RELÓGIO DO APOCALIPSE

segunda-feira, 7 de março de 2011

EUA têm plano secreto para armar rebeldes líbios


Os EUA estão-se a preparar para uma eventual guerra civil prolongada na Líbia, entre o regime de Muammar Kadhafi e os rebeldes que exigem a queda do ditador. Os norte-americanos terão pedido à Arábia Saudita para fornecer armas aos rebeldes.

Segundo o The Independent, o reino saudita, um dos países mais fechados do mundo e que enfrenta o seu próprio 'dia de raiva' na sexta-feira, ainda não respondeu ao pedido "altamente classificado" dos norte-americanos. Isto apesar de o Rei Abdullah ser inimigo confesso de Kadhafi, pois este tentou assassiná-lo.

Os EUA terão dito aos sauditas que os rebeldes necessitam prioritariamente de rockets e morteiros anti-tanque para travarem a contra-ofensiva de Kadhafi e mísseis terra-ar para responder aos ataques aéreos. Se os rebeldes conseguirem responder ao ditador e atacarem os seus redutos, a pressão sobre os líderes do Ocidente para intervirem ou pelo menos criarem uma zona de exclusão aérea diminuem, diz o mesmo jornal.

O The Independent lembra ainda que esta não é a primeira vez que os sauditas servem de apoio militar para a política externa norte-americana: estiveram envolvidos no escândalo dos Contra e armaram as guerrilhas que combateram a União Soviética no Afeganistão. Depois também financiaram e armaram os talibãs, inimigos dos EUA.

fonte: DN

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"Revolta Facebook" move milhares de jovens contra governo


A Croácia está a confrontar-se com uma vaga de protestos anti-governamentais sem precedentes e que, segundo as autoridades, pode pôr em causa a fase final processo de adesão do país à União Europeia (UE).

Para terça-feira já foi convocada uma nova manifestação para o centro de Zagreb, num movimento quase ininterrupto iniciado há cerca de duas semanas através da rede social Facebook, e que alastrou a diversas cidades do país, que declarou a independência da extinta Jugoslávia em Junho de 1991. Os protestos, difusos e contraditórios mas com a participação de dezenas de milhares de pessoas, sobretudo jovens, têm como alvo o governo da União Democrática Croata (HDZ, conservador) e a primeira-ministra Jadranka Kosor. Os manifestantes têm queimado bandeiras da União Europeia (UE), mas a coerência política da contestação permanece por definir. Palavras de ordem contra "as privatizações, o capitalismo e a UE", a denúncia da HDZ "que está a espoliar a Croácia" ou a "demissão imediata de Jadranka" têm sido as principais exigências dos milhares de jovens que têm ocupado as ruas da principais cidades croatas.

No domingo, o protesto terminou de forma pacífica na Trg Bana Jalacica, a principal praça de Zagreb, no final de uma marcha com sete mil pessoas, segundo os organizadores, que desfilou junto de diversos símbolos do poder, como a televisão estatal ou o ministério do Interior. A demissão imediata do governo e a convocação de eleições imediatas permanecem as principais reivindicações dos manifestantes. Protestos similares ocorreram em várias cidades do país no sábado, e sem incidentes. No entanto, no último fim-de-semana de fevereiro centenas de jovens entraram em confrontos com a polícia, com um balanço de 25 feridos e 60 detenções. O executivo croata, que se encontra numa fase crucial do processo de negociações para a adesão à UE, que pretende concluir até junho, já considerou que os protestos poderão prejudicar as ambições da Croácia em aderir à União.

No entanto, uma sondagem divulgada domingo pela televisão oficial revelou que 70 por cento dos croatas apoiam os protestos, e 62 por cento são favoráveis a eleições antecipadas. As eleições gerais no país estão previstas para o final do ano ou para o início de 2012. Num protesto paralelo a estas manifestações espontâneas de jovens, que exigem emprego (a Croácia tem 335 mil desempregados) e uma nova política, entre 10 a 15 mil veteranos de guerra juntaram-se no último sábado de fevereiro num das principais praças de Zagreb, numa ação que também terminou com tumultos. Os veteranos denunciaram a "perseguição dos defensores croatas da pátria" e pugnaram pela "dignidade da guerra patriótica", numa referência à "guerra da independência" da Croácia (1991-1995). Os manifestantes, que acusam o governo de "trair os interesses nacionais", opõem-se à normalização das relações com a Sérvia, contestam a amnistia decretada aos sérvios da Croácia, e alguns contestam a adesão do país à UE.

fonte: DN

Ataque informático em larga escala ao governo francês


Pelo menos 150 computadores do Ministério da Economia e Finanças de França foram alvo de um ataque informático em larga escala, que tinha como principal objectivo os documentos da presidência francesa do G20 e questões económicas internacionais.

"Trata-se de profissionais organizados. É o primeiro ataque contra o Estado francês com esta amplitude", afirmou Patrick Pailloux, director-geral da Agência Nacional de Segurança de Sistemas de Informação, adiantando que a Direcção do Tesouro foi a mais afectada e que foram pirateados numerosos documentos, nenhum particular.

Ainda não foi determinada a origem do ataque, mas algumas informações foram redireccionadas para endereços chineses", disse um alto funcionário sob anonimato, ainda que segundo o próprio "isto não queira dizer grande coisa".

Segundo o El Mundo, que cita a revista Paris Match, o ataque seguiu um método típico e muito conhecido: os 'hackers' tomaram o controlo de um computador através de um cavalo de Troia e conseguiram usar o correio electrónico para entrar em mais centena e meia. Uma equipa de segurança informática está a passar a pente fino os computadores e redes de todos os outros ministérios. "Desde há dois meses que 20 e 30 pessoas trabalham dia e noite sobre este assunto, Os 'hackers' tentaram atacar outros ministérios, mas parece que só tiveram resultados neste", diz fonte governamental.

fonte: DN

Vídeo mostra novas imagens do 11 de Setembro


As imagens foram captadas por um helicóptero e divulgadas pelo site Cryptome.


O site Cryptome divulgou um vídeo com imagens inéditas do ataque às Torres Gémeas, no dia 11 de Setembro de 2001, desta feita captadas por um helicóptero.

De acordo com o site responsável pela divulgação do vídeo, as imagens foram obtidas pelo Instituto Nacional de Tecnologia (NIST).

fonte: DN

sábado, 5 de março de 2011

Jovens do Facebook gritarão na rua o que põem na Net


No dia 12, milhares prometem juntar-se em várias cidades do País para lutar contra a precariedade. Sem ideologias.

É uma "geração à rasca" a que vai sair à rua pelo menos em nove cidades portuguesas, no próximo sábado, dia 12, num protesto "apartidário, laico e pacífico". Este "Protesto da Geração à Rasca", assim se chama, já se estendeu às cidades de Braga, Coimbra, Faro, Funchal, Leiria, Ponta Delgada e Viseu. Alexandre de Sousa Carvalho, um dos quatro responsáveis pelo movimento, explica ao DN que este é um protesto contra "a precariedade, um problema bastante actual, que pretende despertar uma consciência colectiva, sem restrições de correntes ideológicas".

fonte: DN

'Não somos indiferentes à manifestação.Vamos estar lá'


Jerónimo de Sousa recusa ser um partido de mera contestação social, mas os seus militantes também vão estar na manifestação da "geração à rasca". Porque o "PCP não pode ser cúmplice de uma política que está a levar o país a este estado".


O líder do PCP revela em entrevista à TSF/DN que os militantes do seu partido também vão percorrer a Avenida da Liberdade em conjunto com outras pessoas e organizações que aderirem à acção promovida pelos precários da "geração à rasca", no dia 12. Mas recusa a ideia de que o PCP seja "um partido de mera contestação social". E explica: "Temos um projecto e um programa que, quando o povo português o entender, será parte de uma solução governativa. O PCP não pode ser cúmplice de uma política que está a levar o país a este estado."

fonte: DN

quarta-feira, 2 de março de 2011

Zeitgeist. "Precisamos de uma revolução mundial para mudar de paradigma"

Radical na sua forma de pensamento, o criador do movimento Zeitgeist olha para a "mudança" de Barack Obama como mais do mesmo


As referências ao movimento estão em vários sítios do país, como aqui em Carcavelos

O seu nome circula pela internet como símbolo poderoso de uma nova ordem, que exige uma mudança radical de paradigma. Peter Joseph Merola defende a revolução mundial, o derrube do actual sistema de mercado e a criação de um outro sistema baseado no que temos de abundante e na sua distribuição por todos de forma gratuita. É uma referência para os movimentos que partindo da internet procuram não absorver impávidos e serenos os mesmos valores que nos trouxeram até onde hoje estamos. Este ponto em que o mercado que nos leva até ao fundo serve também como bóia para nos trazer de lá. Para Merola, "uma sociedade baseada na ganância" tem, necessariamente, os dias contados, até porque o capitalismo é um beco sem saída.

Presumo que não acredita na mudança que Obama prometeu. Considera que o presidente dos EUA é mais outro cujo principal papel é garantir que as coisas não vão mudar?

As atitudes falam por si mesmas. A mudança que Obama prometeu ainda está por se materializar. Os seus comentários sobre acções futuras não passam de retórica. Ele é o homem da linha da frente do sistema de Wall Street. A sua eleição foi um trabalho de engano psicológico para criar uma taxa de aprovação positiva para o presidente dos EUA. Sim, ele está lá para pacificar o público. No entanto, intensificou a guerra no Afeganistão, conflito criado por posicionamento geopolítico e para protecção do narcotráfico e do petróleo. Ele está onde está para assegurar que Wall Street sai da crise, de prefencia com uma nova ordem financeira global, menos susceptível aos defeitos matemáticos inerentes ao sistema monetário/mercado.

Os seus filmes deixam muitas pessoas desconfortáveis. Teve problemas depois de os divulgar?

Claro. Ameaças de morte. Campanhas de ódio e coisas assim. Aqueles que acreditam na religião mostram uma propensão natural para rejeitar a lógica e o raciocínio e tendo em conta que os meus filmes se servem dessas ferramentas mentais para tirar conclusões sobre a ausência de bases históricas da religião, muitos ficam ofendidos por lhes estar a roubar a sua identidade. O mesmo acontece com os "nacionalistas", os "patriotas" ou os "capitalistas". Quando falamos nos EUA como não sendo o ''melhor país do mundo'' ou de como o mercado livre é disfuncional e uma construção produtora de fraudes, tudo é interpretado como outra outra forma de blasfémia. A questão central é que as pessoas querem acreditar que os seus entendimentos são finitos. Não há como provar isto.

Em Portugal muitas pessoas conhecem o movimento Zeitgeist. Como foi a reacção nos EUA?

Foi grande, mas há certos locais na Europa que parecem ter uma interpretação mais focada. Penso que a América será a última nesta evolução.

Há pessoas que parecem querer fugir desta sociedade. Regressam às origens, ao campo e à auto-suficiência. Não será esta uma forma egoísta de procurar uma nova forma de vida?

Regressar às origens ou algo parecido não será produtivo a este nível, porque a sociedade é em si mesma moldada pela inovação tecnológica. Cada vez haverá mais pessoas desempregadas, o desemprego tecnológico é imparável. Esta é a contradição do capitalismo - as empresas poupam dinheiro com máquinas, despedem os consumidores e acabam por se prejudicar a si mesmas. Hoje em dia produzimos cada vez mais com cada vez menos pessoas e em menos tempo. Dada esta realidade, o único caminho possível é afastarmo-nos do sistema de mercado, rumo a uma nova forma de organização mundial em que os bens, que são abundantes, cheguem a todos gratuitamente.

As pessoas parecem seguras dentro do actual sistema. É possível mudar o comportamento humano na nossa geração?

Sim. As pessoas encontram conforto naquilo que conhecem agora. Existem muitas razões para isso. A verdadeira base da mudança não é uma evolução gradual mas uma alteração dramática graças a pressões bio-sociais que obrigam a uma perspectiva diferente. O actual colapso económico, a perda de fé no governo, juntamente com o desemprego tecnológico são as realidades que nos vão conduzir a um novo nível. Sinto que o sistema de valores actual pode mudar dramaticamente durante uma geração, mas admito que os estados mais elevados de consciência não serão alcançados tão cedo. Temos de desfazer aquilo que a nossa sociedade intencionalmente escassa e baseada na ganância construiu.

Defende que é preciso acabar com o sistema financeiro. Acha que as pessoas comuns estão dispostas e preparadas para o fazer?

Ainda não. Mas como disse anteriormente, o sistema vai ruir. Isto vai empurrar as consciências para outro nível. Na realidade, a questão resume-se em focar a atenção das pessoas naquilo que é relevante para a sociedade. Se as pessoas soubessem das possibilidades, estariam muito mais inclinadas para a mudança. Infelizmente, 99% do mundo não faz ideia do que é possível pois foram submetidos a uma lavagem ao cérebro, no que toca a mecanismos de pensamento, o que os leva a rejeitar a informação nova em nome do conforto pessoal e do bem-estar das organizações instituídas dominantes. Precisamos de uma revolução mundial, algo que nunca foi feito na história da humanidade. Temos de nos unir numa direcção comum. Se 500 milhões de pessoas se juntarem a nós, aí a marcha começa. Os governos e as empresas não terão hipótese mesmo com os seus inchados exércitos .

No filme "Addendum" sugere que a tecnologia pode libertar as pessoas do trabalho e, ao mesmo tempo, criar abundância. Só coisas boas para fazer e nada de obrigações. Será isso compatível com a natureza humana?

Em primeiro lugar, a definição tradicional de natureza humana é uma tendência supersticiosa. Não existem dados científicos que o comprovem. Sentimos ganância e egoísmo porque fomos ensinados que, em nome da sobrevivência, estes valores são os que melhor funcionam. No sistema monetário actual este tipo de comportamento é recompensado e reforçado. Assim, um novo sistema de valores que alimente a ideia de trabalhar em conjunto e partilhar recursos poderá tornar-se na norma. Os seres humanos são espertos, robots emocionais. Somos programados. E apesar de ser verdade que neuroquímicos e traços psicológicos estabelecem propensões nas reacções humanas, estes não nos dão raiva e não nos dizem quem odiar e porquê. A culpa é da sociedade. Somos todos vítimas da cultura. Por isso, os humanos têm de entender a necessidade de uma nova civilização baseada em valores sustentados por toda a humanidade e não só por ruma pessoa. Enquanto isto não acontecer, caminharemos para a destruição. É um progresso natural e com a abundância tecnológica podemos agora fazê-lo. Estamos à beira de uma completa mudança de paradigma.

Diz que a dívida é a escravatura do século XXI. Para pessoas que trabalharam a vida inteira, essa afirmação pode ser ofensiva. Recebeu algumas críticas?

Curiosamente, quase não recebi nenhumas. E, outra vez, isto é uma questão de valores. É como aquela passagem da Bíblia que diz "deverás ganhar a tua vida com o teu suor". As pessoas têm estas ideias de trabalho e objectivos [de vida] e tendem a pensar que assim é que é. É triste que a maioria ainda não entenda. Todo o nosso sistema está baseado, não só na venda de trabalho por salário, como colocar as pessoas num estado de obrigação (dívida), por forma a forçá-las a vender o seu trabalho por um salário. Isto é demente.

A nova ordem virá por consciencialização ou seremos obrigados a mudar?

Bem, para ser franco, por ambas, mas o termo "obrigados" não é o mais correcto. As pessoas serão educadas e informadas e a sua lógica interna passará a incorporar, com o tempo, esta nova ideia. Primeiro, haverá um grupo de racionalistas que descobriram isto e liderarão. Depois, e à medida que a sociedade muda, aqueles que ainda se regem pelos valores antigos terão de se adaptar gradualmente, pois estes não terão apoio do sistema. Será uma progressão gradual. Quanto a acções directas, o movimento terá de pressionar os governos e corporações, pois estes não estarão dispostos para abdicar de tudo. São demasiado corruptos.

fonte: Expresso

Sócrates nega subserviência de Portugal à Alemanha


"O meu país tem oito séculos de história, o meu país não é subserviente com ninguém", afirmou o primeiro-ministro.

O primeiro ministro, José Sócrates, negou hoje as acusações de subserviência à Alemanha e a Angela Merkel, a pretexto da reunião que ambos mantiveram hoje, em Berlim, em plena crise da dívida soberana.

"O meu país tem oito séculos de história, o meu país não é subserviente com ninguém, só é subserviente com o seu povo e com aquilo que o povo tem a dizer", disse Sócrates, em resposta a uma pergunta de um jornalista português, na capital alemã.

Sócrates acrescentou que Portugal "tem um compromisso com a Europa, e por isso trabalha com a Alemanha, de forma empenhada", no projeto europeu.

"Lamento, mas não acompanho o sentimento de alguma imprensa em Portugal, não tenho um sentimento nem provinciano, nem um sentimento de inferioridade relativamente a nenhum país, todos os meus colegas são tratados por mim como iguais, e é também essa a forma como me tratam", disse o dirigente socialista.

Entreajuda entre Portugal e Alemanha

Inquirido sobre os ganhos efetivos do encontro com Merkel, Sócrates, disse que "sim, há um ganho para a Europa", acrescentando que o convite de Merkel foi para discutir os assuntos a debater no próximo Conselho Europeu.

"Portugal e a Alemanha estão muito habituados a trabalhar e a cooperar para a resolução dos problemas europeus", disse ainda Sócrates, lembrando a entreajuda entre os dois países para fazer aprovar o Tratado de Lisboa, quando tiveram duas presidências sucessivas da União Europeia, em 2007.

Merkel ouviu atentamente a resposta de Sócrates, e fez questão de sublinhar, a encerrar a conferência de imprensa, que os líderes europeus "não têm de maneira nenhuma" uma mentalidade de subserviência ou de inferioridade ou superioridadeuns em relação aos outros.

"Achamos que estaremos melhor se estivermos unidos, em muitas questões mundiais", concluiu a chanceler.

fonte: Expresso

"Só o orgulho visceral por um passado marítimo explica a compra dos submarinos"


No último telegrama da WikiLeaks sobre os negócios da Defesa, que o Expresso revela em exclusivo, embaixada dos EUA faz considerações pouco abonatórias sobre a decisão do Governo de comprar dois submarinos.

O telegrama, que integra o lote dos 722 portugueses que a WikiLeaks tem em seu poder, é extenso e muito factual. Em resumo, defende que a compra representou um esforço financeiro demasiado significativo quando comparado com o total do orçamento da Defesa portuguesa. E, sobretudo, que Portugal tinha situações muito mais urgentes a resolver no seu equipamento militar, nomeadamente em helicópteros e na melhoria dos aviões C-130. As considerações sobre o facto de Portugal não precisar, por razões estratégicas, de submarinos são também muitas.

"Os submarinos foram uma oportunidade perdida" é a frase que melhor resume o tom deste telegrama, que não é assinado pelo embaixador mas sim pelo conselheiro político e económico, Mário Fernandez. A questão é orçamental é especialmente destacada, apesar da possibilidade, entretanto descartada pelo Governo português de distribuir o custo dos dois submarinos (cerca de mil milhões de euros) por dois orçamentos de Estado. Como é sabido, o governo optou no final de 2010 por levar o custo integral ao Orçamento desse ano para não prejudicar o défice de 2011.

No comentário final, o telegrama faz considerações sobre o facto de os portugueses estarem "presos ao seu passado marítimo" e o facto de sentirem "um orgulho visceral nessa tradição marítima e na glória passada como império global". Mário Fernadez conclui dizendo que só isso é que explica que um país da NATO com apenas 10 milhões de habitantes compre equipamento militar tão caro.

O Expresso teve acesso a este telegrama numa parceria com os jornais "Politiken" (Dinamarca) e "Aftenposten" (Noruega) que nos permitiu ler todos os documentos enviados da embaixada dos EUA em Lisboa.

Clique na imagem para ler o telegrama:


fonte: Expresso

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