disputas políticas.
EUA lideram na produção
O relatório acima mencionado explicou ainda que as 10 maiores produtoras de armas lucraram quase 170 mil milhões de euros, em 2009, representando 56,9% do volume global de vendas das 100 maiores. Só nos Estado Unidos da América e na Europa Ocidental estão localizadas 78 dessas empresas, as quais originaram vendas de 269 mil milhões de euros, ou seja, 91,7% das vendas globais das 100 maiores. Na Finlândia, na França, na Alemanha, na Itália, na Espanha, na Suíça, na Suécia e no Reino Unido estão instaladas 33 das 100 maiores empresas mundiais de armas, tendo estas gerado quase 88 mil milhões de euros em vendas, cerca de 30% do global das100 maiores.
“A despesa do Governo norte-americano em serviços e bens militares é um fator-chave no aumento da venda de armas: tanto para os produtores norte-americanos e empresas de serviços militares, como para as empresas da Europa Ocidental com um ponto de apoio no mercado das armas e serviços militares dos Estados Unidos”, explicou a especialista do SIPRI, Susan Jackson.
O domínio dos 5 fornecedores
O comércio internacional de armas tem sido o domínio global de cinco fornecedores, isto na perspetiva de Paul Holtom, diretor do programa de transferências de armamento do SIPRI. “Entre 2005 e 2009, os cinco maiores exportadores de armas convencionais foram os EUA (30%), a Rússia (29%), a Alemanha (11%), a França (8%) e o Reino Unido (4%). Coletivamente, representam 76% das exportações”, adiantou ainda o mesmo. Já do lado dos compradores de armas, os que se destacaram, de 2005 a 2009, foram: a China com 9%; a Índia com 7%; a Coreia do Sul e os Emirados Árabes Unidos com 6%; a Grécia com 4%; representando os cinco 32% do investimento global.
A multinacional do sector agrícola Monsanto indicou ontem que o seu resultado líquido cresceu cerca de 15% no segundo trimestre, impulsionado pelas fortes vendas de sementes de milho para as plantações de Primavera e pela melhoria das suas margens de lucro.
Desta forma, os resultados superaram as estimativas dos analistas, com o lucro líquido do trimestre terminado a 28 de Fevereiro a fixar-se nos mil milhões de dólares (704,2 milhões de euros), ou 1,88 dólares por acção, em alta face aos 887 milhões de dólares (624,6 milhões de euros), ou 1,60 dólares por título, apurados um ano antes. Os analistas do sector antecipavam ganhos de 1,84 dólares por acção, de acordo com a média das estimativas recolhidas pela Thomson Reuters.
A subida dos resultados da maior produtora mundial de sementes surgem numa altura em que os agricultores norte-americanos se estão a preparar para as plantações de Primavera, projectando plantar quantidades recorde de colheitas chave, num quadro de redução dos fornecimentos globais e de forte procura. A receita trimestral totalizou 4,1 mil milhões de dólares (2,8 mil milhões de euros), acima dos 3,8 mil milhões de dólares (2,6 mil milhões de euros) de há um ano.
Sublinhe-se que o segundo trimestre é fulcral para a Monsanto, com as compras de ingredientes para as plantações de Primavera por parte dos agricultores a representarem mais de metade dos resultados anuais da empresa norte-americana. A Monsanto registou ainda lucros brutos mais elevados nas sementes de milho nos EUA, bem como um crescimento sustentado das vendas de milho na América Latina.
O ex-presidente brasileiro Lula da Silva afirmou hoje que «o FMI [Fundo Monetário Internacional] não resolve o problema de Portugal», considerando que, «se quiser, a Europa vai encontrar soluções» para os problemas do país.
«O FMI não resolve o problema de Portugal, como não resolveu o problema do Brasil, como não resolveu outros problemas. Toda a vez que o FMI tentou cuidar das dívidas dos países, o FMI criou mais problemas para os países do que soluções», afirmou o ex-presidente do Brasil.
À margem de um jantar informal com o primeiro-ministro demissionário, José Sócrates, a decorrer esta noite em Lisboa, Lula da Silva disse ainda que «a Europa é muito grande» e que, «se a Europa quiser, vai encontrar soluções para Portugal, para a Grécia, para Espanha».
Questionado sobre se o Brasil vai ou não comprar dívida portuguesa, o ex-presidente do Brasil remeteu essa questão para a actual presidente brasileira, Dilma Rousseff, que chega terça-feira a Lisboa, mas deixou um recado: «Eu acho que tudo o que devêssemos fazer para ajudar Portugal deveríamos fazer. Acho que Portugal merece essa compreensão do Brasil», afirmou.
No entanto, para Lula da Silva «é importante que [o primeiro-ministro, José] Sócrates e Cavaco Silva, Presidente da República, conversem com a presidente do Brasil para ver o que é possível fazer».
Em relação à crise política com que Portugal se debate, o ex-presidente brasileiro disse acreditar que «o povo português terá sabedoria suficiente para resolver o problema da crise política».
«É importante que as pessoas tenham maturidade para compreender as razões da crise económica, detetar corretamente quem é o causador desta crise e sabemos que a atitude mais correta é todo o mundo assumir as responsabilidades para encontrar uma solução para a crise», afirmou Lula da Silva.
Por sua vez, o primeiro-ministro demissionário, José Sócrates, escusou-se a comentar «os assuntos domésticos» de Portugal, afirmando apenas que «os problemas de Portugal resolvem-se com a confiança dos mercados», sublinhando que essa é «a única ajuda de que Portugal precisa» e que é nisso que o país está a trabalhar.
José Sócrates destacou ainda «a excelente relação» de Lula da Silva e do Brasil com Portugal: «O presidente Lula foi um grande amigo do nosso país, que se empenhou desde sempre, desde que iniciou as suas funções [de presidente] em estreitar as relações não apenas políticas, culturais e históricas mas também económicas entre Portugal e o Brasil», afirmou Sócrates.
O Fundo Monetário Internacional tem um tom bonito e internacionalista, que cria noções de altruismo e solidariedade para com países em tempos de necessidade. De facto, nada poderia ser mais longe da verdade. A verdade é que o FMI não formece e não pode fornecer um serviço financeiro para remediar as enfermidades duma economia doente. O FMI é nada senão outro utensílio utilizado por Washington para deliberadamente desestabilizar mais economias já instaveis, tornar economias doentes ainda mais doentes e criar dependência financeira, económica e política em Washington, em países que não podem pagar a factura.
Se uma economia precisa de candidatar-se para financiamento externo, é porque já se encontra com problemas, dado que não há força interna para atenuar os males. Em providenciar financiamento externo, o FMI corre um risco enorme (se é que não é de propósito) de criar o que se chama um perigo moral, o que quer dizer que está a actuar numa economia sem saber exatamente como essa economia irá comportar-se.
O FMI assim contribui para criar um clima em que a informação assimétrica seria mais fluida que a informação perfeita, criando um cenário de instabilidade que poderia levar a uma crise bancária e a seguir, outra crise cambial, criando a necessidade de pedir emprestado ainda mais dinheiro para adiar o desastre.
Enquanto a economia derrete, as visitas à porta do FMI são cada vez mais frequentes, resultando numa dívida externa massiva que por sua vez leva ao FMI ditar a política económica e estratégia financeira do país em dívida. Por FMI, substitui “Washington”.
Onde a instabilidade ainda não existe, é facil de criar, através de ataques especulativos, através de provocar fluxos de capital voláteis ou por instabilidade política, causando crises imprevisiveis nos mercados e levando a condições favoraveis para a existência de mais ataques especulativos, uma vez que o comportamento do sistema interno económico e financeiro e os níveis das reservas tenham sido calculados.
Em resumo, é um círculo perfeito, e qualquer ponto do mesmo pode ser iniciado ou terminado a qualquer altura com o adequado planeamento e os meios apropriados. Há um vencedor só e para aqueles que comem da mão do FMI, é uma situação perdida.
O FMI talvez crie um período em que há um hiato numa situação de catástrofe, como uma crise bancária (por exemplo quando os bancos sub-capitalizados são obrigados a fecharem as portas por causa de levantamentos massivos, resultado de pânico que por sua vez resulta de campanhas de desinformação, muitas vezes lançadas pelos dadores). Porém, o eifito a longo prazo será uma prolongação da crise e uma passagem do controlo da iniciativa política e económica para jogadores externos e estrangeiros. E aí, todos os caminhos levam a Washington.
Longe de ser um exercício teórico, este artigo é uma revisão da história económica recente de inúmeros países na América Latina e na própria Rússia. São horas para os países fazerem um esforço para pagar de vez o que devem ao exterior para parar de sustentar pançudos, e são horas para considerar todas as alternativas antes de dar qualquer confiança a Washington ou aos seus lacaios.
Alex Jones é um cineasta e radialista americano que vêm produzindo alguns dos mais interessantes e bem informados documentários sobre a Nova Ordem Mundial. Seu programa de rádio faz enorme sucesso no Texas e alguns de seus documentários sobre os planos dos globalistas ajudam a compreender os rumos totalitários que o mundo toma em nossa época. Chamado por muitos de Teórico da Conspiração, seus documentários derrubam essa tese pois trazem informações factuais, comprovadas por documentos e testemunhos. Alex Jones também dirigiu End Game, Obama Decepcion, Da Liberdade à Tirania, Dark Secrets in Bohemian Grove, A Queda da República entre outros. Imperdível!