RELÓGIO DO APOCALIPSE

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Conheça os primeiros cinco telegramas


Leia os cinco telegramas que estiveram na base da primeira investigação WikiLeaks Portugal que o Expresso publicou sábado. (Uma parceria com os diários "Politiken", dinamarquês, e "Aftenposten", norueguês.)


fonte: Expresso

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Cada vez comemos mais transgénicos


A área cultivada com produtos geneticamente modificadas aumentou 10,5% em relação a 2009.

O cultivo de produtos agrícolas geneticamente modificados ou, usando uma expressão mais técnica, a agrobiotecnologia, é já representa 10% do total dos solos agrícolas do planeta, o equivalente à área do território dos Estados Unidos da América.

A área utilizada com culturas transgénicas aumentou de 1,7 milhões de hectares em 1996 para 148 milhões de hectares, "o que demonstra que esta foi a tecnologia agrícola mais rapidamente adoptada da história da agricultura moderna, reflectindo a importância da sua utilização para os 15.4 milhões de agricultores (93,5 % dos quais são pequenos agricultores de países em desenvolvimento) em 29 países (19 dos quais sendo países em desenvolvimento)"

Na nota agora divulgada pel o Centro de Informação de Biotecnologia é ainda referido que o cultivo de plantas transgénicas iniciou-se há 15 anos e que "os benefícios da utilização da engenharia genética de plantas tem-se tornado cada vez mais visíveis desde 1996, sobretudo se as vantagens forem observadas através dos resultados dos pequenos agricultores em todo o mundo, principalmente os que se encontram nos países em desenvolvimento".

Europa aprova novas culturas

Na Europa a utilização de culturas geneticamente modificadas (GM) realizou-se apenas em oito países. Seis deles cultivaram milho Bt, três cultivaram batata Amflora e um país adoptou ambas as culturas.

Depois de 13 anos de espera a União Europeia aprovou finalmente a utilização de uma segunda cultura transgénica, a batata Amflora.

Segundo Pedro Fevereiro, presidente do Centro de Informação de Biotecnologia, "o enorme atraso da aprovação de culturas GM na Europa impede a competitividade dos agricultores europeus face aos agricultores dos países exportadores aos quais a Europa compra variedades de culturas essenciais aos seus cidadãos e que poderiam ser produzidas pelos próprios agricultores da Europa. Com a sua postura de recusa de utilização desta tecnologia a União Europeia promove também o aumento do custo da alimentação".

Portugal não gosta de transgénicos

Pedro Fevereiro refere ainda que "estes dados, divulgados pelo ISAAA - International Service for the Acquisition of Agri-biotech Applications, demonstram o enorme sucesso da adopção destas culturas. O aumento médio anual de 10,5% do solo arável cultivado com variedades GM permite aos agricultores em todo o mundo, em particular os pequenos e médios agricultores, melhorarem a eficiência da sua actividade e aumentarem os seus lucros reduzindo em simultâneo os impactos ambientais. É impensável que a Europa e Portugal continuem a prejudicar os produtores nacionais, impedindo-os de ter acesso a esta ferramenta agrícola".

fonte: Expresso

Apresentada nova queixa contra a Google na Europa


A Google está de novo debaixo de fogo na Europa. Desta vez as acusações de práticas anti-concorrenciais são feitas por uma empresa francesa, que apresentou queixa junto da Comissão Europeia (CE)

A mais recente queixa contra a Google foi apresentada pela 1plusV, uma empresa francesa especializada em motores de busca para temas específicos, e segundo avança a BBC tem contornos semelhantes às queixas que estão actualmente a ser analisadas pela CE.

Nesta queixa a 1plusV alega que no período entre 2006 e 2010 a Google não autorizou a utilização do serviço de publicidade on-line AdSense por parte dos seus motores de busca.

A empresa francesa acusa ainda a Google de ter retirado os seus sites dos resultados das pesquisas, pouco tempo depois de o motor de busca eJustice.fr, detido pela 1plusV, ter apresentado uma primeira queixa contra a gigante da Internet.

Em comunicado a 1plusV sublinha que «para o eJustice.fr a decisão da Google de retirá-lo dos resultados das pesquisas foi catastrófico em termos de tráfego».

O executivo comunitário já reagiu adiantando que vai dar à Google a hipótese de comentar a acusação e só depois decidirá se avança ou não para uma nova investigação.

fonte: Sol

Relação entre vacina da gripe A e narcolepsia não detectada


A Agência Europeia do Medicamento (EMA) concluiu que não há dados suficientes para relacionar os casos de narcolepsia notificados em crianças e adolescentes com a vacina contra a gripe A, segundo uma comunicação oficial.

A narcolepsia é um estado patológico que desencadeia acessos irresistíveis de sono a qualquer momento do dia.

O Comité de Medicamentos de Uso Humano da EMA analisou os dados adicionais obtidos na Finlândia e concluiu "que ainda não são suficientes para estabelecer uma relação causal entre a vacina e a narcolepsia", segundo um comunicado divulgado no site do Infarmed - a autoridade portuguesa para o sector.

"Não sendo ainda possível chegar a uma conclusão definitiva, a EMA considera não ser necessário, neste momento, alterar o perfil de utilização da vacina Pandemrix", refere o documento. Contudo, a nota adianta que os novos dados reforçam a preocupação das autoridades em relação aos casos notificados na Finlândia e na Suécia.

Em Portugal foi registado um caso de narcolepsia em crianças e adolescentes que foram vacinados contra a gripe A (H1N1), mas não foi determinada casualidade.

fonte: DN

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Polícias criam blogue com lista de dívidas a agentes


Um grupo de polícias criou um blogue em que denuncia as entidades, públicas e privadas, que estão em dívida com as forças policiais. São cerca de dois milhões de euros devidos a agentes.

O Ministério da Administração Interna (MAI), o "patrão" dos polícias, é a entidade que mais deve aos agentes da força de segurança. A informação faz parte de uma lista de devedores colocada num blogue criado por um grupo de polícias.

No blogue, estão algumas discotecas, a empresa Metro do Porto, algumas autarquias, o Hospital de S. João, na Invicta, bingos e empresas privadas.

O MAI lidera as dívidas, relativas a serviços pagos a polícias pelo policiamento de jogos de futebol das camadas jovens.

Em declarações à SIC, Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos profissionais da Polícia, disse que as dívidas, no total, rondam os dois milhões de euros.

fonte: JN

1,5 milhões sem médico de família


O Diário de Notícias divulgou, recentemente, que mais de 740 clínicos abandonaram o Serviço Nacional de Saúde (SNS) no ano passado e que até março deste ano mais 260 vão aposentar-se. Destes cerca de 450 eram clínicos gerais, o que significa que pelo menos 675 mil utentes perderam o seu médico de família, isto apesar das medidas do Governo para travar a falta de profissionais nos centros de saúde.

Os sindicatos alegam que a idade está longe de ser o principal motivo para estas saídas em catadupa. “É o desencanto com a falta de concursos, congelamentos e com as discrepâncias introduzidas pelos contratos individuais de trabalho”, avança o Sindicato Independente dos Médicos.

As contas da ministra

Já a ministra da Saúde, Ana Jorge, afirma que cerca de meio milhão de portugueses não tem, atualmente, médico de família. Na Comissão Parlamentar de Saúde, a governante disse que apesar do aumento do número de médicos de clínica geral e familiar, ainda há muitos utentes sem médico de família atribuído.

O ministério da Saúde estimava assegurar que todos os portugueses tivessem o seu médico de família em 2012/2013, mas a ministra diz agora que esse objetivo só será atingido em 2015. “Para isto, contribuíram também algumas reformas antecipadas”, assumiu. Aos deputados, Ana Jorge revelou ainda que já regressaram ao SNS 89 médicos que se encontravam aposentados. Em relação aos que tinham pedido reforma antecipada, o Ministério registou o regresso de 38 clínicos. O regresso de médicos reformados ao SNS foi uma medida de exceção aprovada no ano passado pelo Governo para responder às corridas antecipadas às reformas e à falta de clínicos nalgumas áreas. Segundo o Tribunal de Contas, existem 1,5 milhões de portugueses sem médico de família.


Engenheiro mata com neta ao colo


Cláudio tenta fugir. Ferreira da Silva continua a disparar

Imagens desmentem tese de que homicídio aconteceu após advogado levar a mão ao bolso.

Conheça todos os pormenores sobre o homicídio de Mamarrosa, em Oliveira do Bairro.



A revolução no mundo árabe e uma nova ordem mundial


A característica principal da revolução árabe é a força do levantamento independente das massas.

A recente revolução no mundo árabe, que desabrochou com a vitória das massas da Tunísia, derrubando a ditadura de Ben Ali, segue, com furor, agora contra o ditador egípcio Hosni Mubarak, grande amigo do imperialismo americano, encastelado no poder há três décadas.

Mas a revolução na Tunísia não só derrubou a ditadura de Ben Ali, como instigou a revolta na Argélia, na Jordânia e também no Iémen e ameaça estender-se pelos demais países do chamado mundo árabe, que possui uma população de cerca de 278 milhões que se estende por uma vasta área do planeta, da África à Ásia

A característica principal da revolução árabe é a força do levantamento independente das massas contra os partidos, organizações e governos. A outra característica é a inexistência de uma verdadeira liderança de esquerda revolucionária que possa dirigir esse fenomenal ascenso rumo ao derrube dos regimes com os quais se chocam violentamente. Não é por outro motivo que, mesmo após a queda de Ben Ali, segue no governo provisório Mohammad Ghanouchi, personagem destacada da ditadura derrubada, que faz de tudo para retroceder a história. Ghanouchi aponta como única saída um processo eleitoral para um longínquo futuro, seis meses, segundo afirma. Não seria um longínquo futuro se as massas não estivessem insurrectas. Trata-se de ganhar tempo, para recompor o regime, apoiando-se nas ilusões democráticas das massas. Mas, na actual situação, o que podemos desejar é que as massas da Tunísia tomem a revolução de volta nas suas mãos, derrubem esse governo provisório, e, sem protelação, instaurem um governo dos trabalhadores e das massas oprimidas, baseado na criação de organismos de poder das massas insurrectas.

A necessidade de organismos de centralização das lutas

Fica evidente que o actual levante carece de organismos claros de organização das massas. Não podendo contar com partidos, nem mesmo com todos os sindicatos, não resta outro caminho além de ir à luta de forma selvagem e heróica, que é o que se tem feito. Mas se existe algum caminho, só pode ser o de construir e fortalecer os organismos de centralização das lutas, que possam, ao mesmo tempo, ir se firmando como órgãos de luta directa pelo poder durante as poderosas mobilizações.

A agonia da velha ordem mundial e o surgimento de uma nova

Junto com a recente ascensão da China e da Índia, a revolução do mundo árabe e a provável vitória das massas insurrectas, estão a liquidar e a infligir uma profunda agonia na ordem mundial estabelecida no final da Segunda Guerra Mundial, que levou os Estados Unidos à liderança política do planeta. O império americano, em decadência, sofre agora um poderoso golpe com a insurreição árabe. Não é por outro motivo que Barack Obama, lamenta publicamente o que acontece hoje no Egipto, confirmando que o odiado Mubarak sempre foi um fiel aliado americano. Mesmo a prestigiosa “The Economist” argumenta que a posição americana de tentar ficar em cima do muro, defendendo Mubarak e ao mesmo tempo afirmando que o povo egípcio tem direitos, é uma posição inglória e bastante frágil.

A questão de fundo não é apenas politica, já que a derrota dos “amigos”, tem como consequência directa a perda de controle político em vasta área do planeta, diminuindo qualitativamente o poderio americano. Mas afecta directamente os bolsos dos imperialistas ianques, já que não há mais nenhuma garantia que todos os acordos passados, que os beneficiavam, irão ser cumpridos daqui para frente.

Independente dos ritmos que possa assumir a crise, está evidente que a velha ordem mundial está acometida de uma agonia mortal, produto do próprio desenvolvimento do monstro chamado globalização

A necessidade de uma nova ordem mundial sob direcção dos trabalhadores

Tantos anos de capitalismo demonstraram que as teses do velho Marx estavam mais do que correctas. O actual capitalismo não só leva à super exploração da maioria, como está, inclusive, ameaçando a própria existência dos seres humanos e do planeta. A profunda crise, reiniciada em 2008, apenas se aprofunda. A actual política de aperto fiscal desenvolvida em vários países não é outra coisa que tentar acabar com o incêndio jogando gasolina em cima… A recessão que provoca obriga os trabalhadores a defenderem-se, como ocorreu na Europa, no ano passado, com a poderosa onda de greves gerais que varreu o velho continente.

Se, no início do capitalismo, os seus defensores podiam argumentar que este iria trazer o bem-estar para toda a humanidade, esse argumento não é mais possível hoje. Todos os defensores da ordem mundial capitalista são obrigados a reconhecer que o capitalismo vive crises cíclicas. Mas pergunto: por que os trabalhadores têm que aceitar essa situação? Duas guerras mundiais e a actual crise parecem argumentos mais que suficientes para provar que o capitalismo não pode e não foi capaz de trazer o bem-estar social que cinicamente alardeava.

Com a vertiginosa crise da velha ordem mundial estabelecida no final da Segunda Guerra Mundial, resta aos trabalhadores construir uma nova ordem mundial. Uma nova ordem mundial baseada na mais ampla democracia dos trabalhadores e povos oprimidos. Uma nova ordem mundial dirigida pelos próprios trabalhadores.


Pelo menos 200 pessoas poderão estar soterradas


Estão contabilizados 65 mortos, mas as autoridades admitem que essse número poderá aumentar nas próximas horas. Estima-se que haja 200 pessoas debaixo dos escombros, após o sismo de 6,3 que atingiu hoje a cidade de Christchurch.


O presidente da câmara, Bob Parker, estima que existam entre 150 e 200 pessoas soterradas nos escombros dos edifícios que desmoronaram depois do sismo, o segundo a atingir a cidade de Christchurch, a segunda maior da Nova Zelândia, depois de um outro a 4 de Setembro de 2010.

Desse grupo de pessoas fazem parte 21 estudantes e dois professores japoneses que estavam na cidade no âmbito de um programa de intercâmbio escolar. Sete alunos e uma professora já foram localizados e aguardam o resgate pelas equipas de socorro.

O terramoto aconteceu perto das 13h00 locais, com epicentro a cerca de cinco quilómetros da cidade e a apenas quatro quilómetros de profundidade. Seguiram-se várias réplicas, algumas com 5,6 de magnitude.

fonte: DN

Kadhafi não sai: "Prefiro morrer como mártir do que abandonar o meu país"


O líder líbio falou ao país. Entre várias declarações, afirmou que prefere morrer como mártir no seu país a abandonar a Líbia. E responsabilizou os Governos e os media estrangeiros pelo que está a acontecer no seu país.

O Presidente da Líbia, Muammar Kadhafi, garantiu hoje que vai permanecer na Líbia como "chefe da revolução", combater os manifestantes e que está disposto a "morrer na Líbia como um mártir".

O líder líbio apelou aos seus apoiantes para "tomarem a rua aos manifestantes" a partir de quarta-feira e garantiu que irá combater "até à última gota do meu sangue". Kadhafi prometeu que "perante esta situação" não vai sair da Líbia e sublinhou: "Este é o nosso país e o país dos nossos avós. Não vamos deixar que o destruam". Num discurso muito exaltado o dirigente líbio, que subiu ao poder em 1969 após dirigir um golpe de Estado, exprimiu-se em directo pela televisão estatal no início da tarde e pela primeira vez após uma semana de insurreição no seu país. O "líder da revolução verde" escolheu um pódio colocado à entrada de um edifício bombardeado, provavelmente a sua antiga residência de Tripoli bombardeada por aviões norte-americanos em 1986, e que não foi reconstruída para recordar o ataque, no qual morreu uma sua filha adoptiva.

O Presidente da Líbia, Muammar Kadhafi, confrontado com uma revolta popular sem precedentes, ameaçou hoje ainda os manifestantes armados com a "pena de morte", num discurso transmitido pela televisão. O líder líbio acusou ainda os "países árabes e estrangeiros de tentarem destabilizar a Líbia" e afirmou que as cadeias de televisão estrangeiras "estão a trabalhar para o diabo". Kadhafi distinguiu ainda a situação no seu país com as revoltas na Tunísia e Egipto. "Os jovens que protestam não são culpados", afirmou, e a sua atitude é "normal" após o que sucedeu nos países vizinhos. No entanto, acusou as pessoas "más" que distribuem "dinheiro e drogas" aos jovens.

Seguem-se as frases mais importantes do discurso:

"Os jovens que se estão a manifestar estão a ser drogados e movem-se por dinheiro. Eles estão apenas a imitar o que aconteceu na Tunísia e no Egipto."

"Este é o nosso país e dos nossos avós e não vamos deixar que o destruam."

"Os países estrangeiros querem desestabilizar a Líbia. As cadeias de televisão estão a trabalhar para o diabo".

fonte: DN

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