RELÓGIO DO APOCALIPSE

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Hackers do grupo Anonymous atacam Sony


Membros dos Anonymous usam a máscara que é a imagem de marca do grupo

O grupo Anonymous, que ficou célebre durante os protestos pró-Wikileaks, atacou sites da Sony e o sistema usado pelos jogadores da consola PlayStation.

A acção é uma resposta aos processos legais abertos pela multinacional nipónica contra dois hackers que alegadamente criaram e distribuiram software capaz de contornar o dispositivo de segurança da PlayStation 3, o que permitiria aos utilizadores correr na consola software não autorizado, incluindo jogos pirateados.

Os hackers que levaram a cabo o ataque acusam a Sony, numa mensagem ameaçadora publicada online, de “ter abusado do sistema judicial numa tentativa de censurar informação sobre como os produtos [da Sony] funcionam”.

A empresa já sofreu um ataque distribuído de negação de serviço (normalmente conhecido pela sigla inglesa DDoS) no site Playstation.com. Este tipo de ataque inunda o site com pedidos de acesso, tornando-o muito lento e, eventualmente, levando – como acontece no momento de escrita deste artigo – a que fique em baixo.

Há também relatos de problemas no sistema usado pelos jogadores de PlayStation para jogarem online. A empresa atribui o facto a “manutenção esporádica”.

fonte: Público

domingo, 3 de abril de 2011

G20. Reforma do sistema monetário internacional paralisada na China


Washington e Pequim voltaram a colidir no seminário de alto nível do G20, em Nanquim. A "guerra" cambial está para durar

Foi uma reunião decepcionante para líderes mundiais, ministros das Finanças, governadores de bancos centrais e académicos do G20 que ontem se reuniram em Nanquim, na China para discutir a reforma do sistema monetário internacional: as duas potências económicas mundiais, China e Estados Unidos, colidiram quanto à soluções possíveis para corrigir os desequilíbrios do comércio global e reeditaram as suas versões opostas da actual guerra cambial.

As expectativas de Nicolas Sarkozy, que elegeu esse tema como a grande prioridade da sua presidência do G20 em 2011, saíram frustradas deste "seminário de alto nível" realizado na China. No final, o presidente francês lançou um apelo a Pequim, afirmando que "o G20 precisa da colaboração da China na agenda de reformas necessárias para evitar uma nova crise económica mundial.

Timothy Geithner, secretário do Tesouro dos Estados Unidos, repetiu o argumentário de Washington ao identificar a assimetria entre moedas cujo valor flutua livremente e os "regimes apertados de taxas cambiais e de controlo de capitais de alguns mercados emergentes" como o maior problema do sistema monetário internacional. Foi uma referência evidente à política da China, país acusado de manter a sua moeda, o yuan, artificialmente subvalorizado de forma a potenciar as suas exportações. Só este ano, o yuan sofreu um depreciação de 5,2% face ao euro, embora tenha ganho 0,5% face ao dólar norte-americano no mesmo período.

"Esta assimetria nas políticas das taxas de câmbio cria uma enorme tensão. Intensifica os riscos de inflação nessas economias com taxas cambiais subvalorizadas. E, finalmente, potencia as pressões proteccionistas", defende o responsável norte-americano das finanças.

O vice-primeiro-ministro chinês, Wang Qishan, recorreu à típica linguagem diplomática de Pequim para dizer que a China encara "a reforma monetária global como um processo longo e complexo", que terá de avançar "gradualmente". Mas a verdade é que a China responsabiliza as políticas da Reserva Federal dos Estados Unidos (quantitative easing: emissão de moeda para compra de títulos e activos) como o principal factor de instabilidade cambial no mundo. A China, que é o maior detentor da dívida pública dos Estados Unidos e o país que tem um terço das reservas de moeda mundiais, foi gravemente atingida com a consequente depreciação do dólar norte-americano. De resto, Pequim defende que a política monetária de Washington é a principal causadora do aumento do preço das mercadorias e da subida da inflação. Uma vez que o dólar continua a ser a âncora do sistema monetário internacional, a China diz que está a ser forçada a importar inflação - que atingiu 4,9% em Fevereiro. A maioria dos analistas defende que a valorização do yuan permitiria a Pequim controlar a inflação e tornar as importações chinesas mais baratas. Além disso, iria favorecer a internacionalização da moeda chinesa, já que haveria um incentivo para que poderia tornar-se uma moeda de reserva estrangeira noutros países.

Apesar de tudo, a importância internacional do yuan é reconhecida por todos os parceiros do G20 que ontem decidiu estudar a hipótese de incluir a moeda chinesa no cabaz de moedas que compõem o Special Drawing Right (uma quase moeda usada pelo Fundo Monetário Internacional e os seus membros). Sarkozy e Geithner avançaram com os argumentos.

O presidente francês disse que "sem regras e supervisão, o mundo corre o risco de ser condenado a crises cada vez mais sérias e intensas" e "é evidente que temos de evoluir para um sistema mais flexível de taxas de câmbio que nos permita enfrentar os choques". O secretário do Tesouro dos Estados Unidos reforçou: "Acreditamos que as moedas das maiores economias amplamente utilizadas no comércio internacional e nas transacções financeiras deveriam ser incluídas do cabaz SDR". Mas para que isso aconteça "é necessário que os governos deixam flexibilizem o controlo das suas moedas, é precisam que existam bancos centrais independentes e que sejam permitida a liberdade dos fluxos de capitais", adiantou. A China entende que esta é uma condição inaceitável, imposta pelos Estados Unidos - que pode vetar a inclusão do yuan no cabaz SDR do FMI - para permitir a internacionalização da sua moeda e não está disposta a ceder às pressões de Washington. Foi por isso que, ontem mesmo, Pequim considerou ser cedo para o yuan ser integrado no cabaz.

fonte: Jornal i

quinta-feira, 31 de março de 2011

Assad afirma que Síria é vítima de "conspiração internacional"


O presidente sírio, Bashar al Assad, falou à nação, esta quarta-feira, pela primeira vez desde o início da revolta popular no país. Mas não anunciou as esperadas reformas e acusou as forças internacionais de conspiração. Depois do discurso, os manifestantes voltaram a invadir as ruas.

A Síria enfrenta uma "conspiração internacional", afirmou o presidente sírio, num discurso feito a partir do parlamento e transmitido pela televisão.

Foi a primeira intervenção pública de Bashar al Assad desde o início das manifestações contra o regime em 15 de Março. Mas sem anunciar reformas políticas nem o esperado levantamento do estado de emergência, o discurso defraudou as expectativas.

"Esta conspiração é diferente pela forma e pelo momento escolhido, que coincide com vários conflitos noutras partes no mundo árabe", afirmou, para justificar que "uma grande conspiração internacional usou falsas informações para instigar as diferenças étnicas e levar o povo às ruas."

Assad afirmou que é "completamente favorável a reformas", mas "avesso a divisões". E esclareceu que a luta contra a corrupção e o desemprego, a preservação da estabilidade e "a saúde das crianças" são mais importantes neste momento do que a suspensão da lei de emergência em vigor desde 1963 - apesar de constituir a principal exigência dos manifestantes.

"A Síria não está isolada da região, não somos uma cópia dos outros países", avisou Assad, acrescentando que os protestos "são um teste à união" dos sírios e irá "derrotar" os inimigos. "A minha missão é supervisionar a segurança e estabilidade deste país".

"Já ouvimos este discurso"

As declarações do presidente foram recebidas com aplausos dos deputados, que gritaram "com o nosso sangue, com a nossa alma, sacrificar-nos-emos por ti, Bashar". No entanto, poucas horas depois, os manifestantes voltaram a invadir as ruas da cidade portuária de Lattaquié, principal porto da Síria, pedindo "liberdade".

As forças de segurança terão disparado indiscriminadamente para dispersar as pessoas. Isto apesar de o presidente sírio ter garantido no parlamento que as forças de segurança receberam "instruções claras" para não atingir cidadãos durante os protestos. A estação de televisão CNN avançou que pelo menos uma pessoa morreu no tiroteio.

De acordo com a página da rede social Facebook, "Revolução Síria 2011", também em Deraa, a 100 quilómetros a Sul de Damasco, o povo saiu à rua exigindo a demissão de Bashar al-Assad.

"Já ouvimos este discurso. Dizem sempre que é preciso uma mudança, fazer qualquer coisa, mas na verdade não acontece nada", afirmou o militante dos direitos cívicos sírio Haitham Maleh, citado pela agência France Presse.

Para um dissidente sírio exilado no Líbano, Khalil Hassan, o discurso constituiu uma falta de respeito para com o movimento de protesto. "Não mostrou qualquer respeito pelas figuras da oposição ou pelos mártires sírios dos últimos anos", disse Hassan, do Comité para as Vítimas de Tortura nas Prisões do Regime Síria, organização sedeada em Beirute.

Ao diário britânico "Guardian", um manifestante garantiu: "Este é o fim da Síria." E acrescentou: "Já que não houve qualquer intenção de fazer reformas, podia ter havido um pedido de desculpa pelas mortes."

fonte: JN

quarta-feira, 30 de março de 2011

CNN Segment On Libya Titled “The New World Order”

Japão pede aos EUA que bloqueiem sites populares na internet


Num esforço para melhorar a recuperação a partir do recente terremoto e tsunami que atingiram o Japão, os militares decidiram bloquear a utilização de determinados sites de sua rede. Militares japoneses têm mostrado que esses sites não estão sendo bloqueados por algum motivo de conteúdo, mas apenas para melhorar a largura de banda necessária para as necessidades militares. O Comando do Pacífico dos EUA recebeu um pedido para bloquear os 13 sites de uso mais elevado de tráfego, comumente utilizado em redes militares, como o YouTube, Google Video, Amazon, eBay, Myspace e MTV.com.

Numa nota mais interessante para o controle de banda é a continuação do uso do Facebook no Japão. O local é considerado um dos portais de mais alto uso de banda na região, mas ele vai ficar instalado e funcionando, devido à sua crescente utilização pelos militares mobilizados. Facebook é a forma mais comum de ficar em contacto com entes queridos e foi decidido que é uma importante ferramenta na recuperação do desastre.

O porta-voz do Comando Estratégico Militar Rodney Ellison declarou a CNN.com, "Esta é uma resposta a um momento de demanda extrema para as redes. Esse bloqueio vai ser de natureza temporária e pode aumentar ou diminuir o tamanho e alcance, se necessário. Estamos a fazer isso para facilitar os esforços de recuperação em curso no Japão. Estamos tentando ter certeza que estamos dando a eles muitas avenidas e o máximo de apoio quanto pudermos".

domingo, 27 de março de 2011

Lei autoriza Estado a gastar (muito) mais já em Abril


Numa altura em que o discurso político vai no sentido da conter custos, Governo aumenta os montantes que podem ser gastos por ajuste directo e sem concurso público.

Ministros, autarcas e directores-gerais, a partir de Abril todos estão autorizados a gastar mais dinheiro. No caso dos presidentes de câmara, o montante dos contratos que podem decidir por ajuste directo pode chegar aos 900 mil euros (até agora o máximo era 150 mil). Isto porque na véspera do debate parlamentar sobre a quarta versão do Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC), que incluiu cortes nas pensões e nos benefícios sociais, o Governo fez publicar em Diário da República o Decreto-Lei 40/2011, que estabelece as novas regras para autorização de despesas com os contratos públicos.

fonte: DN

Coligação de Merkel sofre mais uma humilhante derrota


Pode ser o princípio do fim de Angela Merkel, mas sobretudo da CDU, no poder há 58 anos em Baden-Wurttemberg, estado federado que este domingo perdeu para os Verdes. Das sete eleições regionais que a Alemanha enfrenta este ano, esta era a mais importante.

Baden-Württemberg, um dos estados federados mais importantes e mais ricos da Alemanha (detentor de empresas como a Porsche), era a prova de fogo para a coligação de centro direita liderada pela CDU da chanceler alemã Angela Merkel. Mas a prova não foi superada. Depois de quase seis décadas no poder, a CDU perdeu para a coligação dos Verdes e do Partido Social Democrata (SPD).

Este domingo, ao início da noite, os resultados provisórios indicam que os Verdes e o SPD devem obter, em conjunto, 48,5% dos votos. A CDU) e os liberais democratas (FDP), seus parceiros no governo nacional, devem ficar-se pelos 43%. Jornais como o "Der Spiegel" e o "Die Welt", afirmam que é o princípio do fim de Merkel, que tem vindo a perder pontos em todas as frentes.

De acordo com os analistas, esta derrota significa uma reviravolta ao nível da governação nacional, uma vez que reduzirá o peso da coligação da chanceler alemã no Parlamento, onde Merkel não tem maioria, dificultando a aprovação de legislação. A mudança de rumo na política nuclear anunciada pela chanceler - 70% dos alemães apoia o encerramento definitivo das centrais nucleares mais antigas, mas interpretaram a decisão de Merkel de encerrar sete centrais como uma acção puramente eleitoralista - e a impopularidade do actual primeiro-ministro regional, Stefan Mappus (CDU) são apontados como factores que ajudam a explicar a derrota nas eleições da coligação conservadora-liberal. O conflito na Líbia e a crise da dívida na zona Euro são também apontados como argumentos.

O partido ecologista ganhou muito terreno nos últimos dias e agora confirmou a ascenção. "É um sonho tornado realidade. Até há poucos dias, não imaginávamos que pudéssemos obter este resultado", foi a primeira declaração de Franz Untersteller, porta-voz dos Verdes. Por outro lado, Guido Westerwelle, ministro dos Negócios Estrangeiros e líder da FDP, admitiu que "os resultados foram decepcionantes." Mas acrescentou: "A política energética foi o factor decisivo. Foi uma votação sobre o futuro da energia nuclear. Entendemos isso e vamos discutir o assunto em Berlim".

Já em Fevereiro, antes do desastre ambiental no Japão, a CDU já tinha perdido o governo de Hamburgo para o SDP. E na semana passada, também sentiu dificuldade em vencer as regionais na Saxónia-Anhaltk. Em Renânia-Palatinado, onde este domingo também houve eleições, a CDU manter-se-á na oposição.

fonte: JN

FALSIFICAÇÃO DE MOEDAS DE PRATA

quinta-feira, 24 de março de 2011

Homens da Luta despedem-se de Sócrates


Depois da sátira a Miguel Sousa Tavares, os Homens da Luta, duo musical que vai representar Portugal no festival Eurovisão, publicaram um vídeo onde dizem que José Sócrates "tem mais encanto na hora da despedida".

No YouTube, os Homens da Luta justificaram ontem a publicação: "Camaradas pá, os Homens da Luta não têm palavras para descrever um momento tão triste para a luta, pá... por isso fizeram-no através de uma canção... 'Zé Socras'". O "momento" é a demissão do primeiro-ministro, José Sócrates, após o chumbo do PEC IV na Assembleia da República.

Os Homens da Luta adaptaram o fado de Coimbra "Balada da Despedida" (cujos versos iniciais são "Coimbra tem mais encanto/Na hora da despedida"), de Fernando Machado Soares, e dizem que "Zé Socras [José Sócrates] tem mais encanto/Na hora da despedida".

O duo, composto por Jel e Falâncio, foi eleito, na maioria por televoto, para representar Portugal na Eurovisão, no último Festival RTP da Canção.


fonte: DN

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