RELÓGIO DO APOCALIPSE

quarta-feira, 2 de março de 2011

Zeitgeist. "Precisamos de uma revolução mundial para mudar de paradigma"

Radical na sua forma de pensamento, o criador do movimento Zeitgeist olha para a "mudança" de Barack Obama como mais do mesmo


As referências ao movimento estão em vários sítios do país, como aqui em Carcavelos

O seu nome circula pela internet como símbolo poderoso de uma nova ordem, que exige uma mudança radical de paradigma. Peter Joseph Merola defende a revolução mundial, o derrube do actual sistema de mercado e a criação de um outro sistema baseado no que temos de abundante e na sua distribuição por todos de forma gratuita. É uma referência para os movimentos que partindo da internet procuram não absorver impávidos e serenos os mesmos valores que nos trouxeram até onde hoje estamos. Este ponto em que o mercado que nos leva até ao fundo serve também como bóia para nos trazer de lá. Para Merola, "uma sociedade baseada na ganância" tem, necessariamente, os dias contados, até porque o capitalismo é um beco sem saída.

Presumo que não acredita na mudança que Obama prometeu. Considera que o presidente dos EUA é mais outro cujo principal papel é garantir que as coisas não vão mudar?

As atitudes falam por si mesmas. A mudança que Obama prometeu ainda está por se materializar. Os seus comentários sobre acções futuras não passam de retórica. Ele é o homem da linha da frente do sistema de Wall Street. A sua eleição foi um trabalho de engano psicológico para criar uma taxa de aprovação positiva para o presidente dos EUA. Sim, ele está lá para pacificar o público. No entanto, intensificou a guerra no Afeganistão, conflito criado por posicionamento geopolítico e para protecção do narcotráfico e do petróleo. Ele está onde está para assegurar que Wall Street sai da crise, de prefencia com uma nova ordem financeira global, menos susceptível aos defeitos matemáticos inerentes ao sistema monetário/mercado.

Os seus filmes deixam muitas pessoas desconfortáveis. Teve problemas depois de os divulgar?

Claro. Ameaças de morte. Campanhas de ódio e coisas assim. Aqueles que acreditam na religião mostram uma propensão natural para rejeitar a lógica e o raciocínio e tendo em conta que os meus filmes se servem dessas ferramentas mentais para tirar conclusões sobre a ausência de bases históricas da religião, muitos ficam ofendidos por lhes estar a roubar a sua identidade. O mesmo acontece com os "nacionalistas", os "patriotas" ou os "capitalistas". Quando falamos nos EUA como não sendo o ''melhor país do mundo'' ou de como o mercado livre é disfuncional e uma construção produtora de fraudes, tudo é interpretado como outra outra forma de blasfémia. A questão central é que as pessoas querem acreditar que os seus entendimentos são finitos. Não há como provar isto.

Em Portugal muitas pessoas conhecem o movimento Zeitgeist. Como foi a reacção nos EUA?

Foi grande, mas há certos locais na Europa que parecem ter uma interpretação mais focada. Penso que a América será a última nesta evolução.

Há pessoas que parecem querer fugir desta sociedade. Regressam às origens, ao campo e à auto-suficiência. Não será esta uma forma egoísta de procurar uma nova forma de vida?

Regressar às origens ou algo parecido não será produtivo a este nível, porque a sociedade é em si mesma moldada pela inovação tecnológica. Cada vez haverá mais pessoas desempregadas, o desemprego tecnológico é imparável. Esta é a contradição do capitalismo - as empresas poupam dinheiro com máquinas, despedem os consumidores e acabam por se prejudicar a si mesmas. Hoje em dia produzimos cada vez mais com cada vez menos pessoas e em menos tempo. Dada esta realidade, o único caminho possível é afastarmo-nos do sistema de mercado, rumo a uma nova forma de organização mundial em que os bens, que são abundantes, cheguem a todos gratuitamente.

As pessoas parecem seguras dentro do actual sistema. É possível mudar o comportamento humano na nossa geração?

Sim. As pessoas encontram conforto naquilo que conhecem agora. Existem muitas razões para isso. A verdadeira base da mudança não é uma evolução gradual mas uma alteração dramática graças a pressões bio-sociais que obrigam a uma perspectiva diferente. O actual colapso económico, a perda de fé no governo, juntamente com o desemprego tecnológico são as realidades que nos vão conduzir a um novo nível. Sinto que o sistema de valores actual pode mudar dramaticamente durante uma geração, mas admito que os estados mais elevados de consciência não serão alcançados tão cedo. Temos de desfazer aquilo que a nossa sociedade intencionalmente escassa e baseada na ganância construiu.

Defende que é preciso acabar com o sistema financeiro. Acha que as pessoas comuns estão dispostas e preparadas para o fazer?

Ainda não. Mas como disse anteriormente, o sistema vai ruir. Isto vai empurrar as consciências para outro nível. Na realidade, a questão resume-se em focar a atenção das pessoas naquilo que é relevante para a sociedade. Se as pessoas soubessem das possibilidades, estariam muito mais inclinadas para a mudança. Infelizmente, 99% do mundo não faz ideia do que é possível pois foram submetidos a uma lavagem ao cérebro, no que toca a mecanismos de pensamento, o que os leva a rejeitar a informação nova em nome do conforto pessoal e do bem-estar das organizações instituídas dominantes. Precisamos de uma revolução mundial, algo que nunca foi feito na história da humanidade. Temos de nos unir numa direcção comum. Se 500 milhões de pessoas se juntarem a nós, aí a marcha começa. Os governos e as empresas não terão hipótese mesmo com os seus inchados exércitos .

No filme "Addendum" sugere que a tecnologia pode libertar as pessoas do trabalho e, ao mesmo tempo, criar abundância. Só coisas boas para fazer e nada de obrigações. Será isso compatível com a natureza humana?

Em primeiro lugar, a definição tradicional de natureza humana é uma tendência supersticiosa. Não existem dados científicos que o comprovem. Sentimos ganância e egoísmo porque fomos ensinados que, em nome da sobrevivência, estes valores são os que melhor funcionam. No sistema monetário actual este tipo de comportamento é recompensado e reforçado. Assim, um novo sistema de valores que alimente a ideia de trabalhar em conjunto e partilhar recursos poderá tornar-se na norma. Os seres humanos são espertos, robots emocionais. Somos programados. E apesar de ser verdade que neuroquímicos e traços psicológicos estabelecem propensões nas reacções humanas, estes não nos dão raiva e não nos dizem quem odiar e porquê. A culpa é da sociedade. Somos todos vítimas da cultura. Por isso, os humanos têm de entender a necessidade de uma nova civilização baseada em valores sustentados por toda a humanidade e não só por ruma pessoa. Enquanto isto não acontecer, caminharemos para a destruição. É um progresso natural e com a abundância tecnológica podemos agora fazê-lo. Estamos à beira de uma completa mudança de paradigma.

Diz que a dívida é a escravatura do século XXI. Para pessoas que trabalharam a vida inteira, essa afirmação pode ser ofensiva. Recebeu algumas críticas?

Curiosamente, quase não recebi nenhumas. E, outra vez, isto é uma questão de valores. É como aquela passagem da Bíblia que diz "deverás ganhar a tua vida com o teu suor". As pessoas têm estas ideias de trabalho e objectivos [de vida] e tendem a pensar que assim é que é. É triste que a maioria ainda não entenda. Todo o nosso sistema está baseado, não só na venda de trabalho por salário, como colocar as pessoas num estado de obrigação (dívida), por forma a forçá-las a vender o seu trabalho por um salário. Isto é demente.

A nova ordem virá por consciencialização ou seremos obrigados a mudar?

Bem, para ser franco, por ambas, mas o termo "obrigados" não é o mais correcto. As pessoas serão educadas e informadas e a sua lógica interna passará a incorporar, com o tempo, esta nova ideia. Primeiro, haverá um grupo de racionalistas que descobriram isto e liderarão. Depois, e à medida que a sociedade muda, aqueles que ainda se regem pelos valores antigos terão de se adaptar gradualmente, pois estes não terão apoio do sistema. Será uma progressão gradual. Quanto a acções directas, o movimento terá de pressionar os governos e corporações, pois estes não estarão dispostos para abdicar de tudo. São demasiado corruptos.

fonte: Expresso

Sócrates nega subserviência de Portugal à Alemanha


"O meu país tem oito séculos de história, o meu país não é subserviente com ninguém", afirmou o primeiro-ministro.

O primeiro ministro, José Sócrates, negou hoje as acusações de subserviência à Alemanha e a Angela Merkel, a pretexto da reunião que ambos mantiveram hoje, em Berlim, em plena crise da dívida soberana.

"O meu país tem oito séculos de história, o meu país não é subserviente com ninguém, só é subserviente com o seu povo e com aquilo que o povo tem a dizer", disse Sócrates, em resposta a uma pergunta de um jornalista português, na capital alemã.

Sócrates acrescentou que Portugal "tem um compromisso com a Europa, e por isso trabalha com a Alemanha, de forma empenhada", no projeto europeu.

"Lamento, mas não acompanho o sentimento de alguma imprensa em Portugal, não tenho um sentimento nem provinciano, nem um sentimento de inferioridade relativamente a nenhum país, todos os meus colegas são tratados por mim como iguais, e é também essa a forma como me tratam", disse o dirigente socialista.

Entreajuda entre Portugal e Alemanha

Inquirido sobre os ganhos efetivos do encontro com Merkel, Sócrates, disse que "sim, há um ganho para a Europa", acrescentando que o convite de Merkel foi para discutir os assuntos a debater no próximo Conselho Europeu.

"Portugal e a Alemanha estão muito habituados a trabalhar e a cooperar para a resolução dos problemas europeus", disse ainda Sócrates, lembrando a entreajuda entre os dois países para fazer aprovar o Tratado de Lisboa, quando tiveram duas presidências sucessivas da União Europeia, em 2007.

Merkel ouviu atentamente a resposta de Sócrates, e fez questão de sublinhar, a encerrar a conferência de imprensa, que os líderes europeus "não têm de maneira nenhuma" uma mentalidade de subserviência ou de inferioridade ou superioridadeuns em relação aos outros.

"Achamos que estaremos melhor se estivermos unidos, em muitas questões mundiais", concluiu a chanceler.

fonte: Expresso

"Só o orgulho visceral por um passado marítimo explica a compra dos submarinos"


No último telegrama da WikiLeaks sobre os negócios da Defesa, que o Expresso revela em exclusivo, embaixada dos EUA faz considerações pouco abonatórias sobre a decisão do Governo de comprar dois submarinos.

O telegrama, que integra o lote dos 722 portugueses que a WikiLeaks tem em seu poder, é extenso e muito factual. Em resumo, defende que a compra representou um esforço financeiro demasiado significativo quando comparado com o total do orçamento da Defesa portuguesa. E, sobretudo, que Portugal tinha situações muito mais urgentes a resolver no seu equipamento militar, nomeadamente em helicópteros e na melhoria dos aviões C-130. As considerações sobre o facto de Portugal não precisar, por razões estratégicas, de submarinos são também muitas.

"Os submarinos foram uma oportunidade perdida" é a frase que melhor resume o tom deste telegrama, que não é assinado pelo embaixador mas sim pelo conselheiro político e económico, Mário Fernandez. A questão é orçamental é especialmente destacada, apesar da possibilidade, entretanto descartada pelo Governo português de distribuir o custo dos dois submarinos (cerca de mil milhões de euros) por dois orçamentos de Estado. Como é sabido, o governo optou no final de 2010 por levar o custo integral ao Orçamento desse ano para não prejudicar o défice de 2011.

No comentário final, o telegrama faz considerações sobre o facto de os portugueses estarem "presos ao seu passado marítimo" e o facto de sentirem "um orgulho visceral nessa tradição marítima e na glória passada como império global". Mário Fernadez conclui dizendo que só isso é que explica que um país da NATO com apenas 10 milhões de habitantes compre equipamento militar tão caro.

O Expresso teve acesso a este telegrama numa parceria com os jornais "Politiken" (Dinamarca) e "Aftenposten" (Noruega) que nos permitiu ler todos os documentos enviados da embaixada dos EUA em Lisboa.

Clique na imagem para ler o telegrama:


fonte: Expresso

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Conheça os primeiros cinco telegramas


Leia os cinco telegramas que estiveram na base da primeira investigação WikiLeaks Portugal que o Expresso publicou sábado. (Uma parceria com os diários "Politiken", dinamarquês, e "Aftenposten", norueguês.)


fonte: Expresso

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Cada vez comemos mais transgénicos


A área cultivada com produtos geneticamente modificadas aumentou 10,5% em relação a 2009.

O cultivo de produtos agrícolas geneticamente modificados ou, usando uma expressão mais técnica, a agrobiotecnologia, é já representa 10% do total dos solos agrícolas do planeta, o equivalente à área do território dos Estados Unidos da América.

A área utilizada com culturas transgénicas aumentou de 1,7 milhões de hectares em 1996 para 148 milhões de hectares, "o que demonstra que esta foi a tecnologia agrícola mais rapidamente adoptada da história da agricultura moderna, reflectindo a importância da sua utilização para os 15.4 milhões de agricultores (93,5 % dos quais são pequenos agricultores de países em desenvolvimento) em 29 países (19 dos quais sendo países em desenvolvimento)"

Na nota agora divulgada pel o Centro de Informação de Biotecnologia é ainda referido que o cultivo de plantas transgénicas iniciou-se há 15 anos e que "os benefícios da utilização da engenharia genética de plantas tem-se tornado cada vez mais visíveis desde 1996, sobretudo se as vantagens forem observadas através dos resultados dos pequenos agricultores em todo o mundo, principalmente os que se encontram nos países em desenvolvimento".

Europa aprova novas culturas

Na Europa a utilização de culturas geneticamente modificadas (GM) realizou-se apenas em oito países. Seis deles cultivaram milho Bt, três cultivaram batata Amflora e um país adoptou ambas as culturas.

Depois de 13 anos de espera a União Europeia aprovou finalmente a utilização de uma segunda cultura transgénica, a batata Amflora.

Segundo Pedro Fevereiro, presidente do Centro de Informação de Biotecnologia, "o enorme atraso da aprovação de culturas GM na Europa impede a competitividade dos agricultores europeus face aos agricultores dos países exportadores aos quais a Europa compra variedades de culturas essenciais aos seus cidadãos e que poderiam ser produzidas pelos próprios agricultores da Europa. Com a sua postura de recusa de utilização desta tecnologia a União Europeia promove também o aumento do custo da alimentação".

Portugal não gosta de transgénicos

Pedro Fevereiro refere ainda que "estes dados, divulgados pelo ISAAA - International Service for the Acquisition of Agri-biotech Applications, demonstram o enorme sucesso da adopção destas culturas. O aumento médio anual de 10,5% do solo arável cultivado com variedades GM permite aos agricultores em todo o mundo, em particular os pequenos e médios agricultores, melhorarem a eficiência da sua actividade e aumentarem os seus lucros reduzindo em simultâneo os impactos ambientais. É impensável que a Europa e Portugal continuem a prejudicar os produtores nacionais, impedindo-os de ter acesso a esta ferramenta agrícola".

fonte: Expresso

Apresentada nova queixa contra a Google na Europa


A Google está de novo debaixo de fogo na Europa. Desta vez as acusações de práticas anti-concorrenciais são feitas por uma empresa francesa, que apresentou queixa junto da Comissão Europeia (CE)

A mais recente queixa contra a Google foi apresentada pela 1plusV, uma empresa francesa especializada em motores de busca para temas específicos, e segundo avança a BBC tem contornos semelhantes às queixas que estão actualmente a ser analisadas pela CE.

Nesta queixa a 1plusV alega que no período entre 2006 e 2010 a Google não autorizou a utilização do serviço de publicidade on-line AdSense por parte dos seus motores de busca.

A empresa francesa acusa ainda a Google de ter retirado os seus sites dos resultados das pesquisas, pouco tempo depois de o motor de busca eJustice.fr, detido pela 1plusV, ter apresentado uma primeira queixa contra a gigante da Internet.

Em comunicado a 1plusV sublinha que «para o eJustice.fr a decisão da Google de retirá-lo dos resultados das pesquisas foi catastrófico em termos de tráfego».

O executivo comunitário já reagiu adiantando que vai dar à Google a hipótese de comentar a acusação e só depois decidirá se avança ou não para uma nova investigação.

fonte: Sol

Relação entre vacina da gripe A e narcolepsia não detectada


A Agência Europeia do Medicamento (EMA) concluiu que não há dados suficientes para relacionar os casos de narcolepsia notificados em crianças e adolescentes com a vacina contra a gripe A, segundo uma comunicação oficial.

A narcolepsia é um estado patológico que desencadeia acessos irresistíveis de sono a qualquer momento do dia.

O Comité de Medicamentos de Uso Humano da EMA analisou os dados adicionais obtidos na Finlândia e concluiu "que ainda não são suficientes para estabelecer uma relação causal entre a vacina e a narcolepsia", segundo um comunicado divulgado no site do Infarmed - a autoridade portuguesa para o sector.

"Não sendo ainda possível chegar a uma conclusão definitiva, a EMA considera não ser necessário, neste momento, alterar o perfil de utilização da vacina Pandemrix", refere o documento. Contudo, a nota adianta que os novos dados reforçam a preocupação das autoridades em relação aos casos notificados na Finlândia e na Suécia.

Em Portugal foi registado um caso de narcolepsia em crianças e adolescentes que foram vacinados contra a gripe A (H1N1), mas não foi determinada casualidade.

fonte: DN

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Polícias criam blogue com lista de dívidas a agentes


Um grupo de polícias criou um blogue em que denuncia as entidades, públicas e privadas, que estão em dívida com as forças policiais. São cerca de dois milhões de euros devidos a agentes.

O Ministério da Administração Interna (MAI), o "patrão" dos polícias, é a entidade que mais deve aos agentes da força de segurança. A informação faz parte de uma lista de devedores colocada num blogue criado por um grupo de polícias.

No blogue, estão algumas discotecas, a empresa Metro do Porto, algumas autarquias, o Hospital de S. João, na Invicta, bingos e empresas privadas.

O MAI lidera as dívidas, relativas a serviços pagos a polícias pelo policiamento de jogos de futebol das camadas jovens.

Em declarações à SIC, Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos profissionais da Polícia, disse que as dívidas, no total, rondam os dois milhões de euros.

fonte: JN

1,5 milhões sem médico de família


O Diário de Notícias divulgou, recentemente, que mais de 740 clínicos abandonaram o Serviço Nacional de Saúde (SNS) no ano passado e que até março deste ano mais 260 vão aposentar-se. Destes cerca de 450 eram clínicos gerais, o que significa que pelo menos 675 mil utentes perderam o seu médico de família, isto apesar das medidas do Governo para travar a falta de profissionais nos centros de saúde.

Os sindicatos alegam que a idade está longe de ser o principal motivo para estas saídas em catadupa. “É o desencanto com a falta de concursos, congelamentos e com as discrepâncias introduzidas pelos contratos individuais de trabalho”, avança o Sindicato Independente dos Médicos.

As contas da ministra

Já a ministra da Saúde, Ana Jorge, afirma que cerca de meio milhão de portugueses não tem, atualmente, médico de família. Na Comissão Parlamentar de Saúde, a governante disse que apesar do aumento do número de médicos de clínica geral e familiar, ainda há muitos utentes sem médico de família atribuído.

O ministério da Saúde estimava assegurar que todos os portugueses tivessem o seu médico de família em 2012/2013, mas a ministra diz agora que esse objetivo só será atingido em 2015. “Para isto, contribuíram também algumas reformas antecipadas”, assumiu. Aos deputados, Ana Jorge revelou ainda que já regressaram ao SNS 89 médicos que se encontravam aposentados. Em relação aos que tinham pedido reforma antecipada, o Ministério registou o regresso de 38 clínicos. O regresso de médicos reformados ao SNS foi uma medida de exceção aprovada no ano passado pelo Governo para responder às corridas antecipadas às reformas e à falta de clínicos nalgumas áreas. Segundo o Tribunal de Contas, existem 1,5 milhões de portugueses sem médico de família.


Engenheiro mata com neta ao colo


Cláudio tenta fugir. Ferreira da Silva continua a disparar

Imagens desmentem tese de que homicídio aconteceu após advogado levar a mão ao bolso.

Conheça todos os pormenores sobre o homicídio de Mamarrosa, em Oliveira do Bairro.



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